Links e observações na área de interesse da revista: poesia, cultura, literatura, tudo.

MAPA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO

CRÍTICA

UM CONCEITO DE SIBILA, por Régis Bonvicino e Sibila Petlevski
*Publicação digital

CONCEITOS DE SIBILA
por Régis Bonvicino e Alcir Pécora

*Publicação digital

O INCONFESSÁVEL: ESCREVER NÃO É PRECISO
por Alcir Pécora

Publicado em Sibila 10

PRONTO PARA CONSUMO
por Alcir Pécora

*Publicação digital

MELHOR É ESTAR ERRADO E FÉRTIL
por Mário Faustino

*Publicação digital

ENTREVISTA DE NANNI BALESTRINI A RÉGIS BONVICINO
Publicada em Sibila 10

A CRÍTICA NUA
por Luis Dolhnikoff

Publicado em Sibila 10

UM PINTOR NO SAMBA
por Hélio Oiticica
Publicado em Sibila 10

MANIFESTO ANTROPÓFAGO
por Oswald de Andrade

*Publicação digital

EM SÃO PAULO: LEMBRANÇAS FRAGMENTÁRIAS DA VISITA DE BOB CREELEY EM 1996
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

SEXO E GÊNERO EM PARQUE INDUSTRIAL, DE PAGÚ
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

FÁBULAS POÉTICAS PARA OS OLHARES DE NUNCA
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

POESIA NAZI E O G8
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

O URUGUAIO ENRIQUE FIERRO POR ALFREDO FRESSIA
*Publicação digital

A VOZ DO POETA
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

O MANDATO CELESTIAL
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

À SOMBRA DA REALIDADE
por Yao Feng

*Publicação digital

ENTREVISTA DE INEZ CABRAL A ASTIER BASÍLIO
Publicada com permissão expressa de Inez Cabral

A EXPLORAÇÃO DA INTEMPÉRIE
Entrevista de Alfonso García a Marcelo Flores

Publicado em Sibila 12

MARCEL DUCHAMP: LA DESCONSTRUCCIÓN DE LOS CUERPOS
por Sergio González Valenzuela

*Publicação digital

ROUE DE BICYCLETTE
por Sergio González Valenzuela

*Publicação digital

PABLO PICASSO: DE LA CARRER D'AVINYÓ A "LES DEMOISELLES D’AVIGNON"
por Sergio Gonzàlez Valenzuela

*Publicação digital

STEIN: VANGUARDA E CIVILIZAÇÃO
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

LE COMMENCEMENT DE LA FIN
por Silviano Santiago

*Publicação digital

A CÓPIA MONÓTONA DA REALIDADE
por Rodrigo Gurgel

*Publicação digital

DIVISIONARIA, REBELIONARIA, VISIONARIA
por Rolando Sanchez Mejias

*Publicação digital

REVISTA MODO DE USAR & CO.
por Felipe Fortuna

*Publicação digital

MODO DE USAR MAIS DESMIOLADO AINDA
por Felipe Fortuna

*Publicação digital

MAIAKÓVSKI NA AMÉRICA
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

POESÍA DE ROSARIO — LA BÚSQUEDA DE UNA PALABRA INICIAL
por Héctor Berenguer

*Publicação digital

O ARTISTA CONFESSO
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

CONVERSAS COM GAUDÍ
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

MAIO DE 68: DO LIVRO DAS HORAS AO LIVRO DE PONTO
por Alcir Pécora

*Publicação digital

ROBERTO: ENTRE EL MITO Y EL MÉRITO
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

CONSEJOS
por Jorge Luis Borges

*Publicação digital

REVISTAS LITERÁRIAS E SEUS TARADOS PROTETORES
por Ronald Augusto

*Publicação digital

CRÍTICO DE VANGUARDA OU DE RETAGUARDA?
por Jayro Schmidt

*Publicação digital

UN POETA DE IRAK EN COSTA RICA
por Javier Campos

*Publicação digital

CULTURA E ESPETÁCULO EM “A MODA E O NOVO HOMEM”, DE FLÁVIO DE CARVALHO
por Régis Bonvicino

Publicado em Sibila 6

SÓ A TRESLEITURA NOS UNE
por Ronald Augusto

*Publicação digital

JORGE DE LIMA: INVENÇÃO DE ORFEU, A CULPA E A REDENÇÃO DO TEMPO HUMANO
por Maria da Conceição Paranhos

*Publicação digital

MANIFESTO ANTROPÓFAGO, UM JOVEM CLÁSSICO DE 80 ANOS
por Ronald Augusto

*Publicação digital

ENTREVISTA DE GERALDO FERRAZ A MARIA EUGENIA BOAVENTURA
*Publicação digital

E OS FINALISTAS E VENCEDORES DO ANO PASSADO?
por Ronald Augusto

*Publicação digital

EM DEFESA DA POESIA
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

SOBRE PRÊMIOS (NÃO TÃO) LITERÁRIOS
por Luis Dolhnikoff

*Publicação digital

CONTRA AS ROTINAS
Entrevista de Marjorie Perloff a Régis Bonvicino e Odile Cisneros

Publicada em Sibila 2

DRUMMOND RECUSOU DOIS PRÊMIOS LITERÁRIOS
*Publicação digital

DESAPROPRIADA MANEIRA
por Giorgio Agamben

*Publicação digital

MORFOLOGIA DE AGORA É QUE SÃO ELAS
por Ricardo Silvestrin

*Publicação digital

LINHAS CRUZADAS
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

TRACTAT DEL LOBO-ESCRITOR
por Iván Humanes Bespín

*Publicação digital

ROMANCISTAS CONTEMPORÂNEOS MASCAM CLICHÊS
por Ronald Augusto

*Publicação digital

VIDAS MAIÚSCULAS OU A INVENÇÃO DA VIDA CLARA
por Haquira Osakabe

*Publicação digital

AUSTER TENTA APOSENTAR A CRÍTICA LITERÁRIA
por Leda Tenório da Motta

*Publicação digital

A POESIA EM CÂMERA LENTA DE EUCANAÃ FERRAZ
por Luis Dolhnikoff

*Publicação digital

CRUZ E SOUSA: MAKE IT NEW
por Ronald Augusto

*Publicação digital

DEZ PASSOS RUMO AO DESPRESTÍGIO
por Alcir Pécora

*Publicação digital

O SOL SE PÕE NÃO APENAS EM SÃO PAULO
por Luis Dolhnikoff

*Publicação digital

POESIA E CRÍTICA CONTEMPORÂNEAS: PREENCHENDO UM VAZIO COM OUTRO
por Ronald Augusto

*Publicação digital

A POESIA DO OUTRO LADO DO MUNDO
por Luis Dolhnikoff

*Publicação digital

A SUBSTÂNCIA MORAL DOS VENCEDORES DE PRÊMIOS LITERÁRIOS
por Ronald Augusto

*Publicação digital

ENTREVISTA COM ROBERTO BOLAÑO
por Javier Campos

*Publicação digital

O ANO (DA MORTE) DE ROBERTO BOLAÑO
por Andrés Ajens

*Publicação digital

O “PRIMEIRO MANIFESTO INFRARREALISTA”, DE 1976: SEU CONTEXTO E SUA POÉTICA EM OS DETETIVES SELVAGENS
por Javier Campos

*Publicação digital

BOLAÑO
por Francisco Foot Hardman

*Publicação digital

YO NO FUI AMIGO DE ROBERTO BOLAÑO
por Felipe Cussen

*Publicação digital

CATALUNHA EM DEBATE

CARTA NO NACIONALISTA
*Publicação digital

PERSECUCIÓN LINGÜÍSTICA
Cristina Peri Rossi

*Publicação digital

O CAMP NOU OU POR QUE SE CALAM OS ESCRITORES CATALÃES?
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

PECULIARIDADES DE UN NACIONALISMO
por Rolando Sánchez Mejías

*Publicação digital

IDENTIDADES EM CONFLITO: 12 POETAS CATALÃES
por Régis Bonvicino
*Publicação digital

POESIA CATALÃ EM TEMPOS DE CRISES
por Joan-Elies Adell Pitarch

*Publicação digital

CUBA EM DEBATE

SIBILA 12 — CUBA HOJE

NA QUESTÃO DE CUBA, O BRASIL PERDE IMPORTÂNCIA E VOZ POR NÃO TER DITO O QUE DEVERIA DIZER
Entrevista de Demétrio Magnoli a Carlos Costa e Luísa Pécora

Publicado em Sibila 12

PARA DEMÉTRIO NÃO FICAR FALANDO SOZINHO
por Hélio Doyle

*Publicação digital

"LA GENERACION Y" DE CUBA
por Javier Campos

*Publicação digital

O CUBANO QUE DESAFIOU FIDEL EM HAVANA
*Publicação digital

LA DESAPARICIÓN -POR LAS CAUSAS QUE SEAN- DE LOS HERMANOS CASTRO
Entrevista de Régis Bonvicino al poeta cubano Pedro Marqués de Armas

*Publicação digital

VENEZUELA EM DEBATE

LITERATURA Y POLÍTICAS CULTURALES EN LA VENEZUELA ACTUAL
por Gisela Kozak-Rovero

*Publicação digital

TRÍPTICO DE VENEZUELA
por Antonio López Ortega

*Publicação digital

UNA DÉCADA DE CHÁVEZ
*Publicação digital

EUA EM DEBATE

BURN THE DOLLARS FOK THE BUSH
por Jennifer Sarah Frota

*Publicação digital

BASTA, BUSH!
por Charles Bernstein
bilíngüe inglês/português
*Publicação digital

WAR STORIES
por Charles Bernstein e Régis Bonvicino

Publicado em Sibila 11

CRÔNICAS DA ERA BUSH, DE ELIOT WEINBERGER
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

THE OBAMA PHENOMENON
por John H. Stanfield, II

*Publicação digital

ANOTAÇÕES SOBRE A COISA POLÍTICA NA FIGURA DE BARAK OBAMA
por Ronald Augusto

*Publicação digital

NEGROS, CUBA Y OBAMA
por Miguel Cabrera Peña

*Publicação digital

OSAMA OBAMA: ¿COMO CAMINARÁ EL BURRO POR EL PATIO TRASERO?
por Luis Benitez

*Publicação digital

THE DECADENCE OF THE US
Paul Hoover fala sobre as eleições americanas

*Publicação digital

BARACK OBAMA: A MASTER'S DESTINY
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

ESOS OLVIDADOS PÁJAROS MIGRATORIOS BAJO LAS TORRES GEMELAS
por Javier Campos

*Publicação digital

VERGONHA, OBAMA!
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

LIBERDADE AVILTADA
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

OBAMA É A SÍNTESE DOS EUA
Entrevista de John Stanfield a Régis Bonvicino

*Publicação digital

THE OBAMA PHENOMENON IN BRAZIL AND IN AMERICA
por John H. Stanfield, II

*Publicação digital

A REFUNDAÇÃO DE OBAMA
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

LETTER TO THE AMERICANS
por Lucio Costa

*Publicação digital

OBAMA, UM HOMEM SINCERO?
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

E SE OBAMA FOSSE AFRICANO?
por Mia Couto

*Publicação digital

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POLÍTICA

Visite o Pen Club Internacional e saiba que há inúmeros escritores presos no mundo

THE CORROSIVE EVIL OF A FORGOTTEN WAR
by Anna Politkovskaya

*Publicação digital, permissions by Eurozine

DÍA MUNDIAL DE LA LIBERTAD DE PRENSA
*Publicação digital

GOVERNOS CENSURAM INTERNET
*Publicação digital

QUE EUROPA É ESSA?
por Francisco Foot Hardman

*Publicação digital

PUBLICIDAD Y TORTURA
por Javier Campos

*Publicação digital

ANGELINA JOLIE, MCCAIN E OBAMA
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

¿OBAMA O BIEN MICK JAGGER?
Entrevista de Régis Bonvicino con Eduardo Milán

*Publicação digital

EL POETA CARDENAL PERSEGUIDO POR UN EX SANDINISTA
*Publicação digital

OS ESTADOS UNIDOS APÓS A CRISE DE 1929
por Leon Trotsky

*Publicação digital

UM OUTRO OLHAR SOBRE AS GUERRAS
*Publicação digital

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MIX

POESIA EM TEMPO DE GUERRA E BANALIDADE
Encontro Internacional de Poesia - Campinas/CPFL - Maio/Junho 2006
*Publicação digital

IGOR AGAINST THE WAR
by Claude Royet-Journoud
*Publicação digital

View this portrait of violence against poor people in Brazil:
THE END OF CORDIAL MAN
*Publicação digital

O FUNERAL DE NERUDA
*Publicação digital

EL ROTO, O PROFETA E O MUNDO
*Publicação digital

PEÇAS, DE GERTRUDE STEIN
por Luiz Päetow

*Publicação digital

VÂNIA MIGNONE AT MOVING HORIZONS: THE UBS ART COLLECTION 1960S TO THE PRESENT DAY
*Publicação digital

OITENTA ANOS DE MACUNAÍMA: REFLEXÕES SOBRE A RAPSÓDIA DE MÁRIO DE ANDRADE
por Jorge Sanglard

*Publicação digital

LETRAS VENDIDAS!
Entrevista de Régis Bonvicino a Livio Oliveira

*Publicação digital

HISTÓRIAS DA GUERRA – POEMAS E ENSAIOS DE CHARLES BERNSTEIN
*Publicação digital

A BIENAL DE SÃO PAULO E O VAZIO DA ARTE CONTEMPORÂNEA
por Almandrade

*Publicação digital

MEU NOVO NOME: GREGOR SAMSA
por Régis Bonvicino

*Publicação digital

BERNSTEIN FALA DE POESIA A PARADOXO
por Diego Braga Norte

*Publicação digital

MADONNA É UM LIXO
*Publicação digital

A MORTE IGNORADA DE VALÊNCIO XAVIER
por Wilson Bueno

*Publicação digital

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ALGUNS LINKS

 

 

BATE-PRONTO
Materiais inéditos e, também, polêmica e desobediência. Novelties and polemics, controversy and disobedience.

 

 

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UM PINTOR NO SAMBA
Hélio Oiticica

Como cheguei à Mangueira – eis a pergunta que todos me fazem – foi o escultor Jackson Ribeiro, meu grande amigo, quem para lá me levou em fins de 1963 para assistir um ensaio.

Imediatamente senti que, para mim não bastava “assistir” e sim “participar” do samba, do seu ritmo, do seu mito.

Ao contrário do que poderia parecer, não há entre a minha arte como pintor e essa expressão popular um abismo intransponível, pelo contrário, toda a minha evolução artística caminha para o que chamo de uma expressão mítica essencial na arte. Há como que um cansaço do que é excessivamente intelectual e a busca do que é “expressivo” na arte.

Jackson Ribeiro, nordestino acostumado à “vida dura” e cuja escultura vanguardista jamais perdeu o seu calor de origem, seria o elemento que fatalmente me introduziria aí.

Para mim, havia um impulso interior forte que me induzia ao ritmo, à dança.


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O InconfessÁvel: Escrever nÃo É preciso
Alcir Pécora

1. Ao contrário do que usualmente se supõe, a passagem dos anos não tem obrigação nenhuma de revelar algum grande autor ou mesmo um autor apenas razoavelmente bom. A regra estava valendo para o passado que revelou tantos autores extraordinários, quanto vale para os próximos cem ou mil anos, que talvez nunca vejam nenhum outro, assim como podem ver centenas deles. Se grandes autores apareceram com regularidade, ou aparecerão da mesma forma, isso são contingências, não necessidade ou decorrência lógica de um conjunto quantitativo sempre crescente de escritos.

2. Antologias de autores promissores ou novos lançamentos de escritores contemporâneos não cessam de aparecer, por piores que sejam. Alguns são jovens, outros são célebres, outros são simples amigos do editor: qualquer coisa basta. Por isso mesmo, nada é suficiente como critério de edição, e o publicado basicamente ajuda a encobrir a percepção evidente de que não há nada de relevante sendo escrito, nem mesmo há indícios de que essa relevância possa ser descoberta outra vez no domínio da literatura.

3. Não parece haver nada relevante sendo escrito, essa é a mais provável razão desse poço, desse mar de coisa escrita.


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Joan Ponç
Suite instrumentos de tortura

 

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Manifesto AntropÓfago
Oswald de Andrade

Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

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Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismo (sic). De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

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Tupy, or not tupy that is the question.

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Contra todas as cathecheses. E contra a mãe dos Gracchos.

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Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropofago.


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POESIA NAZI E O G8
Régis Bonvicino 

A palavra Nazi é uma abreviatura de Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, Partido Nacional-socialista Alemão, liderado por Hitler a partir de 1920. A 24ª edição de Etymologisches Wörterbuch der deutschen Sprache (2002) afirma que o vocábulo foi inventado no sul da Alemanha, em 1924, pelos oponentes do nacional-socialismo hitleriano, porque “nazi” (advindo do nome próprio Ignatz, uma variante de Ignatius) era usado para designar coloquialmente uma pessoa tola e tacanha.

De 6 a 8 de junho agora, o Grupo dos Oito ou G8, que congrega os sete países mais industrializados do mundo, a saber, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá e mais a Rússia, vai se reunir no balneário Heiligendamn, onde Hitler recebeu, em 1932, o título de cidadão emérito, quando ainda não havia chegado ao poder, o que se daria em 1933. Nada mais representativo da situação do mundo contemporâneo, liderado por George W. Bush e seus Blairs e Sarkozys, que o encontro se dê numa cidade onde Hitler foi cidadão de honra, mesmo que o prefeito de Bad Doberan, à qual pertence a praia Heiligendamn (que, inicialmente, era de ricos e, depois da Segunda Guerra, passou para a Alemanha comunista), tenha cassado juridicamente o título conferido ao líder nazista, que tanto sucesso faz até hoje, haja vista, entre outras, além de guerras, Guantánamo etc, a posição dos Estados Unidos (27% da poluição mundial) no que se refere aos “planos” kyotianos para fazer cessar as mudanças climáticas. A Europa é responsável por 25% da poluição da Terra. O Brasil, por 3%.


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Joan Ponç

 

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Marcel Duchamp: la deconstrucciÓn de los cuerpos
o la mirada como sublimaciÓn poÉtica

Sergio González Valenzuela, Universidad Finis Terrae

La obra de arte siempre se ha desplegado ante nuestros ojos, principalmente en cuanto “espejo del mundo”. Es decir, en tanto que como obra era capaz de representar fielmente la realidad (1). A lo largo de la historia la pintura desarrolló diversas temáticas, dentro de las cuales el retrato ha ocupado un lugar de privilegio donde el artista no hace sino representar la figura de un personaje que habitualmente ha comparecido frente a nosotros (en tanto presencia), y que por efecto de la pintura, se establece como una suerte de perpetuación para la posteridad (especialmente en los casos en que el retratado es un personaje “histórico”). Sin embargo, dentro de esta práctica pictórica, el desnudo ha sido uno de los principales y más recurrentes temas presentes a lo largo de la historia del arte. En el mundo greco-romano, el desnudo es principalmente masculino: figuras de dioses, atletas, guerreros, etc. (imagen 1).

Mientras que a partir del Renacimiento hasta hoy poseemos un amplio repertorio de imágenes de desnudos femeninos: Venus, odaliscas, bañistas, bailarinas, etc. (imagen 2). Con lo que se establece que la presencia del “cuerpo” ha sido hasta hoy un elemento persistente en la representación artística. Ahora bien, lo que habría que preguntarse es: ¿cuál es la importancia de estos desnudos: son simples metáforas (2) de la belleza (3), o bien obedecen a una fetichización de la mujer como objeto de deseo?. En cualquiera de las opciones a nuestras inquietudes, debiéramos considerar: ¿qué es realmente lo que se representa? ¿A quién se representa? ¿Por qué o para quién se representa?

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O CUBANO QUE DESAFIOU FIDEL EM HAVANA

Rolando Sánchez Mejias, de 49 anos, é um dos maiores escritores vivos. Está exilado em Barcelona, embora já tenha adquirido cidadania espanhola. Os cubanos precisam de apenas dois anos de residência para obtê-la. Rolando é ficcionista, poeta e crítico. Fundou e dirigiu, em Cuba, no início dos anos 1990, a revista Diáspora(s). Em Cuba, é crime tipificado lançar uma revista sem o aval do Estado, como ele fez. Faziam parte de Diáspora(s), entre outros, Pedro Marqués de Armas, Carlos Aguilera e Rogelio Saunders – este escreveu o único artigo, até hoje, sobre o fascismo em Cuba. Aguilera vive na Alemanha e os outros dois também em Barcelona. Em 1996, Sánchez Mejias escreveu uma carta aberta contra a censura em Cuba e contra o regime castrista, morando em Havana. A carta foi publicada em El País, de Espanha. Em represália, foi apenado com “morte civil”. Escapou da prisão por ser considerado pelo pcc cubano como “homem de esquerda”. Viveu em Havana, seguido e perseguido pela polícia política. Perdeu empregos e amigos. Em 1997, o poeta francês Henry Deluy convidou-o para a Bienal de Val-de-Marne (onde estive em 1995) e, então, depois do evento, ele se refugiou na Alemanha. O Parlamento Europeu ofereceu-lhe três cidades para residir e ter uma bolsa por dois anos: Viena, Veneza e Barcelona. Escolheu Barcelona. Leia dois poemas de Rolando traduzidos em http://sibila.com.br / Sibila 12. Ele chega em São Paulo no dia 30 de maio agora, para participar de Congresso Poesia russa: percursos (Leia o programa em seguida à Carta aberta). Leia também, em seguida, a Carta aberta, que o condenou à morte civil em Cuba. 

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Joan Ponç

 

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DOIS POEMAS
Linh Dinh

Cru, levado pelo vento, capital, regulado

Para trabalhar legalmente nu, você deve estar empregado
Por alguém que tenha uma licença para nudez. 
Nu quer dizer: sem sequer uma coberta opaca
Sobre a genitália, pêlos pubianos, nádegas, períneo,
Ânus ou região anal de uma pessoa, ou qualquer porção
Do seio em torno ou sobre a auréola, ou
Genitália masculina num claro estado de turgidez, inclusive
Quando completa e opacamente coberta. Nu, 

Você não pode ficar a menos de 2 metros de um cliente.
Você não pode tocar nenhum/nenhuma cliente
Nem vai deixar cliente nenhum tocar em você, 

Estando nu/nua ou não. Nu, você não vai poder trabalhar
Entre as 2 e as 6 da manhã. Você não vai induzir
Ou aceitar carícias nem contato casual
De sua genitália, região púbica, nádegas, ânus
Ou seios, atos sexuais, normais ou perversos,
Reais ou simulados, incluindo penetração,
sexo oral ou sodomia – onanismo,
Real ou simulado, ou funções de excreto.  

Tradução: Odile Cisneros

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SEIS POEMAS INÉDITOS DE EDUARDO MILÁN

la necesidad de la narración
entrar en el tejido
ahí hay una araña
más que noches, puntos de una sola noche
intermitencias encendidas, luz
que se reparte, punto-casa, punto-árbol
sabidos sin ver
tanto se parece a un tablero que lo es
un tableteo múltiple de un solo disparo
en la noche ¿dónde más es tanto menos?

dientes desparramados de una boca
fuera de boca, en la noche
cuerpos de una sola guerra, apagados

ahí es donde se prueba la oscuridad
viendo a tientas

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Joan Ponç
Suite instrumentos de tortura

 

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THE DECADENCE OF THE US
Interview of Paul Hoover for Régis Bonvicino

Will Latin America stay as the backyard of the US in a probable Obama administration?

The U. S. is unlikely to reduce its role as the watchdog of the Western Hemisphere, indeed of the world.  At present, according to a web search we have 17 radar sites in Latin American and the Caribbean including Peru, Puerto Rico, and Columbia; “forward operating” permission to use bases in Ecuador, Aruba, Curaçao, and El Salvador; a major military outpost in Panama; Soto Cano Air Base in Palmerola, Honduras; and, of course, Guantanamo in Cuba, a major public relations and human rights disaster.  The other aspect of U. S. interference and liability will be the use of certain parts of Latin America for low-wage manufacturing.  The Monroe Doctrine still holds, that no rival will be allowed a foothold in the Western Hemisphere.   It would be desirable for the CIA to stop overthrowing Latin American leaders at the behest of U. S. business institutions.  At any rate, the idea that the U. S. is spreading freedom throughout the world has now been completely discredited under Bush.  We are spreading political control and self-interest.

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Nas fotos: Ania Valle, em sem título II

 

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