Por caminhos nunca desbravados

Por caminhos nunca desbravados,
Por dentro da mata nas margens dos lagos,
Tendo escapado da vida exibicionista,
De todos os critérios já publicados, dos prazeres, dos lucros, das
     conformidades,
De tudo o que por um longo tempo eu oferecia à alma para alimentá-la,
Agora patentes para mim critérios inéditos, patente para mim que a minha
     alma,
Que a alma do homem por quem falo exulta nos companheiros,
Aqui, sozinho, longe do retinir do mundo,
Em harmonia com as línguas aromáticas que me falam,
Sem ficar acanhado (pois neste lugar isolado, posso responder como não
     ousaria em outra parte),
Intensa em mim é a vida que não faz alarde, embora contenha todo o resto,
Resoluto hoje a não cantar a não ser canções da união entre machos,
Projetando-as ao longo daquela vida substancial,
Legando assim formas de um amor atlético,
Na tarde do delicioso nono mês dos meus quarenta e um anos,
Para todos que são ou foram rapazes,
Sigo dizendo o segredo dos meus dias e noites,
Para celebrar o anseio de ter companheiros.

Tradução: Eric Mitchell Sabinson