Sobre Luiz Päetow

(1978, São Paulo) Atuou nos espetáculos Marat/Sade de Peter Weiss, dirigido por Francisco Medeiros; Sobre o Acordo de Bertolt Brecht, por Celso Frateschi; A Cozinha de Arnold Wesker, por Iacov Hillel; e À Margem da Vida de Tennessee Williams, por Odavlas Petti. Em 1997, no Centro de Pesquisa Teatral, começou uma investigação de dramaturgia aliada à interpretação, que culminaria no projeto Prêt-à-Porter. Criou, dirigiu e atuou em cinco textos: Passageiros, Debaixo da Ponte, Cem ConcertoHoras de Castigo e Asas da Sombra. Inaugurou o Círculo de Dramaturgia, coordenando o primeiro ano do curso e dirigindo a Oficina de Dramaturgia Atoral. Trabalhou como ator e assistente de direção de Antunes Filho no espetáculo premiado com o Shell e o APCA de melhor direção de 1999: Fragmentos Troianos de Eurípides, excursionando pela Turquia e pelo Japão. Paralelamente, foi assistente de Daniela Thomas na montagemDa Gaivota de Anton Tchekhov, com Fernanda Montenegro, Fernanda Torres e Antonio Abujamra. Em 2000, assinou a encenação e a dramaturgia da ópera The Fairy Queen de Henry Purcell. Em 2003-2004, atuou na primeira montagem brasileira do derradeiro texto de Sarah Kane, 4.48 Psicose, direção Nelson de Sá. Em 2006, criou o espetáculo-solo intitulado Peças, sua tradução para o texto de Gertrude Stein com encenação de Marcio Aurelio, realizando temporadas em SP durante três anos e com passagens por diversos festivais. Em seguida, protagonizou o espetáculo Leonce e Lena, de Georg Büchner, dirigido por Gabriel Villela. No final do mesmo ano, assinou a criação, produção e atuação do Ciclo Gertrude Stein, apresentado no Sesc Pinheiros durante três noites consecutivas, composto por palestras e performances de traduções suas para diversos textos de Gertrude Stein. Em 2007, atuou no espetáculo Matamoros, de Hilda Hilst, direção Beatriz Azevedo; e assinou a direção e adaptação da obra Água Viva de Clarice Lispector, em Goiânia. A convite do diretor Rubens Rusche, protagonizou em 2008 sua encenação intitulada Calando, composta por duas peças radiofônicas de Samuel Beckett: Palavras & Música e Cascando, apresentadas dentro do 43 Festival Música Nova. Atualmente, assina a encenação e a tradução do texto Music-Hall de Jean-Luc Lagarce.

‐‐‐‐‐‐‐ ou a caixa preta de cor laranja fluorescente florescendo no teatro carbonizado ao caos s ó

O planeta está coberto de gente mas su-bi-ta-men-te a gente não importa mais Sílabas demais Uivos a mais Dizem que a imagem diz tudo e que a palavra diz mais nada Ora a imagem diz a imagem dizima-gente distrai a mente e feito zumbis pedimos sempre bis O que fazer quando não há mais o que fazer Não há que fazer quando não há mais o quê que faz ser fora do tempo fora do time fora de campo Não o ritmo ou a velocidade dos tempos mas a grande doença the great ILL-usion presente em qualquer civilização comandada o tempo todo pela crença não em um tempo mas no tempo O ocidente desorienta o oriente acidenta algumas centenas de consumidores do islamismo em volta da caaba

Mulholland Drive, de Nelson Rodrigues

em Mulholland Drive no plano da suposta realidade assistimos às cenas do acidente de carro – da investigação dos policiais – dos produtores na sala de reunião resolvendo de forma misteriosa os prejuízos de um filme
em Vestido de Noiva no plano da realidade assistimos às cenas do acidente de carro – dos repórteres policiais espalhando a notícia do crime – dos médicos na sala de cirurgia lidando cinicamente com os prejuízos do corpo

CARTILHA-CATÁBASE

Quadro pixitExit-to-exist é letreiro numinoso Ex-isto é passageiro à maré zero do poço E-xisto betuminoso é material orgânico formado há milhões de anos e traduzido por palavras que não passam de cascas de coisas que eram que foram que vieram se esfarelando na ladeira das eras até se tornarem o que falam que existiu nesse […]