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Ronald, seu texto http://sibila.com.br/index.php/mix/1768-no-que-voce-esta-pensando-meu-caro-facefriend, escapadiço ao furor do momento, confronta uma imagem transbordante: um rosto demasiadamente rosto, visível demais, comum, insípido. Certíssimo meu caro, é preciso [sem vontade de verdade] desconfiar tanto da tolice do atual quanto das ofertas de uma geração exaustivamente presente, excessivamente ‘produtiva’, essa do “facebook”.  “Escrever é evidentemente sem importância, não importa escrever. Mas é a partir daí que a relação com a escritura se decide”. As errancias de Bouvard e Pécuchet por fora da única atividade que não lhes fora impossível, talvez nós de dispositivos para pensar (na literatura) as razões de empreendimentos tão frágeis, de apostas tão banais. Desconfio cada vez mais que a cena se pulverizou, tornou-se espetáculo (Guy Debord é mais atual que nunca), todavia, pequenos acontecimentos, ruídos imperceptíveis, insistem em sublevar.

Um abraço. Nilson Oliveira , 15 de Junho