Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Zhang Er

A poeta sino-americana ZHANG ER nasceu em Beijing, China, e mudou-se para Nova York em 1986. É também médica. Publicou quatro antologias de poesia em chinês, a mais recente Yellow Walls: A String of Doors (2010), além de edições bílingues como So Translating Rivers and Cities (2007) e Verses on Bird (2004). Foi coeditora da importante coletânea de poesia chinesa contemporânea Another Kind of Nation: An Anthology of Contemporary Chinese Poetry (2007). Reside em Olympia, Washington. Leciona atualmente no Evergreen State College, em Washington.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Yu Jian

YU JIAN (1954, Kunming) é um poeta e cineasta contemporâneo chinês, com um forte interesse em experimentação. Ele reside em Beijing. É uma figura de destaque da terceira geração de poetas, conhecida como o grupo Minjian (espaço popular). As características de sua poesia incluem uma rejeição à linguagem metafórica, ao confessionalismo, ao lirismo e ao idealismo. Para Yu Jian, poesia “deve ser firmemente plantada no solo da vida contemporânea”.
Embora ele seja acusado de escrever “não poesia” por críticos conservadores, o trabalho de Yu Jian é geralmente livre da vulgaridade e banalidade. Durante 20 anos, ele experimentou com uma variedade de estilos em uma busca por uma mistura eficaz do empírico, do especulativo e do estético. Muitos poemas trabalham um fato da vida cotidiana, para revelar implicações culturais imprevistas.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Yi Sha

YI SHA nasceu em 1966 em Chegdu e mudou-se aos dois anos, junto com a família, para a cidade de Xi’an, na província de Shaanxi, cidade da China Central. Ainda na escola, publicou seus primeiros poemas. Estudou chinês na Universidade Normal de Beijing [Pequim] e tornou-se uma figura conhecida entre os poetas chineses que estudavam na universidade. Trabalhou para revistas literárias, como apresentador de TV, como editor independente, e agora é professor assistente junto à Universidade de Estudos Internacionais de Xi’an. Em 1988 publicou sua primeira coletânea de versos, mimeografada, Rua solitária, mas encontrou um editor oficial para sua próxima coletânea, Que os poetas morram de fome! (1994).

China: a festa lunar

Conta o folclore chinês que ainda existe outra divindade relacionada à lua, o Velho da Lua, Yuelao 月老, guardião do Livro das Bodas, em que está traçado o destino de toda a gente; o Velho carrega um saco repleto de cordões vermelhos, utilizados para amarrar os tornozelos dos casais. Acredita-se que, enquanto os cordões estiverem atados, o casamento é predestinado e indissolúvel.

Reza outra lenda que no reino de Qi, período dos Reinos Combatentes (475-221 a.C.), existiu uma rapariga muito feia chamada Wu Yan que, desde pequena, era muito devota à Lua. Quando cresceu, foi admitida como concubina ao palácio imperial, mas nunca foi escolhida pelo rei. Na noite do décimo quinto dia do oitavo mês lunar, quando apreciava a Lua, foi vista pelo príncipe que logo se encantou e mais tarde casaram, e ela tornou-se rainha. Desde então, muitas moças fazem oferendas à deusa da Lua, pedindo beleza e brancura.

25 anos do massacre na praça da Paz Celestial, Beijing

Talvez seja o momento final
mas não deixei nenhum testamento à minha mãe
senão uma caneta.
Não sou nada herói
numa época isenta de heróis
só quero ser um homem.

O horizonte tranquilo
divide as fileiras dos vivos e dos mortos.
Prefiro optar pelo céu
a me ajoelhar no chão
para não aumentar a altura dos executores
que vão bloquear o vento de liberdade.

A polissemia da guerra e da poesia de Zhen Li

Zhen Li é um poeta contemporâneo de Taiwan que faz uso dos recursos gráficos dos caracteres chineses para criar poemas visuais. Em “Sinfonia da guerra”, que também possui versão em vídeo, Zhen Li trabalha com quatro caracteres (兵, 乒, 乓, 丘) para criar uma representação de uma batalha em três etapas: antes, durante e depois da batalha. O primeiro caractere (兵), que aparece na primeira parte, significa “soldado”, e é usado para representar os dois exércitos alinhados para a batalha. O segundo e o terceiro caracteres (乒, 乓), que aparecem na segunda parte do poema, são caracteres onomatopaicos (“bing” e “bang”), e são usados ​​para representar o momento da batalha em si.

The continuing imprisonment of Li Bifeng

Following the appeal, a copy of which is attached below, and in regard to the continuing imprisonment of Li Bifeng, the international literary festival berlin (ilb) is hereby calling artists and intellectuals, schools and universities, radio and TV stations, theatres and other cultural institutions to join us for a worldwide reading in solidarity with Li Bifeng to take place on the 4th of June 2013.

在中共帝國十八大閉幕之際,地下詩人李必豐被判12年重刑,我們認為這是一個危險的倒退 信號。
李必豐和作家廖亦武相識於四川省第三監獄,當時的大墻內,二十多名六四政治犯中,唯有 他倆因酷愛文學而臭味相投,雖然在寫作理念上時有衝突,但彼此的密切交往,卻一直延續
到獄外。兩人交換手稿,交換對人生的看法。李必豐是積極向上的,所以在寫作之餘,還投
身民主運動;廖亦武是消極向下的,所以除了去酒吧賣藝,埋頭碼字。

Caligrafia chinesa

O convite é feito pela Galeria de Exposições Temporárias do Instituto dos Assuntos Culturais e Municipais (IACM), que se associou à Galeria de Deng Sanmu do Museu Provincial de Heilogjiang. A exposição, com inauguração marcada para sexta-feira, às 18h30, conta com 76 obras de Deng, que incluem escritos caligráficos, carimbos e pintura, do período entre 1920 e 1963. A Galeria Deng Sanmu, dedicada em exclusivo à vida e obra de Deng desde a sua abertura em 1986, cedeu parte do espólio que conserva, mais de 2 mil obras de arte, doadas pela mulher do artista.

Poemas de Bei Dao

Talvez seja o momento final
mas não deixei nenhum testamento à minha mãe
senão uma caneta.
Não sou nada herói
numa época isenta de heróis
só quero ser um homem.

O horizonte tranquilo
divide a fileiras dos vivos e dos mortos.
Prefiro optar pelo céu
a me ajoelhar no chão
para não aumentar a altura dos executores
que vão bloquear o vento de liberdade.

Régis Bonvicino na China

O poeta Régis Bonvicino participa, de 9 a 13 de novembro de 2011, da 2ª edição da International Poetry Nights in Hong Kong, em Hong Kong, China. O Encontro, dirigido artisticamente pelo poeta chinês Bei Dao, reúne dez poetas chineses e dez não chineses. Os chineses são os seguintes: Chen Ko Hua, Ling Yu, Lo Chih Cheng, Tian Yuan, Wong Leung Wo, Xi Chuan, Yao Feng, Yip Fai, Yu Jian e Yu Xiang. Os participantes ocidentais são o russo Arkaddi Dagomoshchenko, a turca Bejan Matur, a mexicana María Baranda, o irlandês Paul Muldoon, a alemã Silke Scheuermann e o esloveno Tomaž Šalamun.