Divisionaria, rebelionaria, visionaria

¿Pertenece la literatura, y por extensión la poesía, al poder entendido como un acto de voluntad y civilización, a la cultura también entendida como poder? Que muchos grandes poetas hayan concebido la poesía o sus poéticas personales en relación participativa con “espacios públicos” -más o menos simbólicos, reales o imaginarios- como son la nación, el país, el Estado, la política, la cultura, la emancipación, la redención, hace que contemplemos a la poesía en una nueva aspereza moderna, no sólo en su propia disfuncionalidad como producto casi gratuito del lenguaje, sino también en una disfuncionalidad que la coloca dentro de, o en fricción con, los aparatos de civilización y poder –caras de una misma moneda, gastada, voluble-, incluso en rozamiento permanente con lo que ella misma ha intentado representar para sí misma, Narciso que se muerde la cola.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Douglas Messerli

Poeta, dramaturgo, crítico de literatura, teatro e cinema, DOUGLAS MESSERLI, nascido em Waterloo, Iowa, em 1947, é um dos três mais importantes editores de poesia dos Estados Unidos nos últimos 30 anos e, pode-se afirmar, um dos mais importantes do mundo. Esteve à frente da lendária Sun & Moon Press e agora dirige a Green Integer, em Los Angeles, onde vive há várias décadas. Seu trabalho extraordinário como editor chegou a ofuscar o de bom poeta e dramaturgo. O enfoque nas poéticas marginalizadas e de inovação nacionais e internacionais do século 20 e ainda do século 21 tornaram Messerli uma figura ímpar. Ele recebeu do governo francês o título de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres em reconhecimento ao seu trabalho seminal. Messerli editou, em 1994, uma das mais consistentes e representativas antologias de poesia de seu país, desde The New American Poetry, de Donald M. Allen (1960): From the other side of the century: a New American Poetry 1960 — 1990 (Sun & Moon Press), com mais de 1000 páginas. No final de 1970, começou a publicar livros de figuras literárias então desconhecidas como como David Antin, Charles Bernstein, Paul Auster, Steve Katz, Russell Banks e Djuna Barnes. Em 1985, Messerli deixou sua cátedra na Universidade de Temple, Filadélfia, para se dedicar exclusivamente à Sun & Moon Press. No mesmo ano, seu companheiro Howard Fox foi nomeado Curador de Arte Contemporânea, no County Museum of Art de Los Angeles. Em 2000, ele começou a criar e editar uma série editorial, ainda em curso, de poesia internacional, o projeto “Inovadoras da poesia mundial”.

Donde no hay de Eduardo Milán

Foto: Régis Bonvicino

Eduardo Milán (Rivera, Uruguay, 1952) es, probablemente, quien más conoce de poesía latinoamericana y quien más piensa en ella. Sabe adónde nos han llevado la proliferación de adjetivos llorosos, el canto y el desencanto político y las recreaciones didácticas de las vanguardias. La coherencia entre los ensayos en los que denuncia esto y su poesía impide a esta última la manipulación emocional, habitando, entonces, una “nación sostenida en suelo de hundidos” (114). Para Milán hace rato ya que el poema fue y Donde no hay puede leerse como un manifiesto en contra de su pretendida trascendencia. El libro expone que la poesía es lenguaje, y se hace materialmente con él. Esto no es tan obvio como parece, pues en muchos de los poemas de Milán son los sonidos los que llaman, posteriormente, al sentido de las frases. Su propuesta es así contraria a la del poema habitual, que cuenta y luego suena. En el primer texto, por ejemplo, hay un “lugar paria sin par”, despachando la eternidad “para cuando se decía ‘éter’”, “se olía en el aire un óleo” y un “absoluto” (21) que bota el sol, la sílaba sol, la nota sol al verso siguiente, para declarar que la poesía aquí se jugará a ras de piso, sin totalitarismos luminosos. Renuncia, en otro desacuerdo, al poema con principio y conclusión, al poema que refiere miméticamente a lo vivido, proponiendo otra experiencia: la de estas palabras desplegándose incesantemente en la inquietud.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Alberte Momán

ALBERTE MOMÁN NOVAL nasceu em Ferrol, Galícia, Espanha, em 1976. É engenheiro técnico agrícola e um dos importantes poetas galegos da atualidade, mantendo poeticamente viva uma língua que, através da variação dialetal do galego-português, confunde-se com as origens da própria língua portuguesa – o que fica surpreendentemente claro na entrevista abaixo e em seus poemas. Publicou, entre outros, O lobo da xente (Edicións Positivas, 2003), O alento da musa (Difusora de Letras Artes e Ideas, 2007), Ferrol e o que queda por chover (Lulu.com, 2008).

Taoísmo, poesía y caldo de cabeza

Parra: Mira, yo he estado interesado en el estudio del modernismo desde hace un tiempo y por cierto que he pasado por ese planteamiento que tú indicas. En realidad el modernismo no es una cosa muy fácil de definir. Durante mucho tiempo no supe qué demonios era. Lefebvre me ayudó a salir del paso con su Introducción a la modernidad. Me lo encontré un día por arte de birlibirloque. Lo leí. Para Lefebvre los creadores de la modernidad a mediados del siglo pasado serían Marx y Baudelaire. El problema entonces no es tan solo un problema literario, es un problema absolutamente fundamental: según Lefebvre, a mediados del siglo XIX, el hombre europeo se dio cuenta de un nuevo malestar, de una frustración social, una frustración personal. ¿Cómo resolverla? Para Baudelaire, mediante una martingala de tipo literario que se llama alquimia verbal.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Rery Maldonado

RERY MALDONADO nasceu em Tarija (Bolívia) em 1976. Desde 1997 vive em Berlim, onde trabalha como tradutora, autora e desenvolve projetos culturais. Publicou Los superdemokraticos, eine politische literarische Theorie (Verbrecher Verlag, 2011) com Nikola Richter, La república en el espejo (Montevideo, La Propia Cartonera, 2011) e Andar por casa (Buenos Aires, Eloísa Cartonera, 2007, e La Paz, Yerba Mala Cartonera, 2009). Com o grupo Los Superdemokraticos, realizou uma turnê de leituras por alguns países da América Latina (Goethe Institut) e pela Hungria (Universidad de Debrezen) em 2011. Participou do “Poesiefestival Berlin 2011”, “Latinale, festival de poesía latinoamericana de Berlín” (2008, 2009, 2010 e 2013) e do “Der ekart över havet” em Malmö, Suécia, em 2010.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Cristino Bogado

CRISTINO BOGADO nasceu em Assunção, em 1967. Publicou: Plágio inconsciente de Leopoldo, editado na Espanha em 2014; Contra o futebol e outros nihilpoemas, em 2013; Dandy com vertigem, em 2004; Desperezamiento Punk, em 2007; Suco Loco, Last poesia paraguaia 1996-2007, em 2007; Dandy Maká Ut, em 2008; Eros. Feminino Erotika parawayensis Poesia, em 2009; Tatu ro’o metafísico (xapoesía em poro’unhol) em 2008; Quase Parawayo, em 2009; Amor KARAIVA, em 2010, entre outros livros. Publicou também poemas e ensaios em revistas chilenas como Bilis e Mar com Soroche, mexicanas como Orientação e Metropolis, peruanas como Pen Pelicano, espanholas como La Caja Stores (fanzine) e Daimon, laissezaller e La Migra na Argentina.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Tina Quintana

AGUSTINA QUINTANA nasceu em 1994, em La Falda, Argentina. É uma das participantes da antologia Cuentos de grandes pequeños a los trece años. Viveu por uns tempos na selva panamenha, onde escreveu uma novela sobre um falso pastor e a crise argentina de 2001. Mora em Buenos Aires, onde estuda Filologia. Escreve desde os seis anos.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Felipe Cussen

FELIPE CUSSEN, nascido em Santiago de Chile, 1974, é poeta, músico e ensaísta, com vários livros publicados, entre eles Opinología, Mil versos chilenos (antologia editada com Marcela Labraña) e Título. Doutor em Ciências Humanas pela Universidade Pompeu Fabra, é pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Santiago de Chile. Sua pesquisa centrou-se, por um tempo, no campo da literatura comparada, especialmente na poesia hermética, literatura experimental e misticismo. Atualmente investiga as relações entre poesia contemporânea e música eletrônica. Faz, também, com o mesmo interesse, poemas visuais, poemas sonoros, vídeos e performances. Ele já trabalhou com o músico Ricardo Luna em obras que combinam música, poesia e projeções visuais. Cussen é membro do Foro de Escritores e da Orquestra de Poetas.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Josely Vianna Baptista

JOSELY VIANNA BAPTISTA, 1957, realiza um trabalho longo e constante de tradução de escritores hispano-americanos da qual é, hoje, a principal tradutora para a língua portuguesa. Traduziu, entre vários, Jorge Luis Borges e Paradiso de Lezama Lima. É autora de Ar (Iluminuras, 1991), Corpografia (Iluminuras, 1992), Outro (Mirabilia, 2001), A Concha das Mil Coisas Maravilhosas do Velho Caramujo (Mirabilia, 2001) e Sol sobre nuvens (Perspectiva, 2002), entre outros livros de poema. Uma de suas principais contribuições ao debate literário é Musa paradisíaca: antologia da página de cultura 1995/2000 (em colaboração com. F. Faria; Mirabilia, 2004). Pela Cosac Naify publicou Roça Barroca, no qual verte para o português o mito cosmogônico da tribo indígena Mbyá-Guarani em poemas, com edição bilíngue. Em 2002, a Editorial Aldus lançou no México seu Los poros floridos.