Outro Brasil Modernista: Blaise Cendrars por Pagu

O poeta e romancista franco-suíço Blaise Cendrars (1887-1961) foi uma figura marcante do modernismo brasileiro. Cendrars visitou o Brasil sete vezes ao longo dos anos, a primeira em 1924, quando permaneceu por nove meses, entrando em contato, de um lado, com a elite modernista (Mário e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral), e, de outro, com a cultura popular (o sambista Donga, com quem frequentava as favelas cariocas) e as cidades históricas mineiras (despertando nos primeiros o interesse pelos segundos, e assim “modernizando” o modernismo brasileiro, ao ajudar a livrá-lo, ao menos em parte, de seu europeísmo). Cendrars escreveu vários poemas com temas brasileiros (e modernistas), muitos dos quais seriam traduzidos para o português por Patrícia Galvão, a Pagu, um dos principais nomes do modernismo paulistano. Esse verdadeiro curto circuito modernista franco-brasileiro é aqui reproduzido, talvez pela primeira vez.