Textos de Rogério Sganzerla

Com a morte Glauber acaba uma época de ouro do cinema. Devemos-lhe tudo nas últimas duas décadas. Foi-se embora o concertista-mor, artífice de brilhantes óperas cinematográficas, arranjador, encenador e coreógrafo do estranho balé do subdesenvolvimento. Que a nova geração ainda não teve chance de assistir na tela grande ou pequena. Sobretudo aqueles concertos feitos com poucos recursos materiais e “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, com extrema criatividade.