Sobre Rodrigo S. Cintra

O professor Dr. Rodrigo Suzuki Cintra é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo de São Francisco/USP) e bacharel em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Realizou o mestrado (2008) e o doutorado (2012) na área de concentração Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito da USP. Estudou a obra de Shakespeare na University of Cambridge, na Inglaterra. Realizou suas pesquisas de Pós-Doutorado na Universidade de Coimbra, em Portugal (2014), no Programa de Pós-Doutoramento em Democracia e Direitos Humanos. É Socius in Collatione Juridica Conimbrigensi (Parceiro na Discussão Jurídica Coimbrã), pelo Centro de Direitos Humanos do Ius Gentium Conimbrigae da Universidade de Coimbra. Está publicando, quinzenalmente, o livro "A Galeria Invisível" (Ekphrasis de obras Dadaístas e Surrealistas) no site zagaiaemrevista.com.br. É professor da Faculdade Cásper Líbero e da Universidade São Judas Tadeu. Atua principalmente nos seguintes temas e autores: relações entre Filosofia e Arte, Direitos Humanos, Ideologia, John Locke, Maquiavel e Shakespeare. É um dos editores da Revista Zagaia. (Fonte: Currículo Lattes)

Nota sobre Beyond the wall

Quem se dispõe a percorrer a nova coletânea de poemas de Régis Bonvicino, Beyond the wall (Além do muro) recém publicada pela editora Green Integer nos EUA, deve estar preparado para enfrentar uma complexa trama em que o estatuto da arte, a vida na cidade e a política em ponto de bala se entrelaçam de uma maneira absolutamente inextricável, de modo que é praticamente impossível uma dissociação dos elementos dessa poética – existe algo de irredutível na obra que impede os esquemas mais tradicionais de interpretação de livros de poesias. Não é o caso, então, de tentar localizar quais são os poemas de uma ordem metalinguística mais evidente ou os que apresentam imagens da cidade ou mesmo os que discutem relações de poder. Os poemas de Beyond the wall operam nas bordas, nos limites em que um tema já se transforma em outro, mas ainda não deixa de ser o que era. Existe uma verdadeira topografia poética, um modo pelo qual esses poemas foram estrategicamente colocados em sua sequência, que causa a perfeita percepção de que o livro tem um espaço.