Sobre Franklin Leopoldo e Silva

É um professor universitário brasileiro. Bacharel (1971), mestre (1975), doutor (1981) e livre-docente (1991), pela Universidade de São Paulo, é professor titular de história da filosofia contemporânea da mesma universidade. Especialista em Descartes, Bergson e Sartre, escreveu inúmeros artigos, participou de várias coletâneas e escreveu os seguintes livros: Descartes: a metafísica da modernidade (Moderna, 1994); Bergson: intuição e discurso filosófico (Loyola, 1994); Ética e literatura em Sartre (Unesp, 2004); Felicidade: dos filósofos pré-socráticos aos contemporâneos (Claridade, 2007).

A perda da experiência da formação na universidade contemporânea

O que pode significar “uma educação para a contradição e para a resistência”? De acordo com o que vimos acerca do hiper-realismo, as pessoas são encorajadas a uma aquiescência total ao que existe, como se fosse antinatural ou utópico ou insensato opor-se àquilo que se impõe como realidade. Essa atitude naturalista perante as coisas é tão difundida porque corresponde a um dogmatismo que nem sequer é fruto de crenças fortes, mas simplesmente desempenha uma função acomodadora. Ao hiper-realismo corresponde portanto algo como uma vontade de unicamente afirmar, no sentido de corroborar sempre a realidade. É a atrofia da capacidade crítica, certamente, mas devemos compreendê-la não apenas como empobrecimento existencial e cultural mas também do ponto de vista das condições objetivas, isto é, do clima de “consenso” naturalista que rechaça qualquer atitude de contestação e de crítica assim que elas ameaçam aparecer.