Categorias epidíticas da ekphrasis

Hoje, em tempos de desistoricização, o termo ekphrasis é usado para significar qualquer efeito visual. Da biologia à música, passando pela arqueologia, pela física, pela história literária, pela informática e por estudos culturais de gênero, o termo é usado fora dos seus usos retóricos antigos, significando efeito sensorial, visualização, iconização, espetacularização, realidade virtual e mais coisas.

Representações da cidade de Salvador no século XVII

Todas as representações mediadas pela representação são produzidas como imagens fornecidas à imaginação dos autores pela memória dos usos socialmente autorizados dos signos. A representação é metafísica e pressupõe que o atributo do Ser divino se aplica às coisas da natureza e aos eventos da história, tornando-os convenientes e semelhantes, e, simultaneamente, diversos e diferentes.

FORMA E INDETERMINAÇÃO EM GRANDE SERTÃO: VEREDAS

Em 1957, logo após a publicação de GrandeSertão :Veredas, Antonio Candido o comparou com Os Sertões, chamando a atenção para algo fundamental. Lembrando que  GrandeSertão:Veredas tem as 3 articulações  da obra de Euclides da Cunha, a terra, o homem, a luta, propôs que a semelhança pára aí, pois onde Euclides descreve para classificar sociologicamente.

DRUMMOND E O LIVRO INÚTIL

Um texto de Confissões de Minas, “O Livro Inútil”, figura essa ética utópica. Hoje, quando essa ética está esquecida e arquivada no conformismo da nossa desesperança pós-utópica, provavelmente o texto é ilegível. Ou talvez só legível como  fóssil que  documenta as disposições modernas que a poesia de Drummond passou a intensificar principalmente depois de Sentimento do Mundo, escrito entre 1935 e 1940.

A MÁQUINA DO MUNDO

Para  tratar da poesia de Camões  com a tópica deste ciclo de conferências,  “poetas que pensaram o mundo”,  vou-lhes falar de categorias da  mundaneidade do seu mundo. Por “mundaneidade”, entendo a estrutura temporal constitutiva da sua  existência histórica como homem e como poeta, ou seja, a presença do seu presente. Hoje, quando  esse presente está […]

A MÁQUINA DO MUNDO

Para  tratar da poesia de Camões  com a tópica deste ciclo de conferências,  “poetas que pensaram o mundo”,  vou-lhes falar de categorias da  mundaneidade do seu mundo. Por “mundaneidade”, entendo a estrutura temporal constitutiva da sua  existência histórica como homem e como poeta, ou seja, a presença do seu presente. Hoje, quando  esse presente está […]