Sobre Claudio Celso Alano da Cruz

Universidade Federal de Santa Catarina.

Cesário Verde e Evaristo Carriego

“Hasta el siglo XIX no era común que un poeta utilizara una ciudad como tema”, afirma Horacio Salas em La poesía de Buenos Aires (SALAS, 1968, p. 11). Pode-se ir mais longe e dizer que a poesia urbana enquanto tal é uma invenção daquele século XIX, uma invenção do que costumamos chamar de capitalismo moderno. Por isso que falar em poesia urbana quase que se confunde com falar em poesia urbana moderna, ou seja, uma espécie particular de poema que procura representar a cidade moderna ou que está em vias de se transformar em moderna. Neste sentido, seria natural que os primeiros poemas urbanos surgissem no país que estivesse à frente na implantação daquele referido capitalismo.

Um Baudelaire para o século XXI

Um dos textos mais interessantes que serão recuperados, por parte de Benjamin, para um enfoque renovado do livro As flores do Mal, será um pequeno ensaio de Baudelaire, de 1846, escrito aos 25 anos, intitulado “Do heroísmo da vida moderna”. O poeta francês dava forma aí ao que entendia por moderno, mais especificamente à beleza particular da vida moderna, que não deveria ser confundida com aquela beleza absoluta e intemporal, consagrada pela arte até então.