Questões de identidade cultural

Porque sua interrogação não poderá encontrar uma resposta positiva, dirá a si próprio: não é coisa para levar a sério. Em suma, quem explode limites precisa ser primeiro reconhecido fora de sua própria cultura. Só então − como nos dias que correm comprova o caso de Sousândrade, cujo reconhecimento, em 1964, só começa a ser levado a sério à medida que as partes mais arrojadas de O Guesa são traduzidas e editadas em antologia norte-americana – certa margem de apreço pode lhe ser concedida.

O lugar da poesia e da arte hoje

Estou plenamente de acordo em que o melhor incremento à mediocridade invasora está no que chamo de “doença senil do ‘espírito 68’”. Por preguiça, comodismo, covardia, se não mesmo por ignorância, aceitamos como poesia o que não passa de uma balbúrdia de associações livres.