Entrevista de Eduardo Quive

Como leitor exigente que me considero e membro de um movimento literário composto por uma maioria jovem de aspirantes a escritores, ainda me é difícil distinguir as boas das más obras literárias. Se calhar porque não leio só para a minha construção sociocultural, mas também como um iniciante no mundo da escrita, procurando, assim, alimentar-me das técnicas e criações dos escritores para construir a minha obra. Não digo com isso que toda obra é boa, confesso que há livros que os leio exatamente porque não os considero bons para mim. O fato único é que considero toda obra literária crucial para quem quer escrever, não exatamente para aprender a escrever, mas para inspirar-se na inspiração de que consome.