Sobre Marcelo Moreschi

(Unicamp/Fapesp) Atualmente conduz pesquisa a respeito dos escritos de Flávio de Carvalho, na Universidade Estadual de Campinas com bolsa de pós-doutorado da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Doutor em Literatura Luso-Brasileira pela Universidade da Califórnia, Santa Bárbara.

Protestos históricos

A versão oficial da história é bastante conhecida: 1932 foi o ano do levante paulista contra o governo de Vargas. Descontentes com certos desdobramentos da (ainda hoje chamada) “revolução de 1930” e, sobretudo, desgostosos com a subjugação de São Paulo ao regime varguista que se instituía, grupos importantes e antagônicos do mundo da política paulista uniram-se no início de 1932 em torno de uma pauta comum: um governo paulista mais autônomo, com um interventor civil e local (sobretudo não nordestino), e uma constituição que regulasse o regime que então se estabelecia. Toda essa movimentação teve como ápice a chamada “revolução constitucionalista de 1932”, que eclodiu em julho daquele ano. Mas, antes do estopim, vários protestos de natureza diversa (difusos ou organizados, capitaneados por grupos poderosos ou por facções marginais) tomavam a cidade.

Flávio de Carvalho em exposição

Flávio de Carvalho: a revolução modernista no Brasil, exposição que esteve em cartaz no primeiro semestre de 2012 no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, expôs cerca de sessenta obras do artista, entre desenhos, pinturas e projetos arquitetônicos. E propôs ainda uma série de atividades paralelas. Em horários preestabelecidos, por exemplo, um ator vestia o traje inventado por Carvalho em 1956 e passeava com ele pelo CCBB.

Deplorável

Régis e Luis, ontem, dia 24, me contaram de toda a confusão do cara da Casa das Rosas. A atitude dessa pessoa foi muito deplorável. Abraços, Marcelo Moreschi

Sobre Mulholland Dr. (Cidade dos sonhos), de David Lynch

Mulholland Dr. seria uma série que estrearia na temporada de 1999 de uma TV americana. A emissora, depois de ter financiado a filmagem do episódio-piloto, abortou o projeto sem dar muitas explicações. A ideia parecia abandonada de uma vez por todas quando, no ano seguinte, Alain Sarde, da produtora francesa Le Studio Canal + (trabalhara então com David Lynch em Straight Story), mostrou-se interessado na empreitada abortada precocemente.