Barbosa: sem amigos

A Melanie Klein conta a seguinte fábula: perguntou-se a um invejoso o que ele mais desejava e que, então, tal desejo seria realizado se seu vizinho recebesse tal coisa em dobro. O invejoso desejou ficar cego de um olho. O comportamento de alguns praticantes de ilícitos penais obedece a um padrão desse tipo de inveja estrutural: estuda e conhece a vítima, procura pontos, que, em sua mente, lhe parecem vulneráveis (comum em vários crimes, entre eles, o crime de chantagem), o referido texto de Frederico Barbosa tem um certo conflito (é um pouco mais para o neurótico do que para o perverso) porque escolheu a palavra “psicopatadas” para ofender (o que mostra certa busca de socorro). Melhor que seja apenas um afloramento, para ele não ficar ruminando outros sentimentos de vingança, o que pode acontecer de fato, diante das revelações que fez de sua personalidade. Não acredito que ele tenha condições de pedir desculpas ou qualquer sentimento de culpa (foi extremamente detalhista e cruel no poeminha-ataque e seu “pedido de desculpas” pareceria dissimulação). Também não tem amigos, senão eles teriam pedido, com veemência, para ele não publicar tal poema-ataque à família de Régis e ao Régis. Todo mundo, todo mundo, percebe que o poema-ataque, pelos detalhes biográficos, publicado em 15 de fevereiro, foi dirigido ao Régis, depois de a Sibila ter publicado o artigo   Sibila avalia a Casa das Rosas / Espaço Haroldo de Campos em três de fevereiro. Por que ele não publicou tal “obra-prima” antes de o artigo de Luis Dolhnikoff ser estampado na Sibila? Só esse dado elementar é prova cabal de que se trata de vingança cega e impossibilidade mental de articular pensamentos numa peça de defesa técnica. A vida não imita a arte, como Barbosa tenta insinuar, porque seu texto-ataque não é arte: esse é um típico subterfúgio banal dos invejosos estruturais. Entre três de fevereiro e 15 de fevereiro, em vez de preparar uma resposta técnica, bolou o tal subpoema-ataque. No mais não preciso lhe dizer que admiro seu trabalho e a reflexão que faz sobre a teoria literária. Corrupta é a inveja, o orgulho e o ciúme. Psicanalista Paulo Pedro Pinto Rodrigues da Costa