Novas fotos de Nair Benedicto

Museu municipal voltado à memória fotográfica recebe amigos e
admiradores do trabalho da fotógrafa Nair Benedicto para o lançamento
da publicação Vi Ver, com textos de Atenéia Feijó, Iza Salles, Junéia
Mallas, Laís Tapajós, Siã Osair Sales e do crítico Rubens Fernandes Junior.

A Casa da Imagem promove no dia 27 de outubro, sábado, às 11 horas, o lançamento do livro antológico Vi Ver, com textos e imagens da fotógrafa brasileira Nair Benedicto.

Homenageada no evento internacional de fotografia FestFoto (Porto Alegre – RS) deste ano, a artista ganha publicação com reproduções de fotografias e texto inédito em que o crítico Rubens Fernandes Junior discorre sobre sua produção e sua carreira como fotógrafa e artista. Vi Ver conta ainda com textos em que as jornalistas Atenéia Feijó, Iza Salles, Junéia Mallas e Laís Tapajós e Siã Osair Sales (da etnia Kachinawa) discorrem sobre o trabalho que desenvolveram em conjunto com a artista.

A seleção de imagens de Vi Ver é, segundo Nair, uma revisão do trabalho, mais que uma retrospectiva de sua carreira. “À medida que avançava na pesquisa, ia encontrando fotos nunca editadas, símbolos das mudanças pelas quais o país vem passando nesses últimos quarenta anos. Senti que essas fotos-memórias do país não deveriam permanecer num arquivo privado”, declara.

Para Fernandes Junior, “A potência desse livro é a mistura fina de imagens que se contaminam, de tempos que se superpõem, de espaços que se associam, de histórias que se completam, de imagens que dilatam nossa imaginação. Nair Benedicto consegue desafiar nosso olhar ao nos conectar e nos confrontar com sua história, que se mostra através das suas fotografias. Mergulhar nessa trama é buscar uma compreensão mais profunda e verdadeira do nosso povo e do nosso país”.

Dividida em dois blocos – Amazônias e Desenredos, a publicação traz a público dezenas de imagens inéditas, oriundas de séries já celebrizadas nas diversas publicações brasileiras e internacionais com que a artista colabora e também nas mostras coletivas em que participou.

Para Nair, Amazônias, assim, no plural, é uma homenagem à documentação das localidades dessa vasta macrorregião do território brasileiro. “Fiz um trabalho comparativo com os índios Kaiapó, naquela época com quarenta anos de contato, e com os Araras, que fotografei havia um mês depois de conhecerem o homem branco.” Integram esse bloco ainda as séries dedicadas a Serra Pelada. “Nos anos 1980 o governo estimulava, inclusive, o desmatamento. Vi o nascimento de várias cidades”, declara.

Desenredos, por sua vez, são as histórias que permanecem sem solução, nas grandes e pequenas cidades. Em São Paulo, entretanto, Amazônias e Desenredos se entrelaçam muitas vezes nos trabalhos dos grafiteiros, lembrando-nos sempre da origem indígena da cidade, segundo a artista.

Serviço:

Lançamento do livro Vi Ver, da fotógrafa brasileira Nair Benedicto
Data e horário: 27 de outubro, sábado, às 11h

Local: Casa da Imagem
Endereço: Rua Roberto Simonsen, 136-B – Centro – São Paulo- SP
Telefone: (11) 3106 5122
Entrada gratuita e livre para todos os públicos
www.casadaimagem.sp.gov.br

Preço da publicação: R$ 80,00 (dinheiro ou cheque). O livro também está à venda pelo site www.festfotopoa.com.br

Mais informações para a imprensa:

Décio Hernandez Di Giorgi
Adelante Comunicação Cultural
dgiorgi@uol.com.br
Tel.: (11) 98255 3338

Sobre Nair Benedicto

(São Paulo, 1940) Formada em Comunicações pela USP - Universidade de São Paulo, é sócia fundadora da Agência F4 e do Nafoto. Atualmente dirige a N Imagens, através da qual veicula seu acervo e trabalhos. Documentou a situação da mulher e da criança na América Latina pela UNICEF e UNIFEM. Tem fotos publicadas nas principais revistas nacionais e internacionais, assim como no acervo do MOMA - Museu de Arte Moderna de Nova York, no SMITHSONIAN de Washington, no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo e no do Rio de Janeiro, e no Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo. Seu portfólio, da Collection Tiré à Part pela Chambre Noir de Paris, em 2007, foi o terceiro da coleção e o primeiro portfólio brasileiro a ser feito. A importância de sua produção fotográfica – já premiada por diversas vezes na área do jornalismo – foi também reconhecida com o Prêmio Trip Transformadores 2010. Foi a fotógrafa homenageada no Foto Fest POA 2012.