É uma brasa, mora

“Em seguida a intradução e a intranslation não deixam dúvida: não se trata de um caso comum de tradução. Nem de poesia. Nem mesmo de um caso comum (?) de intradução. Ou seja, se importa estudar este trabalho de Augusto, a ponto de escrever uma crítica sobre ele, é necessário tomá-lo como o objeto complexo que é. Augusto transpõe os limites de Poetry. Usa o poema, abusa do poema: faz dele gato e sapato. Sacralizar a literatura é matá-la. Profaná-la é fazê-la reviver. E o poema não é mais de Marianne Moore: é de Marianne Moore e de Augusto de Campos”. Este é um trecho de uma resposta à Nota sobre “Poetry”.