Sibila, lugares contemporâneos da poesia: François Luong

Isso depende realmente daquilo que se entende por “público”. A poesia em si não tem um lugar importante na discussão pública, na França ou nos EUA. Ela tem a imagem de uma arte relativamente obscura e hermética. Também exige mais atenção do que um tweet de 140 caracteres, o que me parece ser o essencial da consumação textual de nossos dias. O público, em geral, requer uma satisfação imediata, coisa que a poesia, tradicionalmente entendida, não fornece. Quanto a isso, pode ser que poetas brasileiros tais como Décio Pignatari estejam adiante dos poetas franceses ou americanos pela maneira como eles questionam os modos de consumação contemporâneos.