Sobre Larissa Costa da Mata

Autora da dissertação As máscaras modernistas: Adalgisa Nery e Maria Martins na vanguarda brasileira (defendida na Universidade Federal de Santa Catarina em 2008) e do ensaio “A máscara modernista: Maria Martins” (publicado in: STUDART, Júlia (org.). Conversas, diferença n 1 [ensaios de literatura etc.]. Florianópolis: Editora da Casa, 2009). Atualmente atua como Leitora de Português e Cultura Brasileira junto à Universidade de Pequim, na China.

Da Amazônia, de Maria Martins

Em 1943, quando Maria Martins (1890-1973) exibira as obras pertencentes à série Amazônia na Valentine Gallery de Nova Iorque, junto à exposição do abstracionista holandês Piet Mondrian (1872-1944), a escultora de Campanha, Minas Gerais, já mostrava seguir um percurso individual e pouco afeito à tradição, como destacaram alguns críticos como Murilo Mendes (1956) a seu respeito, o que a situava em um ponto nodal entre o interesse pela vanguarda surrealista à qual se vinculara, o passado antropofágico e a ascensão do abstracionismo no plano internacional e nacional das artes plásticas.