Poetas brasileiros na França

  Poetas brasileiros na França No dia 14 de outubro de 2016, em Grenoble (comuna francesa e capital do departamento de Isère, na região do Ródano-Alpes), será lançada a antologia Retendre la corde vocale: anthologie de poésie brésilienne vivante. A obra é organizada e traduzida por Patrick Quillier, poeta e ensaísta.  Quillier, além de Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Nice, é organizador e um dos tradutores de Œuvres poétiques (2001) de Fernando Pessoa lançada na coleção La Pléiade de editora Gallimard. Editada e publicada pela Maison de la Poésie Rhône-Alpes, em Grenoble, a antologia Retendre la corde vocale: anthologie de poésie brésilienne vivante reúne uma série de poetas contemporâneos, e se constitui em um número especial da revista Bacchanales. Entre os poetas (nascidos entre os anos de 1930 e 1980) escolhidos por Patrick Quillier, além dos nomes de Ferreira Gullar, Augusto de Campos e Sebastião Nunes, estão colaboradores, editores e conselheiros de Sibila, Régis Bonvicino (poetas nascidos na década de 1950), e Ronald Augusto (nascido na década de 1960). Há também de se mencionar a presença de Josely Vianna Baptista (nascida na década de 1950).  Entre os mais novos, os destaques ficam por conta das presenças de Marcus Fabiano Gonçalves […]

Susan Bee: Monster Mitt at Lisa Cooley Gallery, April 3 – May 15

Lisa Cooley is pleased to announce Monster Mitt, a presentation of canvases by Susan Bee in the gallery office space. For the past 40 years, Bee has worked as a fine artist as well as a book artist, writer, teacher, and editor. As co-founder of M/E/A/N/I/N/G magazine, Bee’s prolific work as an editor situated and created a context rich with discourse around artists and themes unrepresented elsewhere. In her own practice as an artist she has produced prolifically, moving through photography, collage, and—most centrally since the early 1980s—painting. The works from the early to mid 1990s exhibited in Monster Mitt represent an earlier phase in Bee’s investigation of painting, one in which the canvas is treated as an uneasy stage set for an array of collaged textures, motifs, and ready-made characters. Figures represented range from cartoon decals to Bee’s own children and are arranged amidst a variety of other (two- and three-dimensional) activities enacted on the surface of each canvas. Collaged elements bring together mass-produced vernacular with an expressive painterly landscape of gesture and mark-making. One finds Bee’s characters relocated from their cheery origins to psychologically complex dramas, hovering in indeterminate, emphatically flattened surfaces. Combined with these figures are artifacts from Bee’s own personal life. Narrative fragments from her family appear, emphasizing a characteristic tension in the artist’s work […]

O oco da fala

  Através da fala daqueles que trazem as marcas da ditadura, vai surgindo uma São Paulo dolorida e amorosa…. Selecionado para o XX! Festival Internacional de Documentários, “É tudo verdade”, “O oco da fala”, produzido pela Clínica do Testemunho do Instituto SedesSapientiae,  será exibido na Competição de curtas-metragens No Rio e em São Paulo São Paulo: dia 9/04, sab às, 15:00, CineArte, 13/04, quarta, às 16h – CCSP Rio de janeiro: dia10/04, dom. 15:00 Espaço Itaú Botafogo, 1 dia 14/04, Qui, às 14h no IMS (DCP)   Coordenação geral: Maria Cristina Ocariz Direção: Miriam Chnaiderman Produção executiva: Reinaldo Pinheiro Apoio: Sequencia1 / Quizomba Direção de Fotografia: Fernanda Riscali Montagem: Vitor Freire Trilha sonora e som: Wilson Sukorski Som: Nicolas Oliver Produção de Campo: Daniel Oliver Assistente de Direção: Ana Clara Molinari    

Janus Pannonius Grand Prize for Poetry to Charles Bernstein and Giuseppe Conte

The 2015 Janus Pannonius Grand Prize for Poetry has been awarded to Charles Bernstein and  Giuseppe Conte. The prize was founded in 2012 by the Hungarian PEN Club (an affiliate of International PEN). In 2014, Yves Bonnefois (France) and Adonis (Syria) won the prize, which is modelled on the Nobel Prize for Literature. In 2013 the prize went to Simin Behbahani (Iran). The prize was announced on the Janus Pannonius web page.  The web page includes an  English pdf about the prize. According to Hungarian PEN president Géza Szőcs:  Our prize seeks to honour and reward those poets who can be considered heirs to human spirituality and culture, the grand chain of values, accumulated over millennia. We wish to honour those contemporary artists who have done the most to advance the representation and enrichment of forms of consciousness in harmony with the reflection and interpretation of the world today. The prize has been named after Janus Pannonius, the first known and celebrated Hungarian poet. The prize awarded is 50,000 euros. 2014 winners Bonnefoy and Adonis and 2013 winner Simin Behbahani The prize will be presented both in Italy and Hungary. In Milan on August 27 at 7pm there will be a reading of the Janus Pannonius laureates and translators […]

“Cruzamentos: Brasil, Portugal e Grande China” de 27 a 31 de julho na USP

Participarei do Seminário “Cruzamentos: Brasil, Portugal e Grande China”, coordenado pela Professora Márcia Schmaltz. Eis um resumo de minha fala. Conheci, por e-mail, Yao Feng em 1999. Há trabalhos dele em http://sibila.com.br , site da revista Sibila. Ele é o único poeta chinês que aprendeu português – tem um português fluente. Tornamo-nos pen friends – amigos à distância –, ele em Macau e eu em São Paulo.

SIBILA DEBATE 64: Depoimento de mulheres torturadas

Ele me disse: ‘Se você sair viva daqui, o que não vai acontecer, você pode me procurar no futuro. Eu sou o chefe, sou o Jesus Cristo [codinome do delegado de polícia Dirceu Gravina]’. Ele falava isso e virava a manivela para me dar choque. Ele também dizia: ‘Que militante de direitos humanos coisa nenhuma, nada disso, vocês estão envolvidos’. E virava a manivela. Havia umas ameaças assim: ‘Vamos prender todos os advogados de direitos humanos, colocá-los num avião e soltar na Amazônia’.

Música birmanesa

Byaw ou byaw som

(O tambor que se ouve ao fundo é o som típico byaw e a música vem com um poema tradicional sobre uma cerimônia de iniciação budista)

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Leitura Mundial: Comemorando o Centenário do Genocídio Armênio em 21 de Abril de 2015

O festival internacional de literatura de Berlin (ilb) e o Lepsiushaus Potsdam estão organizando uma leitura mundial no centésimo aniversário do Genocídio Armênio. Contamos com as instituições culturais, difusores de rádio e universidades, assim como escolas, para participarem desta iniciativa e para organizarem suas próprias leituras em 21 de Abril de 2015. O texto selecionado para a leitura foi extraído dos capítulos sete e oito do Livro dos Sussurros de Varujan Vosganian. Pode-se acessar o texto em 15 diferente línguas em nosso site. Em breve, no mesmo link, haverá informações sobre onde as leituras serão feitas. Mais de 300 autores oriundos de mais de 65 países já suportam essa iniciativa, entre eles os premiados com o Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Herta Müller, Elfriede Jelinek, Orhan Pamuk, Günter Grass e John M. Coetzee. Se desejar organizar uma leitura, por favor envie todas as informações relevantes até o dia 30 de Março de 2015 para worldwidereading@literaturfestival.com, incluindo detalhes sobre a hora e local exatos do evento, assim como os nomes dos participantes. Jessica Araya

Patrícia Galvão (Pagu), Parc industriel (roman prolétaire)

O livro, com tradução de Antoine Chareyre, tradutor de Oswald de Andrade e outros modernistas brasileiros, tem prefácio da poetisa Liliane Giraudon, que foi a primeira editora de Pagu no idioma francês, nos anos 80, em parceria com a tradutora franco-brasileira Inês Oseki-Dépré. A edição do texto, apoiada em novas pesquisas, vem com notas e posfácio do tradutor que ajudarão a entender melhor como esse « romance proletário » se insere na atmosfera política e social da São Paulo da época, e também o colocarão devidamente no cruzamento entre a prosa modernista e o nascente romance social da década de 30. Aliás, o maior representante dessa última corrente, Jorge Amado, foi, em 1993, um dos fundadores da editora Le Temps des Cerises, uma casa editorial independente, que lança agora o romance com capa derivada da original, desenhada pela própria Pagu, e uma diagramação respeitosa da edição de 1933.