Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Vivek Narayanan

Vivek Narayanan: Nasceu na Índia, em 1972. Ele viveu, trabalhou e estudou em diversos países, como a Zâmbia, África do Sul e os Estados Unidos. É editor do jornal on-line Almost Island e editor associado de Fulcrum (Boston); trabalha no programa Sarai do CSDS (Centre for the Study of Developing Societies), em Delhi. Publicou Universal Beach (Mumbai: Harbour Line, 2006) e as antologias: 60 Indian Poets (Penguin India, 2007); The Bloodaxe Book of Contemporary Indian Poetry (Bloodaxe, 2008); Language for a New Century: Contemporary Poetry from the Middle East, Asia, and Beyond (W.W. Norton, 2008). Narayanan explora diferentes maneiras de leitura, busca fundir a poesia com outras formas, experimentando com a tecnologia, o espaço físico, o movimento, a interação com o público.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Roger Santiváñez

Roger Santiváñez nasceu em Piura, em 1956. Cursou Artes Liberais e Ciências da Informação na Universidade de Piura. Obteve o bacharelado em Literatura pela Universidade Nacional Maior de San Marcos. Publicou os seguintes livros de poesia: Antes de la muerte (1979), Homenaje para iniciados (1984), El chico que se declaraba con la mirada (1988), Symbol (1991), Cor cordium (1995), Santa María (2002), Eucaristía (2004), Dolores Morales de Santiváñez (Selección de poesía 1975 – 2005) e Amastris (2007). E de prosa: Santísima Trinidad (1997), Historia francórum (2000) e El Corazón Zanahoria (2002).

Marjorie Perloff fala da função da crítica

Marjorie Perloff nasceu Gabriele Mintz, em 1931, em uma família judia em Viena. Ante o terror nazista, sua família emigrou em 1938 quando Marjorie tinha seis anos e meio; foram primeiro para Zürich e depois para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Riverdale, Nova York. Após estudar no Oberlin College de 1949 a 1952, ela se formou no Barnard College em 1953; nesse ano, casou-se com Joseph K. Perloff, cardiologista e professor de medicina na Streisand/American Heart Association e pediatra emérito na UCLA. Perloff completou sua graduação na Catholic University of America em Washington, obtendo um M.A. em 1956 e um Ph. D (com uma dissertação sobre W.B. Yeats) em 1965. Marjorie ministra cursos e escreve sobre poesia e poética dos séculos XX e XXI, ambas as artes anglo-americanas e de uma perspectiva comparatista, bem como sobre o intermedia e visuais. Ela é professora emérita de Inglês na Universidade de Stanford e Florença R. Scott, e professora emérita de Inglês na Universidade do Sul da Califórnia.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Iván Humanes

Iván Humanes: Nascido em Barcelona em 1976, licenciou-se em Direito pela UB. Publicou: La memoria del laberinto (Biblioteca CyH, 2005), Malditos. La biblioteca olvidada (Grafein, 2006), 101 coños (Grafein, 2007), La emboscada (InÉditor, 2010) e Los caníbales (Libros del innombrable, 2011), finalista do prêmio Setenil 2012 de melhor livro de relatos publicado na Espanha. Primeiro prêmio no concurso de relatos curtos El Fungible e em Ciudad de Jerez, entre outros.
Participou de obras coletivas como La luz escondida (Libros del Innombrable), PervertiDos (Ediciones Traspiés), Cryptonomikon 6 (Cryptshow Festival) e Náufragos en San Borondón (Ed. Baile del Sol).
Codirigiu o documentário A.T. Cuadernos de tiempo e foi corroteirista do documentário El boxeador (Libros del Innombrable) e roteirista do longametragem Vestigis, dirigido por Iván Morillo.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Enrique Winter

ENRIQUE WINTER (Santiago, 1982) é autor, em poesia, de Atar las naves (prêmio Festival de Todas las Artes Víctor Jara), Rascacielos, Guía de despacho (prêmio Concurso Nacional de Poesía y Cuento Joven) e, ao lado de Gonzalo Planet, do álbum Agua en polvo (prêmio Fondo para el Fomento de la Música Nacional) –reunidos em Primer movimiento e republicados nos livros Código civil y Oben das Meer unten der Himmel–, e de Sign Tongue (prêmio Goodmorning Menagerie Chapbook-in-Translation), a ser lançado em muito breve sob o título Lengua de señas (prêmio Concurso Nacional de Poesía Pablo de Rokha), além de autor do romance Las bolsas de basura, já publicado em 2015. Traduziu Charles Bernstein para o espanhol e publicou as traduções em livros que mudam de título e número de páginas conforme o país de publicação. É também mestre em escrita criativa pela New York University (NYU).

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Fernando Escobar Páez

O interesse, entre outros, pelo equatoriano FERNANDO ESCOBAR PAÉZ consiste no fato de que ele se aposentou – muito jovem – de ser “poeta” – um ato raro que pode ser entendido como crítica ao panorama atual, melífluo, sem ideias etc., e como reafirmação vigorosa da própria poesia. Elenasceu em Quito, Equador, em 1982. Poeta e narrador, traduzido para diversos idiomas: inglês, alemão, português e francês. Colabora regularmente em vários periódicos, nas seções de cultura e de política.

Neoliberalismo: o grande ISMO das literaturas do século 21

As redes sociais tornam os escritores homogêneos. As redes sociais tornam homogêneos, sem distinção, também o mercado e os governos. Daí advém, entre outros fatores, a crise atual da qualidade literária e a consequente ascensão do intelectual light.

Antes se idealizava o livro. A Internet hoje é idealizada.

Pablo Neruda em Rangum, Burma

O poema “Rangum” consta de Memorial de Isla Negra, publicado em 1964, por ocasião do sexagésimo aniversário de Pablo Neruda. Neruda escreveu, em parte, Residencia en la tierra, de 1935, em Rangum, então capital de Burma, onde viveu em 1927, na condição de cônsul chileno. Em seguida, como diplomata, oficiou no Ceilão, em Singapura e pôde conhecer o Oriente – tão fundamental para os melhores momentos de sua escritura. Na cidade de Rangum, com 23 anos, liga-se a uma prostituta, a qual nomeia como Josie Bliss, sem nunca revelar seu nome birmanês.

Goldsmith y el imperio yanki retro-conceptual

El 13 de marzo, el famoso escritor Kenneth Goldsmith leyó en Brown University un poema titulado “El cuerpo de Michael Brown”, una apropiación del reporte de autopsia del joven afroamericano asesinado por un policía de Ferguson en el 2014; este linchamiento ha provocado grandes protestas contra el persistente racismo en Estados Unidos.

Divisionaria, rebelionaria, visionaria

¿Pertenece la literatura, y por extensión la poesía, al poder entendido como un acto de voluntad y civilización, a la cultura también entendida como poder? Que muchos grandes poetas hayan concebido la poesía o sus poéticas personales en relación participativa con “espacios públicos” -más o menos simbólicos, reales o imaginarios- como son la nación, el país, el Estado, la política, la cultura, la emancipación, la redención, hace que contemplemos a la poesía en una nueva aspereza moderna, no sólo en su propia disfuncionalidad como producto casi gratuito del lenguaje, sino también en una disfuncionalidad que la coloca dentro de, o en fricción con, los aparatos de civilización y poder –caras de una misma moneda, gastada, voluble-, incluso en rozamiento permanente con lo que ella misma ha intentado representar para sí misma, Narciso que se muerde la cola.