A língua lusa, derivada do latim, se espalhou levada pela rota da colonização portuguesa no século XVI. Veja os principais locais destacados no mapa.

 

A FORMAÇÃO HISTÓRICA DA LÍNGUA PORTUGUESA
por Francisco da Silveira Bueno

*Publicação digital

PEDRA E CAL: O AMOR FREIRÁTICO NA SÁTIRA LUSO-BRASILEIRA DO SÉCULO XVII
por João Adolfo Hansen

*Publicação digital

A MÁQUINA DO MUNDO
por João Adolfo Hansen

*Publicação digital

FORMA E INDETERMINAÇÃO EM GRANDE SERTÃO: VEREDAS
por João Adolfo Hansen

*Publicação digital

AS ARTES E OS FEITOS OU A SECRETARIA DO IMPÉRIO
por Alcir Pécora

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PARNASO DE BOCAGE, REI DOS BREJEIROS
por Alcir Pécora
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SOBRE A POESIA ORTÔNIMA DE FERNANDO PESSOA
por Régis Bonvicino
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Leia também texto sobre o Timor Leste, sobre Macau/China e sobre a "língua brasileira"

O AMOR DA CONVENÇÃO
por Alcir Pécora
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O SÉCULO DE OIRO
por Paulo Franchetti

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HOMENAGEM DE SIBILA A CESÁRIO VERDE
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HOMENAGEM DE SIBILA A MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO
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ORFEU
A revista de Pessoa e Sá-Carneiro

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FERNANDO PESSOA: EL IDIOMA Y OTRAS FICCIONES
por Alfredo Fressia

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CAMILO PESSANHA E OITO ELEGIAS CHINESAS
por Yao Feng

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HOMENAGEM DE SIBILA A SÉRGIO FRUSSONI
*Publicação digital

A LÍNGUA PORTUGUESA DE CABO VERDE: CORSINO FORTES
por Régis Bonvicino

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RONALDO FRAGA HOMENAGEIA ESCRITOR GUIMARÃES ROSA EM SUA NOVA COLEÇÃO
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O PADRE VIEIRA
por Alcir Pécora

*Publicação digital

O CRIOULO E O PORTUGUÊS EM CABO VERDE
por Manuel Veiga

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ULTIMATUM FUTURISTA
por José de Almada Negreiros

*Publicação digital

DIA 21 DE FEVEREIRO: O DIA DA LÍNGUA MATERNA
por Mafalda Mendes, do Expresso África

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OU IES: LAMARTINE BABO
por Carô Murgel

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HOMENAGEM DE SIBILA A ÂNGELO DE LIMA
*Publicação digital

OUÇA O MANIFESTO ANTI-DANTAS
por Almada Negreiros

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A CONCEIÇÃO: UMA EPOPÉIA JURÍDICA
por Alcir Pécora

*Publicação digital

PARA LER VIEIRA: AS 3 PONTAS DAS ANALOGIAS NOS SERMÕES
por Alcir Pécora

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POESÍA "INDÍGENA" CONTEMPORÁNEA Y GESTIÓN CULTURAL
por Carolina Ortiz Fernández

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AMADEO DE SOUZA-CARDOSO E FERNANDO PESSOA;
SIMULTANEÍSMO ÓRFICO E INTERSECCIONISMO: APROXIMAÇÕES
por Ricardo Daunt

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NOEL: CARNAVAL E INVENÇÃO
*Publicação digital

A PASSAGEM DE RONALD DE CARVALHO POR PORTUGAL
por Ricardo Daunt

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SALVOS SON OS TRAEDORES
por Régis Bonvicino

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OLAVO BILAC E A UNIDADE DO BRASIL REPUBLICANO
por Paulo Franchetti

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DA ILHA DESERTA AO CRUZEIRO DO SUL
por Paulo Franchetti

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EL DESDICHADO
por Gérard de Nerval

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A POESIA DE GUINÉ-BISSAU
*Publicação digital

DRUMMOND E O LIVRO INÚTIL
por João Adolfo Hansen

*Publicação digital

BATE-PRONTO


Textos e poemas em galego

DOIS MICRORRELATOS
por Xavier Frías-Conde

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TRÊS POEMAS DE LUIS LUNA
*Publicação digital

SEIS POEMAS GALLEGOS, por Federico Garcia Lorca
*Publicação digital

PINTURAS DE CLAUDE ROYET-JOURNOUD
*Publicação digital

A FERVURA DO AIRE
por Antonio Dominguez Rey

Publicado em Sibila 6

CARLOS QUIROGA: A REFERÊNCIA GALEGA
por Célia Gonçalves

Publicado em Sibila 4

EM DEFESA DA LÍNGUA
por Carlos Quiroga

*Publicação digital

MANIFESTO POLA RESISTÊNCIA GALEGA
*Publicação digital

CO-MARCAS GALEGAS
por Andrés Ajens

*Publicação digital

DE MANS DADAS
por Claudio Rodríguez Fer

*Publicação digital

 

MAPA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO
Siga a trilha de quem fala português.

 

mapa
Angola
Brasil
Cabo Verde
Dadra / Damão / Diu / Goa / Nagar Haveli (Índia)
Guiné-Bissau
Macau (China)
Moçambique
Portugal
São Tomé e Príncipe
Timor Leste

 

A língua portuguesa é, com mais de 250 milhões de falantes nativos, a sexta língua materna mais falada no mundo e a terceira língua mais falada no mundo ocidental, sendo a língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

É falada na antiga Índia Portuguesa: Goa, Damão, Diu e Dadra e Nagar Haveli; assim como em Macau na China

Também é oficial na Galiza, noroeste da Espanha, com a denominação histórica de galego-português e, agora, de galego. Neste caso, entretanto, o assunto é polêmico: os galegos nåo admitem a redução de sua língua ao português. E ao espanhol, língua da qual retiram suas regras ortográficas.

A língua portuguesa é também falada em comunidades de Paris (França), em cidades como Toronto, Hamilton, Montreal e Galineau (Canadá), em comunidades de Boston, New Jersey e Miami nos EUA, e em cidades como Nagoya e Hamamatsu no Japão.

 

A FormaÇÃo HistÓrica da LÍngua Portuguesa – PerÍodo Galego-PortuguÊs
Francisco da Silveira Bueno

O Condado Portucalense, embora tivesse o seu monarca próprio, Henrique de Borbota, continuava a fazer parte da Galiza. Em dois anos apenas, de 1095 a 1097, dilatara o Conde seus domínios para o sul, dando mostras de tornar-se independentes da suserania do primo Raimundo, fato que se consumou com a derrota deste, nas proximidades de Lisboa, infilgida pelo general almorávide Seyr. O Condado de Portucale passou então a fazer parte do reino de Leão. Falecido Dom Henrique, em Astorga, no ano 1114, governou o Condado a sua viúva Dona Teresa, com solércia política e firmeza guerreira, aumentando ainda mais os limites do futuro reino de Portugal. Passada a minoridade de Afonso Henriques, depois de várias dificuldades, viu-se este praticamente elevado à posição de monarca, embora combatido pelos partidários de Dona Teresa que tinham outros objetivos políticos. Vencidos estes na batalha do Campo de S. Mamede, em 1128, a unidade do Condado pareceu consolidar-se mormemente depois do exílio e morte de Dona Teresa, em 1130. Depois da batalha de Ouriques, 25 de julho de 1139, em que Afonso Henriques venceu maometanos e cristãos aliados contra ele, passou a usar o título de Rei de Portugal. Tal título, porém, somente em 1179 foi solenemente reconhecido pelo Papa Alexandre III. Estava definitivamente fundado o novo Estado e tomava fisionomia internacional o novo povo: Portugal, os portugueses.
 
Se assim se constituía o novo reino, a nova nacionalidade, continuava, porém, a unidade lingüística a ser a mesma com Galiza. É o grande traço de união entre as duas partes. O Minho, separando os territórios, começa a separar também a primeira unidade, criando o binômio galego-português que será, até o século XV, uma das expressões mais apreciadas do lirismo medieval. Entramos no período histórico da língua, no período por excelência arcaico. A produção lírica é a mais numerosa e a mais perfeita, moldada aos gêneros, temas e formas, que vêm da Provença. Aquelas incipientes imitações de quando romeiros provençais exibiam, em Compostela, os primores da sua arte poética, começam a aparecer com fisionomia própria desde o reinado de Sancho I, o segundo rei português.
 
Carolina Michelis de Vasconcelos faz iniciar as atividades trovadorescas no reinado de Sancho I: “Os cimélios da lírica, hoje subsistentes, são de perto de 1200: datei a mais arcaica de 1189; outra de 1199; mais outra de 1211. Foi,  portanto, no último quartel do século XII que a arte trovadoresca começou a dar os primeiros frutos de sementes lançadas em 1158, ou mesmo de 1135 em diante. Isto é, quando em Portugal reinava Sancho I; em Castela, Afonso VIII; em Leão, Fernando II” (Cancioneiro d’Ajuda -II – 755).

Esta cantiga datada por D. Carolina, de 1189, pertence a Pay Soares, poeta régio da corte de Sancho I. Encontra-se no Cancioneiro d’Ajuda, vol. I, nº 37, 38 :

           
37
“Eu sôo tan muit’amador
do meu linhagen, que non sei
al do mundo querer melhor
d’ũa mia parenta que ei.
E quen as linhagem quer bem,
tenh’eu que faz dereit’e sem;
t eu sempr’ o amarei.

E sempre serviç’e amor
eu a meu linhagen farei,
entanto com’eu vivo for’;  
esta parenta servirei,
que quero melhor d’outra ren,
e muito serviç’ em mi tem,
se eu poder’e poderei.

Pero nunca vistes molher
nunca chus pouc’(o) algo fazer 
a seu linhagen, ca non quer
em meu preito mentes meter:
e poderia me prestar
par Deus, muit’, e non lhe custar
a ela ren de seu aver

E veede, se mi-á mester
d’atal parenta bem querer:
que m’ei a queixar, se quiser’
lhe pedir algo, u a veer’.
Pero se me quisesse dar
algo, faria-me preçar
atal parenta e valer.
    
38
No mundo non me seu parelha
mentre me for’ como me vay,

ca já moiré por vos-e ay,
mia senhor branca e vermelha,
quererdes que vos retraya
 
quando vus eu vi em saya !
mao dia me levantei,
Que vus enton non vi fea !

E, mia senhor, dês aquel di’ay !
me foi a mi muyn mal,
e vos, filha de don Paay
Moniz, a ben vus semelha
d’aver eu por vos guarvaya
pois eu, mia senhor, d’alfaya
nunca de vos ouve nen ey
valia d’ũa correa..

Como limite extremo desta lírica trovadoresca assinala a mesma erudita senhora o ano de 1334 ou 1340, metade do século XIV: “Fixando mais acertadamente para os nossos fins, como limites extremos os anos em que suponho compostas as mais temporãs e as mais seródias das cantigas que realmente possuímos, a época trovadoresca não chega a abranger centúria e meia: de perto de 1200 (talvez mesmo 1189) e 1334 (ou 1340). Cinco a seis gerações. Em Portugal desde Sancho I até a adolescência de Pedro, o Justiceiro. Em Leão, e Castela, de Alfonso IX de Leão até a morte de Alfonso XI, ou igualmente até a adolescência de Pedro, o Cru ( Opus citatum – 5863).

 

Sibila se pretende uma publicação que alcance todos os falantes e leitores da língua portuguesa.

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Curiosidade: conheça a língua, visitando os seguintes links

http://www.cplp.org/

http://www.observatoriolp.com

http://www.city.hamamatsu.shizuoka.jp/hamapo/index.htm

http://www.hojemacau.com/

http://www.supergoa.com/pt/read/news_recorte.asp?c_news=441

http://www.maps-inc.org/pcomma.htm

http://www.noticiaslusofonas.com/jornais.html

http://betogomes.sites.uol.com.br/index.htm

Know about Capeverdean Portuguese-Language and Crioulo literature
http://www.home.no/tabanka/literatureart.htm

http://bissaudigital.com/

http://africa.expresso.clix.pt/1pagina/default.asp

http://www.elcorreogallego.es/indexCanales.php?idMenu=155

O Liberal, o jornal mais lido de Cabo Verde
http://www.liberal-caboverde.com/

http://www.fundacioncaixagalicia.org/

 

 

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