Sobre Pedro Alexandre Sanches

Nasceu em Maringá, PR, em 1968. Escritor. Jornalista. Crítico. Ex-farmacêutico. Em 1992, transferiu-se para São Paulo com o objetivo de cursar jornalismo na Escola de Comunicação e Artes da USP. No ano de 1994, começou a trabalhar na Folha de São Paulo. Foi redator, repórter e crítico. Em 2000, lança seu primeiro livro, Tropicalismo − decadência bonita do samba (Boitempo), ensaio em que procura, a partir da análise das obras de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola e Jorge Ben, analisar transformações, avanços e distorções trazidos à cultura brasileira pelo advento do movimento tropicalista.

Wilson Simonal e a ditabranca

Para quem, como eu, não viu Simonal ao vivo e em ação, há de ser a primeira chance para chegar perto de entender o poder comunicativo de um cantor-entertainer-apresentador televisivo que condensava, em si, qualidades (e/ou cacoetes) de personagens tão variados quanto Frank Sinatra, Agostinho dos Santos, Sammy Davis Jr., Cyro Monteiro, Ray Charles, Lúcio Alves, Harry Belafonte, Dick Farney, Chris Montez, João Gilberto, Chacrinha, Hebe Camargo, Silvio Santos, Roberto Carlos, Elis Regina, Sergio Mendes, Jorge Ben etc. De quebra, é senha perturbadora e incômoda para a compreensão um pouquinho menos superficial de um Brasil ditatorial que ainda reluta em se extinguir por completo.

“O filme se chama Ninguém sabe o duro que dei, mas também poderia ser Ninguém sabe o mole que dei”, diz Claudio Manoel.