Sobre Marcos Nobre

É professor de filosofia no IFCH-Unicamp e pesquisador do Cebrap. Possui graduação em ciências sociais, mestrado e doutorado em filosofia pela USP, e pós-doutorado pela Universitat Frankfurt an Main − Johann Wolfgang Goethe. É autor, entre outros, de Dialética negativa (São Paulo, Iluminuras, 1998), Teoria crítica (Rio de Janeiro, Zahar, 2004) e Choque de democracia − razões da revolta (São Paulo, Companhia das Letras, 2013), obra pioneira em analisar em profundidade as manifestações de julho, ao mesmo tempo em que as insere na narrativa histórica brasileira.

SIBILA DEBATE 64: Marcos Nobre

Nobre: Na década de 1960, contam-se nos dedos as pessoas e os grupos organizados que entendiam que a prioridade política deveria ser o fortalecimento das instituições desenhadas pela Constituição de 1946. A alternativa colocada era a de uma revolução socialista ou de um golpe de Estado militar. A disputa entre estes dois campos em nenhum momento se colocou em termos de um compromisso (mesmo que meramente tático para os dois lados, não importa) com a consolidação da ordem democrática inaugurada pela Constituição de 1946.