Sobre Marjorie Perloff

Professora emérita de Inglês na Universidade de Standford, autora do livro Unoriginal Genius: Poetry by Other Means in the New Century (University of Chicago Press, 2010) e membro do Conselho editorial da Sibila.

Marjorie Perloff fala da função da crítica

Marjorie Perloff nasceu Gabriele Mintz, em 1931, em uma família judia em Viena. Ante o terror nazista, sua família emigrou em 1938 quando Marjorie tinha seis anos e meio; foram primeiro para Zürich e depois para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Riverdale, Nova York. Após estudar no Oberlin College de 1949 a 1952, ela se formou no Barnard College em 1953; nesse ano, casou-se com Joseph K. Perloff, cardiologista e professor de medicina na Streisand/American Heart Association e pediatra emérito na UCLA. Perloff completou sua graduação na Catholic University of America em Washington, obtendo um M.A. em 1956 e um Ph. D (com uma dissertação sobre W.B. Yeats) em 1965. Marjorie ministra cursos e escreve sobre poesia e poética dos séculos XX e XXI, ambas as artes anglo-americanas e de uma perspectiva comparatista, bem como sobre o intermedia e visuais. Ela é professora emérita de Inglês na Universidade de Stanford e Florença R. Scott, e professora emérita de Inglês na Universidade do Sul da Califórnia.

J’accuse!

Ad hominem attacks are not acceptable, here or anywhere. And especially attacks on a poet’s family–his mother and daughter. J’accuse! Marjorie Perloff

Linguagem: debacle cultural leva EUA à crise econômica

A própria linguagem da década expressa a ansiedade americana em relação ao mundo exterior. Falar sobre o “terceiro mundo” e as “nações emergentes” reafirmou nossa confiança e nosso senso de controle, como país de “primeiro-mundo”, que, entretanto, abandonou a onipresente expressão “nosso planeta” para aderir ao lema “como salvar nosso planeta”. Há uma década, sob os signos do “simulacro” de Baudrillard e da “diferença” derridadiana, a representação pós-moderna e sua ambiguidade nunca teriam tolerado um substantivo tão genérico quanto “planeta”.

George Oppen’s “Of Being Numerous”

Note: In its original form, this essay was published in Ironwood (#26, Fall 1985, a special George Oppen issue). For various reasons, I did not include it in any of the three essay collections I have published since that date. But the time for reconsideration is now opportune. In the past two decades, we have witnessed Oppen scholarship coming of age, beginning with Rachel Blau DuPlessis’s edition of The Selected Letters of George Oppen (Duke 1990), Michael Davidson’s New Collected Poems for New Directions (2002), and Stephen Cope’s publication of Oppen’s Selected Prose, Daybooks, and Papers for California (2007).

Os conceitos de Sibila

A típica poesia de “oficina”, como a chamamos nos Estados Unidos, é “transparente” no sentido de que as palavras são meros veículos para a expressão de um pensamento profundo ou de um vislumbre supostamente importante. Eu nunca achei esses vislumbres tão profundos assim. É duvidosa a noção de um indivíduo único expressando a si mesmo. Na Language e nos movimentos afins, o poeta começa com a linguagem e deixa que a linguagem gere “ideias”, e não o contrário. Até aí, os bons poetas sempre fizeram isso.