Depoimento de Serge Pey

Serge Pey acaba de receber o Grand Prix National de Poésie 2017 na França. Pey nasceu em 1950 em uma família de classe trabalhadora no bairro de Hers em Toulouse. Filhos de imigrantes da Guerra Civil Espanhola, sua adolescência foi marcada pela luta contra o General Franco. Ativista igualmente contra a Guerra do Vietnã, ele participou dos movimentos de maio e junho 1968 em Paris. Ao lado de seu compromisso político, ele, ainda jovem, se tornou poeta, interessando-se por Lorca, Whitman, Antonio Machado, Machado, Rimbaud, Baudelaire, Villon, Yannis Ritsos Alfred Jarry, Tristan Tzara, trovadores provençais, Antonin Artaud, poemas xamânicas, visuais e dadaístas. No início dos anos 1970, Serge Pey inaugura o que denomina “poesia da ação”, experimentando múltiplas formas e valorizando sobretudo a oralidade. Pey é um nômade e, em sua editora, Edições da Tribo, uma cooperativa, publicou autores como Bernard Manciet, Jean-Luc Parant, Gaston Puel, Rafaël Alberti, Dominique, Pham Cong Thien, o sexto Dalai Lama, Allen Ginsberg, Ernesto Cardenal.