Quem foi R. D. Laing

Ronald David Laing, ou R.D.Laing foi um psiquiatra e psicoterapeuta escocês que se tornou famoso pela sua abordagem anticonvencional da psiquiatria, sobretudo no tratamento de pacientes esquizofrênicos. Ele nasceu em Glasgow em 1927, estudou medicina na Universidade de Glasgow, serviu como psiquiatra no exército britânico no início dos anos 1950, e posteriormente se mudou para Londres, onde fez sua formação na Tavistock Clinic.

Assêmico-Panssêmico

Jim Leftwich está definitivamente certo ao dizer que não há realmente uma coisa ou sinal perfeitamente “assêmico”, uma vez que tudo transmite algum significado, tudo pode encontrar seu caminho para – pelo menos – um interior “emocional” (garatuja de) significado. Ele fala de “pansemia” (a partir do prefixo grego “pan” = todo), e ao fazê-lo […]

Relevos: Olhar-Gesto-Objeto

Mais uma vez, esses Relevos recentes de Luciano Figueiredo atestam uma das mais contínuas adesões ao construtivismo, seja na história ou na atualidade artística. Obra de uma coerente inventividade, profundamente convencida da relevância presente e ainda inesgotada da
aventura abstrato-geométrica brasileira, Luciano coloca em ação aquela atitude experimental que nos deu tantas obras decisivas e fundamentais, identificadas logo à primeira vista. Diante deles – Relevos – ocorre, de imediato, a indagação: relevo, pintura ou objeto?

As prostitutas e as mulheres na arte

Artistas sempre ficaram intrigados com mulheres à beira das bordas, na fronteira dos limites. William Hunt, da Irmandade Pré-Rafaelita, apaixonou-se por Annie Miller, uma prostituta, depois de pintá-la– a despeito de sua angústia religiosa. Picasso frequentava bordeis desde os treze anos e uma de suas pinturas mais famosas Les Demoiselles d’Avignon retrata cinco prostitutas. Picasso foi também um dos muitos – entre os quais estavam Jean Cocteau, Alexander Calder e  Pablo Gargallo – fascinados pela selvagem e desinibida Kiki de Montparnasse.

Mágicas recordações

Rauschenberg era voraz, mas não indiscriminado – e isso deve ser lembrado. Embora apenas com vinte e poucos anos, já tinha dado a perceber, em sua abertura para experimentos com métodos e materiais radicalmente diferentes, que em seu trabalho não possuía rivais. Sua biografia nos diz que esse desempenho, ao longo de sua carreira, tornou-se cada vez mais inigualável, e seu trabalho foi assumindo a cada vez maiores dimensões, até atingir as proporções épicas de seus projetos do Rauschenberg Overseas Cultural Interchange (R.O.C.I.). Esta é uma das razões pelas quais eu acho tão interessantes suas colagens escaladas, feitas em 1952-53, quando ele estava no estrangeiro. Apesar de seu tamanho reduzido, elas representam uma mudança importante na abordagem artística de Rauschenberg, bem como na antecipação de muitos outros trabalhos famosos.

Um e Duplo, de Ester Grispum

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(Recife, PE, 1955) Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora. Estuda com Luiz Paulo Baravelli (1942) e Marcello Nitsche (1942) no Instituto de Arte e Decoração – Iade. Estuda na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP, entre 1973 e 1977. Nesse período, mantém contato com os artistas Renina Katz (1926), Flávio Império (1935-1985), Claudio Tozzi (1944), Flávio Motta (1916), e com os críticos Aracy Amaral (1930) e Luiz Carlos Daher. Em 1981, realiza sua primeira individual, com desenhos e aquarelas, na Pinacoteca do Estado de São Paulo – Pesp. A artista revela, em sua produção dos anos 1980, o diálogo com a história da arte local e internacional. Em 1988, realiza sua primeira escultura, que integra a instalação O Duplo e o Tempo, apresentada na 20ª Bienal Internacional de São Paulo, no ano seguinte. Na década de 1990, recebe, entre outras, bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris; bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s’Hertogenbosch, Holanda; e bolsa de residência na Cité des Arts, Paris. Em 2004, é apresentada a mostra Ester Grinspum – Uma Antologia, na Pesp, com curadoria do historiador da arte Tadeu Chiarelli.

Hong Hao

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Nascido em Pequim em 1965, Hong Hao produz um dos trabalhos mais estimulantes na cena de arte contemporânea chinesa ao criar objetos coesos em termos formais mas com conteúdo díspar. Há um traço narrativo em seus trabalhos: os materias utilizados contam uma história da vida cotidiana, de modo crítico. E causam também enorme estranheza no espectador. Embora se possa afirmar que existem algumas características da Pop Art na obra de Hong Hao, seu trabalho é independente e único. E não pode ser categorizados em qualquer escola específica de arte chinesa contemporânea.