Moreira da Silva: o inventor do Samba de Breque

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Já foi escrito que aquele malandro de terno branco nunca existiu, mas vejam as fotos de contemporâneos de Moreira tão díspares quanto Noel Rosa, Geraldo Pereira, Madame Satã. Existia o figurino. Moreira da Silva sobreviveu aos outros, tornou-se o dono do tipo. Chico Buarque utilizou-o em sua Ópera do Malandro. Mas explicava que a roupa – exatamente igual à usada por Moreira da Silva – se inspirava tanto no cantor quanto na entidade do sincretismo religioso afro-católico Zé Pelintra.