Sobre Sérgio Medeiros

Poeta, tradutor e professor de literatura na UFSC. Seu poema longo, “Retrato totêmico de Claude Lévi-Strauss”, será publicado em outubro, nos EUA, na “Mandorla Magazine”, da Universidade de Illinois. Seu novo livro, “O sexo vegetal”, sairá no Brasil em breve.

A despedida de Trisha Brown

1) A LENDÁRIA DANÇARINA ENCERRA SUAS ATIVIDADES Dirce Waltrick do Amarante A dançarina, performer, coreógrafa e desenhista norte-americana Trisha Brown, uma das precursoras da dança pós-moderna, anunciou oficialmente o encerramento de suas atividades frente a sua companhia, The Trisha Brown Dance Company. A despedida culminou com aclamadas apresentações na Howard Gilman Opera House, em Nova […]

Poema abominável

Régis, Dircinha e eu lemos o abominável poema-ataque de Frederico Barbosa. Isso não se faz. É uma das peças mais repugnantes que lemos ultimamente. Lamentamos muito o covarde ataque à tua pessoa e à tua família. Tenha a nossa solidariedade. Um abraço, Sérgio Medeiros, Professor da UFSC

TRÊS E-MAILS PARA UM CRÍTICO

Em junho de 2011, troquei e-mails com um crítico pernambucano radicado no Rio de Janeiro, a quem, meses antes, havia enviado todos os meus livros. Reproduzo três e-mails nos quais, respondendo a algumas indagações muito lúcidas dele, procurei discorrer a respeito de tudo daquilo que eu mesmo, como autor, “encontro” nos meus textos, não certamente quando os leio (eu não os leio depois de publicados), mas quando “penso” neles: a série; o totem; a paisagem e o sex appeal vegetal; o inumano; a vitrine e o outdoor

Ferreira Gullar e Augusto de Campos, retaguardistas

Sabemos que o poeta Ferreira Gullar rompeu com o concretismo, sob o pretexto de que os autores de São Paulo estariam propondo, em seus manifestos, o advento de uma poesia matemática, ou abstrata demais. O fato é que surgiram, nos anos 1960, duas retaguardas, uma carioca, intuitiva, representada por Gullar, e outra paulista, ou paulistana, cerebral, representada por Augusto de Campos, uma empenhada em combater a outra. Isso se prolonga até os nossos dias.

Li Po e Mao Tsé-tung em português

A Anthologie de la poésie chinoise classique, de Paul Demiéville, traz informações sucintas sobre a vida de todos os poetas que integram essa obra extensa. Folheando-a ao acaso, chamou-me a atenção, por um ou outro aspecto trágico, a biografia de Wen Tseu-cheng, alto funcionário da dinastia Wei do Norte que, acusado de traição, morreu na prisão em 547 d.C.

LÉVI-STRAUSS E O PENSAMENTO CONTEMPORÂNEO

A notícia de que o mais famoso antropólogo do mundo morreu no último dia 31 de outubro reacendeu, nesta semana, a discussão sobre seu legado intelectual. Este artigo se propõe a repensar alguns temas da obra de Claude Lévi-Strauss — como natureza e cultura — a partir do conceito de perspectivismo, elaborado por Philippe Descola e Eduardo Viveiros de Castro, dois dos seus mais destacados herdeiros.

Conceitos blanchotianos

Nada mais do que repetição literal de enunciados: é o que ofereço a seguir, ao propor  um diálogo, talvez inusitado, entre Maurice Blanchot e Mario Perniola, citando literalmente suas respectivas palavras, ditas em contextos e épocas diferentes. Pretendo testar, assim, com justificada ou injustificada liberdade, a receptividade hospitaleira (locução de Derrida,  de que me aproprio neste ensaio de infinitas apropriações) que a conversa infinita — entretien infini — de Blanchot pressupõe.

CHARLES BERNSTEIN EM PORTUGUÊS

“Histórias da Guerra: Poemas e ensaios” Foi lançada, recentemente, a antologia “Histórias da Guerra” (Martins/Martins Fontes, São Paulo, 2008), que contém poemas e ensaios do poeta norte-americano Charles Bernstein, autor de vários livros de poesia e ensaios-poemas, além de libretos. Bernstein co-editou a importante revista L=A=N=G=U=A=G=E, transformada depois, em 1984, em livro. A tradução dos poemas […]