Sobre Julio Plaza

(Madri, Espanha, 1938 - São Paulo, SP, 2003) nasceu em Madri, Espanha, em 1938. Inicia formação artística na década de 50, no Círculo de Bellas Artes e na École de Beaux-Arts, em Paris. Em 1967, ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, com bolsa de estudos concedida pelo Itamaraty. Leciona linguagem visual e artes plásticas, como artista-residente, junto ao Departamento de Humanidades da Universidad de Puerto Rico, entre 1969 e 1973. É brasileiro naturalizado, artista multimídia, foi professor do Departamento de Multimeios do Instituto de Artes da Unicamp e do Departamento de Artes Plásticas da ECA/ USP. Doutor em comunicação e semiótica pela PUC/ SP, dedica-se à pesquisa de multimeios. Em 1982, recebeu o Prêmio Pesquisa da Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, pelo conjunto de trabalhos desenvolvidos naquele ano. Pesquisou videotexto, assunto sobre o qual publicou o título Videografia em Videotexto. Organizou vários eventos importantes no país, entre eles a 17ª Bienal Internacional de São Paulo (organizador da exposição sobre videotexto, parte das salas especiais de Novos Media), 1983; e as exposições Transcriar, no MAC/ USP, São Paulo, 1985; Arte e Tecnologia, no MAC/ USP, São Paulo, 1985; e o 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas (responsável pelo setor de meios eletrônicos), 1988. Participou de diversas manifestações de arte em espaços públicos abertos, como a série de poesias que fez projetar sobre o Vale do Anhangabaú, em São Paulo, no painel luminoso dinâmico instalado no alto de um dos prédios da região; e a Sky Art Conference 86.

O livro como forma de arte

O texto verbal contido num livro ignora o fato de que o livro é uma estrutura autônoma espaço-temporal em sequência. Uma série de textos, poemas ou outros signos, distribuídos através do livro, seguindo uma ordem particular e sequencial, revela a natureza do livro como estrutura espaço-temporal. Esta disposição revela a sequência mas não a incorpora, não a assimila.