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# Sibila
Revista de poesia e crítica literária
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- [Las vetas de pindo-sequoia del poeta Edgar Pou](https://sibila.com.br/cultura/las-vetas-de-pindo-sequoia-del-poeta-edgar-pou/15070) - Poeta del porounhol nacido en 1969 en Barrio Obrero de Asunción, city donde muere en septiembre del 2023. Antes cruzaba las calles que trazan Aion y Cronos todos los días de la lengua de Ñemby a Asunción, de Capiatá a Posadas, tralaleando su melopea de makatero bergmaniano que troca chucherías por poemas multicolores, palabras-objetos por
- [Textos de O Livro dos Nomes](https://sibila.com.br/poemas/textos-de-o-livro-dos-nomes/15033) - Travessa da Paixão Serão cinco os instrumentos que no corpo se afadigam. Cinco as promessas quebradas que não deixam de soar. A carne rota não protesta, meu amor, nem a alma se comove com fantasmas do passado. Hoje há fitas, serpentes a boiar em sopas várias, mas ninguém paga para entrar na tenda de um
- [Poemas de Solange Rebuzzi](https://sibila.com.br/poemas/poemas-de-solange-rebuzzi/15077) - MÃOS ESTENDIDAS AOS ABISMOS para António Ramos Rosa A mão direita de lado e a outra mão na mesa gritam palavras no calor do silêncio As mãos na cama andam e dedos ágeis fabricam linhas roupas um corpo Os ombros suavizados por instantes em passeio na cena ousam Visitam tempos de outrora
- ['Smoking Gun - Marilyn Monroe', de JJ ADAMS](https://sibila.com.br/arte-risco/smoking-gun-marilyn-monroe-de-jj-adams/15051) - Intervenções de JJ ADAMS em fotos de Gene Lester, 1954
- [Os poetas brasileiros estão vivos](https://sibila.com.br/critica/os-poetas-brasileiros-estao-vivos/15042) - Uma nova antologia de poesia brasileira reúne as vozes de poetas contemporâneos que lançam um novo olhar sobre o mundo, sobre o Brasil, e oscilam entre a graça e a desgraça. Há algo de fascinante em qualquer antologia poética. Este volume bilíngue reúne trinta e três poetas brasileiros nascidos no século XX. O mais antigo
- [Sylvia Plath e o filho](https://sibila.com.br/cultura/sylvia-plath-e-o-filho/14567) - Sylvia Plath escreveu sobre depressão de forma explícita e lindamente em A redoma de vidro, onde descreveu: “Eu não conseguia reagir. Sentia-me muito quieta e muito vazia, como deve ser o olho de um tornado, avançando monotonamente em meio ao tumulto circundante”. Para qualquer um que já se deprimiu essa descrição soa espantosamente verdadeira
- [Hélio Oiticica e a arte de agora - Décio Pignatari](https://sibila.com.br/cultura/helio-oiticica-e-a-arte-de-agora-decio-pignatari/15025) - Um fim de tarde esplêndido, num fim de verão carioca, o sol em positivo e negativo, num jogo de mostra-e-esconde pelos recortes sinuosos de céus e montanhas já se violetando-se. Pelas aleias do cemitério de S. João Batista, da capela do velório ao outro extremo da cidade dos mortos, uma fieira melancólica de vultos espaçados,
- [Novas edições de José Paulo Paes](https://sibila.com.br/cultura/novas-edicoes-de-jose-paulo-paes/15060) - José Paulo Paes: Crítica Reunida sobre Literatura Brasileira & Inéditos em Livros reúne em dois volumes ensaios dedicados a poetas e ficcionistas do século 16 ao 20, textos que não eram tão acessíveis aos leitores, e leva o trabalho de José Paulo Paes (1926-1998) a quem não é familiarizado com o autor. Autor de
- [Susan Bee: Apocalipses, Fábulas e Devaneios](https://sibila.com.br/arte-risco/susan-bee-apocalipses-fabulas-e-devaneios/14944) - Susan Bee expôs na Air Gallery de Nova Iorque de 18 de março a 16 de abril. Cuidou-se de sua décima mostra individual, intitulada Apocalipses, Fábulas e Devaneios: Novas Pinturas (“Susan Bee, Apocalypses, Fables, and Reveries: New Paintings”, 2023, A.I.R. Gallery, Brooklyn, NY, USA). A exposição apresentou peças criadas entre 2020-2023, quando o “apocalipse” ingressou
- [Poemas de Anderson Lucarezi](https://sibila.com.br/novos-autores/poemas-de-anderson-lucarezi/15040) - BIOBIBLIOGRAFIA Nas casas, há algo de túmulo em toda estante de livros; de epitáfio em cada título. Há paz, senso de dever cumprido em tê-los obtido, folheado e posto em ordem − memorial ostentado, fundo de fotografias. Morto o dono, o monumento desmorona em mãos alheias; a heráldica dos carimbos pessoais nos frontispícios
- [O alienista de Machado de Assis - Ieda Lebensztayn](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/o-alienista-de-machado-de-assis-ieda-lebensztayn/14996) - Pressupostos: Belle Époque, arte e crítica Publicado na revista A Estação entre outubro de 1881 e março de 1882 e incluído no volume Papéis avulsos em 1892, O alienista, conto-novela de Machado de Assis, é um pouco anterior ao período de 1890 a 1920, baliza temporal dos estudos da Belle Époque. Mas, como todo
- [Vídeopoema de Régis Bonvicino e Rodrigo Dário](https://sibila.com.br/poemas/de-tarde-poema-do-livro-a-nova-utopia-2022/15014) - De tarde Ela não é mendiga, é catadora ela dorme sempre ali, impossível dormir sempre ali ela apenas descansa de passagem na calçada rua paralela à avenida talvez ela tenha escrito o verso: “nem na morte espero dormir” ela não fala português ela urina no bueiro, ela mora num abrigo ela vende
- [O caso Boaventura de Sousa Santos na Universidade de Coimbra](https://sibila.com.br/cultura/o-caso-boaventura-de-sousa-santos-na-universidade-de-coimbra-graca-capinha/15005) - Meses depois do escândalo que ameaçou destruir a carreira de um dos mais brilhantes intelectuais portugueses dos séculos XX e XXI, Boaventura de Sousa Santos, a editora Routledge parece ter percebido que alguma coisa de muito estranho e de muito errado se passou, e, finalmente, o livro com o capítulo que tanto o ofendia foi
- [Uma carta - Luis Dolhnikoff](https://sibila.com.br/impacto/uma-carta-luis-dolhnikoff/15002) - Bom dia, querida. Agora que você já encontrou esta carta em sua mesa, abriu-a e a tem nas mãos, agora que você começa a lê-la e se pergunta, ao reconhecer a minha letra, por que eu lhe escreveria uma carta em vez de simplesmente mandar um zap, posso lhe contar o que só poderia
- [Trecho de O bom Stálin](https://sibila.com.br/cultura/trecho-de-o-bom-stalin-viktor-erofeiev/14986) - 1 Afinal, eu matei meu pai. A seta dourada solitária no mostrador azul da torre da universidade de Moscou, nas colinas de Lênin, indicava menos quarenta graus Célsius. Os carros não pegavam. Os pássaros tinham medo de voar. A cidade congelou como uma gelatina recheada de pessoas. De manhã, ao me olhar no espelho oval
- [Gramsci: uma nova biografia* - Angelo d’Orsi](https://sibila.com.br/cultura/gramsci-uma-nova-biografia-angelo-dorsi/14968) - Por que escrevi este livro, uma nova biografia? Por duas razões, basicamente: 1) meu espanto diante de uma situação de estudos sobre Gramsci – até o momento, existem mais de 20.000 títulos sobre sua obra, em 41 idiomas – os quais em 90% (minha estimativa pessoal) são dedicados a exercícios filológicos ou filosóficos sobre seus
- [Poema de Marina Tsvetaeva - Tradução de Aurora Bernardini](https://sibila.com.br/poemas/poema-de-marina-tsvetaeva-traducao-de-aurora-bernardini/14981) - Já os deuses não são tão generosos Marina Tsvetaeva Já os deuses não são tão generosos Em seus leitos os rios não são os mesmos. Nos vastos portões do ocaso, Voem, pássaros de Vênus! E eu, deitada em areias já frias, Vou para o dia que já não se conta... Como a serpente
- [Só na tradução - Elaine Equi](https://sibila.com.br/poemas/so-na-traducao-elaine-equi/15610) - Só na tradução Elaine Equi Sempre adorei ler poesia traduzida. Até mesmo prefiro lê-la assim. A poesia é o som que uma língua produz quando se refugia em outra. Para tudo o que pensamos não ter conseguido exprimir, é melhor, como dizem, soltar as rédeas da imaginação. É isso que confere ao poema, mesmo
- [Régis Bonvicino (1955-2025)](https://sibila.com.br/impacto/regis-bonvicino-1955-2025/15617) - Despedidas no meio literário Revista Piparote - Aurora Bernardini Revista Piparote - Luis Dolhnikoff Jacket2 Folha de São Paulo - Claudio Leal Folha de São Paulo - Obituário A Tribuna Veja Estadão Terra Quatro cinco um Correio do Povo Estado de Minas Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - USP PublishNews Jornal da
- [Régis Bonvicino, um ano depois](https://sibila.com.br/alguma-coisa-como-areia/regis-bonvicino-um-ano-depois/15682) - Hoje completa um ano da morte de um grande amigo meu e de toda a poesia brasileira: Régis Bonvicino. Desembargador no complexo TJSP, talvez com uma só decisão sua, condenando a agiotagem dos bancos, tenha feito mais justiça do que toda uma caçamba de “ativistas de sofá ” reclamando em seus nichos identitários borbulhantes aqui
- [O poeta de utopias e porradas - Por Flávio Viegas Amoreira](https://sibila.com.br/alguma-coisa-como-areia/o-poeta-de-utopias-e-porradas-por-flavio-viegas-amoreira/15657) - Régis Bonvicino não me soou um pai; era-me tão atemporal que era-me o irmão almejado, o poeta a ser emulado sem intimidação. Régis, lúdico em tudo, sugeriu-me o argumento que matuto sobre uma possível estada de Jim Morrison em minha Santos e seu porto mítico. Nada nele soava postiço. Falava-me da beleza comovente da Catedral
- [Haikus para a Palestina](https://sibila.com.br/cultura/haikus-para-a-palestina/15137) - não desisto a última morte ocorreu demasiadas vezes escombros dão à luz crianças vivas mortas terroristas bombas inteligentes regressavam a casa explodiam entre os seus vem ver a noite estrelada sentir os olhos em sangue vivo estatísticas de morte estão doidas mudam hora a hora proíbem a história mas proibição
- [A poesia de Régis Bonvicino revista em seus últimos poemas - Luis Dolhnikoff](https://sibila.com.br/alguma-coisa-como-areia/a-poesia-de-regis-bonvicino-revista-em-seus-ultimos-poemas-luis-dolhnikoff/15669) - 1 No final dos anos 1980, Haroldo de Campos decretou o fim das utopias (e das vanguardas) também na poesia: Ou seja, a “poesia pós-utópica”, a poesia da “presentidade” ou da “agoridade” (sic). Na prática, no espírito do tempo, seria mais um chamado ao laissez faire mais deslavado de uma época pós-confusa, cuja melhor tradução
- [A linguagem poética de Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/critica/a-linguagem-poetica-de-regis-bonvicino-por-luis-dolhnikoff/15642) - A temática da última fase da poesia de Régis Bonvicino é conhecida e reconhecida, em mais de um sentido: a cidade-cloaca, a urbe brutal. Mas a ênfase da crítica em tal temática, salvo as necessárias e necessariamente raras exceções, dá-se às custas de sua linguagem. Não é por acaso. A poesia e a crítica têm
- [Poesia em tempos prosaicos](https://sibila.com.br/critica/poesia-em-tempos-prosaicos/15567) - Todos os tempos foram, a seus modos, prosaicos, dirão ao ler este título. E o dirão mal: a poesia é anterior à prosa, em termos históricos (e mais extensa, em termos geográficos). Houve tempos poéticos: a poesia é a linguagem do mito. Incluindo os próprios mitos poéticos: a poesia não é uma linguagem, mas um
- [PEQUENA APRESENTAÇÃO E MENOR ANÁLISE DO PEQUENISMO](https://sibila.com.br/critica/pequena-apresentacao-e-menor-analise-do-pequenismo/15608) - O pequenismo, como diz seu nome, é um ismo. Uma ideologia. Não em defesa do pequeno ou de seu par arcaicamente hétero, a pequenez. Mas do apequenamento. Não por acaso (mas por ação, intenção e resolução), o pequenismo é grandemente democrático, enormemente inclusor e imensamente igualitário. O pequenismo não é uma manifestação do “espírito da
- [Taxonomia dos Poetas Pós-Conceptuais mais novos - Os Auto-intitulados Poetas Pós-Conceituais](https://sibila.com.br/critica/taxonomia-dos-poetas-pos-conceptuais-mais-novos-os-auto-intitulados-poetas-pos-conceituais/15602) - Definindo-se a si próprios como próximos de Goldsmith, Fitterman, Rosenfeld e Place, muitos deles estudaram no curso de pós-graduação da SUNY-Buffalo (Joey Yearous-Algozin, Holly Melgard, Chris Sylvester, Steve Zultanski e Divya Victor, cuja obra tem-se concentrado em trollthread.tumblr.com), apesar de Sophia Le Fraga e Trisha Low terem estudado durante a licenciatura com Fitterman e Goldsmith,
- [Cristina, 1300 - Affonso Ávila - Homem ao termo](https://sibila.com.br/cultura/affonso-avila-o-filme/15419) - Sinopse - O documentário é uma emocionante viagem pela poesia de Affonso Ávila, um dos poetas mais importantes da segunda metade do século XX, no Brasil, ensaísta também consagrado no campo dos estudos do barroco, em especial do barroco mineiro. Affonso, falecido em 2012, construiu uma poesia de invenção, lastreada no rigor, na ironia, no domínio
- [“Meus livros são teus livros”: Santa Rosa](https://sibila.com.br/cultura/meus-livros-sao-teus-livros-santa-rosa/15543) - Sintetizar um texto de valor artístico conservando e até lhe enfatizando a poesia é tarefa difícil. No entanto, movida pelo desejo de partilhar da singular construção ensaística de um artigo de Otto Maria Carpeaux de 1947, arrisco-me aqui a retomar as imagens por ele então criadas, inspiradas num conto de Mark Twain. No ano 9000,
- [Odile Cisneros traduz Haroldo de Campos](https://sibila.com.br/poemas/odile-cisneros-traduz-haroldo-de-campos/15377) - Três fragmentos de Galáxias* multitudinous seas incarnadine o oceano oco e regougo a proa abrindo um sulco a popa deixando um sulco como uma lavra de lazúli uma cicatriz contínua na polpa violeta do oceano se abrindo como uma vulva violeta a turva vulva violeta do oceano óinopa pónton cor de vinho ou cor
- [O valor da derrota - Pier Paolo Pasolini](https://sibila.com.br/poemas/o-valor-da-derrota-pier-paolo-pasolini/15597) - O valor da derrota Pier Paolo Pasolini Penso que é necessário educar as novas gerações sobre o valor da derrota. À sua gestão. Para a humanidade que dela emana. Construir uma identidade capaz de perceber uma comunhão de destino, onde se pode falhar e recomeçar sem que o valor e a dignidade sejam afetados. Não
- [CLAUDE ROYET-JOURNOUD - A investigação está em andamento](https://sibila.com.br/cultura/claude-royet-journoud-a-investigacao-esta-em-andamento/15591) - Claude Royet-Journoud. Une disposition primitive. P.O.L., 96 p., 18 Euros Michèle Cohen-Halimi et Francis Cohen (dir.), Claude Royet-Journoud La Barque dans l’arbre no. 7, 176 p., 24 Euros Acabam de ser publicados a coletânea Une disposition primitive, de Claude Royet-Journoud, e um número da revista Barque dans l’arbre dedicado ao poeta Na época da publicação
- [Mujica - Poema de Eduardo Milán](https://sibila.com.br/poemas/sin-titulo-eduardo-milan/15577) - Mujica - Poema de Eduardo Milán en Mujica el lenguaje es capital andan escasos de capital los campos hecho casi un chajá, acontecimiento -del país, no Montevideo: un margen de murga se cierra sobre el centro donde nace 18 de abajo arriba viniendo del puerto se diría que un aullido arrastra el mar vía
- [Secchin: "imortal com data de validade"](https://sibila.com.br/cultura/secchin-imortal-com-data-de-validade/15560) - Antônio Carlos Secchin nasceu no Rio de Janeiro, capital. É poeta, ensaísta e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras desde 2004. Possui uma imensa biblioteca de mais de trinta mil livros que se estende em frente ao mar de Copacabana, e é prof. Emérito de Literatura Brasileira da UFRJ. Dedicado amigo de inúmeros
- [Italo Calvino (1923-1985)*](https://sibila.com.br/cultura/italo-calvino-1923-1985/15553) - Quando, em 1985, Italo Calvino morreu repentinamente aos 62 anos ( hemorragia cerebral) a consternação foi geral. Conhecido internacionalmente como exímio ensaísta e escritor -- na época ele e Umberto Eco eram os mais importantes intelectuais da Itália -- estava, naquele momento, terminando de redigir as famosas Seis Propostas para o Próximo Milênio a serem
- [A vanguarda como estereótipo: uma análise da obra de Augusto de Campos](https://sibila.com.br/critica/a-vanguarda-como-estereotipo-uma-analise-da-obra-de-augusto-de-campos/15462) - A poesia brasileira é, hoje, fundamentalmente tributária do Modernismo de 22. O elemento dominante e determinante de sua linguagem é o verso moderno brasileiro (que bem merece uma sigla: VMB), nascido do antilirismo geral e irrestrito de 22 e da radical modernidade urbana-industrial desse antilirismo (não ser algo [“lírico”] não garante qualidades positivas em termos
- [Donald Trump: sintoma mórbido de um país em guerra civil](https://sibila.com.br/critica/donald-trump-sintoma-morbido-de-um-pais-em-guerra-civil/15456) - Entrevista de Sylvie Laurent a Christophe Deroubaix O que mudou do Trump de 2024 em relação ao Trump de 2016? O personagem não mudou absolutamente nada, apenas aguçou sua violência retórica. A sua xenofobia, o seu ultranacionalismo, o seu desprezo pelas regras, pelo direito e pela civilidade, a sua amargura para com os adversários
- [Ascensões e descensos: sobre o novo livro de poemas de Marcelo Tápia](https://sibila.com.br/critica/ascensoes-e-descensos-sobre-o-novo-livro-de-poemas-de-marcelo-tapia/15444) - O primeiro capítulo Introito impessoal do novo livro de Marcelo Tápia (Ascenções e descensos – Ed. Madamu, 2025), que reúne cinco poemas no subtítulo de HARMONIA, tem o poema ACORDE como sinal dos tempos: ACORDE O dia estava tão vívido que não os desolaria saber que era o derradeiro: sol soberbo, céu cerúleo.
- [Aurora Bernardini debate um ponto do novo livro The kinds of poetry I want, de Charles Bersntein](https://sibila.com.br/critica/aurora-bernardini-debate-um-ponto-do-novo-livro-the-kinds-of-poetry-i-want-de-charles-bersntein/15424) - Razão tem Paul Auster em seu prefácio ao último livro de Bernstein quando diz: “Charles Bernstein é um poeta. Charles Bernstein é um crítico. Charles Bernstein é um homem que fala. E esteja ele escrevendo ou conversando, Charles Bernstein é um criador de caso. Gostando de criadores de caso eu mesmo, gosto particularmente daquele criador
- [O pântano de Luís Dolhnikoff](https://sibila.com.br/critica/o-pantano-de-luis-dolhnikoff/15439) - O pântano de Luís Dolhnikoff (Impressões do pântano, São Paulo, Quatro Cantos, 2020) pode começar pelo seu nome, difícil de memorizar, porque oriundo de línguas com escrita para nós confusa (em parte porque já nos libertámos há muito das consoantes duplas), pode começar pela capa do livro, que, da ordem normal de leitura, só conserva
- [O absoluto nonsense de ser escritor - Pier Paolo Pasolini](https://sibila.com.br/critica/o-absoluto-nonsense-de-ser-escritor-pier-paolo-pasolini/15430) - Vídeo com legendas em português. Role a página para assistir ao vídeo de Pasolini. "Comecei a escrever poesia com 7 anos e meio e não me perguntei por que o fazia". https://www.youtube.com/watch?v=ivyO082CVYc
- [Um poema de Flávio Viegas Amoreira](https://sibila.com.br/poemas/um-poema-de-flavio-viegas-amoreira/15402) - Pagar O poeta tem boletos e pagar antes que solva o tempo o da poesia volte sem se distraia de tanto sente de amiudar o verso rente nunca descansar do estro ainda que sobre a mesa com a pena em riste o poeta acumule as contas porque não desdenhe o preço o poeta tem
- [Ester Grinspum - Arte, trabalho e ideal](https://sibila.com.br/arte-risco/ester-grinspun-arte-trabalho-e-ideal/15409) - Se existe uma espécie de comentário que me deixa irritado é aquele do tipo: “fulano é o nosso Marc Chagall”, “sicrano é o nosso Picasso”, “beltrana é a nossa Marie Laurencin” “fulano é a nossa Frida Khalo” etc. Isto me incomoda porque, a meu ver, cada artista é um (ou uma), apesar de todos os
- [Douglas Diegues e o kometa ensaboado do portunhol selvagem ](https://sibila.com.br/critica/douglas-diegues-e-o-kometa-ensaboado-do-portunhol-selvagem/15398) - Por Bruno Molinero U portunhol salbaje es la língua falada en la frontera du Brasil com u Paraguai por la gente simples que increiblemente sobrevive de teimosia, brisa, amor al imposible, mandioca, vento y carne de vaca. Es la lengua de las putas que de noite vendem seus sexos na linha da fronteira. Brota como
- [Epistemologies of the South and Identitarianism - Boaventura de Sousa Santos](https://sibila.com.br/cultura/epistemologies-of-the-south-and-identitarianism-boaventura-de-sousa-santos/15375) - All theories are subject to being perverted because they are all developed explicitly or implicitly with the aim of having an impact on the world of life, either because they intend to interpret it or transform it. Theories, no matter how esoteric, always have a dimension or vocation for extra-theoretical application, often without the knowledge
- [Dois poemas de Hart Crane](https://sibila.com.br/poemas/dois-poemas-de-hart-crane/15394) - Tradução: Anderson Lucarezi VOYAGES III Infinite consanguinity it bears — This tendered theme of you that light Retrieves from sea plains where the sky Resigns a breast that every wave enthrones; While ribboned water lanes I wind Are laved and scattered with no stroke Wide from your side, whereto this hour The sea
- [Em busca de um novo universalismo, Susan Neiman ](https://sibila.com.br/critica/em-busca-de-um-novo-universalismo-susan-neiman/15405) - Já se passaram 85 anos desde que o grande artista de blues Lead Belly cunhou a frase “stay waked” (“fiquem acordados”). Ela apareceu em “Scottsboro Boys”, uma canção dedicada a nove adolescentes negros, cuja execução por um estupro que não cometeram só foi impedida por anos de protestos internacionais e pela ação do Partido Comunista. Permanecer vivo
- [As epistemologias do Sul e o identitarismo - Boaventura de Sousa Santos](https://sibila.com.br/cultura/as-epistemologias-do-sul-e-o-identitarismo-boaventura-de-sousa-santos/15370) - O colonialismo histórico, caracterizado pela ocupação territorial por parte de uma potência estrangeira, mas o colonialismo continuara sob outras formas : o racismo, a expulsão dos camponeses dos seus territórios ancestrais, o extractivismo mineiro e a contaminação dos eco-sistemas, o trabalho análogo ao trabalho escravo, a asfixia das famílias e dos pequenos produtores pelo capital financeiro, o controle das reservas em bancos dos países colonizadores, o comércio desigual das matérias-primas, a tutela militar, o afogamento e deportação dos imigrantes, a brutalidade policial e o ethnic profiling.
- [Torquato Neto: Conversa entre Décio Pignatari e Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/critica/torquato-neto-conversa-entre-decio-pignatari-e-regis-bonvicino/8578) - Torquato não confundia Oswald de Andrade com Zé Celso. Outros podiam esconder a cabeça, ter receio de parecer high brow. Não Torquato. Seu repertório cultural era mais amplo, seus roteiros mais seguros. A expressão geleia geral, que criei e empreguei em 1963, numa discussão com Cassiano Ricardo, ao expulsá-lo da revista Invenção, transformou-se num miniprograma crítico-criativo para Torquato, que não só a utilizou na letra famosa dos tempos da Tropicália, como com ela batizou a coluna que manteve no Última Hora, do Rio de Janeiro. Seu modo de proceder na montagem/colagem/bricolagem tinha certa orientação, não era errático.
- [Xangô](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/xango/14193) - https://youtu.be/qSPHPOLHL5g
- [Linguagem: debacle cultural leva EUA à crise econômica](https://sibila.com.br/cultura/linguagem-debacle-cultural-leva-eua-a-crise-economica/4945) - A própria linguagem da década expressa a ansiedade americana em relação ao mundo exterior. Falar sobre o “terceiro mundo” e as “nações emergentes” reafirmou nossa confiança e nosso senso de controle, como país de “primeiro-mundo”, que, entretanto, abandonou a onipresente expressão “nosso planeta” para aderir ao lema “como salvar nosso planeta”. Há uma década, sob os signos do “simulacro” de Baudrillard e da “diferença” derridadiana, a representação pós-moderna e sua ambiguidade nunca teriam tolerado um substantivo tão genérico quanto “planeta”.
- [En la Masmédula](https://sibila.com.br/poemas/en-la-masmaedula/3877) - NOITE TOTEM SÃO OS TRANSFUNDOS OUTROS DA IN EXTREMIS MÉDIUM que é a noite ao entreabrir os ossos as mitoformas outras aliardentes presenças semimorfas sotopausas sóssopros da enchagada libido possessa que é a noite sem vendas são as grislumbres outras depois de esmeris pálpebras videntes os atônitos gessos do imóvel ante o refluído ferido interrogante
- [Poesia latino-americana](https://sibila.com.br/critica/poesia-latino-americana/3874) - Whitman e Pound são os poetas representativos dos Estados Unidos: ambos proclamam um universalismo que é um (norte)americanismo. Afirmam que os Estados Unidos têm uma vocação mundial. Whitman americaniza a liberdade e faz de sua terra o lugar eleito da camaraderie. Pound acumula os ideogramas chineses, os hieróglifos egípcios e as citações em grego e provençal. O método de Pound é semelhante ao do conquistador romano, que rouba dos vencidos.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Ko Ko Thett](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-ko-ko-thett/11596) - A poesia feita hoje no Brasil sobrevive em circuitos meio provisórios e precários. Muitas vezes, em razão disso, ela se torna divulgadora do estrangeiro e do internacional, sem mediação crítica ou histórica, sem projeto. A série “Lugares contemporâneos da poesia”, da Sibila, visa, em parte, a fazer alguma mediação, com caráter investigativo, acerca desse fenômeno de deslocamento das literaturas nacionais. Poetas e seus poucos leitores formam, estranhamente, “uma comunidade de pessoas que nada têm em comum”.Tratando-se mais, como caracteriza Mario Perniola, “de um aglomerado de mal-entendidos, um concerto de equívocos, uma convergência efêmera de interesses”. A Sibila tenta ter alguma clareza sobre o tema, indagando os autores e buscando seus contextos. Vamos agora ao poeta burmense KO KO THETT.
- [O herói anti-herói e o herói anônimo](https://sibila.com.br/cultura/o-heroi-anti-heroi-e-o-heroi-anonimo/15210) - Em começos de 1965 quando germinava a ideia de uma homenagem a Cara de Cavalo, que veio a se concretizar numa obra em meio de 66 (Bólide-caixa nº18 – B33), o meu modo de ver, ou melhor a vivência que me levou a isso foi a que define numa carta ao crítico inglês Guy Brett
- [Memória: o lançamento de Nothing the Sun Could Not Explain em 1997](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/memoria-o-lancamento-de-nothing-the-sun-could-not-explain-em-1997/10986) - A antologia esgotou sua primeira edição nos Estados Unidos em três meses. Ela nunca foi editada no Brasil, embora caminhe para a terceira edição aqui em meu país. Foi a primeira vez que poetas americanos de nível (Robert Creeley, Michael Palmer) trabalharam on-line e pessoalmente com poetas brasileiros nas traduções. Vertemos Ana Cristina César, Paulo Leminski, Torquato Neto, para mencionar apenas os então, naquele momento, mortos. O objetivo foi o de correr o risco de um novo contemporâneo brasileiro, global, e de estabelecer um diálogo inédito. Esse trabalho gerou inúmeras outras antologias publicadas no Brasil e permanece único nos Estados Unidos. Relembro os fatos com leveza e humor. De alguns deles.
- [Marjorie Perloff fala da função da crítica](https://sibila.com.br/critica/lugares-contemporaneos-da-critica-marjorie-perloff/11758) - Marjorie Perloff nasceu Gabriele Mintz, em 1931, em uma família judia em Viena. Ante o terror nazista, sua família emigrou em 1938 quando Marjorie tinha seis anos e meio; foram primeiro para Zürich e depois para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Riverdale, Nova York. Após estudar no Oberlin College de 1949 a 1952, ela se formou no Barnard College em 1953; nesse ano, casou-se com Joseph K. Perloff, cardiologista e professor de medicina na Streisand/American Heart Association e pediatra emérito na UCLA. Perloff completou sua graduação na Catholic University of America em Washington, obtendo um M.A. em 1956 e um Ph. D (com uma dissertação sobre W.B. Yeats) em 1965. Marjorie ministra cursos e escreve sobre poesia e poética dos séculos XX e XXI, ambas as artes anglo-americanas e de uma perspectiva comparatista, bem como sobre o intermedia e visuais. Ela é professora emérita de Inglês na Universidade de Stanford e Florença R. Scott, e professora emérita de Inglês na Universidade do Sul da Califórnia.
- [A quem interessa a “censura”?](https://sibila.com.br/cultura/a-quem-interessa-a-censura-censura/15098) - A retirada do capítulo do livro da Routledge em que o CES [Centro de Estudos Sociais] e, sobretudo, três dos seus investigadores são alvo de acusações graves, até agora apenas baseadas em rumores e pichagens de paredes, veio reacender o debate sobre a liberdade de expressão e sobre a censura. O capítulo, cuja cientificidade refutei
- [Pierrot le fou, de Godard](https://sibila.com.br/cultura/pierrot-le-fou-de-godard/12540) - Pierrot le Fou, 1965, Jean-Luc Godard, roteirista e diretor, 1965. No Brasil, o título [incrível] do filme é O Demônio das Onze Horas.
- [Literatura brasileira de expressão alemã](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/literatura-brasileira-de-expressao-alema/3295) - Em pauta está a produção literária de uma minoria ciosa de sua identidade singular, composta de imigrantes de língua alemã e seus descendentes, cujos antepassados chegaram ao Brasil a partir de 1824 (este é o marco oficial) e que segregaram, e foram segregados, pela população local e nacional, a qual, por sua vez, é pós-colonizada. O Brasil tornara-se um país independente em 1822.
- [Poemas de Bei Dao](https://sibila.com.br/poemas/poemas-de-bei-dao/5203) - Talvez seja o momento final mas não deixei nenhum testamento à minha mãe senão uma caneta. Não sou nada herói numa época isenta de heróis só quero ser um homem. O horizonte tranquilo divide a fileiras dos vivos e dos mortos. Prefiro optar pelo céu a me ajoelhar no chão para não aumentar a altura dos executores que vão bloquear o vento de liberdade.
- [O suicídio de Amélia Rosseli](https://sibila.com.br/poemas/o-suicidio-de-amelia-rosseli/12007) - Amelia Rosselli( 1930-1996). Poeta italiana, filha de um teórico italiano do Socialismo liberal e de uma ativista inglesa ligada ao Labour party nasceu em Paris, onde os pais haviam-se exilado. Isso não impediu, entretanto, que as milícias fascistas matassem o pai e o tio, na França, em 1940. Após estudos literários e musicais realizados nos EUA e na Inglaterra, voltou com a mãe, à Itália, em 1940. Durante a década seguinte dedicou-se à tradução literária do inglês, a estudos de teoria musical e ensaística. Frequentou intelectuais romanos do Gruppo 63 (Nanni Balestrini e outros), inscreveu-se no PCI e, em 1963, começou a publicar seus versos e textos em prosa em várias revistas italianas, atraindo a atenção de Zanzotto, Raboni e Pasolini, entre outros poetas importantes. Escreveu também em francês e inglês, tendo traduzido grande parte da obra de Sylvia Plath, a quem admirava. A morte da mãe, em 1949, causou-lhe profunda depressão. O mal de Parkinson que a atacou desde seus quarenta anos, e outras depressões, levaram-na ao suicídio em Roma, em 1996.
- [Deus devolve o revólver](https://sibila.com.br/poemas/deus-devolve-o-revolver/13683) - Não sei bem dizer o que ouço. Difícil até saber o que ouço ao ouvir Álbum – Deus devolve o revólver, de Régis Bonvicino. Streaming de poesia com tratamento sonoro talvez fosse o mais descritivo a dizer. O poeta Régis Bonvicino reúne aqui 16 novos poemas --, lidos por ele, pela soprano Caroline de Comi e pelo poeta norte-americano Charles Bernstein --, trabalhados sonoramente por Rodrigo Dário, que também cuidou de todo o design da empreitada, incluindo a bela e anacrônica fita K-7, um dos suportes físicos previstos para “Deus devolve o revólver”, além de um libreto ao feitio de ópera.
- [CARTA ABERTA em solidariedade ao Professor Boaventura de Sousa Santos](https://sibila.com.br/impacto/carta-aberta-em-solidariedade-ao-professor-boaventura-de-sousa-santos/15365) - Perante as acusações de má conduta e abuso numa instituição internacional de prestígio como o Centro de Estudos Sociais (CES) de Coimbra, que circularam nas redes sociais e transbordaram para a imprensa na sequência da publicação do capítulo intitulado “The walls spoke when no one else would”, de Lieselotte Viaene, Catarina Laranjeiro e Miye Nadya
- [A arte domesticada - Por Carlos Granés](https://sibila.com.br/critica/a-arte-domesticada-por-carlos-granes/15361) - Se a cultura tem algum propósito – a alta cultura – é precisamente o de combater as formas estereotipadas, o moralismo açucarado, o facilismo A dramaturga e escritora espanhola Angélica Liddell disse há pouco, numa entrevista a Antonio Lucas do jornal El Mundo, que a intenção educativa que se vê hoje na arte estava infantilizando a sociedade. "Esse
- [Caetano Veloso: escritos sobre cinema](https://sibila.com.br/cultura/sabia-e-arriscada-ascese-caetano-veloso/15329) - Julio Bressane é um caso único dentro do cinema brasileiro não por ser um autor experimental e anticomercial: tantos outros o são.
- [O novo livro de Miriam Chnaiderman](https://sibila.com.br/cultura/o-novo-livro-de-miriam-chnaiderman/15354) - Não faz muito tempo cinco psicanalistas e uma antropóloga historiadora caminhavam pela cidade de São Paulo numa tentativa de escuta e aprendizado com aqueles que não têm lugar na sociedade. Compunham o coletivo Escutando a Cidade, que está em vias de se rearticular após a pandemia. Miriam Chnaiderman é uma dessas pessoas que não se
- [Poemas do sino-americano Arthur Sze](https://sibila.com.br/poemas/poemas-do-sino-americano-arthur-sze/15348) - Arthur Sze, nascido na cidade de Nova York em 1º de dezembro de 1950, é um poeta de ascendência sino-americana. Seus pais migraram para os Estados Unidos em decorrência da ocupação japonesa na China e permaneceram nos EUA após o reacender da Guerra Civil. No período entre 1968 e 1970, frequentou o Massachusetts Institute of
- [Cinema falado - Noel Rosa](https://sibila.com.br/cultura/cinema-falado-noel-rosa/15333) - “O cinema falado / É o grande culpado da transformação / Dessa gente que sente que um barracão /Prende mais que um xadrez. / Lá no morro, se eu fizer uma falseta, a Risoleta / Desiste logo do francês e do inglês, A gíria que o nosso morro criou / bem cedo a cidade aceitou
- [Cinema falado: um filme instigante e único](https://sibila.com.br/cultura/cinema-falado-um-filme-instigante-e-unico/15323) - No dia 22 de novembro de 1986, um sábado, o Hotel Nacional no Rio de Janeiro fervia. Já passava das onze horas e a estreia do primeiro longa-metragem do cantor e compositor Caetano Veloso estava marcada para a meia-noite, na Sala Glauber Rocha, que ficava no Centro de Convenções do hotel. A exibição fazia parte
- [A balada de Runa Bandyopadhyay e Charles Bernstein](https://sibila.com.br/critica/a-balada-de-runa-bandyopadhyay-e-charles-bernstein/15291) - Charles Bernstein é um poeta maior que percorreu o caminho áspero da busca da inovação. Sua poesia provocou polêmica e conflitos. Bernstein é também um pensador e um ensaísta de primeiro nível.
- [Atualidade do Bólide “Cara de Cavalo” de Hélio Oiticica](https://sibila.com.br/cultura/atualidade-do-bolide-cara-de-cavalo-de-helio-oiticica/15207) - O “Bólide Cara de Cavalo”, de Hélio Oiticica, de 1966, foi inspirado na perseguição policial e morte do bandido Manoel Moreira, apelidado de Cara de Cavalo no Rio de Janeiro. Oiticica escreveu uma nota a este respeito para uma exposição de seu trabalho em Whitechapel Gallery, Londres, 1969 (ver abaixo). Sibila publica também, autonomamente, um
- [Cuba vista do exílio - Hipólito Robaina](https://sibila.com.br/cultura/cuba-vista-do-exilio-hipolito-robaina/15247) - A história de Cuba, desde a revolução de 1959 até o presente, é uma narrativa controversa que marcou profundamente o palco do debate intelectual e cultural, criando polêmicas nos entornos da política, da economia e das contradições sociais que se foram muito além da ilha caribenha. Perpassando os principais momentos da história cubana, o livro
- [Newton’s Apple V/s Reflection of Reality](https://sibila.com.br/english/newtons-apple-v-s-reflection-of-reality/15304) - On the day when death will knock at thy door what wilt thou offer to him? Oh, I will set before my guest the full vessel of my life⸺ I will never let him go with empty hands.
- [Encontrar seu lugar: De Boris Vargaftig a Italo Calvino](https://sibila.com.br/cultura/encontrar-seu-lugar-de-boris-vargaftig-a-italo-calvino/15288) - Foi agora em abril deste ano (2024), no espaço da Tapera Taperá em São Paulo, com a presença de alguns dos principais representantes da esquerda nacional, que o argentino-francês-brasileiro Bernardo Boris Vargaftig (nascido em 1937) apresentou o livro Encontrar seu lugar.
- [Poesia não tem futuro a menos que chegue ao fim](https://sibila.com.br/poemas/poesia-nao-tem-futuro-a-menos-que-chegue-ao-fim/15166) - You Are Here Rental cars, washbasins, and sacks of pennies Seated in front of a piano, there is a sadness in the way you smile, the way you clap, the way you laugh, the way you cry, the way you laugh again, the way you cry again, the way you laugh and cry and
- [Pendejo (uma canção sobre Trump)](https://sibila.com.br/cultura/pendejo-uma-cancao-sobre-trump/15281) - Go back to the hole That you dragged yourself out of Get out of here with your Pathetic television fascism…
- [M. LOVET, de Rodrigo Cintra](https://sibila.com.br/critica/m-lovet-de-rodrigo-cintra/15269) - O leitor folheia O CADERNO DE DISPOSITIVOS DE M.LOVET, o mais recente livro de Rodrigo Suzuki Cintra, confiando em Macedonio Fernandez – lembrado no também recente A ARTE DO ERRO de Maria Negroni - que teria afirmado algo como: “Texto bom é o mais difícil de entender”. Por que difícil? Pergunta-se o leitor, enquanto avança na leitura dos 30 “DISPOSITIVOS DE
- [Boaventura é expulso de Tribunal](https://sibila.com.br/cultura/boaventura-e-expulso-de-tribunal/15251) - Estimada Natalia Greene Estimado Francesco Martone Recebo com surpresa e desgosto a vossa mensagem. Para mais fundada num parecer de uma colega que muito estimo Maristella Svampa. À luz das considerações que mencionam, compreendo a vossa posição, mas quero declarar que elas assentam em premissas inaceitáveis num Estado de direito por que tanto lutámos.
- [O pensamento de José Enrique Rodó](https://sibila.com.br/cultura/o-pensamento-de-jose-enrique-rodo/15145) - Pensar a América Latina, principalmente sob a perspectiva do papel exercido pelos intelectuais na sociedade, faz-se sobremaneira dificultoso, haja vista para as múltiplas interpretações possíveis das diversas obras produzidas pelos pensadores mais peculiares desse continente. Se centrarmos o nosso raciocínio sobre a importância de alguns líderes intelectuais na busca de uma escrita da história própria
- [Uma poesia áspera - João Cabral de Melo Neto](https://sibila.com.br/critica/uma-poesia-aspera-joao-cabral-de-melo-neto/15201) - Entrevista com o escritor João Cabral de Melo Neto. https://www.youtube.com/watch?v=S4D26DlxQ94
- [Álvarez de Azevedo, o gótico - POEMAS MALDITOS](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/alvarez-de-azevedo-o-gotico-poemas-malditos/14882) - Todo o vaporoso da visão abstrata não interessa tanto como a realidade da bela mulher a quem amamos. Cuidado, leitor, ao voltar esta página! Álvares de Azevedo Prefácio Cuidado, leitor, ao voltar esta página! Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. Vamos entrar num mundo novo, terra fantástica, verdadeira ilha Barataria de D.
- [“No interdito às línguas”: A nova utopia de Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/critica/a-nova-utopia-de-regis-bonvicino/14595) - A grande característica de A nova utopia é a sua linguagem violenta, brutal, contundente, numa visão desencantada do mundo contemporâneo e da própria poesia que nele parece não encontrar lugar. Não se nos apresenta o grito inarticulado, e, contudo, somos confrontados/as com o grito. A própria capa do livro faz lembrar o quadro de Edvard Munch, mas, nesta imagem, já nem boca existe – só fractura, só fenda.
- [O brilho de Luciano Figueiredo na Galeria Lurixs](https://sibila.com.br/arte-risco/o-brilho-de-luciano-figueiredo-na-galeria-lurixs/14437) - As telas-objetos nos mostram movimentos para fora de seus enquadramentos, e, no inesperado da caminhada, saem e se sobrepõem com ângulos novos em ritmos novos. O trabalho misterioso do inconsciente se fazendo cheio de surpresas com o uso dos materiais simples (tinta, jornal, madeira) fluindo em consonância: divina consonância; o que só a arte pode nos ofertar.
- [Orelha para Catatau (Argentina)](https://sibila.com.br/critica/orelha-para-catatau-argentina/14482) - A fusão de palavras da língua inglesa entre si e com outras de muitos outros idiomas é um dos traços que faz de Finnegans Wake, de James Joyce, 1939, o divisor de águas, que afasta a prosa realista como única alternativa para a narração literária. Jacques Lacan considerava esse livro a própria representação do inconsciente.
- [Sangria, de Luiza Romão](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/sangria-de-luiza-romao/15152) - A ficha catalográfica de Sangria, segundo livro de Luiza Romão, não deixa dúvidas, trata-se tanto de um livro de poesia, quanto de um livro de história. É a poesia brasileira contemporânea pensando a história do Brasil, ou, para dizer com o livro: da história do Brasil, nome que já no primeiro dia-poema, a eu-lírica promete
- [DES CASULO](https://sibila.com.br/poemas/des-casulo/15158) - vi a aurora enluecer engolindo seu verso dourado foi detalhe e nele o Éden do corpo III - abrasador o verão toma me pelos raios solares dos teus lábios intocados IV – vento libertador oceano alado V- doma o sonho galgo cavalga a noite liberta VI- vibra teu silêncio o pássaro
- [Contra o fascismo](https://sibila.com.br/cultura/em-defesa-de-israel/15139) - Como filho de comunistas e neto de comunistas históricos (um dos meus tios-avôs, Noé Gertel, fez parte do Comitê Central do PCB nos tempos de Prestes e esteve preso na Ilha Grande ao lado de Graciliano Ramos), fui educado como comunista, e fui comunista até 1979. Meu processo particular e peculiar de afastamento da esquerda
- [Burliuk, o fundador ucraniano do futurismo “russo”](https://sibila.com.br/critica/burliuk-o-fundador-ucraniano-do-futurismo-russo/15089) - Internacionalmente conhecido como “o pai do futurismo”, David Burliuk foi um dos principais contribuintes para o período seminal do modernismo nas primeiras décadas do século XX. David Burliuk nasceu em 21 de julho de 1882, em uma pequena aldeia perto de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia. Havia seis filhos na família com profundas raízes
- [Uma Utopia de Pó Fino - Ítalo Calvino](https://sibila.com.br/cultura/uma-utopia-de-po-fino-italo-calvino/15122) - Quando uma tentativa de pôr em prática alguma ideia de sociedade menos monstruosa que outras é esmagada pelos militares num ou noutro país, lemos sempre a frase “o fim de uma utopia”. Mas, pelo contrário, esta característica do risco, de apostar, de estar pendurado por um fio, de se encontrar diariamente confrontado com um problema inesperado
- [Haroldo de Campos: entrevista de Inês Oseki-Depré a Aurora Bernardini](https://sibila.com.br/cultura/haroldo-de-campos-entrevista-de-ines-oseki-depre-a-aurora-bernardini/15127) - Inês Oseki-Depré é professora e pesquisadora de tradução literária, semiologia e crítica no departamento de Literatura Comparada da Universidade de Provence, França onde coordena a pós-graduação e orienta mestrandos e doutorandos. É autora de traduções do francês para o português (Escritos, de Jacques Lacan, Algo:Preto, de Jacques Roubaud), do português para o francês (José de
- [O que é literatura hoje? Entrevista de Tiago Ferro a Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/cultura/o-que-e-literatura-hoje-entrevista-de-tiago-ferro-a-regis-bonvicino/15113) - Tiago Ferro e eu temos uma coincidência trágica: perdemos uma filha de modo trágico. Seu livro de estreia O pai da menina morta de 2018 ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura (autor estreante) e o Prêmios Jabuti de melhor romance ambos em 2019. Tiago é mestre em história social pela FFLCH-USP e agora doutorou-se
- [Poems from The New Utopia - Translations by Dan Hanrahan](https://sibila.com.br/english/poems-from-the-new-utopia-translations-by-dan-hanrahan/15105) - Listen and read the translations, by Dan Hanrahan Poemas do livro A nova utopia, 2022, de Régis Bonvicino, traduzidos ao inglês e lidos por Dan Hanrahan Near the Corner Seven floors open windows dirty wall tiles a bus diesel burns then rises beggars sleep on the front sidewalk ignore the music from
- [Montale detona Pound](https://sibila.com.br/critica/monmtale-detona-pound/13323) - Não é difícil que um poeta acabe no manicômio: a lista seria longa. Muito mais raro é que, permanecendo internado, acabe por ganhar um prêmio literário. I fato aconteceu com o poeta norte-americano Ezra Pound, grande entusiasta de Mussolini na Rádio Itália, durante o período da Segunda Guerra Mundial, hoje hóspede de um hospital psiquiátrico de Washington. A imprensa informa que onze de seus poemas – os Cantos pisanos – ganharam o Prêmio Bollinger na categoria poesia de 1948. Tal distinção honorífica lhe foi concedida por um júri no qual figuravam T.S. Eliot, Allen Tate e outros ilustres poetas. Não conheço os Cantos pisanos, mas creio que se trata de um acréscimo aos Cantos, que, pelo projeto de Pound, deveriam alcançar o número de cem. Os trinta primeiros foram escritos em Rapallo, antes da guerra. São poemas de um louco? Nem em sonho, exceto se se deseja considerar loucos três quartos dos escritores de vanguarda. Comenta-se que Pound foi considerado louco para se salvar da prisão perpétua ou da pena de morte. Não foi e nem é um louco autêntico, mas apenas um tipo típico de exilado norte-americano (Exiles era o nome de uma revista que ele dirigia faz muito anos).
- [TWO POEMS by Brazilian poet Augusto dos Anjos](https://sibila.com.br/english/two-poems-2/2260) - Here, Doctor, take these scissors… cut My most exceptional persona… Who cares if vermin should englut My heart completely when I die?!
- [POESIA E CRÍTICA NA GRANDE CONFUSÃO CONTEMPORÂNEA](https://sibila.com.br/critica/poesia-e-critica-na-grande-confusao-contemporanea/13299) - Na realidade, parece-me que esse aparente e difuso interesse pela poesia se expressa, pelo contrário, em uma tangível indiferença. Se formos ver as tiragens e vendas dos livros de poesia, ficaremos bastante desconsolados. É muito difícil vender livros de poesia, inclusive dos autores mais famosos. De vez em quando, alguma iniciativa editorial consegue movimentar o mercado; mas se tem a impressão de que, por debaixo desses fenômenos momentâneos, que induzem a um certo otimismo, na verdade é bastante escasso o grau de interesse real, de curiosidade e de cultura específica. Creio que o amor pela poesia em geral, ou a estima, ou a valorização pública, e inclusive teórica e filosófica, da poesia, na verdade é muitas vezes um fato mais negativo que positivo.
- [Seis Poemas gallegos](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/seis-poemas-gallegos-2/2988) - Madrigal á cibdá de Santiago Chove en Santiago na noite escrura. Herbas de prata e de sono cobren a valeira lúa. Olla a choiva pola rúa, laio de pedra e cristal. Olla o vento esvaído soma e cinza do teu mar. Soma e cinza do teu mar Santiago, lonxe do sol. Agoa da mañán anterga
- [Um pintor no samba](https://sibila.com.br/arte-risco/um-pintor-no-samba/3809) - A Mangueira, para mim, é como se existisse há 2 mil anos: como expressão, o seu samba possui algo de arcaico, como se nascesse da terra; não me impressiona tanto a “tradição”, mas o arcaísmo que contém a sua expressão. Na sua maneira de ser há algo que nos leva às origens das coisas.
- [Outro Brasil Modernista: Blaise Cendrars por Pagu](https://sibila.com.br/poemas/outro-brasil-modernista-blaise-cendrars-por-pagu/10726) - O poeta e romancista franco-suíço Blaise Cendrars (1887-1961) foi uma figura marcante do modernismo brasileiro. Cendrars visitou o Brasil sete vezes ao longo dos anos, a primeira em 1924, quando permaneceu por nove meses, entrando em contato, de um lado, com a elite modernista (Mário e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral), e, de outro, com a cultura popular (o sambista Donga, com quem frequentava as favelas cariocas) e as cidades históricas mineiras (despertando nos primeiros o interesse pelos segundos, e assim “modernizando” o modernismo brasileiro, ao ajudar a livrá-lo, ao menos em parte, de seu europeísmo). Cendrars escreveu vários poemas com temas brasileiros (e modernistas), muitos dos quais seriam traduzidos para o português por Patrícia Galvão, a Pagu, um dos principais nomes do modernismo paulistano. Esse verdadeiro curto circuito modernista franco-brasileiro é aqui reproduzido, talvez pela primeira vez.
- [Poema exemplar](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/poema-exemplar/4711) - Chamava-se Maomé Cheabe Descendente dos emires dos nómadas suicida porque não tinha já pátria Amou a França e mudou de nomeFoi Marcel mas não era francês
- [O nacional-popular no projeto estético de Caetano Veloso](https://sibila.com.br/cultura/o-nacional-popular-no-projeto-estetico-de-caetano-veloso/10299) - Em agosto de 2012 o compositor baiano Caetano Veloso completou 70 anos, o que lhe rendeu homenagens de toda ordem, como a produção de um CD intitulado A Tribute to Caetano Veloso, contribuindo para a reprodução e comercialização de antigos hits, além da possibilidade de divulgação de aparte da sua obra para o público estrangeiro; também houve a publicação da coleção Caetano Veloso 70 anos, que compõe 20 revistas todas acompanhadas de um CD contando a história das suas composições e do contexto sócio histórico da época. Além das entrevistas concedidas à impressa, o polêmico compositor entrou num acalorado debate com Roberto Schwarz, dado o ensaio que o crítico escreveu a respeito do livro de memórias de Caetano, Verdade Tropical, mobilizando também outros críticos.
- [Donald Trump e o fascismo democrático global](https://sibila.com.br/cultura/donald-trump-e-o-fascismo-democratico-global/12825) - E o último termo, o quarto, é a falta, a falta total de um outro caminho estratégico. Existem muitas experiências políticas – não vou dizer que não haja absolutamente nada nesse sentido. Sabemos de novos levantes, de novas ocupações de lugares, de novas mobilizações, de novas determinações ecológicas etc. Portanto, não é a falta de de qualquer forma de resistência, de protesto – não, não estou dizendo isso. Mas estou falando da falta de um outro caminho estratégico, ou seja, de algo que esteja no mesmo nível da convicção contemporânea de que o capitalismo é o único caminho possível.
- [A PALO SECO](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-palo-seco/13784) - 1.1. Se diz a palo seco o cante sem guitarra; o cante sem; o cante; o cante sem mais nada; se diz a palo seco a esse cante despido: ao cante que se canta sob o silêncio a pino. 1.2. O cante a palo seco é o cante mais só: é cantar num deserto devassado
- [Última entrevista de Carlos Drummond de Andrade](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/ultima-entrevista-de-carlos-drummond-de-andrade/14166) - O que há hoje no Brasil é uma diluição da poesia brasileira em termos até chatíssimos, porque todo mundo agora faz poesia, e ninguém faz poesia. O pessoal não tem a menor noção de ritmo, de criação verbal, e faz versos. Todos os dias agora aparecem antologias, e então aparecem duzentos poetas.
- ["For no one", dos Beatles](https://sibila.com.br/cultura/for-no-one-dos-beatles/14427) - “For No One” é tudo o que é ótimo em termos de música – exceto pelo fato de que não é uma música rock 'n' roll. É uma melodia muito bonita. Paul é como um ator de cinema fantástico que não faz nada. Ele não dramatiza demais. O jeito que ele canta, sem o menor sinal de emoção no timbre de sua voz – eu sei que isso vai soar estranho, mas eu ouço soando como discos dos anos 1920 e 1930 quase. Não há vibrato.
- [Desconforme: contra a erosão da liberdade acadêmica pela política de identidade](https://sibila.com.br/cultura/desconforme-contra-a-erosao-da-liberdade-academica-pela-politica-de-identidade/14974) - Laurent Dubreuil* Enquanto a política de identidade, como teorizada há quatro décadas, visava libertar os oprimidos e se opor ao capitalismo americano, sua forma principal hoje é mais investida em mudar o rumo da dominação e multiplicar as restrições. É a ordem social da época. Em agosto de 2017, algumas semanas antes do início
- [A futilidade das relações sociais - Jorge Andrade](https://sibila.com.br/cultura/a-futilidade-das-relacoes-sociais-jorge-andrade/14941) - "A futilidade tornou-se a essência da vida em sociedade. O ter absorveu o ser. O expor tornou-se uma marca da existência humana. O valor das "coisas" foi engolido pelas "não-coisas". O espaço privado confunde-se com o espaço público. Para estar vivo, é preciso exibir o domínio privado no espaço público. Sobretudo nas redes sociais." As
- [Samba de um riso só](https://sibila.com.br/cultura/samba-de-um-riso-so/10461) - Em seu ensaio sobre o significado do cômico, o filósofo Henri Bergson associa o riso ao coletivo. Diz ele que “se nos sentíssemos isolados, seríamos privados do cômico. Dir-se-ia que o riso tem necessidade dum eco”, e esse eco, convenhamos, surge não só na relação com o Outro como da existência de valores compartilhados ou, nas ricas palavras de Richard Sennett, de um “fundo comum de signos públicos” entre as pessoas. Bergson sugere a existência de uma “lógica da imaginação que não é a lógica da razão”. A filosofia precisaria contar com ela para meditar sobre o cômico. “É qualquer coisa como a lógica do sonho, mas dum sonho que não fosse abandonado aos caprichos da fantasia individual, um sonho sonhado pela sociedade inteira”. Bergson menciona, ainda, o caráter de reversibilidade do cômico. Segundo ele, a reversibilidade não pode ser considerada “séria” se comparada à irreversibilidade dos axiomas e das leis fixadas pela escrita. Nada mais próximo do popular, como se vê, se pensarmos na cultura oral, sua inerente mutabilidade e labilidade.
- [Concrete poetry in Brazil](https://sibila.com.br/impacto/poetry-and-technique/9050) - Poetry and technique: concrete poetry in Brazil by Professor Paulo Franchetti (UNICAMP, Campinas, Brasil)
- [Ponto de vista: o poema polêmico de G. Grass](https://sibila.com.br/cultura/ponto-de-vista-o-poema-polemico-de-g-grass/5261) - Günter Grass acaba de agitar seus atabaques ao publicar no Süddeutsche Zeitung, em seguida reproduzido em outros jornais e mídias da Alemanha, um poema de quase setenta versos identificando Israel como a ameaça à paz mundial. Ninguém duvida que o ganhador do Nobel de 1989 tenha lá motivos para expor o país hebreu e adicionar seu nome à legião infame que dá cobertura e credibilidade à intolerância que cresce pela Europa, e não só por lá.
- [Arte: do xeque ao cheque](https://sibila.com.br/critica/arte-do-xeque-ao-cheque/2967) - “É difícil imaginar um charlatão tão cabal na poesia, porque ao menos, na poesia, ninguém escapa de ter de escrever alguma coisa, por pior que seja”. Esta frase me ocorreu recentemente quando da consagração do novo campeão das artes plásticas contemporâneas, o inglês Damien Hirst. Suas obras principais são versões maiores daquele kitsch globo de vidro tão popular no hemisfério norte, que costuma conter uma rena ou um Papai Noel mergulhado em líquido transparente, no qual, ao ser agitado, flutuam falsos flocos de neve. A diferença é que, em vez de globos, são cubos, e em vez de renas e Papai Noel, há unicórnios e tubarões. E se os falsos flocos flutuantes de neve estão ausentes, nem por isso deixa de flutuar em torno de sua obra a sombra de um grande equívoco.
- [Bandeira e Quintana: por uma crítica objetiva](https://sibila.com.br/critica/bandeira-e-quintana-por-uma-critica-objetiva/2956) - O título acima deveria ser, com mais precisão, “Por uma crítica minimamente objetiva de poesia”, porém a precisão se daria à custa da dimensão. Além disso, o minimamente enfraqueceria o elemento surpresa. Pois uma crítica minimamente objetiva não causaria espanto, ao contrário, talvez, da idéia de uma crítica objetiva. A idéia de uma crítica objetiva
- [Gênero policial brasileiro versus democracia](https://sibila.com.br/cultura/genero-policial-brasileiro-versus-democracia/4862) - Não temos forças armadas capazes de lutar. Não temos controle de fronteiras. Não temos sistema judiciário (mas apenas um vasto sistema de palácios de justiça). Não temos mercado literário (que sustente dignamente os escritores). Não temos classe artística que se sustente (mas sim que se suspende pelas tetas do Estado). Não temos saúde pública decente. Não temos escolas públicas decentes. Não temos filosofia. Não temos ferrovias. Não temos estradas seguras. Não temos segurança alguma.
- [Acusações falsas e caluniosas exigem um pedido público de desculpas - Boaventura](https://sibila.com.br/impacto/acusacoes-falsas-e-caluniosas-exigem-um-pedido-publico-de-desculpas-boaventura/14914) - Boaventura de Sousa Santos Estava ausente no Chile a participar na Feira do Livro no período em que surgiram acusações graves contra a minha pessoa. Isso atrasou a minha resposta a tais acusações por não ter nessa altura acesso à documentação necessária para as rebater. Entre o final de 2017 e ao longo de
- [“Escuchar con los ojos a los muertos”](https://sibila.com.br/poemas/escuchar-con-los-ojos-a-los-muertos/14430) - Retirado en la paz de estos desiertos, con pocos, pero doctos libros juntos, vivo en conversación con los difuntos, y escucho con mis ojos a los muertos. Si no siempre entendidos, siempre abiertos, o enmiendan, o fecundan mis asuntos; y en músicos callados contrapuntos al sueño de la vida hablan despiertos. Las grandes almas que
- [LEMINSKI POR BOND](https://sibila.com.br/cultura/leminski-por-bond/14602) - Jesus sabia que se fosse para Jerusalém iria morrer. Não é à toa que "O Sermão da Montanha" é o texto mais perfeito já escrito. É o mais alto ideal que a humanidade já concebeu. Quando a Humanidade realizar dez por cento do "Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino dos Céus" você pode ter certeza que aí sim vale a pena ser um bicho chamado homem. E tem mais: a Bíblia é de uma beleza deslumbrante, alucinante e com passagens até de muito humor. É claro que quando as igrejas se apossaram dos textos bíblicos eles perderam muito deste brilho. Só o fato de nós estarmos hoje, aqui em Curitiba, falando sobre Jesus já é um milagre. Que outra figura humana irradia coisa tão arquetípica quando Jesus? Não existe. E eu falo isso até mesmo à luz da razão e da história: Jesus era um profeta maluco da Galileia, a mais mísera das províncias do Império Romano. Como ele, existiam montes de pessoas iguais. Por que só ele sobreviveu? O que acontece é que a vida e a palavra de Jesus estão tão coladas que você é obrigado a admitir que este é justamente o fato mais espantoso. Não se trata de colocá-los numa mesma categoria, cronologia ou mesmo incitar o debate sobre a "geração marginal". Os livros publicados por Bond, Ah, esses homens tão chapéus (1986), As mulheres são todas (1987) e Vente em Mim (2000), possuem uma frágil afinidade com a obra de Leminski; mas pode-se constatar alguma proximidade que se materializa nos originais deixados por Cesar Bond.
- [História: Graciliano critica teatro de Oswald de Andrade[1]](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/historia-graciliano-critica-teatro-de-oswald-de-andrade1/14877) - Graciliano Ramos O velho Beaumarchais,[2] apesar das encrencas em que andou metido, foi mais feliz que Oswald de Andrade. Pôs o conde Almaviva no Teatro — e Almaviva comprou camarote e bateu palmas a todos os horrores que Fígaro disse dos sujeitos graúdos do fim do século XVIII. Agora a coisa mudou. Oswald de
- [Entre (Between)](https://sibila.com.br/poemas/entre/3069) - Novo livro de / new book of Régis Bonvicino Illustrations by Susan Bee / Ilustrações de Susan Bee published by Collectif Génération / Global Books; publisher: Gervais Jassaud [URIS id=12313] Régis Bonvicino em Global Books Gervais Jassaud Criei o selo Global Books para editar poetas que considero importantes não só apenas em suas tradições,
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: François Luong](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-francois-luong-2/14722) - François Luong nasceu em Strasbourg, França, e vive em San Francisco. Traduziu as obras de Esther Tellermann, François Turcot e Rémi Froger, como também de poetas francófonos de Québec e de outros países. Suas traduções estão disponíveis em LIT, West Wind Review, Verse, Dandelion (Canadá), Aufgabe e em outros sites. Cf.: http://xpoetics.blogspot.com.br/2013/03/francois-luong.html. LEITURA
- [Ditatura das identidades](https://sibila.com.br/cultura/a-ditatura-das-identidades/14061) - Laurent Dubrueil nasceu em Lyon, França, em 1973. Graduou-se na prestigiosa École Normale Supérieure de Paris e obteve dois doutorados pela Universidade de Bordeaux, em Francês, Francofonia e Literatura Comparada, e pela Universidade de Paris, em Filosofia e Estudos sobre Mulheres. Estudou com grandes eruditos franceses e internacionais como Jacques Derrida, para quem escreveu o obituário do jornal Labyrinthe, Hélène Cisoux, Umberto Eco, e Pierre Judet de la Combe. Especialmente interessado em literatura Francesa e filosofia, ele é fluente em Francês, Inglês, Alemão, Italiano, Grego clássico, Latim, Francês antigo, Espanhol, Criolo Haitiano, Yerkish (língua de símbolos para primatas), e está atualmente estudando Mandarim. Eminente professor de uma universidade de renome internacional, Cornell University, onde é diretor fundador do Laboratório de Humanidades, Dubrueil é um dos mais bem sucedidos acadêmicos contemporâneos tanto na França quanto nos Estados Unidos. Dubreuil é autor de treze livros. Entre os ensaios acadêmicos estão obras em inglês como The Intellective Space (Minnesota UP, 2015), e Poetry and Mind
- [O que a Rússia faz na ucrânia](https://sibila.com.br/cultura/o-que-a-russia-faz-na-ucrania/14362) - Na longa véspera da Segunda Guerra Mundial, véspera que se iniciou em 1933, com a ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha, as elites ocidentais, do Leste da Europa à costa Oeste norte-americana, incluindo políticos, economistas, historiadores, sociólogos, escritores, jornalistas, artistas etc., à direita, ao centro e à esquerda (Stálin faria um pacto de não agressão com Hitler), discutiram à exaustão as reais intensões do novo chanceler alemão, seus prováveis movimentos futuros, o que fazer e o que não fazer: para apaziguá-lo, satisfazê-lo, “compreender” suas alegações etc. (uma das exceções foi Winston Churchill, que passou os anos 1930 denunciando a ameaça nazista – e seu real significado – como um profeta clamando no deserto). A história mostrou de forma cabal que a vasta maioria errou de forma cabal. E, de certo modo, errou voluntariamente. Porque Hitler não escondeu nada desde os anos 1920, quando iniciou sua carreira política, até afinal invadir a Polônia e levar o mundo à guerra em 1º de setembro de 1939 – depois de ocupar a Renânia, a Tchecoslováquia e a Áustria.
- [Internacionalização cultural comunista no Pós II Guerra Mundial](https://sibila.com.br/cultura/internacionalizacao-cultural-comunista-no-pos-ii-guerra-mundial/14384) - Apresento aos leitores de Sibila um breve tópico de meu livro recém editado O segredo das senhoras americanas – intelectuais, internacionalização e financiamento na Guerra fria cultural (Ridenti, 2022). A obra trata de intelectuais que atuaram nas circunstâncias da Guerra Fria buscando o desenvolvimento pessoal e coletivo em sua atividade, com destaque no espaço público. Participando, por exemplo, do círculo internacional comunista, caso de Jorge Amado e seus camaradas da América Latina. Ou, ao contrário, recorrendo a meios fornecidos pelo lado ocidental, como nos vínculos com o Congresso pela Liberdade da Cultura (CLC), sediado em Paris, patrocinador da revista Cadernos Brasileiros com fundos dos Estados Unidos
- [O compositor Gilberto Mendes aos 100 anos](https://sibila.com.br/cultura/o-compositor-gilberto-mendes-aos-100-anos/14542) - Naquela década mágica dos 1920, recuperação pós-guerra, euforia pela aviação e o rádio num brilhante nascedouro, a disseminação da cultura de massa e o entretenimento onipresente marcados pela consolidação do “American way of life” forjaram nosso personagem, não perdendo em densidade na erudição. Gilberto Mendes parece saído das elucubrações de Adorno ao fascínio caleidoscópico por tudo que seja faro de sensibilidade em Umberto Eco: criou uma música carregada de significados a partir dos estalos de todas as criatividades em ebulição, fricção e potencial de replicação em infinitos perceptos. Não me esquecerei de um dos seus bordões cult: “Eu gosto de gostar das coisas”, saídos da “Factory” de Andy Warhol. Aquela Santos que fundaria a quarta emissora de rádio do Brasil (a Rádio Clube PRB04), que chegou a ter 32 cinemas de bairro, que recebia em primeira mão concertistas de passagem entre Nova York e o Colón de Buenos Aires era a mesma do Bazar Paris, livraria procurada por Ruy Barbosa e Washington Luiz. Sebos, cafés coalhavam o centro em torno da Rua XV de Novembro, considerada a Wall Street tupiniquim onde pontificava a Bolsa do Café e a Associação Comercial presidida por João Moreira Salles e a Construtora do megaempresário Roberto Simonsen.
- [PUPILAS DE CARONTE](https://sibila.com.br/poemas/pupilas-de-caronte/14709) - a morte é um livro negro de contabilidade best-seller lido na fila de um banco em estado like; é a unidade de sentido empreendida de lógica matemática em papel branco a título corrente; sem divisa de alforjes, a língua das finanças é bolsa de valores em óbulos cambiantes flores secas e moedas na vitrine de Caronte; se não, vis-à-vis, pauladas
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: John Tranter](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-john-tranter/14700) - John Tranter: poeta e editor, nascido em Cooma, New South Wales, Austrália, em 1943 morreu no último dia 21 abril. Essa entrevista foi feita em 2015. Trabalhou em editoração, ensino e rádio. Em 2009, doutorou-se em Artes Criativas na Universidade de Wollongong. Publicou mais de vinte coletâneas de versos. Uma delas, Mitos urbanos: 210 poemas:
- [Carolina jornalística](https://sibila.com.br/cultura/carolina-jornalistica/14573) - O vídeo-documentário "Carolina jornalística" foi produzido a partir de levantamento iconográfico homônimo que reuniu quase a totalidade dos artigos de jornais e revistas nacionais e estrangeiras publicados acerca de sua carreira como escritora e poeta, entre 1940 e 1977. Reuniu-se por outro lado uma iconografia que contempla também a época em que ela morou em São Paulo e Rio, com anúncios e textos que dão bem uma ideia de como eram os hábitos e a mentalidade da época que tanto marcaram a vida da autora.
- [Ballad Of The Skeletons](https://sibila.com.br/english/ballad-of-the-skeletons/3577) - Said the Network skeleton Believe my lies Said the Advertising skeleton Don't get wise! Said the Media skeleton Believe you me Said the Couch-potato skeleton What me worry? Said the TV skeleton Eat sound bites Said the Newscast skeleton That's all Goodnight
- [Time divisa](https://sibila.com.br/arte-risco/time-divisa/4473) - Veja o artigo completo em PDF (15Mb)
- [A Geometria Lírica de Jacques Douchez](https://sibila.com.br/cultura/a-geometria-lirica-de-jacques-douchez/5003) - A exposição está organizada em módulos, ordenados intrinsecamente: a consolidação do período do Atelier Abstração; a geometria linear e retilínea; a geometria curvilínea, marca instigante de sua carreira, e o uso experimental da geometrização mais livre do que nos períodos anteriores, que flerta contidamente com o Tachismo. Distante do excessivo rigor de outras vertentes geométricas, Jacques Douchez mostra vitalidade surpreendente e abre caminho para uma renovação da Pintura, absolutamente bem-vinda e necessária à arte atual.
- [Mind the gap](https://sibila.com.br/arte-risco/mind-the-gap/3962) - Fotos publicadas com autorização expressa de Décio Hernandez Di Giorgi
- [A musa falida](https://sibila.com.br/critica/a-musa-falida/12349) - A questão mais direta seria: há uma literatura comprometida com o novo que esteja sendo produzida na e pela internet? Se há, ainda não ganhou evidência no meio dos que não conhecem muito profundamente o meio. A literatura que mais aparece na internet é a mesma que mais aparece em qualquer suporte tradicional: literatura rala, sem grande exigência de invenção, e sem qualquer exploração experimental de seu próprio suporte
- [Depoimento de Serge Pey](https://sibila.com.br/critica/depoimento-de-serge-pey/13133) - Serge Pey acaba de receber o Grand Prix National de Poésie 2017 na França. Pey nasceu em 1950 em uma família de classe trabalhadora no bairro de Hers em Toulouse. Filhos de imigrantes da Guerra Civil Espanhola, sua adolescência foi marcada pela luta contra o General Franco. Ativista igualmente contra a Guerra do Vietnã, ele participou dos movimentos de maio e junho 1968 em Paris. Ao lado de seu compromisso político, ele, ainda jovem, se tornou poeta, interessando-se por Lorca, Whitman, Antonio Machado, Machado, Rimbaud, Baudelaire, Villon, Yannis Ritsos Alfred Jarry, Tristan Tzara, trovadores provençais, Antonin Artaud, poemas xamânicas, visuais e dadaístas. No início dos anos 1970, Serge Pey inaugura o que denomina “poesia da ação”, experimentando múltiplas formas e valorizando sobretudo a oralidade. Pey é um nômade e, em sua editora, Edições da Tribo, uma cooperativa, publicou autores como Bernard Manciet, Jean-Luc Parant, Gaston Puel, Rafaël Alberti, Dominique, Pham Cong Thien, o sexto Dalai Lama, Allen Ginsberg, Ernesto Cardenal.
- [A GERAÇÃO DE 1927 DA ESPANHA](https://sibila.com.br/critica/a-geracao-de-1927-da-espanha/13695) - João Cabral de Melo Neto e a Geração de 1927 da Espanha Introdução Utilizarei em minha apresentação a ordem da aparição dos temas da cultura espanhola estabelecida por João Cabral de Melo Neto. A primeira que ele menciona é a pintura; a literatura vem depois; mais tarde, quando ele visita a Espanha, a
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Eduardo Milán](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-eduardo-milan/10880) - Sibila: Qual o melhor efeito que você imagina para a prática da poesia? Milán: O que poderia acontecer de melhor, tal como eu imagino, seria uma poesia-comuna-de-Paris de 1871. Uma poesia levantamento. Porém não sei como é.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia](https://sibila.com.br/impacto/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia/10976) - Há reiterados momentos do contemporâneo em que a prática da poesia se parece exatamente apenas uma prática, uma empiria, uma rotina. Faz-se poesia porque poesia é feita. Edita-se poesia porque livros de poesia são editados e foram editados. Por que não continuar editando-os? Mas qual o significado da arte, quando a arte se reduz a empiria, procedimento habitual que não problematiza os seus meios? Que deixa de inventar os seus próprios fins? Que não desconfia de sua forma conhecida, nem arrisca um lance contra si, inconformada?
- [Kenneth Goldsmith: Sibila, lugares contemporâneos da poesia](https://sibila.com.br/impacto/kenneth-goldsmith-sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia/11023) - Obrigado, Regis, por me convidar a fazer parte disso. Eu realmente não estou pensando em poesia, por esses tempos, de modo que é difícil para mim, de verdade, responder às perguntas . Estou mais interessado no mecanismo e na [da?] distribuição da poesia ou da escrita. É nisso que estou ligado, nesses dias. Receio que se eu respondesse à essas questões, as respostas seriam arrogantes e complacentes, o que não é minha intenção. Não creio ter muito a dizer sobre poesia. Estou me mudando para outras paragens. Kenneth Goldsmith
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Maggie O'Sullivan](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-maggie-osullivan/11032) - A poesia que eu considero significativa e de imenso valor é a inventiva, em termos de forma e de imaginação. Perigosa, contrária à mediocridade, contrária à certeza, ao fechamento, CONTRÁRIA. Um incitamento à liberdade imaginativa. Um incitamento ao ativismo pessoal. Não é de estímulo menor, para mim, re-imaginar, re-pensar, esperar.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Martín Gubbins](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-martin-gubbins/11067) - MARTÍN GUBBINS, 1971, Santiago, Chile. Poeta, editor, artista sonoro e advogado do consumidor e meio-ambiente. Publicou Escalas (México, Ediciones Mangos de Hacha, 2011), Fuentes del Derecho (Santiago, Ediciones Tácitas, 2010), Londres Poems (2001-2003) (Londres, Writers Forum Press, 2010), entre outros. Sua poesia sonora aparece em Bastallaga com Martín Bakero (Santiago-Paris, Acousmantika Sounds, 2011), 30 Diálogossonoros, com John M. Bennett (Columbus Ohio e Santiago de Chile, Luna Bisonte Prods, 2009), Sonidos de escritorio (Santiago, Autoedición, 2008), e En la escuela, com Tomás Varas (Santiago, Alquimia Ediciones, 2007). Sua poesia visual integra Poesia Visual na Avant Writing Collection, da Biblioteca da Universidade de Ohio (EUA) e do Arquivo de Poesia Concreta e Visual Ruth e Marvin Sackner (EUA). Junto com outros poetas e artistas, fundou e dirige o Writers Forum.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: John Yau](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-john-yau/11102) - JOHN YAU, nascido em Lynn, Massachusetts, em 1950, é um poeta e crítico norte-americano que vive em Nova York. Publicou mais de 50 livros, entre poesia, ficção e crítica de arte. Os pais de Yau estabeleceram-se nos anos 1950 em Boston, depois de emigrarem da China em 1949. No final dos anos 1960, John Yau estava, na mesma Boston, exposto às leituras de poesia antiguerra e à contracultura e então manteve contato com os poetas Robert Bly, Denise Levertov e Robert Kelly; este lhe parecia um tipo diferente de autor: misterioso, interessado em ocultismo, em gnosticismo e artes plásticas.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Felipe Cussen](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-felipe-cussen/11094) - FELIPE CUSSEN, nascido em Santiago de Chile, 1974, é poeta, músico e ensaísta, com vários livros publicados, entre eles Opinología, Mil versos chilenos (antologia editada com Marcela Labraña) e Título. Doutor em Ciências Humanas pela Universidade Pompeu Fabra, é pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Santiago de Chile. Sua pesquisa centrou-se, por um tempo, no campo da literatura comparada, especialmente na poesia hermética, literatura experimental e misticismo. Atualmente investiga as relações entre poesia contemporânea e música eletrônica. Faz, também, com o mesmo interesse, poemas visuais, poemas sonoros, vídeos e performances. Ele já trabalhou com o músico Ricardo Luna em obras que combinam música, poesia e projeções visuais. Cussen é membro do Foro de Escritores e da Orquestra de Poetas.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Tina Quintana](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-tina-quintana/11138) - AGUSTINA QUINTANA nasceu em 1994, em La Falda, Argentina. É uma das participantes da antologia Cuentos de grandes pequeños a los trece años. Viveu por uns tempos na selva panamenha, onde escreveu uma novela sobre um falso pastor e a crise argentina de 2001. Mora em Buenos Aires, onde estuda Filologia. Escreve desde os seis anos.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Tarássik Petritchenka](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-tarassik-petritchenka/11147) - TARÁSSIK PETRITCHENKA, nascido em 1975, é escritor, compositor e produtor teatral. Vive e trabalha em São Petersburgo. Um dos fundadores do Союз Рыжих [Soiuz Ryjikh], grupo que reúne músicos e artistas de áreas diversas. Colaborador de várias publicações, em 2008 lança seu primeiro livro, Gata, em São Petersburgo.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Charles Bernstein](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-charles-bernstein/11162) - O poeta e professor CHARLES BERNSTEIN, nascido em 1950 em Nova Iorque, onde vive, é uma das principais forças das letras norte-americanas. Autor de vários livros de poesia e de crítica literária, é o co-fundador e co-editor de PennSound, o maior arquivo de leituras de poetas do mundo todo e do pioneiro Electronic Poetry Center. No Brasil, publicou o livro Histórias da guerra em 2008. Para ele, “a poesia é alguma coisa em longo prazo”. Nome de alcance mundial, ele afirma que o melhor suporte para sua poesia é o diálogo: “Tenho tido a sorte, desde quase o primeiro momento, de contar com bons companheiros”.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Cristino Bogado](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-cristino-bogado/11156) - CRISTINO BOGADO nasceu em Assunção, em 1967. Publicou: Plágio inconsciente de Leopoldo, editado na Espanha em 2014; Contra o futebol e outros nihilpoemas, em 2013; Dandy com vertigem, em 2004; Desperezamiento Punk, em 2007; Suco Loco, Last poesia paraguaia 1996-2007, em 2007; Dandy Maká Ut, em 2008; Eros. Feminino Erotika parawayensis Poesia, em 2009; Tatu ro’o metafísico (xapoesía em poro’unhol) em 2008; Quase Parawayo, em 2009; Amor KARAIVA, em 2010, entre outros livros. Publicou também poemas e ensaios em revistas chilenas como Bilis e Mar com Soroche, mexicanas como Orientação e Metropolis, peruanas como Pen Pelicano, espanholas como La Caja Stores (fanzine) e Daimon, laissezaller e La Migra na Argentina.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Rery Maldonado](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-rery-maldonado/11158) - RERY MALDONADO nasceu em Tarija (Bolívia) em 1976. Desde 1997 vive em Berlim, onde trabalha como tradutora, autora e desenvolve projetos culturais. Publicou Los superdemokraticos, eine politische literarische Theorie (Verbrecher Verlag, 2011) com Nikola Richter, La república en el espejo (Montevideo, La Propia Cartonera, 2011) e Andar por casa (Buenos Aires, Eloísa Cartonera, 2007, e La Paz, Yerba Mala Cartonera, 2009). Com o grupo Los Superdemokraticos, realizou uma turnê de leituras por alguns países da América Latina (Goethe Institut) e pela Hungria (Universidad de Debrezen) em 2011. Participou do “Poesiefestival Berlin 2011”, “Latinale, festival de poesía latinoamericana de Berlín” (2008, 2009, 2010 e 2013) e do “Der ekart över havet” em Malmö, Suécia, em 2010.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Viacheslav Kupriianov](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-viacheslav-kupriianov/11242) - Poeta, prosador, tradutor e crítico russo, VIACHESLAV KUPRIIANOV nasceu em Novosibirsk, em 1939, e vive em Moscou. Durante sua extensa carreira literária, Kupriianov publicou nove títulos entre poesia e prosa, a maioria traduzida em várias línguas europeias, além de editar uma importante antologia de suas traduções de poetas austríacos, alemães, suíços e norte-americanos (Moscou, Raduga, 2009).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jennifer Scappettone](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-jennifer-scappettone/11247) - Poeta da safra mais nova, performer, tradutora e professora, JENNIFER SCAPPETTONE nasceu e cresceu em Nova York. É PhD pela Universidade da Califórnia, em Berkeley. Publicou, entre outros títulos, Err-Residence (2007), Beauty – is the New Absurdity, (2007), Thing Ode / Ode oggettuale (2008) e From Dame Quickly (2009). Seu livro mais recente é Killing the Moonlight: Modernism in Venice (Columbia University Press). Seus interesses de pesquisa e ensino abrangem os séculos 20 e 21 com ênfase em modernismo mundial comparado, história e presença da vanguarda hoje, tanto quanto literaturas de viagem, migração e deslocamento, barbárie, multilinguismo e sobretudo, por ora, em cultura italiana e seus ecos.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Abreu Paxe](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-abreu-paxe/11253) - ABREU CASTELO VIEIRA DOS PAXE nasceu em 1969 no vale do Loge, município do Bembe, província do Uíge, Angola, país africano com população estimada em 22 milhões de habitantes. Angola tornou-se independente de Portugal em 1975. Paxe licenciou-se em Língua Portuguesa no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) de Luanda, cidade com cerca de oito milhões e meio de habitantes. É professor de Literatura Angolana no ISCED e membro da União dos Escritores Angolanos (UEA). É autor, entre outros, de A chave no repouso da porta (2003 − Prémio António Jacinto) e de O vento fede de luz (União dos Escritores Angolanos, 2007). Em 2000, foi o ganhador do prêmio “Um Poema para África”. Para ele “a poesia se realiza nos elementos que se perdem no cotidiano”.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Michel Deguy](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-michel-deguy/11294) - MICHEL DEGUY (Paris, 1930), além de filósofo, é um dos mais importantes poetas franceses contemporâneos. Publicou, entre outros, Les Meurtrières (1959), Poèmes de la Presqu’île (1961), Ouï dire (1966), Poèmes 1960-1970, Abréviations usuelles (1977), La Machine matrimoniale ou Marivaux (1982), Choses de la poésie et affaire culturelle (1986), L’Énergie du désespoir, ou d’une poétique continuée par tous les moyens (1998). Fez parte dos grupos das revistas Poésie (que edita desde 1977 e à qual recentemente se associou uma publicação eletrônica com conteúdo próprio, Pour Po&sie), Critique e Les Temps Modernes.
- [Lugares contemporâneos da poesia: suicídio ou revolução](https://sibila.com.br/cultura/lugares-contemporaneos-da-poesia-suicidio-ou-revolucao/11290) - O latino Horácio afirmou há dois mil anos que a poesia pretendia “instruir ou deleitar” [“aut prodesse aut delectare”]. A primeira afirmação se compreende porque, na Antiguidade, a poesia tinha quase tantos usos quanto a prosa tem hoje (prosa que então não existia como a conhecemos): teologia, narrativas, teatro, filosofia e manuais técnicos (agricultura, por exemplo) já foram escritos em versos. A poesia não tem mais tais usos “instrutivos”. Tampouco os “deleitosos”, pois estes, hoje, respondem pelo nome de entretenimento. E a poesia não faz parte da cultura de massa (ao contrário da prosa).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Paula Claire](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-paula-claire/11326) - PAULA CLAIRE é uma conhecida e reconhecida poeta experimental inglesa contemporânea. Começou a escrever poesia em 1961, recém-graduada na University College, Londres. Há mais de 25 anos, integra com Bob Cobbing o duo Koncrete Canticle. Publicou, entre outros, Mobile poems (Oxford 1968); Declarations, Poems 1961-91 (I.C.P.A. No 30, 1991); (Cat No 379) DI-VERS-ITY Poems 1991-2001 (I.S.V.P.A. No 37, 2001). WORDSWORKWONDERS (Selected Poems 1961-2010). Tornou-se “Fellow” da Royal Society of Arts em 2003.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Reynaldo Jiménez](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-reynaldo-jimenez/11355) - REYNALDO JIMÉNEZ nasceu em Lima, Peru, em 1959. Vive em Buenos Aires desde 1963. Poeta, ensaísta, tradutor e editor, publicou, entre outros, os livros de poemas Tatuajes (1981), Eléctrico y despojo (1984), Ruido incidental / El té (1990), 600 puertas (1993) e La curva del eco (1998), O la sien sobre el lodo (Espartaria, 2000), Al paso volador de las perdices (Fundación Enma Egea, Cartagena, Murcia, 2001 – VII Premio de poesía ENMA EGEA de Cartagena 2001), Paisajes sobre el agua (Agua Clara, Alicante, 2003 – VII Premio TARDOR de poesía de Castellón 2002) [..]
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Alberte Momán](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-alberte-moman/11362) - ALBERTE MOMÁN NOVAL nasceu em Ferrol, Galícia, Espanha, em 1976. É engenheiro técnico agrícola e um dos importantes poetas galegos da atualidade, mantendo poeticamente viva uma língua que, através da variação dialetal do galego-português, confunde-se com as origens da própria língua portuguesa – o que fica surpreendentemente claro na entrevista abaixo e em seus poemas. Publicou, entre outros, O lobo da xente (Edicións Positivas, 2003), O alento da musa (Difusora de Letras Artes e Ideas, 2007), Ferrol e o que queda por chover (Lulu.com, 2008).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Zhang Er](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-zhang-er/11367) - A poeta sino-americana ZHANG ER nasceu em Beijing, China, e mudou-se para Nova York em 1986. É também médica. Publicou quatro antologias de poesia em chinês, a mais recente Yellow Walls: A String of Doors (2010), além de edições bílingues como So Translating Rivers and Cities (2007) e Verses on Bird (2004). Foi coeditora da importante coletânea de poesia chinesa contemporânea Another Kind of Nation: An Anthology of Contemporary Chinese Poetry (2007). Reside em Olympia, Washington. Leciona atualmente no Evergreen State College, em Washington.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Douglas Messerli](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-douglas-messerli/11488) - Poeta, dramaturgo, crítico de literatura, teatro e cinema, DOUGLAS MESSERLI, nascido em Waterloo, Iowa, em 1947, é um dos três mais importantes editores de poesia dos Estados Unidos nos últimos 30 anos e, pode-se afirmar, um dos mais importantes do mundo. Esteve à frente da lendária Sun & Moon Press e agora dirige a Green Integer, em Los Angeles, onde vive há várias décadas. Seu trabalho extraordinário como editor chegou a ofuscar o de bom poeta e dramaturgo. O enfoque nas poéticas marginalizadas e de inovação nacionais e internacionais do século 20 e ainda do século 21 tornaram Messerli uma figura ímpar. Ele recebeu do governo francês o título de Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres em reconhecimento ao seu trabalho seminal. Messerli editou, em 1994, uma das mais consistentes e representativas antologias de poesia de seu país, desde The New American Poetry, de Donald M. Allen (1960): From the other side of the century: a New American Poetry 1960 -- 1990 (Sun & Moon Press), com mais de 1000 páginas. No final de 1970, começou a publicar livros de figuras literárias então desconhecidas como como David Antin, Charles Bernstein, Paul Auster, Steve Katz, Russell Banks e Djuna Barnes. Em 1985, Messerli deixou sua cátedra na Universidade de Temple, Filadélfia, para se dedicar exclusivamente à Sun & Moon Press. No mesmo ano, seu companheiro Howard Fox foi nomeado Curador de Arte Contemporânea, no County Museum of Art de Los Angeles. Em 2000, ele começou a criar e editar uma série editorial, ainda em curso, de poesia internacional, o projeto “Inovadoras da poesia mundial”.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Norbert Lange](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-norbert-lange/11547) - NORBERT LANGE nasceu em 1978 em Gdingen, na Polônia. Mudou-se com os pais para a Alemanha nos anos 1980. Estudou história da arte, filosofia e cultura judaica em Berlim e, depois, literatura em Leipzig. Desde 2008, vive em Berlim, onde, entre outros, dirigiu de 2009 a 2010 o chat de poesia eMulitpoetry. Atualmente edita, junto com Konstantin Ames, Richard Duarj e Léonce W. Lupette, a revista virtual Karawa.net, fundada em 2010. Também é redator da revista literária radar. Entre suas publicações estão os seguintes livros de poesia: Rauhfasern (2000 e 2005) e Das Schiefe, das Harte und das Gemalene (2012), e o livro de ensaios Das Geschriebene mit der Schreibhand (2010).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Fernando Escobar Páez](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-fernando-escobar-paez/11672) - O interesse, entre outros, pelo equatoriano FERNANDO ESCOBAR PAÉZ consiste no fato de que ele se aposentou – muito jovem – de ser “poeta” – um ato raro que pode ser entendido como crítica ao panorama atual, melífluo, sem ideias etc., e como reafirmação vigorosa da própria poesia. Elenasceu em Quito, Equador, em 1982. Poeta e narrador, traduzido para diversos idiomas: inglês, alemão, português e francês. Colabora regularmente em vários periódicos, nas seções de cultura e de política.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Enrique Winter](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-enrique-winter/11658) - ENRIQUE WINTER (Santiago, 1982) é autor, em poesia, de Atar las naves (prêmio Festival de Todas las Artes Víctor Jara), Rascacielos, Guía de despacho (prêmio Concurso Nacional de Poesía y Cuento Joven) e, ao lado de Gonzalo Planet, do álbum Agua en polvo (prêmio Fondo para el Fomento de la Música Nacional) –reunidos em Primer movimiento e republicados nos livros Código civil y Oben das Meer unten der Himmel–, e de Sign Tongue (prêmio Goodmorning Menagerie Chapbook-in-Translation), a ser lançado em muito breve sob o título Lengua de señas (prêmio Concurso Nacional de Poesía Pablo de Rokha), além de autor do romance Las bolsas de basura, já publicado em 2015. Traduziu Charles Bernstein para o espanhol e publicou as traduções em livros que mudam de título e número de páginas conforme o país de publicação. É também mestre em escrita criativa pela New York University (NYU).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Thérèse Bachand](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-therese-bachand/11667) - THÉRÈSE BACHAND, nascida em Oakland, Califórnia, em 1953, é poeta e consultora de política social. Cresceu em uma grande família de sete filhos; seu pai, de origem franco-canadense, foi um advogado e, mais tarde, juiz de direito. Sua mãe, uma professora de escola, manteve laços estreitos com amigos que viviam em um convento nas proximidades. Bachand fez o Cowell College em Santa Cruz, Califórnia, onde estudou com o grande pensador Norman O. Brown. Ela se mudou para Marin em 1975, onde trabalhou primeiro como faxineira, e depois como técnica de continuidade no filme Black Stallion. Em 1983, Bachand e sua família se mudaram para Los Angeles; seu foco principal era criar as duas filhas. Trabalhou como voluntária em pré-escolas. Em 1996, ela também trabalhou como voluntária no Centro de Artes Literárias da Califórnia chamado Beyond Baroque.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Iván Humanes](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-therese-bachand-2/11716) - Iván Humanes: Nascido em Barcelona em 1976, licenciou-se em Direito pela UB. Publicou: La memoria del laberinto (Biblioteca CyH, 2005), Malditos. La biblioteca olvidada (Grafein, 2006), 101 coños (Grafein, 2007), La emboscada (InÉditor, 2010) e Los caníbales (Libros del innombrable, 2011), finalista do prêmio Setenil 2012 de melhor livro de relatos publicado na Espanha. Primeiro prêmio no concurso de relatos curtos El Fungible e em Ciudad de Jerez, entre outros. Participou de obras coletivas como La luz escondida (Libros del Innombrable), PervertiDos (Ediciones Traspiés), Cryptonomikon 6 (Cryptshow Festival) e Náufragos en San Borondón (Ed. Baile del Sol). Codirigiu o documentário A.T. Cuadernos de tiempo e foi corroteirista do documentário El boxeador (Libros del Innombrable) e roteirista do longametragem Vestigis, dirigido por Iván Morillo.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Mercedes Roffé](https://sibila.com.br/critica/mercedes-roffe/11719) - Mercedes Roffé: nascida em Buenos Aires, em 1954, é poeta, tradutora e editora. Publicou: Poemas (Madri: Síntesis, 1977), El tapiz (com o heterônimo Ferdinand Oziel; Buenos Aires: Tierra Baldía, 1983), Cámara baja (Buenos Aires: Último Reino, 1987; Chile: Cuarto Propio, 1996), La noche y las palabras (Buenos Aires: Bajo la luna llena, 1996; Chile: Cuarto Propio, 1998), Definiciones Mayas (New York: Pen Press, 1999), Antología poética (Caracas: Pequeña Venecia, 2000), Canto errante (Buenos Aires: tsé-tsé, 2002), Memorial de agravios (Córdoba. Alción, 2002), a antologia Milenios caen de su vuelo (Tenerife: Colección Atlántica de Poesía, 2005), La ópera fantasma (Buenos Aires: Bajo la luna, 2005), Las linternas flotantes (Buenos Aires: Bajo la luna, 2009), La interrogación incesante. Entrevistas 1996-2012 (Madrid: Amargord, Colección Once, 2013) e Carcaj: Vislumbres (Madrid/México: Vaso Roto, 2014).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: François Luong](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-francois-luong/11809) - Isso depende realmente daquilo que se entende por “público”. A poesia em si não tem um lugar importante na discussão pública, na França ou nos EUA. Ela tem a imagem de uma arte relativamente obscura e hermética. Também exige mais atenção do que um tweet de 140 caracteres, o que me parece ser o essencial da consumação textual de nossos dias. O público, em geral, requer uma satisfação imediata, coisa que a poesia, tradicionalmente entendida, não fornece. Quanto a isso, pode ser que poetas brasileiros tais como Décio Pignatari estejam adiante dos poetas franceses ou americanos pela maneira como eles questionam os modos de consumação contemporâneos.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Vivek Narayanan](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-vivek-narayanan/11935) - Vivek Narayanan: Nasceu na Índia, em 1972. Ele viveu, trabalhou e estudou em diversos países, como a Zâmbia, África do Sul e os Estados Unidos. É editor do jornal on-line Almost Island e editor associado de Fulcrum (Boston); trabalha no programa Sarai do CSDS (Centre for the Study of Developing Societies), em Delhi. Publicou Universal Beach (Mumbai: Harbour Line, 2006) e as antologias: 60 Indian Poets (Penguin India, 2007); The Bloodaxe Book of Contemporary Indian Poetry (Bloodaxe, 2008); Language for a New Century: Contemporary Poetry from the Middle East, Asia, and Beyond (W.W. Norton, 2008). Narayanan explora diferentes maneiras de leitura, busca fundir a poesia com outras formas, experimentando com a tecnologia, o espaço físico, o movimento, a interação com o público.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Hu Xudong](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-hu-xudong/12020) - Como poeta leitor de poesia, geralmente, prefiro aqueles poemas de alta sensibilidade, com tessituras complexas, ares de inteligência e de alegria. Como professor de literatura contemporânea comparada, leio poemas que, muitas vezes, se afastam de meu gosto pessoal, mas que me acrescentam, seja como poeta, seja pela sua importância na cena literária. Como tradutor, eu escolho aquelas poesias que se constituem como desafio à tradução ao chinês e que eu possa ler através da leitura do texto-fonte ou da tradução inglesa. Alguns poemas conseguem justamente se encaixar nessas três categorias e são os que mais aprecio.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Omid Shams](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-omid-shams/12232) - Omid Shams é um escritor iraniano, crítico literário e jornalista freelance. Fez mestrado no American Studies da Universidade de Torino, Itália, e publicou vários livros, incluindo poemas, romances e traduções de proeminentes autores americanos para Farsi, como Ginsberg e Bergstein. Ele escreveu ensaios sobre poesia e teoria crítica, publicados em vários jornais literários, revistas e também on-line. Foi coeditor de revistas literárias como Zendeh Rood, Bidaar e Dastoor.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Pascal Poyet](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-pascal-poyet/12389) - Pascal Poyet nasceu em Rive-de-Gier em 1970. Cursou a escola de Belas Artes de Grenoble. Desde 1998, codirige com Goria as edições Contrat maint (mais de setenta títulos disponíveis), que publicam textos de artistas e de poetas contemporâneos, ensaios, traduções, em obras curtas cuja forma, inspirada na literatura de cordel brasileira, traduz uma utopia de pensamento e de ação. Bibliografia: L’Entraînement, com Goria, contrat maint, 1998; Compadrio, com Jean Stern, contrat maint, 1998; Abigail Child, Climat / Plus, Format Américain, 1999; Charles Olson, Commencements, ouvrage collectif, Théâtre Typographique, 2000; L’Embarras, Patin & Couffin, 2000; Principes d’équivalences, Fidel Anthelme X, 2001; Expédients, La Chambre, 2002; Peter Gizzi, Revival, cipM / Spectres Familiers, 2003; Au compère, Le bleu du ciel, 2005; David Antin, je n’ai jamais su quelle heure il était, Héros-Limite, 2008; Trois textes cinq définitions, avec Goria, lnk, 2010; Draguer l’évidence, Éric Pesty éditeur, 2011;
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Etel Adnan](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-etel-adnan/12444) - Etel Adnan nasceu em 1925, em Beirute, Líbano, e cursou escolas francesas. Estudou filosofia na Sorbonne, Paris. Em 1955, foi aos Estados Unidos para fazer pós-graduação em filosofia em Berkeley e em Harvard. Baseada em seus sentimentos de solidariedade para com a guerra de independência da Argélia, resistiu às implicações políticas de escrever em francês
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Daniel Freidemberg](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-daniel-freidemberg/12558) - Dos anos 1970 a 80, integrou o Partido Comunista. Trabalhou como operário em fábricas, estudou Psicologia e Teatro. Em 1970, fundou a oficina literária Mario Jorge De Lellis, na Sociedad Argentina de Escritores, que passou a funcionar na Sociedad Argentina de Artistas Plásticos, a Galería Meridiana e a Casa Latinoamericana. Em 1972, publicou Los que siguen, con Lucina Alvarez, Guillermo Boido, Guillermo Martínez Yantorno, Armando Najmanovich, Rubén Reches, Jorge Ricardo Aulicino e Manuel Ruano (Ediciones Noé). Integrou o grupo fundador da revista literária El Juguete Rabioso, dirigida por Jorge Aulicino e da qual foi editor. E em 1986 foi do grupo fundador da revista Diario de Poesía, tendo participado de seu conselho editorial até 2005. Dirige a coleção de poesia Musarisca, do Editorial Colihue (Buenos Aires). Obra poética: Blues del que vuelve solo a casa, Buenos Aires, El Escarabajo de Oro, 1973; Diario en la crisis, Buenos Aires, Libros de Tierra Firme, 1986, 2ª edición: 1990;
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia/Brasil: Ademir Demarchi](https://sibila.com.br/cultura/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-ademir-demarchi/12574) - Ademir Demarchi nasceu em Maringá-PR, em 7 de abril de 1960 e reside em Santos-SP. Formado em Letras, tem doutorado em Literatura. Editou as revistas de poesia BABEL (2000-2004) e Babel Poética (2010-2012, projeto premiado em primeiro lugar entre outros 170 pelo Ministério da Cultura para mapeamento da poesia contemporânea); editou também o selo Sereia
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Raúl Zurita](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-raul-zurita/12861) - Raúl Zurita é um poeta nascido em Santiago do Chile em 1950. Apesar de sua nacionalidade, a Itália é país significativo em sua vida, partindo de sua ascendência italiana pelo lado materno. Aprendeu italiano e espanhol simultaneamente, e a literatura de Dante Alighieri foi a primeira a impactar em sua sensibilidade artística. Teve uma infância difícil, porque pobre e órfão de pai logo ao nascer. Sua avó, que cuidou de sua criação, odiava o solo chileno e seus compatriotas italianos, que triunfavam enquanto ela enfrentava a miséria.
- [Sibila, Lugares contemporâneos da poesia: Zeyar Lynn](https://sibila.com.br/critica/lugares-contemporaneos-da-poesia-zeyar-lynn/14010) - Miammar ou Burma acaba de sofrer mais um golpe de Estado, exatamente em 1º de fevereiro quando a Conselheira de Estado Aung San Suu Kyi, o presidente Win Myint e outros líderes do partido governante foram detidos pelo Tatmadaw, o exército do país. Horas depois, o exército declarou estado de emergência e anunciou que o poder havia sido entregue ao comandante-chefe das forças armadas, Min Aung Hlaing. Sibila publica como protesto uma entrevista inédita.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Yu Jian](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-yu-jian/11077) - YU JIAN (1954, Kunming) é um poeta e cineasta contemporâneo chinês, com um forte interesse em experimentação. Ele reside em Beijing. É uma figura de destaque da terceira geração de poetas, conhecida como o grupo Minjian (espaço popular). As características de sua poesia incluem uma rejeição à linguagem metafórica, ao confessionalismo, ao lirismo e ao idealismo. Para Yu Jian, poesia “deve ser firmemente plantada no solo da vida contemporânea”. Embora ele seja acusado de escrever “não poesia” por críticos conservadores, o trabalho de Yu Jian é geralmente livre da vulgaridade e banalidade. Durante 20 anos, ele experimentou com uma variedade de estilos em uma busca por uma mistura eficaz do empírico, do especulativo e do estético. Muitos poemas trabalham um fato da vida cotidiana, para revelar implicações culturais imprevistas.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jean-Marie Gleize](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-jean-marie-gleize/11025) - JEAN-MARIE GLEIZE nasceu em Paris em 1º de abril de 1946. É professor de literatura na Universidade de Aix-en-Provence e na École Normale Supérieure de Lyon, onde também dirigiu o Centro de Estudos Poéticos (1999-2009). Com o conceito “simplificação”, o seu trabalho o leva a pensar, de modo crítico, na década de 1990, acerca da nudez e da literalidade como conceitos de análises poéticas e artísticas. Buscando fazer uma poesia realista, embora reconhecendo a impossibilidade de um resultado puramente objetivo, a sua escrita, aos poucos, se concentra em vários dispositivos, abrangendo notas, inclusão de textos heterogêneos, citação intertextual, referências de filmes e fotografia e apropriação pura e simples de materiais alheios. Além de suas várias publicações, é responsável pela gestão dos Nioques, núcleo no qual se retomam e exploram temas das vanguardas históricas de 1960-1970.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jean-Jacques Viton](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-jean-jacques-viton/11005) - JEAN-JACQUES VITON nasceu em 1933. Vive em Marselha. Passou a infância em Londres, 1934-1940. Voltou a residir em sua cidade natal, Marselha, durante a Segunda Guerra Mundial. Em seguida, mudou-se para Casablanca, Marrocos, 1945-1953. Navegou pelo mundo como funcionário da Marinha francesa entre 1955 e 1958. Foi administrador do Teatro Quotidien em Marselha (1958-1963). Membro do conselho editorial da revista Action Poétique, de 1963 a 1965, e novamente a partir de 1991. Colunista de teatro no diário La Marseillaise, Marselha (1964-1970). Cofundador e membro do conselho editorial da revista Manteia (1967-1974). Foi colaborador do Centro Literário Antoine Bourseiller (1971-1973). Cofundador, com Liliane Giraudon, do jornal Banana Split (1980-1990). Cofundador (1982) de Manicle Quartet (com Nanni Balestrini, Jill Bennett e Liliane Giraudon), que faz música com os poemas dos quatro poetas mencionados.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Paul Hoover](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-paul-hoover/10967) - Sibila: O que você espera ao escrever poesia? Paul Hoover: Quero que a poesia me surpreenda e me transporte. Isso só pode acontecer quando diz a verdade – por exemplo, quando a chama e a borboleta têm certos traços em comum (Ponge). Escrever um poema pode ser uma experiência exaustiva. Você acha que não consegue ir a lugar algum e adormece à sua escrivaninha, num estado que Frank O’Hara chamou “quandariness” [dilematicidade]. Isso pode acontecer mesmo quando o resultado é um poema maravilhoso. Os poemas são uma investigação de identidade e diferença, onde a beirada (assunto) encontra seu vinco (forma).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Nanni Balestrini](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-nanni-balestrini/10962) - NANNI BALESTRINI é um dos maiores autores europeus. Poeta, romancista e artista plástico, Nanni Balestrini nasceu em 1935, em Milão. Hoje, vive entre Roma e Paris. É um dos fundadores do Gruppo 63, que lançou os poetas Novíssimi no panorama italiano, no início dos anos 1960. Foi editor da Feltrinelli, uma das mais importantes casas editoriais da Itália. Publicou uma dúzia de livros de poesia, entre eles La aventure complete della signorina Richamond (Testo & Imago, 1999) e Sfinimondo (Bibliopolis, 2004). Igualmente, publicou uma dúzia de romances experimentais, entre eles Vogliamo tutto (Feltrinelli, 1971), Gli invisibili (Bompiani, 1987) I furiosi (Bompiani, 1994), sobre torcedores de futebol, e, o mais recente, Sandokan, storia di camorra (Einaudi, 2004). Como artista plástico expôs em inúmeras galerias da Europa. Neste âmbito, publicou a coletânea Paesaggi Verbale, com prefácios e textos de Umberto Eco, Achille Bonito Oliva e Paul Virilio (Galeria Mazzoli, Modena, 2002).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Yi Sha](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-yi-sha/10979) - YI SHA nasceu em 1966 em Chegdu e mudou-se aos dois anos, junto com a família, para a cidade de Xi’an, na província de Shaanxi, cidade da China Central. Ainda na escola, publicou seus primeiros poemas. Estudou chinês na Universidade Normal de Beijing [Pequim] e tornou-se uma figura conhecida entre os poetas chineses que estudavam na universidade. Trabalhou para revistas literárias, como apresentador de TV, como editor independente, e agora é professor assistente junto à Universidade de Estudos Internacionais de Xi’an. Em 1988 publicou sua primeira coletânea de versos, mimeografada, Rua solitária, mas encontrou um editor oficial para sua próxima coletânea, Que os poetas morram de fome! (1994).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Marco Giovenale](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-marco-giovenale/10899) - Sibila: Que poesia você lê? Giovenale: Não amo a poesia lírica, realística, narrativa, confessional. Não amo o epigonismo hiperlinguístico ou “oulipo-style” de alguns intérpretes das recentes estações da neovanguarda. Em lugar disso, acompanho e pratico uma escritura de pesquisa entendida como littéralité e prosa em prosa, para citar Jean-Marie Gleize. Sibila: Você acha que a leitura de poesia tem algum efeito? Giovenale: A leitura de resíduos líricos, confessionais, retóricos, épicos, sublimes, assertivos, bonnefoyeurs, rilkeanos, montalianos e serenianos, oulipianos, laborínticos, narrativos, egocentrados, performativo-espetaculares consegue um efeito liberatório central: o efeito cômico. É divertido ler ou ouvir (esta) poesia.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Liliane Giraudon](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-liliane-giraudon/10888) - Sibila: Que poesia você lê? Giraudon: Francesa, estrangeira, contemporânea e antiga. Nesse momento estou relendo, em tradução francesa, as Notas sobre Édipo de Hölderlin. Acredito que, às vezes, há mais poesia em algumas prosas.
- [O mandato social do poeta em questão](https://sibila.com.br/critica/o-mandato-social-do-poeta-em-questao/14369) - Quando a pirâmide hierárquica se rompe, quando a autoridade carismática dos artistas não mais se encontra com o consentimento popular generalizado, quando a autoridade dos comentaristas perde a função, o sistema colapsa em pura anarquia. Ao longo das últimas décadas, o mundo da poesia tem chegado perto desta forma de implosão entrando numa fase de decadência irreversível a qual não tem nada a ver com os valores artísticos das obras. Os principais sintomas desse declínio são: 1) o aumento descontrolado de escritores amadores e 2) a marginalização social dos poetas consagrados.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia/Brasil: Josely Vianna Baptista](https://sibila.com.br/cultura/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-josely-vianna-baptista/11098) - JOSELY VIANNA BAPTISTA, 1957, realiza um trabalho longo e constante de tradução de escritores hispano-americanos da qual é, hoje, a principal tradutora para a língua portuguesa. Traduziu, entre vários, Jorge Luis Borges e Paradiso de Lezama Lima. É autora de Ar (Iluminuras, 1991), Corpografia (Iluminuras, 1992), Outro (Mirabilia, 2001), A Concha das Mil Coisas Maravilhosas do Velho Caramujo (Mirabilia, 2001) e Sol sobre nuvens (Perspectiva, 2002), entre outros livros de poema. Uma de suas principais contribuições ao debate literário é Musa paradisíaca: antologia da página de cultura 1995/2000 (em colaboração com. F. Faria; Mirabilia, 2004). Pela Cosac Naify publicou Roça Barroca, no qual verte para o português o mito cosmogônico da tribo indígena Mbyá-Guarani em poemas, com edição bilíngue. Em 2002, a Editorial Aldus lançou no México seu Los poros floridos.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia/Brasil: Ronald Augusto](https://sibila.com.br/cultura/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-ronald-augusto/11307) - RONALD AUGUSTO, nascido em 1961 em Rio Grande, Rio Grande do Sul, é uma das principais vozes negras do Brasil. Poeta, crítico e músico, reside em Porto Alegre. As principais temáticas presentes em seu repertório referem-se à poesia contemporânea e à vertente negra na literatura brasileira. Atualmente Ronald Augusto realiza palestras e oficinas/cursos abordando assuntos como música, poéticas contemporâneas, literatura negra e poesia visual. Entre 2007 e 2012 manteve ao lado do poeta Ronaldo Machado a Editora Éblis, voltada para a poesia.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Fernando Aguiar](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-fernando-aguiar/11382) - FERNANDO AGUIAR nasceu em Lisboa, em 1956. É licenciado em Design de Comunicação pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e professor de Educação Visual. Poeta, artista plástico e performer, publicou, entre outros, Poemas + ou - Histo(é)ricos (1974), O dedo (1981), Minimal poems (1994), Os olhos que o nosso olhar não vê (1999), Tudo por tudo (2009) e Estratégias do gosto (2011). Organizou, entre outras, as antologias de poesia experimental Poemografias: Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa (1985, com Silvestre Pestana), Visuelle Poesie Aus Portugal (1990) Poesia Experimental dels 90 (1994) e Imaginários de Ruptura, Poéticas Experimentais (2002). Exposições individuais: POESI AV ISUAL (Lisboa, 1979), Ensaios para uma Nova Expressão da Escrita (Lisboa, 1983), Palavras Sob Palavra (Torres Vedras, 1984) e O Papel dos Signos (Setúbal, 1992). Tem performances documentadas em Rede de canalização (1987), Recent Actions (1997) e A essência dos sentidos (2001).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Carlo Bordini](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-carlo-bordini/11610) - CARLO BORDINI (Roma, 1938) vive em Roma. Foi militante trotskista. Ensinou história moderna junto ao Departamento de Estudos históricos da Universidade de Roma La Sapienza, onde se especializou na história da Córsega no século XVIII e na história da família e do amor.
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Roger Santiváñez](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-roger-santivanez/11849) - Roger Santiváñez nasceu em Piura, em 1956. Cursou Artes Liberais e Ciências da Informação na Universidade de Piura. Obteve o bacharelado em Literatura pela Universidade Nacional Maior de San Marcos. Publicou os seguintes livros de poesia: Antes de la muerte (1979), Homenaje para iniciados (1984), El chico que se declaraba con la mirada (1988), Symbol (1991), Cor cordium (1995), Santa María (2002), Eucaristía (2004), Dolores Morales de Santiváñez (Selección de poesía 1975 – 2005) e Amastris (2007). E de prosa: Santísima Trinidad (1997), Historia francórum (2000) e El Corazón Zanahoria (2002).
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Vincent Broqua](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-vincent-broqua/11919) - Vincent Broqua é professor titular da Universidade Paris 8 Vincennes Saint Denis. É autor de artigos sobre escritores, músicos e artistas do século XX até hoje (Samuel Beckett, Caroline Bergvall, Jen Bervin, John Cage, Stacy Doris, Alice Notley, Gertrude Stein, Rosmarie Waldrop). Traduziu ou cotraduziu poetas americanos (David Antin, Stephen Ratcliffe, Rosmarie Waldrop, Elizabeth Willis,
- [Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Guillermo Parra](https://sibila.com.br/critica/sibila-lugares-contemporaneos-da-poesia-guillermo-parra/13023) - Guillermo Parra sempre esteve entre o inglês e o espanhol, entre os Estados Unidos e a Venezuela. Nascido em Cambridge, em 1970, de pai venezuelano e mãe norte-americana, seus primeiros anos de vida transcorreram em uma eterna mudança entre países, forjando para si mesmo um gosto literário ambidestro que cristalizou em seus estudos de literatura. Com seu blog Venepoetics (http://venepoetics.blogspot.com), ele se dá a conhecer na órbita letrada nacional: uma iniciativa sem igual na promoção literária venezuelana que desde 2003 abre aos leitores falantes de inglês as portas não só de poetas consagrados como José Antonio Ramos Sucre, mas também de vozes jovens e de iniciativas críticas locais, através de traduções de seu próprio punho e letra.
- [O POETA SHEVCHENKO](https://sibila.com.br/cultura/o-poeta-shevchenko/14598) - Assim como o Egito é "uma dádiva do Nilo", a Ucrânia é uma possibilidade do Dnipro (em ucraniano, Дніпро). O grande rio que corta o país ao meio também foi o meio pelo qual seus fundadores chegaram às grandes planícies do sul que se tornariam a Ucrânia. Navegando do Báltico ao Mar Negro em demanda de Constantinopla, pelo Danúbio, o Vístula, o Oder, o Dnipro, comerciantes varegues (vulgo vikings) fundaram (refundaram) o entreposto eslavo de Kyiv (Kiev) às margens do rio, em torno do ano 900. Era o nascimento do Rus de Kyiv, núcleo original das nações eslavas do norte, incluindo sua futura nêmesis, a Rússia (Moscou foi fundada por Kiev). Nêmesis futura de todos os ucranianos, em algum momento da vida do país e das vidas de seus naturais. Eu – na condição de descendente de judeus ucranianos que, há exatos cem anos, em 1921, fugiram de Kiev e de Odessa para escapar de mais um espasmo russo de brutalidade e barbárie, barbárie e brutalidade russas que outra vez se abatiam então sobre a Ucrânia, com a selvagem guerra civil "russa" que engolfava o Império (o Império era de fato russo; a guerra civil foi tanto russa quanto ucraniana, bielorrussa, georgiana etc., pois o Império vivia e morria dos e com os povos e países dominados) – desconheço palavras apropriadas para referir o mais que infame cinismo de Vladimir Putin ao fingir pretender justificar sua atual agressão homicida pela salvação dos ucranianos de seu "neonazismo". Putin pretende salvar a Ucrânia e os ucranianos de si mesmos; salvar os ucranianos destruindo a Ucrânia e os ucranianos
- [Arrigo, romance histórico de Marcelo Ridenti](https://sibila.com.br/cultura/arrigo-romance-historico-de-marcelo-ridenti/14585) - Marcelo Ridenti é um brilhante sociólogo da cultura, e seus livros dão uma contribuição notável para a história cultural da esquerda no Brasil. Por que decidiu agora redigir um romance? Creio que Ridenti se deu conta – como muitos de nós, cientistas sociais – de que a literatura é capaz de produzir um conhecimento da realidade que vai além do que consegue propor a ciência. Graças à dimensão subjetiva da obra literária, alcançamos uma visão mais rica e profunda da história. E este romance ilustra bem essa regra.
- [Oswald de Andrade, poeta](https://sibila.com.br/critica/oswald-de-andrade-poeta/14623) - O que importa assinalar na poética de Oswald de Andrade é a sua radicalidade — avaliação crítica esta levantada por Haroldo de Campos. Construindo seus poemas-minuto — ou micropoemas, ou minipoemas — à base de uma técnica de montagem, haurida de seus contatos com as artes plásticas e o cinema, o poeta modifica a estrutura
- [Beckett personagem de Beckett em Tempo Final, de Maylis Besserie](https://sibila.com.br/critica/beckett-personagem-de-beckett-em-tempo-final-de-maylis-besserie/14475) - A mesma situação é vivida pelo Senhor Beckett, protagonista de Tempo final: dificuldade para escrever, se locomover, comer, tomar banho, caminhar. As atividades são descritas em meio às reflexões ácidas sobre a velhice e os velhos, seguidas por um movimento de rememoração.
- [BALADA DAS MENINAS MORTAS](https://sibila.com.br/poemas/balada-das-meninas-mortas/14583) - três meninas do brasil cavam o buraco onde serão enterradas vivas? mortas? craqueadas? três meninas cavam a própria sepultura três agentes da morte filmam tudo no celular três meninos tão meninos quanto elas tão monstruosos quanto a pátria que os traiu três meninas fazem a cama para o sono eterno na terra onde nasceram e
- [Cartas de João Cabral: o espaço do poema](https://sibila.com.br/critica/cartas-de-joao-cabral-o-espaco-do-poema/14579) - Nas cartas de João Cabral, consideradas aqui também como um fragmento, além de encontrarmos alguns comentários críticos, lemos textos que passam do epistolar ao ensaístico, e que parecem buscar encontrar uma forma mais livre de expressão. Algumas delas se mostram realizando uma mudança de tom, e em luta com a escrita subjetiva. Ainda comparecem os versos recém-nascidos, e os diálogos com seus pares, os poetas de seu tempo. Cabral perseguia, e sua correspondência é um testemunho disto, o fazer em luta onde a escrita expressa algo de um ritmo novo, trazendo o novo e experimentando-o de distintas formas.
- [Sobre o livro A nova utopia de Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/critica/sobre-o-livro-a-nova-utopia-de-regis-bonvicino/14489) - A nova utopia, de Régis Bonvicino, é uma luta incansável entre a visão descarnada – isto é, real – deste momento humano que atravessamos, e a consciência e o movimento encarnado da linguagem poética. Um livro, embora assumindo o desafio do presente como pouquíssimos que li nestes últimos quarenta anos, escrito depois. Depois de quê?
- [O último livro de Lobo Antunes ](https://sibila.com.br/critica/o-ultimo-livro-de-lobo-antunes/14562) - O Tamanho do Mundo é um livro para ler em voz alta, não como chamamento ou oração reconhecível pelos seguidores do credo antuniano, mas antes no recato dessa mesma solidão que se mede «pelos estalos dos móveis à noite», na companhia da garganta que tosse dentro da nossa a chamar, cientes de termos tantos ossos a mais no corpo.
- [Mário de Sá-Carneiro](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/mario-de-sa-carneiro/5329) - Após experimentar o percurso mais promissor para o suicídio algumas vezes, ele finalmente se decide por uma das alternativas concretizáveis e consegue ter êxito: no dia 26 de abril de 1916, às 8h20, o dramaturgo, contista, novelista e poeta Mário de Sá-Carneiro envenena-se, ingerindo 5 frascos de arseniato de estricnina. No Hotel de Nice, em Montmartre, bairro boêmio de Paris, o amigo José Araújo, o último a visitá-lo, o encontrou já nos derradeiros estertores, quando o poeta, impecavelmente vestido de smoking, como se fosse a uma festa de gala, se contorcia dolorosamente. Sá-Carneiro deixara uma mala, com sua produção literária édita e inédita, mas seu paradeiro é desconhecido até hoje. Sobre o fogão do modesto aposento, algumas cartas, uma delas endereçada a seu maior amigo, Fernando Pessoa; uma declaração pouco legível de que se envenenara voluntariamente -- e algumas poucas moedas, único dinheiro que possuía, e que foi encontrado por um policial no bolso de seu colete.
- [O FIM DO IMPÉRIO RUSSO](https://sibila.com.br/cultura/o-fim-do-imperio-russo/14547) - Meus avós eram refugiados ucranianos do Império Russo. Meus pais são filhos da fuga do Império Russo. Sou neto da distância do Império Russo. Nunca temi o Império Russo. Mas nunca tive paz do Império Russo. Nasci no ano da crise dos “mísseis cubanos”: mísseis nucleares soviéticos, postos em Cuba para provocar os EUA. Fidel Castro afirmava que eram para defender la Revolución. Mas defender la Revolución ameaçando os EUA: mísseis nucleares são armas de ataque. De dissuasão, diriam. Não quando colocados em segredo a cinco minutos de voo balístico de Washington: o segredo não dissuade. Enquanto a URSS existiu, o mundo nunca esteve livre da loucura soviética, que era – e é – a loucura russa. A loucura imperial russa. A Rússia não é um país normal. A Rússia não pode ser um país normal, porque não é um país. A Rússia é o Império Russo. E um império é um império. Todos os grandes escritores russos sabiam bem o que é a Rússia. Está lá. Está em todos. Parte importante de sua grandeza está em saber, dizer, saber dizer e descrever a anomalia psicossocial e a melancolia existencial conhecidas por “alma russa”. Está em Gogol. Está em Górki. Está em Tolstói. Está em Turguiêniev. Está em Dostoiévski. Está e não está em Maiakóvski. Porque Maiakóvski acreditava na grandeza da Revolução Russa.
- [A GAMBIARRA DA DESTRUIÇÃO](https://sibila.com.br/cultura/a-gambiarra-da-destruicao/14553) - → Jacuba é gambiarra. Sabrina Sedlmayer. Belo Horizonte: Autêntica, 2017. → Cronicavírus in New Brazil: A Gambiarra da Destruição. Raphael Sanz. Ponta Grossa: Editora Monstro dos Mares, 2021. Em Jacuba e gambiarra Sabrina Sedlmayer objetiva historicizar e relacionar os usos na cultura brasileira das palavras e práticas referentes a “jacuba” e “gambiara”, pelo aspecto de
- [ENTREVISTA COM O POETA ESPANHOL JOSÉ ÁNGEL VALENTE](https://sibila.com.br/critica/entrevista-com-o-poeta-espanhol-jose-angel-valente/14410) - Para mim as perspectivas não são muito animadoras. Temos de nos defender contra muitos processos que estão em andamento. Entre outros, o da globalização, que é um processo de dominação, de aniquilação das diferenças, de aplastar... E o que devemos fazer é manter essas diferenças a todo custo, não nos deixarmos invadir. Mas as tecnologias modernas estão nivelando tudo.
- [A poesia de Dolhnikoff](https://sibila.com.br/critica/a-poesia-de-dolhnikoff/14374) - Desde que eu li o então último livro de Luis Dolhnikoff, As rugosidades do caos, passaram-se quase dez anos em que o mundo se “eviscerou” e, como diz o poeta (Estudo crítico): “... os poetas metem as mãos nas vísceras/ou na merda/dos seus versos anais/ai de mim/que poeta vim/a ser em tempos tão ásperos/mas ainda espero/por amenos amores/e ao menos uma/lustrosa resenha release(...)”. Pois aqui vai um texto, sem que eu tenha lido o “release”, uma vez que recebi convite da revista Sibila para escrevê-lo com certeza a resenha que o livro merece, e sim, lustrosa, --"qualidade de corpos cuja superfície reflete a luz”, diz o dicionário ( Hoepli. Ed. It.) --, porque nesses dez anos a poesia de Luis esmerou-se por refletir não apenas as nuances dessa luz, mas seus estilhaços, seus talhos, seus ralos... até quase apagar o brilho fraco da esperança, “vislumbres de beleza” que ainda teimam em não morrer. “Vivemos na época da paronomásia” dizia Antonio Candido, e Luis jogou bem com o sentido dessas trocas de palavras de mesmo som em muitos poemas, como – exemplarmente --
- [Novo streaming](https://sibila.com.br/cultura/novo-streaming/14495) - A nova utopia, editora Quatro Cantos, 2022, reúne 67 novos poemas de Régis Bonvicino. O livro se alterna entre o gênero poema ele mesmo, prosa poética curta e prosa poética mais longa. É marcado por uma variedade linguística, decorrente de espelhamentos, ou seja, de uma investigação do mundo contemporâneo de miséria e de mendigos, de decadência e desesperança, aqui e no exterior, Brasil e Europa em cotejos, contrastes e confrontos. O cenário é a cidade: principalmente São Paulo, mas também Rio de Janeiro, São Luis do Maranhão, Paris, Nice, Roma, Sevilha, não para fins de “diário de viagens” mas para comparações e paralelos críticos.
- [A CONTUNDÊNCIA DE ANGELO VENOSA](https://sibila.com.br/arte-risco/a-contundencia-de-angelo-venosa/2451) - A queda da razão utópica, que apenas coincidiu com a queda do Muro de Berlim em 1989, e a subsequente desorganização do mundo não deixaram nada impune. O presente capitalista selvagem tornou-se infinito para todas as esferas da arte. A poesia ou a prosa que se faz hoje no Brasil – com exceções – é, cada vez mais, ato mecânico, superficial, destituído de duende – arte para prêmio Jabuti. As artes plásticas não fogem a essa regra.
- [O Catatau de Leminski: as meditações da incerteza](https://sibila.com.br/critica/o-catatau-de-leminski-as-meditacoes-da-incerteza/14414) - Quando o nome de Leminski era lembrado, tanto dentro quanto fora dos meios acadêmicos, quase sempre era como poeta, num quase esquecimento de sua trajetória como prosador, embora se destinasse ao Catatau grande parte dos elogios que lhe eram dispensados. Nesses casos, como observou Régis Bonvicino (1996, p. 5), geralmente o que se recordava era aquele que ele chama de “criador melopaico”, de ligações com a MPB, e por essa faceta o escritor era menosprezado por uns e incensado por outros.
- [Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/english/regis-bonvicino/14480) - Regarded as one of Brazil’s leading poets, Régis Bonvicino, a constructivist poet, is in the fifth decade of his literary career, having published his poetry collection in 2010, as well as an anthology of selected poems in English translation in 2017. Bonvicino was part of a generation of Brazilian poets that emerged with the decline
- [DEZ POETAS CUBANOS *](https://sibila.com.br/critica/14424/14424) - A poesia cubana tem uma rica história que a coloca entre as mais potentes da América Latina. Seu vigor incomum não reside apenas em ter poetas de alcance universal, mas também em certas características únicas da sua tradição que, em certa medida, a diferenciam do resto do continente.Uma dessas características é a tensão mantida entre poesia e história. Ler a história como poesia, ocultando sua extrema violência, e a poesia como se fossem premonições históricas, têm sido uma constante em um país cuja “identidade nacional” só se estabelece aos saltos e no qual o problema tem sido, muitas vezes, a própria falta de identidade.
- [Mas que beleza](https://sibila.com.br/cultura/mas-que-beleza/14421) - Do livro O Soldado Antropofágico Durante muito tempo, quando nos olhávamos no espelho desde um certo modo de ser brasileiros, por vezes víamos, alguém via, coisas que pareciam muito belas. Daquele ponto de vista, aquela perspectiva que nos era cara, tínhamos a famosa visão do paraíso, uma imagem utópica que emanava de nós mesmos, com
- [Sobre Bugra de Jussara Salazar](https://sibila.com.br/poemas/sobre-bugra-de-jussara-salazar/14459) - As pautas aqui são familiares, vizinhas. Vividas. Vívidas. Lembradas sem estardalhaços. Rítmica da aposta de tudo que aborda. Sentidas. Lembradas. Lamentadas. Sentidos. Orações. Lamentos. Canções. Horizontes e poentes. Da voz. Quando leio Jussara Salazar, tudo parece claro, límpido. Até quando não parece ser. Quando ouço Jussara falar, tudo parece natural. Até quando as coisas do assunto ali ditas possam ser assombrosas. Ou milagrosamente belas. Talvez isso seja uma tradução de excelência. Jussara tem a medida. A poeta faz poesia. A poeta faz. Faz mesmo. Mas nunca o mesmo. Desde que a vida é vida. Poesia de régua. E condão. Pode soar óbvio o que digo aqui agora. Mas andamos perdendo a mão, o olho, o foco. É preciso retomar. Reviver. Olhar para frente. Olhar para trás. Em tempos de muita produção, salta aos olhos o sol e o sal da poesia de Jussara. Sol negro, como as cabras cabralinas do Mediterrâneo. Sal que tudo seca, limpa, abre e germina. Poesia-mandacaru que descerra sua cortina em flor na folha exata. Poesia salutar. Natural. Natural porque pensada. Linguagem sentida. “Sintaxe salsugem”, linguagem limpa. Dorsal. E densa. Lágrima. Em movimento. Até quando um verso parece se emborcar de sentido, o ritmo e a imagética se encarregam do desafogo
- [Sobre o inconformismo de Luciano Figueiredo](https://sibila.com.br/arte-risco/sopre-o-inconformismo-de-luciano-figueiredo/14456) - Disse, nesse mesmo texto, que os quadros são quadros que contém uma eletricidade; não seria esta a mesma que se originou no construtivismo russo, no cinema de Eisenstein? Cinema, jornal e colagem não poderiam deixar de estar presentes nesta exposição. Esses últimos trabalhos de Luciano Figueiredo reafirmam seu inconformismo com o confinamento da tela; o limite que a separa do espaço circundante. As dobras e recortes, práticas de longa data, nada mais faziam que demonstrar essa pretensão; romper a estabilidade geométrica pelos próprios meios da geometria. Desestabilizar o estável e encontrar outra estabilidade, ainda inédita, como um “ponto” geométrico futuro e imprevisto. Poderia se imaginar o quadrado como o núcleo inicial e gerador de todos os desdobramentos e variações. Dobrar desdobrando, rompendo recompondo, construir reconstruindo; o grau de insistência no construtivismo coincide com a ânsia de renová-lo - uma inesgotável e irresistível pressão. O que parecia exaurido revela cada vez mais surpresas insuspeitas, como ocorre agora. Ou seja; nada mais do que ativar as potencialidades geométricas ainda irreveladas.
- [UMA JANELA SOBRE A EURÁSIA](https://sibila.com.br/cultura/uma-janela-sobre-a-eurasia/14464) - Apresentação Ao contrário do que se assume e se confunde habitualmente – como o demonstra o fato de o nome Rússia sempre aparecer ao lado dos Estados-nação que merecem o nome, conjuntamente chamados de “países” –, a Rússia não é, e jamais foi, uma nação. Trata-se, na verdade, de um conjunto de nações submetidas a
- [Five poems from All Poetry by Paulo Leminski](https://sibila.com.br/english/five-poems-from-all-poetry-by-paulo-leminski/14461) - Translated by Charles A. Perrone and Ivan Justen Santana from: ******************************** forty clicks in curitiba (1976) ******************************** suddenly I discovered I don’t say America or gunpowder work of so many an account in the red standing on tiptoes besides the noble exercise the wisest measure read in life to get ahead from: ******************************
- [Sobre Paul Celan](https://sibila.com.br/critica/sobre-paul-celan/14377) - Para Celan, como para Kafka, a questão da língua é complicada. Para eles, que não eram alemães, o alemão não foi, nem uma língua de adoção nem de eleição. O alemão é escolhido como a língua de escrita. Celan escrevia nesta língua, ao mesmo tempo a língua que sua mãe falava e a língua assassina dos nazistas. Vale lembrar aqui Kafka, que também era judeu, escrevia em alemão e vivia no meio de uma população tcheca, quase meio século antes de Paul Celan. Tanto Kafka quanto Celan tinham – para usar uma expressão do poeta Manuel Bandeira –, “uma necessidade imperiosa de escrever”. Na ocupação húngara, a partir do ano de 1889, a população tcheca sofreu várias restrições, e uma delas era o impedimento, aos tchecos, de escrever em alemão. Este impossível social não impediu Kafka de escrever em alemão. Em uma carta a Max Brod, de junho de 1921, Kafka escreve: “impossibilidade de não escrever, impossibilidade de escrever em alemão, impossibilidade de escrever de outra maneira”. Escrever em alemão se impunha à mão que escreve e era uma necessidade imperiosa.
- [Twelve art project proposals in Ai Weiwei-like proportions](https://sibila.com.br/english/ko-ko-thett-ai-weiwei/14401) - - Walled: A life-size Great Wall of China, made of gold LEGO bricks, to be installed around the White House for the occasion of the 4th of July, in the event that LEGO declines to supply bricks for the project, copies of “What Happened” by Hillary Clinton will be used as bricks - Saffron Skies: Saffron shrouds to
- [Sobre a poesia sui generis de Claude Royet-Journoud ou o javali plural](https://sibila.com.br/critica/sobre-a-poesia-sui-generis-de-claude-royet-journoud-ou-o-javali-plural/14267) - Há em seus livros "apenas um texto, cujo gênero não é detectável", ele também é um leitor sem gênero: de história grega com Nicole Loraux, de filosofia política com Michèle Cohen-Halimi, de romances noirs com Ed McBain, ou de antropologia com Maurice Olender. Ele também é um editor sem editora, um disseminador de livros, seja de mão em mão ou através de caixas de correspondência – graças às quais devemos, discretamente, a sobrevivência de várias autoras em vias de desaparecerem, como Hélène Bessette, Agnès Rouzier ou Danielle Collobert
- [O negócio dos livros](https://sibila.com.br/cultura/o-negocio-dos-livros/14345) - Seu raciocínio gira em torno de um eixo fundamental: a importância excessiva dada ao dinheiro e a disseminação da lógica corporativa afetam todos os âmbitos da sociedade e têm especial impacto na circulação dos livros e das ideias que eles contêm, o que, em última instância, coloca em risco a própria existência da sociedade democrática. Encerrada a palestra, o autor recebe generalizadas manifestações de solidariedade. Médicos dizem se ocupar mais com planos de saúde, companhias de seguro e hospitais do que com a saúde dos pacientes; advogados veem seu valor ser medido pela quantidade de dinheiro que levam a seus escritórios;
- [Um guisado de meias ideias sobre o Manifesto antropófago](https://sibila.com.br/cultura/um-guisado-de-meias-ideias-sobre-o-manifesto-antropofago/14321) - A galhofa e a gargalhada bárbara do Manifesto antropófago não se configuram como a superação dialética dessa aparente tristeza originária, mas servem apenas como hipótese alternativa de leitura do nosso processo civilizatório. O futuro é uma conquista. A utopia da cultura canibal despreza todo e qualquer tipo de essencialismo que esbarra em si mesmo, que se basta a si mesmo. Nem a tristeza nem a alegria definem exclusivamente o pensamento antropófago.
- [15 narrativas ruins sobre a ucrânia](https://sibila.com.br/cultura/15-narrativas-ruins-sobre-a-ucrania/14349) - A quem e a que se opor? Tudo isso. Povo do Ocidente, lute contra seus próprios governos capitalistas-imperialistas e suas ordens sociais. Povo da Rússia, resista ao seu próprio governo capitalista-imperialista e sua ordem social. Povos do mundo, lutem contra o capital-imperialismo, que está levando a civilização humana à ruína literal através da guerra, da pobreza e do ecocídio
- [Eno sagrado em Vigo](https://sibila.com.br/poemas/eno-sagrado-em-vigo/14381) - https://youtu.be/o9GKjoQi_xs Eno sagrado em Vigo. Eno sagrado em Vigo bailava corpo velido. Amor hei! Em Vigo, no sagrado bailava corpo delgado. Amor hei! Bailava corpo velido que nunc'houver'amigo. Amor hei! Bailava corpo delgado que nunc'houver'amado. Amor hei! Que nunc'houver'amigo ergas no sagrad'em Vigo. Amor hei! Que nunc'houver'amado ergas em Vigo no sagrado. Amor hei!
- [CONTRA A RÚSSIA de Putin](https://sibila.com.br/cultura/contra-a-russia-de-putin/14341) - “Meus quatro avós vieram da Rússia”. Era a frase padrão que eu usava para explicar a origem do meu nome e a minha própria origem, demandada quase que invariavelmente assim que me apresentava a alguém. Mas meus avós não vieram da Rússia. Uma das primeiras contradições surgiu com minha avó paterna, que mal disfarçava um esgar de desdém salpicado de aversão quando perguntada se era russa, tanto pelo nome quanto pelo português carregado de sotaque. “Eu não serr russa!”. Ela não “serr” russa porque era judia, eu pensava (e por ser judia temia os russos, ou seja, seu histórico e difuso antissemitismo, aliás comum aos ucranianos; isso mudaria depois da Segunda Guerra Mundial). Mas ser judeu não é uma nacionalidade. E se ela não era russa, qual era então minha origem, digamos, geopolítica? Eu sabia a resposta: União Soviética. Mas dizer “Meu sobrenome é soviético”, quando perguntado sobre ele, não soava convincente. Não soava convincente porque “União Soviética” não se referia a uma nação, a uma etnia, a um povo, a uma cultura, a uma origem, mas a uma entidade de caráter imperial. Eu não pensava nestas palavras quando criança.
- [O sarcasmo da poesia de Amarildo Anzolin](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/o-sarcasmo-da-poesia-de-amarildo-anzolin/14356) - A Central de Despachos Nossa Senhora das Graças, novo livro de Amarildo Anzolin, não é apenas um portal entre esse e outros mundos nos quais, entre mortos e feridos, todos estamos hospitalizados. Não se resume também a um velho entreposto aduaneiro, onde, entre nuvens de remorsos, pagamos e cobramos o nosso quinhão nesse octógono de
- [Basho](https://sibila.com.br/poemas/basho/14306) - border: none !important; border-top: 0px solid #ddd !important;}table { border: none !important; border-bottom: 0px solid #ddd !important;}
- [Rosselini no Brasil](https://sibila.com.br/cultura/rosselini-no-brasil/14303) - A tema da fome reapareceu com força inédita nesse Brasil de Bolsonaro e da pandemia. Roberto Rossellini (1906-1977) esteve em Recife e Salvador, meados dos anos 1950, onde travou contato com, entre outros, Gilberto Freyre e um Glauber Rocha de 19 anos. Consta que ele fez algumas filmagens nessas duas cidades, mas o roteiro do filme para o qual veio para cá, baseado no livro Geografia da fome, de Josué de Castro, foi engavetado. Carlos Lacerda, esse golpista maior da direita brasileira, atacou Rossellini para igualmente atacar Josué de Castro: “A burguesia progressista [...] é aquela que concorda em abrir para o comunismo as portas da sociedade. Essa burguesia é a do Sr. Josué de Castro, cujo livro o Sr. Roberto Rossellini, no crepúsculo de sua atividade de diretor cinematográfico, vem filmar no Brasil para exportar ao mundo a obra de um charlatão” (Carlos Lacerda, O Globo, 09 de agosto de 1958). Rossellini é autor de filmes seminais como Roma, cittá aperta (1945), Paisá (1946) Germania anno zero (1948), entre tantos outros. Ele trabalhou também mais para a televisão. Jean-Luc Godard o comparou a Dante e a Virgilio.
- [Protesto contra a crueldade da escravidão](https://sibila.com.br/cultura/protesto-contra-a-crueldade-da-escravidao/14290) - Gama toma como mote da carta uma notícia recém-publicada no jornal. A notícia que vinha de Itu, interior paulista, o indigna de tal maneira que o convalescente Luiz Gama se levanta e pega da pena para escrever um dos mais veementes protestos contra a crueldade da escravidão no Brasil.
- [Aurora Bernardini fala sobre Boris Schnaiderman](https://sibila.com.br/critica/aurora-bernardini-fala-sobre-boris-schnaiderman/14272) - Boris Schanairderman (1917-2016) traduziu grandes escritores russos, como Dostoiévski, Tolstói, Tchekhov, Máximo Gorki, Isaac Babel, Boris Pasternak e poetas como Alexandre S. Pushkin e Vladimir Maiakovski, entre muitos outros. Foi o fundador do curso de russo da Universidade de São Paulo. https://sibila.com.br/wp-content/uploads/2021/11/HomenagemBorisSchnaiderman.mp4
- [POESIA GREGA ANTIGA E MODERNIDADE POÉTICA](https://sibila.com.br/poemas/poesia-grega-antiga-e-modernidade-poetica/14259) - Deparei-me, há pouco, com uma magistral lição de poesia. Não tenho, no entanto, vocação para didata (melhor assim, pois arrogar-me em didata seria antidemocrático: sou, portanto, perfeitamente democrático, apesar de ou porque pouco ou nada didático). Se ora a analiso é, em primeiro lugar, para meu próprio prazer, e em segundo, para meu próprio aprendizado. Trata-se de uma passagem de Sófocles, de uma de suas tragédias menos conhecidas, As traquínias. Mas se trata, também, de uma passagem de Flávio Ribeiro de Oliveira, seu tradutor do original grego. Aqui, talvez eu devesse me estender um pouco sobre certa concepção de tradução poética que privilegia, ocioso dizer que corretamente, a forma tanto quanto o “conteúdo” (uma forma da forma), significados tanto quanto significantes, e, paradoxalmente, criticar mais que eventuais excessos de “autoralismo” tradutório, como praticados, por exemplo, por Augusto e Haroldo de Campos e seguidores/imitadores, sem prejuízo de ocasionais acertos. Basta aqui dizer que a grande tradução é, afinal, e desde sempre, uma constatação, e resulta nisto: se a poesia de partida é poderosa, a poesia de chegada, ou seja, a tradução, não deve, idealmente, sê-lo menos.
- [Redeverorar 1922 #1](https://sibila.com.br/cultura/redeverorar-1922-1/14281) - Agradeço o convite do Régis Bonvicino para inaugurar a sessão temática “Redevorar 1922” na Revista Sibila, dedicada a uma reflexão sobre os modernismos inaugurados a partir da Semana de 1922. Correndo o risco de adicionar mais uma voz ao burburinho que tomará conta dos meios literários no ano que vem - centenário da efeméride - o objetivo da sessão será trazer pontos de vista que ajudem a atualizar as consequências da Semana hoje. Para além das polêmicas sobre em qual clube literário do Brasil (ou em qual departamento de Letras) se deu o primeiro grito futurista, quer dizer, modernista, o objetivo da sessão será trazer elementos contrastantes com a leitura tradicional dos modernismo brasileiros e em especial da Semana (imaginada como majoritariamente de elite, paulista, branca, heterossexual ) que ajudem tanto a ressaltar elementos anti-hegemônicos já presentes ali e escamoteados pela recepção tradicional, quanto atualizá-la a partir de críticas e devorações de artistas e pensadores posteriores. Para inaugurar a sessão, e também para homenagear a morte absolutamente trágica do artista makuxi Jaider Esbell, começamos com duas releituras do Macunaíma de Mário de Andrade, publicado originalmente em 1928.
- [Lusiads by Luís Vaz de Camões explained in English](https://sibila.com.br/english/lusiads-by-luis-vaz-de-camoes-explained-in-english/14265) - https://youtu.be/zJ01buAVyQ0 About Camões https://www.britannica.com/biography/Luis-de-Camoes
- [“O capitalismo” – uma canção de Dan Hanrahan](https://sibila.com.br/arte-risco/o-capitalismo-uma-cancao-de-dan-hanrahan/14242) - Eu nasci no capitalismo E eu sei que é hora De sair O capitalismo Não quero morrer no capitalismo E eu sinto que é hora De fugir Ponte Ó capitalismo você disse Que ia trazer Um paraíso Onde tudo se podia ter Mas capitalismo Hoje em dia meu capitão Nem o rio nem um peixe Nem o ar nem uma nuvem Tem liberdade Da morte viva/Do olhar No olhar de você/Da morte viva em você E acho que é hora de correr Ponte O Capitalismo O que resta Já que acordei Do sonho vivo Em que me embrulhei?
- [Poemas de Lezama](https://sibila.com.br/poemas/poemas-1910-1976/14237) - Se no século XIX a poesia cubana foi dominada pelas figuras femininas, além das obras de Julián Casal e José Martí, no século XX Lezama Lima tornou-se a figura tutelar, em conjunto com a geração que reuniu em torno da revista Orígenes. Autores como Eliseo Diego, Eugenio Florit, Nicolás Guillén, Gastón Baquero, Cintio Vitier, Virgilio Piñera, Fina García Marruz, acabaram por dominar o panorama literário daquela época. Tais poetas foram determinantes para a literatura produzida na Ilha. A obra caudalosa propriamente dita de Lezama, que inclui poesia, ensaios e ficção, superou o perímetro geográfico onde surgiu, atraindo a admiração de gerações, tanto na América Latina como nos países em que foi publicada. Lezama estreou na poesia com a exuberância neobarroca de Muerte de Narciso (1937), seguiram-se depois Enemigo Rumor (1941), Aventuras Sigilosas (1945), Dador (1960) e o livro póstumo Fragmentos a su imán (1977), entre outros títulos. Paralelo a isso, a polivalência criativa do poeta originou aquele que é considerado um dos mais importantes romances de língua espanhola (no Brasil há duas traduções), Paradiso (1966). A originalidade da sua voz se distingue pela subversão temática, a desconstrução dos padrões da...
- [Graciliano em Portugal](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/graciliano-portugal/14228) - Ainda em sequência cronológica, [...] avulta a crítica de João Gaspar Simões que tem por mote verrumar os três últimos livros do escritor alagoano publicados até então. Trata-se da longa recensão “Os Livros da Semana: Angústia, S. Bernardo, Vidas Secas, Romances por Graciliano Ramos”, estampada no suplemento literário do Diário de Lisboa, em 1º de setembro de 1938. Como se verá, os posicionamentos desse “mestre-escola” presencista reforçam a hipótese de que a recepção da produção graciliana em Portugal se insere num debate mais amplo em torno da função social da arte que toma conta do ambiente literário lusitano a partir da segunda metade dos anos 1930. João Gaspar Simões, um dos fundadores da revista Presença e expoente, em Portugal, da defesa da chamada “arte pela arte”, colocava-se na linha de frente nos embates contra o grupo neorrealista. Despertou grande polêmica seu ensaio “Discurso sobre a Inutilidade da Arte”[1], em que considera como característica germinal da produção artística o fato de ela ser “inútil”: “não há arte superior que não nos force a querer sermos mais ou menos do que somos, não enquanto homens sociais, é evidente, mas enquanto homens humanos, isto é, enquanto homens.
- [A cultura perdeu a capacidade de compreender e articular o presente](https://sibila.com.br/cultura/a-cultura-perdeu-a-capacidade-de-compreender-e-articular-o-presente/14252) - “O lento cancelamento do futuro foi acompanhado por uma deflação de expectativas. Poucos acreditam que no próximo ano um álbum tão bom como, digamos, The Stooges ’Funhouse ou Sly Stone’s There’s A Riot Goin’ On será lançado. Muito menos esperamos o tipo de rupturas provocadas pelos Beatles ou pela discoteca. O sentimento de atraso, de
- [A leitura segundo Steiner](https://sibila.com.br/cultura/a-leitura-segundo-steiner/14248) - "Ler bem é estabelecer uma relação de reciprocidade com o livro que está sendo lido; é embarcar em uma troca total (...). É assumir responsabilidade pelo texto (...): é um processo de exames que testam a compreensão do essencial apreendido. Essa palavra pode ser usada para sintetizar estágios complexos de leitura representados pela tela de
- [Critérios para a poesia (II)](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/criterios-para-a-poesia-ii/14232) - “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. A palavra foi feita para dizer”. (Graciliano Ramos em entrevista a Joel Silveira, 1948)
- [O Que é um Autor?](https://sibila.com.br/critica/o-que-e-um-autor/14221) - “O que é um autor?”, Bulletin de la Societé Française de Philosophie, 63o ano, n. 3, julho-setembro de 1969, pp. 73-104. (Societé Française de Philosophie, 22 de fevereiro de 1969; debate com M. de Gandillac, L. Goldmann, J. Lacan, J. d’Ormesson, J. Ullmo, J. Wahl.) Em 1970, na Universidade de Búfalo (Estado de Nova York), M. Foucault oferece uma versão modificada dessa conferência, publicada em 1979 nos Estados Unidos (ver 11-258, vol. III da edição francesa desta obra). As passagens entre colchetes não figuravam no texto lido por M. Foucault em Búfalo. As modificações que ele tinha feito estão assinaladas por uma nota.
- [Flip to Flop Upside Down Topsy-Turvy](https://sibila.com.br/english/flip-to-flop-upside-down-topsy-turvy/14210) - Upside Down World: Charles Bernstein presents himself upside down with his Topsy-Turvy, to represent our upside-down world where we are bound to live, and, to flip-flop the reader, curious about his upside down posture, who was originally not! Let’s just flip to flop the upside down world to enter into the Bernstein’s pataquerical world with
- [Camarón de la Isla e Paco de Lucía em São Paulo e Rio, em 1973](https://sibila.com.br/cultura/camaron-de-la-isla-e-paco-de-lucia-em-sao-paulo-e-rio-em-1973/13800) - Nascido em San Fernando, em Cádiz, na Espanha, em 1950 e morto em 1992, José Monge Cruz, ou Camarón de la Isla, foi um cantaor de origem cigana, que ganhou esse apelido, Camarón, por ter cabelos louros e pele muito branca. Desde muito pequeno se apresentava em sua cidade natal, profissionalizando-se todavia aos 16 anos.
- [Ressonância](https://sibila.com.br/arte-risco/ressonancia/14195) - Uma leitura musical do livro Sociedade do cansaço, de Byung-Chul Han Os efeitos colaterais do discurso motivacional, O mercado de palestras e livros motivacionais está crescendo desde o início do século XXI e não mostra sinais de desaquecimento. Religiões tradicionais estão perdendo adeptos para novas igrejas que trocam o discurso do pecado pelo encorajamento e
- [What Makes a Poem a Poem?](https://sibila.com.br/english/what-makes-a-poem-a-poem/14201) - https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=J72KqitfrIs&fbclid=IwAR2phfYNfW1SqFham7iOzTEc0ghzlwchcqcMJG7_d2FsCTBdKr2_wkHUwpE
- [Fábrica de subpoetas](https://sibila.com.br/critica/fabrica-de-subpoetas/14197) - Isso significa, em outras palavras, que a presente dinâmica regressiva nas letras não pode ser bem compreendida, por exemplo, abstraindo-se a multiplicação de pequenas editoras segmentadas (que inundam de livros de poesia - dominantemente ruins - o mercado saturado), nem ignorando a proliferação de oficinas de criação literária - em instituições públicas, como a USP, e espaços privados -, que (re)produzem, em desastrosa progressão geométrica, novos caricatos bardinhos diluidores. Guardadas as devidas diferenças conjunturais entre aquele Brasil do revolucionário poeta modernista e este dos patéticos epígonos pós-utópicos, é inequívoco - no decurso de um século - que ocorreu um expressivo aumento da desproporção entre a quantidade de editoras, livros e poetas, de um lado, e a qualidade da produção e interpretação dos textos, de outro. É exatamente nesse quadro de relações objetivas e subjetivas (materiais e ideológicas), enfim, que tanto Oswald de Andrade denunciara o fenômeno da "democratização estética", responsável pela fabricação de nulidades da arte "em todos os lares", quanto Raul Seixas e Marcelo Nova expuseram ao ridículo o oportunismo...
- [O LSD de Fauzi Arap](https://sibila.com.br/cultura/o-lsd-de-fauzi-arap/14121) - Publicado em 1998, Mare nostrum: sonhos, viagens e outros caminhos é um depoimento profundo e poético do autor e diretor Fauzi Arap (1938-2013) sobre a procura e o encontro da própria existência – e de sua relação com a arte – através do acesso aos chamados estados alterados de consciência. O que poderia soar como mais um relato alucinante das descobertas do LSD em plena década de 1960, em Fauzi se torna espécie de “dever do depoimento” a respeito de um caminho em busca do autoconhecimento iniciado em 1963 com sessões de terapia guiadas pelo Dr. Murilo Pereira Gomes incluindo doses de ácido lisérgico, até então pouco ou nada conhecido. Não se trata, porém, de um relato esterilizado ou científico, até porque Fauzi logo abandona as sessões guiadas e passa, ele mesmo e em diferentes ocasiões, a ministrar doses do LSD (nele e alguns amigos – nunca simultaneamente) quase como espécie de ferramenta para uma meditação mais aprofundada. Estruturalmente, o livro é composto por vinte e três capítulos narrados cronologicamente desde a primeira sessão de psicanálise realizada pelo médico
- [Deus devolve o revólver em Coimbra](https://sibila.com.br/poemas/deus-devolve-o-revolver-em-coimbra/14177) - 1 Qual poema, hoje, faz sentido quando lido na rua? Fazer sentido é mais do que ter contexto ou harmonia temática. Fazer sentido é alinhar-se ao sentido da rua, provocá-la, é ter palavras capazes de interagir com o concreto dos edifícios ao redor – quando se trata de ruas com essa paisagem. Um poema faz
- [Redes de resistência artística, comuns a Portugal e Brasil](https://sibila.com.br/impacto/redes-de-resistencia-artistica-comuns-a-portugal-e-brasil/14187) - Uma exposição que reúne publicações coletivas disseminadas em redes informais, com produção de poetas e artistas, de Portugal e do Brasil, num contexto de colaboração e resistência, vai estar patente até setembro na Galeria Avenida da Índia, em Lisboa. Com curadoria de Rui Torres, como indica a organização, a mostra tem como título "Redes, colaboração
- [Vera Albers e seus Transcontos](https://sibila.com.br/cultura/vera-albers-e-seus-transcontos/14185) - Ambiciosa Para aqueles fantasmas que passaram, Vagabundos a quem jurei amar, Nunca os meus braços lânguidos traçaram O voo dum gesto para os alcançar ... Se as minhas mãos em garra se cravaram Sobre um amor em sangue a palpitar... - Quantas panteras bárbaras mataram Só pelo raro gosto de matar! Minha alma é como
- [Critérios para a poesia](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/criterios-para-a-poesia/14174) - "Mas verso livre cem por cento é aquele que não se socorre de nenhum sinal exterior senão a da volta ao ponto de partida à esquerda da folha do papel: 'verso' derivado de 'vertere', voltar. À primeira vista parece mais fácil de fazer do que o verso metrificado. Mas é engano. Basta dizer que no
- [Um conto de Kafka](https://sibila.com.br/critica/um-conto-de-kafka/14163) - O imperador – assim consta – enviou a você, o só, o súdito lastimável, a minúscula sombra refugiada na mais remota distância diante do sol imperial, exatamente a você o imperador enviou do leito de morte uma mensagem. Fez o mensageiro se ajoelhar ao pé da cama e segredou-lhe a mensagem no ouvido; estava tão empenhado nela que o mandou ainda repeti-la no seu próprio ouvido. Com um aceno de cabeça confirmou a exatidão do que tinha sido dito. E perante todos os que assistem à sua morte – todas as paredes que impedem a vista foram derrubadas e nas amplas escadarias que se lançam ao alto os grandes do reino formam um círculo –, perante todos eles o imperador despachou o mensageiro. Este se pôs imediatamente em marcha; é um homem robusto, infatigável; estendendo ora um, ora o outro braço, ele abra caminho na multidão; quando encontra resistência aponta para o peito onde está o símbolo do sol; avança fácil como nenhum outro. Mas a multidão é tão grande, suas moradas não têm fim. Fosse um campo livre que se abrisse, como ele voaria! – e certamente você logo ouviria a esplêndida batida dos seus punhos na porta. Ao invés disso porém – como são vãos os seus esforços;
- [O direito materno](https://sibila.com.br/cultura/o-direito-materno/14158) - A história de recepção de “O direito materno” (Das Mutterrecht) de J. J. Bachofen é tão interessante quanto as diversas fases da pré-história que o livro teoriza. Do campo dos estudos clássicos e da história do direito, a obra de Bachofen foi retirada de sua modesta posição acadêmica na Basiléia e trazida ao intenso campo político por Friedrich Engels em seu clássico “A origem da família, da propriedade privada e do estado”. Engels reconheceu no trabalho de Bachofen a imagem de uma espécie de comunismo primitivo, tanto denunciando a subjugação do gênero feminino, como sua contribuição para a evolução da civilização humana.
- [SHE WILL BUILD HIM A CITY](https://sibila.com.br/english/she-will-build-him-a-city/14137) - K.K.Srivastava ‘I say, in earnest, that I should probably have been
- [Baudelaire: horror e êxtase](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/baudelaire-horror-e-extase/14130) - Por ocasião do bicentenário do nascimento de Charles Baudelaire, em abril 2021, deixemo-nos embriagar pelo gênio das Flores do Mal que perturbou a literatura. Baudelaire mostra sua singularidade, indo de encontro à tradição poética: “Poetas ilustres há muito compartilhavam as províncias mais floridas do campo poético. Pareceu-me tão agradável, e tanto mais agradável quanto a tarefa era difícil, extrair a beleza do Mal. “Um trecho do poema “Uma carniça” parece ilustrar, entre outros exemplos, essa nova estética
- [Tom Jobim lê Drummond II](https://sibila.com.br/cultura/tom-jobim-le-drummond-ii/14127) - https://youtu.be/RYNQ5QePtVc
- [Tom Jobim lê Drummond](https://sibila.com.br/cultura/tom-jobim-le-drummond/14125) - https://www.youtube.com/watch?v=Mt1JR8BMBMA
- [Poema com recomendações para prevenção de Gripe Espanhola (1918/1919) *](https://sibila.com.br/cultura/poema-com-recomendacoes-para-prevencao-de-gripe-espanhola-1918-1919/14119) - Perdigotos – Que perigo! Se estás resfriado amigo, Não chegues perto de mim. Sou fraco, digo o que penso. Quando tossir use o lenço E, também se der atchim. Corrimãos, trincos, dinheiro São de germes um viveiro E o da gripe mais frequente. Não pegá-los, impossível. Mas há remédio infalível, Lave as mãos constantemente. Se
- [Tom Jobim explica a Bossa nova](https://sibila.com.br/cultura/tom-jobim-explica-a-bossa-nova/14116) - https://www.youtube.com/watch?v=vIB2NI5UaKM
- [Abajur Lilás](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/abajur-lilas/14112) - Abajur Lilás faz parte das por assim dizer consideradas quatro principais obras da dramaturgia de Plínio Marcos. A última a ser escrita, em 1969, quando o autor completava apenas 34 anos. No entanto, esta obra, diferente das demais, não conseguiria estrear, censurada quando os ensaios estavam já em sua fase final. A despeito de várias tentativas, Abajur Lilás só viria a ser liberada para montagem 11 anos depois, em 1980. O texto se tornaria famoso mesmo sem ter-se transformado em espetáculo. Em diversas ocasiões a classe cultural se uniria na defesa do direito de Plínio Marcos de montar seus textos. Foi com muita luta que se conseguiu a liberação de Navalha na Carne, em 1967. Mesmo assim, seria liberado com uma curiosa exigência: que o espetáculo fosse apresentado à meia-noite. Os constantes problemas com a censura gerariam na vida pessoal de Plínio Marcos alguns transtornos financeiros. Afinal, ele tinha na arte seu ganha-pão, o que o obrigou a buscar alternativas na televisão e como colaborador em jornais e revistas. Participaria, no papel de Vitório, em 1968, da icônica telenovela da Tupi, Beto Rockfeller, de imenso sucesso.
- [Reverter a inversão: topsy-turvy, o novo livro de Charles Bernstein](https://sibila.com.br/critica/14104/14104) - Nesse ensaio, Runa Bandyopadhyay se vale das raízes ancestrais de sua língua bengali, o sânscrito, para criar paralelos que permitam compreender o novo livro de Charles Bernstein, intitulado "topsy-turvy", que visa a contextualizar, entre oximoros políticos como marxismo e identitarismo, a experiência da pandemia da covid, recorrendo aos jogos lúdicos de inversão e reversão da linguagem que caracterizam seu trabalho.
- [Ovelhotosqui](https://sibila.com.br/sem-categoria/ovelhotosqui/14098)
- [Poemas de Amarildo Anzolin](https://sibila.com.br/novos-autores/poemas-de-amarildo-anzolin/14096) - (em português e catalão) O catador (o catador) (de papel) (monta) (uma) (matrioshka) (com caixas) (de papelão) El drapaire (el drapaire) (amb el paper) (munta) (una) (matrioixca) (amb caixes) (de cartró) Quem está mais perto da morte Quem está mais perto da morte O pobre ou o rico? O menino que sofre de inanição E
- [Three poems by Régis Bonvicino translated into English by Sean Negus](https://sibila.com.br/english/three-poems-by-regis-bonvicino-translated-into-english-by-sean-negus/14094) - These poems serve to punctuate the collective trauma of the pandemic with the accoutrements of the refinement of the poet’s conscious imprints. Their power is derived through citations of the mundane darkly underscored by the existential rupture that haunts our collective reality of the pandemic. Immediately these poems struck me as balanced aesthetically on both
- [Poemas da covid](https://sibila.com.br/poemas/poemas-da-covid/14074) - Epitáfio De novo se conecta noite, agora na sala diante de uma tela talvez ouça o eco da canção da banda “Privatized futures” dia após dia da sala para o quarto e vice-versa sem atalhos Enterros, covas coletivas, outra hipótese, se for top, epitáfio, uma lápide à la carte, pó de estrelas nos olhos Decolagem
- [Being a very small place](https://sibila.com.br/english/being-a-very-small-place-2/14081) - being a very small place Thérèse Bachand being a very small place by Thérèse Bachand 175+ poems printed on index cards (4.25 x 5.75″), housed in a hand-made box, signed and numbered by the poet ~ For five years, I rode the #8 Big Blue Bus every morning to work as an early childhood educator. My collection
- [Les paradis artificiels](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/les-paradis-artificiels/14068) - Jean-Louis Trintignant lit Les paradis artificiels En 1971, Jean-Louis Trintignant lisait un extrait des Paradis artificiels. Dans cet essai de 1860, le poète revient sur son expérience de la drogue et s'interroge sur les liens entre drogue et création poétique. Extrait de la troisième partie du Poème du Haschisch intitulée Le théâtre de Séraphin : “Qu’éprouve-t-on ? que voit-on ? des choses merveilleuses, n’est-ce pas ? des spectacles extraordinaires ? Est-ce bien beau ? et bien terrible ? et bien dangereux ?
- [Döblin: o tigre guarani](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/doblin-o-tigre-guarani/14057) - O tigre azul é uma figura apocalíptica da mitologia dos índios guaranis. Na linguagem indígena é “jaguarový” (jaguar azul), conforme Curt Nimuendajú Unckel, que transcreveu os sons escutados diretamente dos indígenas. E O tigre azul também é o título do segundo volume de uma trilogia, escrita por Döblin, conhecida ora pelo título Das Land ohne Tod (A terra sem morte/mal), ora Amazonas, elaborada entre 1935 e 1937, cuja publicação sofreu muitos percalços em virtude dos tempos difíceis, marcados pelo exílio do autor em 1933. Estando refugiado em Paris, foi a Bibliothèque Nationale de France o lugar que manteve Döblin mais ocupado, amenizando suas angústias com múltiplas leituras, entre as quais estavam as obras de Charlevoix, de Métraux, de Southey, todas sobre a América do Sul. Alfred Döblin (1878-1957) foi um escritor alemão de ascendência judaica, de ideologia esquerdista e simpatizante do movimento sionista. Médico psiquiatra, dedicou, porém, seu tempo livre à literatura. Em 1910, conforme Manfred Brauneck no Autoren Lexikon
- [Padre Vieira: uma exegese do capital](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/padre-vieira-uma-exegese-do-capital/14044) - Nos Cadernos do Promotor do Tribunal do Santo Ofício de Lisboa há denúncias contra o Pe. Antônio Vieira desde o ano de 1649, no entanto, somente em 1660 dá-se início ao processo inquisitorial movido contra ele. Documentos, qualificações, denúncias, cartas , ordens avolumam-se até o início formal do processo, em 1663, quando Vieira é chamado a depor no Tribunal do Santo Ofício de Coimbra. Daí até a sentença, em 1667, são quatro anos e trinta sessões de "exames" inquisitoriais, sendo que, encarcerado em setembro de 1665, nos dois últimos anos Vieira comparece na condição de réu preso.
- [Luis Dolhnikoff poeta](https://sibila.com.br/critica/luis-dolhnikoff-poeta/14041) - O poeta paulistano Luis Dolhnikoff vive longe da civilização. Mais precisamente no Pântano do Sul, uma praia isolada de Florianópolis. Vem daí o título do livro que acaba de lançar pela Quatro Cantos. Impressões do pântano completa uma trilogia composta por Lodo (Ateliê, 2009) e As rugosidades do caos (Quatro Cantos, 2015, finalista do Jabuti 2016). Cada poema do livro (e dos livros), de diferentes formas, remete ao caos, ao pântano que se tornou o mundo contemporâneo. Toda utopia hoje mora no impossível. Dentro do real, do centro mesmo da real realidade, o poeta, atento, alvo de tudo, parece que escreve com os dentes trincados de raiva. O único que lhe interessa é uma completa cumplicidade. Ele interage com as coisas que erram. Chega a ser indecente essa tarefa justamente porque é (sempre foi?) indecente a vida, a dialética e os sujos conluios da política, como também são impróprias a dor e a flor dos encontros e desencontros. Um espelho do caos. Esse tipo de poesia passa longe do belo, porque o belo passa longe.
- [Relendo Leminski](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/relendo-leminski/14035) - O importante aqui é verificar a presença de duas questões fundamentais: a crítica e a publicidade, campos conceituais antagônicos em diversos aspectos embora muito semelhante no objetivo comum de convencer alguém (o leitor para a crítica e o consumidor para a propaganda) de alguma coisa. A diferença abissal entre esses dois campos parece ser o ponto de tensão colocado em discussão por Leminski: o tabu do não. Enquanto para a publicidade a linguagem positiva é imperativa, para a crítica é fundamental dissuadir tal “otimismo-mentira”. Só assim, segundo o poeta, é possível atingir esse “bem social”, essa esfera utópica e filosófica da “verdade”. É certo que uma vista rápida à edição de maior sucesso editorial de Leminski, sua Toda Poesia (Companhia das Letras, 2013), pode fazer cair por terra a disposição empreendida no referido ensaio. Ronald Augusto, por exemplo, em Uma análise da poesia de Leminski, publicado na Sibila, avalia precisamente as fraquezas críticas da edição e os problemas da dimensão publicitária dada à obra – sobretudo visando à divulgação comercial.
- [Stéphane MALLARMÉ](https://sibila.com.br/cultura/stephane-mallarme/14047) - Film d'Éric Rohmer (1968) Apparently an interview between Mallarme and an unseen interviewer, whereas in actuality an actor played the role of Mallarmé and the conversation was taken from a printed interview. Director: Éric Rohmer Writer: Andrée Hinschberger Stars: Jean-Marie Robain, Éric Rohmer
- [A contragosto do solo, novo livro de poemas de Ronald Augusto](https://sibila.com.br/critica/a-contragosto-do-solo-novo-livro-de-poemas-de-ronald-augusto/14031) - “Não conheço”, diz o poeta: “nenhum branco fujão”, “nenhum genocídio de jovens brancos”, “nenhum branco encardido”, “nenhuma peste branca”..., “nenhum futuro branco”... A contundência dos exemplos é irretocável, dispensa argumentos, tal a potência de dizer do poema, restando ao leitor apenas a missão de pensar e desentranhar em si esse vírus da dúvida inoculado para corroer sua própria linguagem.
- [Macau](https://sibila.com.br/cultura/macau/14005) - Uma terra também pode ser só palavras, aquilo que se diz que ela é, sem que nunca jamais se saiba ao certo quantos grãos de pó, quantas camadas de sedimentos ou que chão seja verdadeiramente o seu. Macau é assim, com a sua vocação estúrdia e grandiloquente, o seu centro tão íntimo e as suas margens tão ostensivas onde por vezes se vê por uma ténue brecha a tessitura da representação, um ou outro pedaço de argamassa ainda fresca. Olhamos para o todo ou para o lado, aceitamos a imitação. Ou talvez seja assim mesmo, talvez Macau sejam as cópias, os fakes, as edificações recentes e histriónicas, sem memórias nem história, todos esses objectos que se impõem no momento com a sua perfeição questionável mas tão conforme ao lugar e o centro seja só uma miragem, aquilo que se gostaria que Macau fosse: um coração a pulsar, uns lábios que se entreabrem e uma respiração que sobe pelas costas como um sentido primordial num ciclo que se repete e perdura. Um amor que se deseja mas que não se sabe se realmente aconteceu. Se os filhos da terra são mesmo frutos deste ventre ou meras personagens ocasionais de uma ficção que nos é tão querida, a da nossa vocação épica de portugueses viajantes intrépidos capazes de dar mundos ao mundo. Não, não se sabe se não é um amor estéril, sem frutos.
- [Antonioni na China](https://sibila.com.br/cultura/antonioni-na-china/14017) - A voz italiana do narrador que nos dá conta deste dito em Chung Kuo, China (1972) é a de Michelangelo Antonioni, ele mesmo, o realizador de L’Avventura e Professione: Reporter, que no alvor dos anos 1970 do século passado aceitou o convite para rumar à China e fazer um documentário de quase quatro horas para o canal estatal italiano RAI. A história de Chung Kuo, China é fascinante. Desde logo por ser um dos mais importantes documentos filmados na China maoísta em plena Revolução Cultural e por, na mesma medida, ser bastante desconhecido. A película foi “segregada” por motivações políticas, que vão muito para lá da esfera de influência daquele que foi um dos maiores cineastas de sempre. Em 1972, Antonioni acabara de filmar Zabriskie Point (1970) na Califórnia e, antes dele, Blow-Up (1966) em Londres. Quando decide aceitar o convite para rodar na China, o mestre italiano a quem chamaram depois “turista da revolução” estaria bem ciente dos riscos que isso acarretava para a sua reputação. Não é certo de quem terá partido a ideia para este filme. A China de Mao Zedong atravessava um período de particular isolamento na cena internacional, com o afastamento, nos anos 1960, em relação à União Soviética de Khrushchev, que advogava uma certa ‘destalinização’.
- [Uma análise da poesia do século 21](https://sibila.com.br/critica/uma-analise-da-poesia-do-seculo-21/14002) - O neoliberalismo, ao qual se lança a culpa de tudo como se fosse um filho expulso do capitalismo – quando é sua realização extrema e implacável: hoje o vemos de forma macabra na pandemia –, foi um aproveitamento, um jogo do capitalismo em campo aberto, isto é, quando se joga sozinho com todo o campo para si. O que acabou, o mundo que acabou, foi o mundo do pensamento crítico que está vinculado com a ideia de mudança.
- [30 gramas de prosa](https://sibila.com.br/critica/30-gramas-de-prosa/13975) - Escrevo sobre o livro Desde os anos 2000 (Minha vida), de Mauricio Salles Vasconcelos. Num pequeno e seminal ensaio dos anos 90, “Rumo à prosa”, Pierre Alferi prõpoe: “é preciso peneirar toneladas de escritos, de diálogos, de versos, para recolher trinta gramas de prosa”[1]. Tal prosa sucede aos excessos históricos, vem depois das experiências-limite reservadas à elite intelectual, das experiências de massas características do século XX. Joga com o chão, a miséria, os rumores da multidão, com as margens e as bordas revoltas da linguagem quando o prazo de uma representação estável ou pura há muito expirou. Engano de quem imagina que o fim da linguagem cede lugar ao silêncio e ao vazio ambos indizíveis. Ao contrário, deixa aberta a matéria da palavra, sua questão mais premente e alarmante. Esse óbito tão prenunciado já ocorreu bem antes, aparentemente. A linguagem está então liberada da necessidade íntima de representar sua própria morte. E agora? Nada mais a dizer sobre um tema para lá de esgarçado. O apocalipse (não) vem. Mostra-se peça adjacente à história, sua sombra motriz, futuro anterior.
- [QUARTO POR QUARTO](https://sibila.com.br/cultura/quarto-por-quarto/13997) - Nós dois permanecemos girando em todos os sentidos e confundindo as cabeças na penumbra do quarto, e eu entrando de cabeça entre suas coxas (...). Depois nós percorremos o canto do quarto girando em todos os sentidos, eu em cima dela, ela em cima de mim; eu sentei no seu ventre (...). Depois eu e Marilyn Monroe descansamos e ela se encostou na parede e abriu as pernas e eu deitei com a nuca junto ao seu sexo. Permanecemos nessa posição longo tempo, e eu interrompi girando o corpo e beijando os pêlos dela. Eu esfregava a boca e a língua no seu sexo úmido e depois nós passamos a girar novamente e confundir e apertar nossos corpos ao contrário (...). Marilyn Monroe levantou-se nua e disse que nós poderíamos procurar um outro quarto. Eu levantei-me em seguida e eu disse que nós dois saímos nus e entramos no escuro do corredor. Instantes depois nós entramos em outro quarto e eu disse que aquele quarto estava bom. Ela deitou nua na cama que estava encostada à parede e eu disse que iria buscar os dois travesseiros. Eu atravessei o corredor escuro e voltei para o quarto, e apanhei os dois travesseiros que estavam sobre a cama.
- [O Que Há em Ti](https://sibila.com.br/cultura/o-que-ha-em-ti/13994) - Em 16 de março de 2020, em Brasília (capital do Brasil), um haitiano anônimo e desconhecido desafiou o chefe da nação: “Bolsonaro acabou. Você não é presidente mais”. Este cinepoema contrapõe tal situação a duas operações militares da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), comandada pelo Brasil, em 6 de julho
- [Coronavírus radicaliza a vigilância sobre as pessoas](https://sibila.com.br/cultura/coronavirus-radicaliza-a-vigilancia-sobre-as-pessoas/13836) - Diante da pandemia, estamos caminhando para um regime de vigilância biopolítica. Não apenas em nossa comunicação, mas também em nossos corpos: nossa saúde estará sujeita à vigilância digital.
- [Pound, testemunha da crise do ocidente](https://sibila.com.br/critica/pound-testemunha-da-crise-do-ocidente/13971) - Apenas nesse contexto a obra de Pound – ao menos, a partir dos primeiros Cantos – se torna inteligível. Ele é o poeta que com mais rigor e quase com “absoluto descaramento” se colocou diante da catástrofe da cultura ocidental. Bem mais decididamente do que Eliot, ele mora nessa “ terra devastada” – um inferno que, como sugere no “Canto XLVII”, não se pode crer “atravessar depressa”, tal como fez o “reverendo Eliot”.
- [Sobre poetas e prêmios](https://sibila.com.br/critica/sobre-poetas-e-premios/13922) - Há dias em que pensamos na poesia como um antílope morto e nos poetas como os lobos, as hienas e os coiotes que vêm disputar as entranhas, dentes à mostra, rosnando. Há dias em que pensamos na poesia como o painel central do Jardim das Delícias Terrenas, de Hieronymous Bosch, com os poetas como os libertinos nus que, em pequenos grupos, percebem apenas a si mesmos, alguns imersos em uma piscina equilibrando maçãs sobre suas cabeças, outros flutuando juntos em uma bolha, outros ainda cavalgando as costas dos pássaros. Notamos essa miríade de sociabilidades porque somos poetas, e porque a sociabilidade define quem lemos, quem ouvimos e o que pensamos a respeito. Mas as histórias pessoais e os argumentos sobre política e estética que ocupam tanto nosso cérebro são todos irrelevantes para o leitor leigo médio. Como essa pessoa, interessada em poesia mas não envolvida nas lutas e nas alianças, decide o que ler? Enquanto os romances e as memórias recebem atenção periódica da crítica na grande mídia, a poesia é amplamente invisível na cultura americana.
- [Crítica literária hoje](https://sibila.com.br/critica/critica-literaria-hoje/13967) - Aurora Fornoni Bernardini (Domodossola, 8 de julho de 1941) é uma tradutora, romancista, pesquisadora e professora universitária, notória por verter ao português do Brasil obras como "O deserto dos tártaros", de Dino Buzzatti[1], "O exército de cavalaria", de Isaac Babel (em parceria com Homero Freitas de Andrade)[2] e "Indícios Flutuantes", de Marina Tsvetaeva[3]. Em novembro de 2020, a Editora Kalinka anunciou a finalização de nova tradução de Aurora: "O diabo", de Marina Tsvetaeva, que reune parte de sua prosa biográfica escrita entre os anos de 1892 e 1941[4]. Aqui, diferentemente das publicações da WMF Martins Fontes e da Editora Ayiné, optou-se por traduzir o sobrenome da autora como "Tsvetáieva".
- [Chanceler afronta Cabral](https://sibila.com.br/cultura/chanceler-afronta-cabral/13912) - Não foi, felizmente, das mais longas (cerca de 4.500 palavras) a peça de oratória com a qual o chanceler Ernesto Araújo brindou, no dia 22 de outubro passado, os formandos da Turma João Cabral de Melo Neto do Instituto Rio Branco, em Brasília. Mas não sendo especialmente longa, teve o condão de ser longamente equivocada. Na verdade, totalmente. Pois da longa lista de tópicos em que o chanceler se aventurou, nenhum saiu ileso. Teceu o chanceler comentários temerários sobre a poesia, sobre a poesia de João Cabral, sobre a pessoa do poeta João Cabral, sobre o “comunismo” de João Cabral, sobre o comunismo, sobre a pandemia, sobre o patriotismo, sobre o ambientalismo, sobre o cristianismo, sobre o Brasil e o cristianismo, sobre Deus, sobre o Brasil e Deus e um longo etc. (além, obviamente, da diplomacia). Começando pelo final: nem todos os brasileiros creem em Deus; e nem todos os brasileiros ignoram a Constituição – que lhes protege tanto a crença quanto a descrença
- [Trailer - Régis Bonvicino e Rodrigo Dário - Deus devolve o revolver](https://sibila.com.br/poemas/trailer-regis-bonvicino-e-rodrigo-dario-deus-devolve-o-revolver/13964) - https://www.youtube.com/watch?v=ZI1Y6shu0Jo&feature=youtu.be
- [Be(a)ware of the Ast](https://sibila.com.br/english/beaware-of-the-ast/13918) - Be(a)ware of the Ast An essay on Charles Bernstein’s poem "Twelve-Year Universal Horoscope" at The Paris Review. Key: You are going to read a counter-horoscope of the “Twelve-Year Universal Horoscope”[1] by Charles Bernstein. But, you can sense the opposition only if you do not read/hear/listen all text in parentheses— or you read in the manner
- [ENTERRAD BIEN A NUESTROS MUERTOS](https://sibila.com.br/poemas/enterrad-bien-a-nuestros-muertos/13925) - Para Maribel, y para todos sus compañeros sanitarios. Por salvar tantas vidas con tan pocos medios. Y por luchar heroicamente contra un enemigo más que poderoso. Muchos han perdido su vida en ese empeño. ________ Derramáronse todos como una neblina GONZALO DE BERCEO
- [Machado de Assis, 1939](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/machado-de-assis-1939/13876) - Talvez eu não devesse escrever sobre Machado de Assis nestas celebrações de centenário… Tenho pelo gênio dele uma enorme admiração, pela obra dele um fervoroso culto, mas. Eu pergunto, leitor, pra que respondas ao segredo da tua consciência; amas Machado de Assis?… E esta inquietação me melancoliza. Acontece isso da gente ter às vezes por um grande homem a maior admiração, o maior culto, e não o poder amar. Ama-se o Dante menos genial da Vita Nuova, mas me parece impossível a gente amar o Dante mais velho e genialíssimo que compôs o “Inferno”. Ama-se Camões, adora-se Antônio Nobre, mas é impossível amar Vieira. Gonçalves Dias, Castro Alves, Euclides da Cunha são outros tantos grandes artistas que, além de admirar, nós amamos também. Nestes casos felizes, a admiração, o culto, coincide com o amor. Há estima e camaradagem irmanadas. Porque em certos artistas, pela vida e pelas obras que deixaram, perpassam dons humanos mais generosos...
- [Louise Glück, o Nobel e a banalidade do bem](https://sibila.com.br/critica/louise-gluck-o-nobel-e-a-banalidade-do-bem/13898) - Há algo de podre no reino da Suécia. Mas à diferença da antiga podridão hamletiana do vizinho reino da Dinamarca, não se trata do podre da política transformada em crime, mas da simples podridão da presença de um cadáver. Do cadáver caído em uma sala da Academia Sueca. O cadáver do Prêmio Nobel de Literatura. Em compensação, seus pares gozam de perfeita saúde. Principalmente os três prêmios científicos: Física, Química e Fisiologia ou Medicina. A boa saúde dos prêmios científicos se deve ao fato de eles serem científicos.
- [Sobre Nicanor Parra](https://sibila.com.br/critica/sobre-nicanor-parra/13863) - Nicanor Parra (1914-2018) foi o um poeta chileno quase contemporâneo de Pablo Neruda (dez anos mais novo), que se tornaria famoso e popular em seu país pelo que chamou de “antipoesia”, um estilo em nada aparentado às vanguardas do século XX, apesar do nome, mas se baseava tão somente em certa leveza irônica, chistosa e coloquial, que pretendia antepor um poeta “chapliniano” ao que via como “aura” poética. Em termos de linguagem, o anti- de sua poesia revela toda sua pertinência, pois praticava o registro coloquial. Era irmão da famosa cantora e compositora engajada Violeta Parra. O texto a seguir sintetiza sua obra e seu lugar na poesia chinela e hispânica contemporânea. Em Altazor, Huidobro se vangloriou de ser "antipoeta e mago". Não era verdade: ele foi mágico demais para ser antipoético. Antipoeta e mago era Neruda. E Parra apenas o primeiro. E com isso digo tudo. Pois acaba de sair [2006] o segundo volume de suas Obras completas & algo +
- [Sheng Keyi, uma escritora chinesa de hoje](https://sibila.com.br/cultura/sheng-keyi-uma-escritora-chinesa-de-hoje/13895) - O “ar da realidade” de que fala Sheng Keyi fê-la rodopiar para a fama relativa, primeiro nos círculos literários do Sul da China e de Pequim, depois nos Estados Unidos da América, com a publicação em inglês de Northern Girls, livro que recebeu largos elogios da crítica e foi finalista do Man Asian Literary Prize. Pelo meio, escreveu de tempos a tempos uma coluna de opinião no The New York Times.
- [The Troubles](https://sibila.com.br/english/the-troubles/13893) - Mrs. Trouble: We are in trouble, Mr. Trouble! Mr. Trouble: Yes. I know, Mrs. Trouble. There are troubles, troubles & more troubles. Mrs. Trouble: You know, Mr. Trouble. We’ve been in trouble all the way. Mr. Trouble: Course I know, Mrs. Trouble. What troubles me is we are in more & more trouble. Mrs. Trouble:
- [A covid-19 passa, a cultura morre](https://sibila.com.br/cultura/a-covid-19-passa-a-cultura-morre/13890) - Nota oficial do Teatro Regio di Torino O Teatro Regio di Torino quase certamente cancelará a temporada 2020/21, ação provavelmente seguida nas próximas semanas por outros teatros, ópera etc, em todo o território nacional; e é claro que estamos falando dos cinemas que tentaram reabrir após o fechamento, porque muitos nem mesmo reabriram suas portas.
- [Música: desemprego massivo](https://sibila.com.br/cultura/musica-desemprego-massivo/13887) - Não sei se o público percebeu o quão ruim é a situação de e para milhões de profissionais das artes no mundo. Nos EUA, a lendária “Metropolitan Opera” de Nova York anunciou que fechou até setembro de 2021, músicos, coro, técnicos do palco etc. Ela nada paga desde abril passado. Broadway está fechada até junho
- [Covid 19: uma doença da civilização](https://sibila.com.br/cultura/covid-19-vacina-por-si-so-nao-evitara-mortes/13852) - Cientistas de todas as áreas se mobilizaram para estudar a e tratar da COVID-19: nunca havia ocorrido um fenômeno parecido. Provavelmente, a última mobilização semelhante da comunidade científica aconteceu no início da ocorrência da AIDS, mas naquela época a comunicação era bem mais lenta. Hoje as pesquisas acontecem aos milhares, envolvendo grande contingente de pesquisadores, de forma acelerada e globalizada. Existem mais de 100 vacinas sendo desenvolvidas paralelamente ao redor do mundo
- [Um poema de Nelly Sachs](https://sibila.com.br/novos-autores/um-poema-de-nelly-sachs/13867) - Nelly Sachs (1891-1970) foi uma poeta e tradutora sueco-alemã de origem judaica. Através da intercessão da autora Selma Lagerlöf (Prêmio Nobel em 1909) junto à família real sueca, conseguiu fugir da Alemanha com sua mãe dias antes de ser enviada a um campo de concentração nazista. Décadas depois, Sachs descreve sua obra como “representação da
- [Um poema do excelente Edgar Pou](https://sibila.com.br/novos-autores/um-poema-do-excelente-edgar-pou/13872) - Um poema do excelente Edgar Pou Edgar Pou, é, a meu ver, o autor da poesia mais inventiva e corajosa do Paraguai dos últimos 15 anos. É editor da pioneira editora “kartonero de Paraguay”. Pou toca as teclas do espanhol e do guarani ao mesmo tempo, sem tornar seus poemas exóticos e decorativos, mas críticos,
- [Poema de João Rasteiro](https://sibila.com.br/novos-autores/poema-de-joao-rasteiro/13870) - Deus, ecce deus “(Penso no que o medo vai ter e tenho medo que é justamente o que o medo quer)” Alexandre O'Neill Rubro soltou-se o vírus. O medo aspira o corpo para dentro dos bofes da palavra. Asfixia as coronárias. Enxerto-me na rendição à luz e “penso no que o
- [VÍRUS BIOLÓGICOS x CULTURAIS](https://sibila.com.br/critica/virus-biologicos-x-virus-culturais/13831) - A arte, com sua data de validade vencida, ganha uma bula, o conceito, a “proposta”, e a bula, por sua vez, toma o lugar do antigo remédio, que se torna seu adereço. Arte conceitual é a arte do conceito. Mas a arte do conceito é a filosofia. Artistas conceituais são artistas debilitados armados de doses homeopáticas de filosofia anêmica. Isso abriu o sistema imunológico da arte para a infestação derradeira do mercado. Se o moderno mercado de arte existia desde o fim do século XIX, amparado pela nova grande burguesia, no fim do século XX a mercantilização de uma arte anêmica serviu-lhe de último e devastador suporte de sobrevivência. Em termos marxistas, a arte não é mais nada além de produto. A arte não é mais nada. Nada, em todo caso, de significativo para a cultura e a civilização. O outro elemento que contribuiu para a grande patologia terminal da arte foi, também, efeito colateral do modernismo senso lato. Com a anemia da matéria e da forma do objeto artístico, que levou à sua extinção...
- [SOBRE RUBEM FONSECA](https://sibila.com.br/critica/sobre-rubem-fonseca/13847) - O escritor Rubem Fonseca, recém falecido aos 94 anos, não morreu pelo coronavírus: foi infarto. Isto dito, o relato da morte do homem deve também incluir o relato da morte do escritor que ele foi. Ou que não foi: ao contrário do que parece consagrado, Rubem Fonseca não é o maior autor de literatura policial do Brasil. Porque ele não escrevia livros policiais. Livros policiais que não são sobre policiais, mas sobre investigações criminais. Haver ou não policiais é opcional. O fundamental é haver um crime e seu desvendamento. A galeria dos grandes solucionadores literários de crimes (Auguste Dupin, de Poe, Sherlock Holmes, de Doyle, padre Brown, de Chesterton, Sam Spade, de Hammett, Philipp Marlowe, de Chandler e Nero Wolf, de Stout) é toda de detetives, não de policiais. Apenas um – e ainda que o maior de todos –, Jules Maigret, de Simenon, pertence à polícia. Nos livros de Rubem Fonseca, salvo as exceções (que são também suas piores obras), há crimes...
- [ENTREVISTA DE CARMEN LINARES, CANTAORA FLAMENCA](https://sibila.com.br/cultura/entrevista-de-carmen-linares-cantaora-flamenca/13776) - Carmen Linares é considerada uma das mais completas cantaoras vivas de sua geração, que inclui cantaores como Camarón de la Isla (1950-1992), este um ano mais velho do que Carmen. A propósito, se estivesse vivo Camarón completaria 70 anos em 2020. Carmen se inclui igualmente no rol de grandes cantaoras de todos os tempos. Ela domina uma variedade extensa de estilos flamencos, cantando-os de forma densa e intensa. Ela deu voz a todos os grandes poetas espanhóis, de Lorca a Alberti, de Hernández a Machado.
- [Teoria e prática do duende](https://sibila.com.br/critica/teoria-e-pratica-do-duende/13786) - Desde de 1918, quando ingressei na Casa de Estudantes de Madri, até 1928, quando a abandonei, ao terminar meus estudos de Filosofia e Letras, ouvi naquele refinado salão – para onde acorria a velha aristocracia espanhola com o fim de corrigir sua frivolidade de praia francesa – cerca de mil conferências. No desejo de ar e de sol, me aborreci tanto que, ao sair, me sentia coberto por uma leve cinza, quase a ponto de se transformar em pó-de-mico. Não. Eu não gostaria que entrasse na sala essa terrível mosca do aborrecimento que costura todas as cabeças com um fio tênue de sono e põe nos olhos dos ouvintes pequenos tufos de pontas de alfinete. De um modo simples, com o registro que, em minha voz poética não tem luzes de madeiras, nem curvas de cicuta, nem ovelhas que subitamente são facas de ironias, tentarei dar a todos uma simples lição sobre o espírito oculto da dolorida Espanha. Quem se encontra na pele de touro que se estende entre os rios Júcar, Guadalete, Sil...
- [As musas sugadas dos Stones](https://sibila.com.br/cultura/as-musas-sugadas-dos-stones/13793) - Olhe para Jagger hoje, ainda brincando e tendo bebês com meninas com menos de metade da sua idade, deixando um rastro de mulheres quebradas e relacionamentos fraturados em seu caminho. Ele é o patriarcado feito carne, um pau grisalho de luxúria egoísta, um homem que nunca cresceu.
- [La Madrugá](https://sibila.com.br/cultura/la-madruga/13812) - A falta que La Madrugá me fez este ano!... O meu agnosticismo resistente não me permite apreciá-la como coisa religiosa. Mas suspeito que também muito poucos dos que nela participam a entendem desse prisma. Mesmo os que têm fé. A mim, tudo aquilo me parece muito pagão (sobretudo se ouvirmos os piropos, que saem da multidão, dirigidos às santas nas procissões). Nem me lembro de quando comecei a assistir, mas foi ao lado do meu pai, na TV, quando em Portugal quase não havia horas de transmissão televisiva e, para nós, os da raia, a televisão espanhola era a salvação para uma interioridade e um isolamento, local e nacional, extremos. Digamos que aquele fim da Quaresma nos ligava ao mundo. E fazíamo-nos “meio-espanhóis”. Deve ser por isso que entendi sempre tão bem esse estar “entre” de que fala o Bhabha, o que me levaria também a estudar a emigração portuguesa. Mas deixemos as elucubrações de ordem académica e voltemos ao que importa
- [Carmen Linares recomenda para esses tempos de cornavírus](https://sibila.com.br/impacto/carmen-linares-recomenda-para-esses-tempos-de-cornavirus/13806) - https://web.whatsapp.com/ https://www.facebook.com/carmenlinaresoficial/videos/244050546682747/
- [Notícias de Charles Bernstein](https://sibila.com.br/impacto/noticias-de-charles-bernstein/13802) - Ted Greenwald and I wrote The Course during the last year of his life. He was house- and hospital-bound that year, as he had been for a time before that. We went back and forth, line for line sometimes, a couple of times in person, otherwise email. 12,000 lines, 81 poems, 350 pages. New from ROOF, available at
- [Sobre os prefácios](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/sobre-os-prefacios/13730) - Verifiquei que se trata de assunto totalmente inédito. Verifiquei que não existe no mundo livro nenhum sobre esse tema. Não há fontes nem referências. Os prefácios nem sequer têm verbete nas enciclopédias de termos literários. Como vou escrever sobre isso? As enciclopédias comuns, Britannica, Larousse, Treccani, Brockhaus, também estão caladas a respeito. Só a espanhola, a Espasa-Calpe, tem várias páginas sobre a Praefatio, que faz parte da missa católica; e continua, depois, dizendo que prefácios também se chamam as páginas introdutórias que autores ilustres escrevem para recomendar ao público os livros de confrades ainda não famosos, e que isso se faz, muitas vezes, por mera gentileza ou por camaradagem, o que seria um deplorável caso de corrupção literária. São expressões muito fortes. E injustas. Prefácio feito por complacência também é aquele que Théophile Gautier, então poeta famoso, escreveu para introduzir Les Fleurs du Mal, do poeta então ainda não famoso...
- [Veja e ouça Carmen Linares no filme Flamenco de Carlos Saura](https://sibila.com.br/cultura/veja-e-ouca-carmen-linares-no-filme-flamenco-de-carlos-saura/13782) - https://www.youtube.com/watch?v=ylf8ii8o4Z8
- [Sim, é o fim do mundo](https://sibila.com.br/cultura/sim-e-o-fim-do-mundo/13771) - Dado que o mundo atual é, de qualquer forma, insustentável, ele tem duas e apenas duas alternativas: mudar ou se extinguir. Em ambos os casos (e a despeito de como e quando), será o fim deste mundo.
- [Arte e coronavírus](https://sibila.com.br/arte-risco/arte-e-coronavirus/13767) - O pintor e escritor espanhol Pepe Cerdá reflete sobre a reclusão pelo coronavírus, a importância da arte, a economia, a política e o “dia seguinte”. Como você vive esses dias de confinamento? Com absoluta serenidade. Recordo Stefan Zweig, de seu livro de memórias, O mundo de ontem, especialmente o prólogo, no qual ele conta como seu mundo, sua vida, sua identidade foram repentina e repetidamente destruídos. Recordo Fernando Fernán Gómez, do filme que David Trueba e Luis Alegre fizerem entrevistando-o, chamado A cadeira de Fernando, especialmente quando Fernan Gómez, velho, os faz saber, não porque supõe, mas porque sabe – como os idosos costumam falar sobre coisas importantes a seus jovens amigos –, como os privilégios de inquilina viúva não ajudaram sua mãe a evitar ser despejada de sua casa para abrigar um padre, após a guerra civil. Foi tão fácil quanto mudar a lei que protegia sua mãe por outra, que protegia o padre. Lembro-me das Memórias de Arthur...
- [Oligarcas da literatura](https://sibila.com.br/critica/oligarcas-da-literatura/13738) - Anos atrás, quando eu estava tentando me destacar como escritor, um proeminente romancista indiano, que eu admirava, me disse que eu estava sendo um tolo por pensar que minha ficção – influenciada pelos modernistas americanos e europeus que eu crescera lendo – seria aceita pelo clube de garotos brancos que governava a publicação em Nova York – os garotos ricos que definiam o que é cool, e, por extensão, que foram publicados, lidos e receberam atenção. Ele me disse para começar a usar um turbante e escrever um romance corajoso, mas também celebratório, sobre os sikhs na Califórnia, onde eu cresci – ser o informante nativo dos brancos entediados dos EUA em busca de uma nova etnia para descobrir, consumir e finalmente descartar. Dessa maneira, ele disse, estabeleceria meu caminho mais seguro até um lugar melhor do mundo literário. Eu ignorei seu conselho e disse isso a ele. O que ele descreveu me pareceu autocanibalização. Para mim, o ponto principal da escrita – ao menos, da boa escrita
- [Descobertas de pesquisadores brasileiros apontam tratamento pulmonar para pacientes com quadro agudo causado pelo coronavírus](https://sibila.com.br/impacto/descobertas-de-pesquisadores-brasileiros-apontam-tratamento-pulmonar-para-pacientes-com-quadro-agudo-causado-pelo-coronavirus/13765) - Uma pesquisadora brasileira e seu grupo, a profa. dra. Marisa Dolhnikoff, do Departamento de Patologia da FMUSP, chegaram nos últimos dias a descobertas fundamentais sobre os mecanismos envolvidos na falência pulmonar causada pelo novo coronavírus, principal causa de morte da pandemia. Foi detectada a existência de microinfartos nos vasos dos alvéolos, além de confirmada
- [Coronavírus: democracia em coma](https://sibila.com.br/cultura/coronavirus-democracia-em-coma/13721) - A prevenção teria custado cerca de 1,2 bilhão de dólares; os prejuízos com a nova pandemia devem chegar a 2 trilhões; os custos humanos serão muito mais altos. Há um erro nessa colocação. Não se trata de uma “crise global de saúde”, mas de uma crise global de governança. A falta de prevenção deixou o isolamento em massa, e o consequente desastre econômico, como única alternativa. O desastre econômico e a crise humanitária não serão, portanto, causados pela pandemia viral em si, mas pela endemia de omissões governamentais.
- [The Wall Street Inferno](https://sibila.com.br/english/the-wall-street-inferno/2424) - Written in New York in the 1870s, Canto X of the monumental verse epic O Guesa errante (Wandering Guesa) by the Brazilian poet Joaquim de Sousândrade (1833-1902), an episode also known as "The Wall Street Inferno," presents a Dantesque vision of the Gilded Age of American capitalism. Before his 14-year New York sojourn, Sousândrade, a native of Maranhão (Northeastern Brazil), had studied in Paris and traveled widely in France, Portugal, and England.
- [O Inferno de Wall Street, Sousândrade](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/o-inferno-de-wall-street-sousandrade/13743) - — Roma, começou pelo roubo; New York, rouba a nunca acabar, O Rio, antropófago; = Ofiófago Newark ... tudo pernas pra o ar ...
- [Three digital books by Maxwell Owen Clark](https://sibila.com.br/english/three-digital-books-by-maxwell-owen-clark/13734) - http://writing.upenn.edu/epc/library/Clark-Maxwell_Poesies.pdf http://writing.upenn.edu/epc/library/Clark-Maxwell_Positive-Separation_2016.pdf http://writing.upenn.edu/epc/library/Clark-Maxwell_Vows-of-Poverty.pdf
- [Coronavírus](https://sibila.com.br/poemas/coronavirus/13728) - Porto Interior Todo de preto o ferreiro lixa as arestas do encaixe da carcaça faíscas uma câmara frigorífica o som do atrito dos pneus no asfalto vespas uma flor de lótus num tapume prédios esguios, baixos lojas no térreo uma toalha cai de um cabide na janela a fumaça dos carros sobe vasos, raízes aéreas
- [Jackson do Pandeiro em filme de Ivan Cardoso](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/jackson-do-pandeiro-em-filme-de-ivan-cardoso/13726) - Estrelando JACKSON DO PANDEIRO Direção IVAN CARDOSO Trilha Musical CHICLETE COM BANANA (de Gordurinha e Almira Castilho) Participação Especial JOÃO "TINDA" GOMES NEUZA FLORES DOS ANJOS Fotografia RENATO LACLETTI Montagem GURCIUS GEWDNER Produção Executiva CARMEN GOMES LABOCINE BRASIL TOPÁZIO FILMES Ano 1977 / 2012 Duração 2' 33"
- [Oco, de Rodrigo Dário](https://sibila.com.br/novos-autores/oco-de-rodrigo-dario/13724) - https://soundcloud.com/amphis/oco
- [O TOUREIRO MANOLETE](https://sibila.com.br/cultura/o-toureiro-manolete/13702) - Manolete nasceu em 1917 e é por isso que sua juventude, ou seja, sua curta vida (morreu em 1947) transcorreu durante uma guerra (a Guerra Civil) e um pós-guerra espanhóis. Foi nesse pós-guerra de Espanha que ele alcançou fama e glória como nenhum outro artista. Por isso sobre ele, sobre um toureiro, recaiu por muito tempo a questão da possibilidade da arte – diga-se aqui, a tourada –, depois de uma guerra interna devastadora. Uma pergunta que, obviamente, se formula em um sentido moral porque, como é sabido, houve tourada no decorrer da guerra e no pós-guerra. E houve grandes mestres a partir de 1936. Porém, a questão é se a tourada, que pressupõe um povo alegre e livre, já havia perdido seu significado, quando a arena nada mais era do que a própria nação; quer dizer, a plaza de toros deixara de ser um fórum irredento e insubordinado ou não? Diferente do poeta ou do pintor, o toureiro, por mais que padeça de solidão, não pode se dizer (existir) sem a arena
- [Mário de Andrade gay?](https://sibila.com.br/critica/mario-de-andrade-gay/13663) - Ao lermos a biografia de um escritor ligado aos movimentos de vanguarda da literatura da primeira metade do século XX, a sensação de contradição é inevitável. Autores que trabalharam pela implosão da estrutura narrativa do romance de talhe oitocentista, podem ter as suas vidas narradas como uma harmoniosa sucessão de eventos, perfeitamente articulados, oferecendo assim uma visão coerente de suas existências? Em especial a partir da segunda metade do século XX, os pesquisadores da literatura brasileira têm sido pródigos na interpretação das trajetórias de nomes expressivos do assim chamado modernismo brasileiro. Sem contar os estudos monográficos, de história e crítica literária, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Patrícia Galvão e Clarice Lispector, apenas para citar alguns, já foram biografados, por vezes em mais de uma obra. Em meio a levas e levas de biografias, permanecia uma ausência: Mário de Andrade. Rios de tinta correram.
- [Defend Brazil’s culture](https://sibila.com.br/cultura/defend-brazils-culture/13690) - Dear Colleagues: The Fundação Casa de Rui Barbosa is under serious threat. The Ministry of Tourism has ordered the dismissal of Antonio Herculano Lopez, the Director of the Center of Research, as well as the heads of the different research sectors, in order to dismantle the research profile of the institution. I, and eight other
- [Entrevista inédita com João Cabral](https://sibila.com.br/critica/entrevista-inedita-de-joao-cabral/3080) - O website Sibila vai, vez ou outra, publicar a revista Sibila em pdf. Lançamos agora o número 13, dedicado inteiramente a João Cabral de Melo Neto (1920-1999), em razão dos dez anos de sua morte. Nas mais de 130 páginas que compõem este número, exclusivamente digital, o leitor poderá acompanhar o depoimento mais longo já
- [A Sibila recomenda a Livraria MEGAFAUNA](https://sibila.com.br/impacto/a-sibila-recomenda-a-livraria-megafauna/13678) - O centro de São Paulo perdeu livrarias ao longo das últimas décadas, ao mesmo tempo, ele passa por uma renovação e recebe novos moradores que gostam de ler. A MEGAFAUNA vai ser um ponto de encontro, um lugar para comprar livros, mas igualmente para receber pessoas e vai ser um espaço de eventos ligados à
- [JOAQUIM NABUCO](https://sibila.com.br/cultura/joaquim-nabuco/13675) - Em 19 de agosto, o calendário registrou o nascimento de um dos grandes do Brasil, e o primeiro diplomata brasileiro em Washington – no mesmo período em que um indivíduo sem qualificação desejava ocupar o posto de embaixador nos Estados Unidos. Um escarro na memória do país. Outra e melhor memória está, talvez, nos muitos
- [O DESTINO DA LITERATURA](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/o-destino-da-literatura/13672) - É a primeira vez que faço o que nós brasileiros convencionamos chamar conferência literária. Na forma que nós o naturalizamos é um gênero de literatura fácil e ao mesmo tempo difícil, e isto porque ele não só exige de quem o cultiva saber nas letras, habilidade no tratar o assunto, elegância na exposição, mas também porque impõe outras qualidades ao conferencista, que, quase de nenhum valor, para o sucesso, nas demais modalidades de atividade literária, são, entretanto, capitais e indispensáveis para nele se obter um bom resultado.
- [A ARTE BRUTA](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-arte-bruta/13665) - O primeiro “representante” da brutal art (ignorando os antecessores, que a praticaram antes do movimento ser reconhecido), foi o suíço Adolf Wölfli [1864-1930], criador de vasto trabalho musical e de artes plásticas. Desenvolveu uma doença psiquiátrica, após ter sido abusado física e sexualmente na infância, e ter se tornado órfão aos 10 anos. Cresceu em lares adotivos, trabalhou como lavrador e entrou brevemente no exército, mas logo foi condenado por uma tentativa de abuso sexual infantil e preso. Solto, voltou a cometer crime semelhante, sendo então internado, em 1895, no manicômio judicial Waldau, em Berna (Suíça), onde passou o resto de sua vida adulta. Sofria de psicose, com alucinações intensas. Em algum momento após ser internado, começou a desenhar; seus primeiros trabalhos sobreviventes (muitos foram destruídos por ele próprio) datam de 1904. Um médico de Waldau, Walter Morgenthaler, com um interesse especial no trabalho de Wölfli, publicou em 1921 o livro Ein Geiteskranker als Künstler, fazendo o mundo da arte se interessar por Wölfli;
- [POLITICAMENTE CORRETO?](https://sibila.com.br/cultura/o-politicamente-correto-como-arma-de-quem/13625) - No recente episódio do governador distrital [de uma região de Madrid] Guillermo Zapata com suas piadas machistas, afirmei que não iria pedir sua renúncia. Minha posição gerou naturalmente, e eu compreendo, críticas de feministas e companheiras, que imediatamente pensaram que esta atitude fora tomada a partir de minha nova condição de deputada do Podemos.[3] Essa é a explicação fácil, mas não a verdadeira. De mim nunca haverá um tuíte ou texto que peça a renúncia de alguém por uma expressão machista ou homofóbica proferida fora de contexto ou como piada. Outra coisa é uma opinião sustentada ao longo do tempo, e da qual se pode assumir que influenciará a ação política. É a opinião e a ação política que devem ser julgadas politicamente, não a piada ou uma frase descontextualizada; e, em todo caso, responsabilidades políticas podem ser demandadas de pessoas que se dedicam à política, mas não daquelas que dão essas opiniões no contexto de sua vida pessoal ou antes de se envolverem na vida pública. De qualquer forma, é importante pressupor que uma piada não seja a expressão política.
- [O gueto de Varsóvia](https://sibila.com.br/cultura/o-gueto-de-varsovia/13657) - Em um dia de outubro, eu andava pela rua Nowy Swiat em direção à avenida Jerozolimskie, 23, 2º portão, 1º andar, onde funcionava a RGO [Rada Główna Opiekuncza], Assistência Social Polonesa, onde eu jantava quase todos os dias. Estava atrasado, de modo que me apressei para não encontrar a cozinha fechada. A rua estava repleta de pessoas. De repente, notei entre a multidão dois rapazinhos: um parecia ter dezesseis anos, o outro, treze. Como através de uma névoa, o rosto do mais velho me parecia o de alguém conhecido do gueto. Logo desconfiei que eram crianças judias sem lar. É impossível, pensei, já se passaram alguns meses desde a destruição total do gueto. Quase todo dia prendiam e executavam judeus que se escondiam no lado ariano. Sobreviver na selva da ocupação exigia energia e sagacidade. Nem judeus adultos suportavam a luta diária pela vida, quanto mais crianças. Repentinamente, nossos olhos se cruzaram. Foi o suficiente para dissipar qualquer dúvida. Com certeza existe muita verdade no dito de que um judeu reconhece outro a distância. Resolvi aproximar-me deles, mas para estabelecer...
- [CURDOS: CORPO ESTRANHO](https://sibila.com.br/cultura/curdos-um-corpo-estranho-na-geopolitica-moderna-2/13650) - Os curdos, um antigo e grande povo (cuja população é de cerca de 35 milhões), são um corpo estranho – em bem mais de um sentido. Primeiro, porque grandes minorias deles estão incrustadas em quatro países, Turquia, Síria, Iraque e Irã, sem que eles sejam turcos, árabes ou iranianos (mas curdos). Segundo, porque não sendo nada disso, pouco gente sabe o que sejam. Terceiro, porque apesar de serem um dos povos mais antigos do mundo, são um dos mais desconhecidos. Quarto, porque são o maior povo sem seu próprio Estado do mundo contemporâneo. Seguindo a máxima de Brecht, “Triste do país que precisa de heróis” (aqueles com problemas que põem em risco sua existência, por exemplo): a nação curda seria, então, tristíssima – pois precisa muito de heróis. Mas de heróis os curdos, infelizmente (porque afinal os têm, e os têm porque deles precisa) não carecem, como Abdulah Ocalan, fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, preso há 20 anos na Turquia, como parte de uma pena de morte comutada para prisão perpétua. Ou como os milhares de combatentes anônimos do Peshmerga
- [DECLARAÇÃO DE REBELIÃO](https://sibila.com.br/cultura/declaracao-de-rebeliao/13562) - Consideramos o seguinte como verdade: Esta é a nossa hora mais sombria. A humanidade se encontra envolvida em um evento sem precedentes em sua história. Um evento que, a menos que seja imediatamente enfrentado, nos lançará ainda mais na destruição de tudo o que nos é caro: esta nação, seus povos, nossos ecossistemas e o futuro das gerações por vir. A ciência é clara: estamos no sexto evento de extinção em massa, e enfrentaremos uma catástrofe se não agirmos com rapidez e rigor. A biodiversidade está sendo aniquilada em todo o mundo. Nossos mares estão envenenados, acidificados e em elevação. Inundações e desertificação tornarão vastas extensões de terra inabitáveis, levando à migração em massa. Nosso ar é tão tóxico que o Reino Unido está infringindo a lei. Isso prejudica os fetos enquanto faz com que dezenas de milhares morram. O colapso do nosso clima começou. Haverá mais incêndios florestais, supertempestades imprevisíveis, aumento da fome e uma seca incalculável, à medida que os suprimentos de alimento e a água doce desaparecem.
- [Entrevista de Marcel Duchamp](https://sibila.com.br/cultura/entrevista-de-marcel-duchamp/13647) - https://www.youtube.com/watch?v=DzwADsrOEJk&feature=share&fbclid=IwAR2D9dujRx0DEuAQR_EUW5vsQLMTbJ4Ktc5nVkAezUuOibn1Nq57BRVgvCI
- [Biografia de Ester Grinspum](https://sibila.com.br/arte-risco/biografia-de-ester-grinspum/13638) - https://www.facebook.com/GaleriaRaquelArnaud/videos/677091516100362/?t=2
- [Poeta Ashraf Fayadh preso](https://sibila.com.br/poemas/poeta-ashraf-fayadh-preso/13634) - O governo saudita é oficialmente uma monarquia. Isto é meia verdade, o que significa uma mentira inteira. O regime saudita, na verdade, é uma “monarcoteocracia”, resultado de uma mistura entre o absolutismo da Casa Saud e a teocracia wahabita. Todos os grupos considerados de terror contemporâneos são wahabitas – incluindo a Al Qaeda (Osama bin Laden era saudita, assim como todos os planejadores e participantes do 11 de Setembro), o Estado Islâmico etc. Na Arábia Saudita matam-se por apedrejamento, entre outros, mulheres “adúlteras”, gays e “apóstatas” (os que abandonam a prática da religião). Já ladrões têm “apenas” as mãos amputadas. Tudo seguindo a shariá, a lei islâmica.
- [Os primeiros atos da Pós-História](https://sibila.com.br/poemas/os-primeiros-atos-da-pos-historia/13621) - Orson Welles (que faz o papel de diretor de cinema no filme La Ricotta de Pier Paolo Pasolini) lê o poema de Pasolini a um jornalista. Episódio do filme coletivo Relações Humanas de Roberto Rossellini, Jean-Luc Godard, Pier Paolo Pasolini e Ugo Gregoretti. Em La Ricotta Stracci representa um personagem icônico da fome do terceiro mundo, num jogo de metalinguagem, no qual um diretor marxista (Orson Welles) realiza um filme na periferia de Roma baseado na Paixão de Cristo.
- [CURDOS: UM CORPO ESTRANHO NA GEOPOLÍTICA MODERNA](https://sibila.com.br/cultura/curdos-um-corpo-estranho-na-geopolitica-moderna/13626) - Os curdos, um antigo e grande povo (cuja população é de cerca de 35 milhões), são um corpo estranho – em bem mais de um sentido. Primeiro, porque grandes minorias deles estão incrustadas em quatro países, Turquia, Síria, Iraque e Irã, sem que eles sejam turcos, árabes ou iranianos (mas curdos). Segundo, porque não sendo nada disso, pouco gente sabe o que sejam. Terceiro, porque apesar de serem um dos povos mais antigos do mundo, são um dos mais desconhecidos. Quarto, porque são o maior povo sem seu próprio Estado do mundo contemporâneo. Seguindo a máxima de Brecht, “Triste do país que precisa de heróis” (aqueles com problemas que põem em risco sua existência, por exemplo): a nação curda seria, então, tristíssima – pois precisa muito de heróis. Mas de heróis os curdos, infelizmente (porque afinal os têm, e os têm porque deles precisa) não carecem, como Abdulah Ocalan, fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, preso há 20 anos na Turquia, como parte de uma pena de morte comutada para prisão perpétua. Ou como os milhares de combatentes anônimos do Peshmerga
- [Nick Cave fala sobre o Brasil](https://sibila.com.br/cultura/nick-cave-fala-sobre-o-brasil/13345) - Pergunta:Você acha que coisas como os esquadrões da morte, poluição e bebês nascendo sem cérebro no Brasil causaram uma impressão duradoura em você e sua música? Cave: Eu acho que o Brasil é um país notável pelo tipo de corrupção política e brutalidade do governo e “notável” pela situação social lá e o que ele,
- [Bolsodória ataca universidade em processo kaftiano](https://sibila.com.br/cultura/bolsodoria-ataca-universidade-em-processo-kaftiano/13544) - Os deputados governistas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) prometem escrever um Processo mais fajuto que o do Kafta brasílico: criaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) especialmente para investigar os gastos das Universidades públicas do Estado de São Paulo. A ideia em si mesma é esdrúxula, considerando o regime cada vez mais apertado em que vivem as Universidades brasileiras, de que não são exceção as paulistas. Nada deteve os deputados, animados pela aberta hostilidade dos governos Bolsonaro e Doria contra a ciência e a cultura. A hostilidade vai a ponto de o primeiro ter dito que eram as universidades privadas que mais produziam pesquisa no Brasil, o que contraria todos os dados a respeito, os quais creditam mais de 90 % das pesquisas no país às públicas...
- [Entrevista de Régis Bonvicino a Joca Reiners Terron](https://sibila.com.br/cultura/entrevista-de-regis-bonvicino-a-joca-reiners-terron/13178) - Os anos 1970 foram confusos: não tinham a força dos anos 1960 mas apenas a persistência da contracultura, já meio diluída, e aqui seguia uma ditadura; tudo muito confuso, tudo já muito “dado”, “decidido”. Eu acho que entrei em fuga da mpb no começo dos anos 1980. E daí perdi – ideologicamente – contato com esse universo; quando eu mantinha contato, não me sentia à vontade. Me interessava mais o confronto proposto, em uma época, pela mpb do que a mpb em si.
- [it's gonna be](https://sibila.com.br/novos-autores/its-gonna-be/13606) - https://soundcloud.com/anothertrickster/its-gonna-be?fbclid=IwAR24WvamaU7vmEZSCDaNisP-RL3qnCZJ1uzZIn3zgHlaBI2ygJuPIVSgr_s
- [A grande soprano brasileira Caroline De Comi](https://sibila.com.br/cultura/a-grande-soprano-brasileira-caroline-de-comi/13582) - https://www.youtube.com/watch?v=CjOB6kGCfNA&feature=share&fbclid=IwAR2jk6y5lUA4Fs0UCBCuFXyFc03IDEre_UQr_epT8bcUCz453KLRGFPTZqQ Caroline De Comi Nascida em São Paulo, é soprano coloratura atuante não apenas no repertório operístico como na música de câmara e contemporânea, Caroline De Comi é uma das mais versáteis cantoras líricas brasileiras da nova geração. Dentre seus trabalhos mais recentes está Rainha da Noite, na ópera A Flauta Mágica de W.
- [Rodrigo Dário](https://sibila.com.br/novos-autores/rodrigo-dario/13571) - https://soundcloud.com/d_rw https://soundcloud.com/rodrigodario https://deliriorecords.bandcamp.com/
- [Dois poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/dois-poemas-6/13599) - ainda assim arriscar um poema que não seja cálculo que a forma fosse subtraída como em um assalto de próposito só impulso de pensamento um fluxo de algo que surge como o que é inexplicável meio sem querer todo desejo de escrever poesia sem tempo ou espaço é cartada sem curinga como um blefe de
- [A miséria da riqueza](https://sibila.com.br/cultura/a-miseria-da-riqueza/13555) - Em uma pequena grande epifania numa esquina de sol, tive a revelação de que, se para se comer uma única vez uma mísera coxinha de frango num boteco de merda, gera-se tanto lixo inorgânico quanto a soma de um prato de plástico, várias embalagens semivazias de sachês de plástico de ketchup, um pote de plástico de sachês, uma garrafa de plástico de 200 ml e um ou dois canudinhos de plástico em embalagens plásticas individuais, fodeu. É preciso, portanto, destruir o capitalismo. Não por uma questão ideológica, mas lógica: ou se destrói o capitalismo ou o capitalismo destruirá a civilização. O capital é uma “divindade”, creio que Marx o disse.
- [NOK NOGUEIRA](https://sibila.com.br/poemas/nok-nogueira/13589) - Nok Nogueira é o poetônimo de Emílio Miguel Casimiro, nascido em Luanda a 24 de dezembro de1983 – em plena guerra civil. Atua no panorama da Comunicação Social angolana como jornalista. É autor de quatro livros: Sinais de sílabas (2004); Tempo Africano (2006); Jardim de Estações e As Mãos do Tempo (2012). Neste último, observável é a mescla com a prosa, em uma disposição pouco tributária a acentos reconhecíveis da tradição poética africana escrita em português, no período pós-colonial. Montada em blocos compactos – frases em disposição narrativa, cesuradas numa concepção de linha/verso –, distribuídos em 5 seções – “Analogia”, “Transversalidade”, “Onomatopeia”, “Simetria” e “Evocação” –, sua reunião mais recente parece pulsar no extremo das menções a um legado local. É o que pode se observar a partir de um toque evocativo e um campo simétrico de imagens, componentes de um conhecido tonus trabalhado entre o ativismo e a decantação da terra (algo que os autores dos anos posteriores à independência de Angola não deixaram de manter em seus projetos).
- [DISCO DUBLÊ](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/disco-duble/13584) - Considerável para a arte de narrar é o modo como um autor coloca signos e figuras em movimento, a maneira como ele introduz personagens em um determinado espaço-tempo sem reincidir em suas funcionalidades, mas acionando o sentido jamais imóvel das coisas. Uma narrativa se faz enquanto diz algo feito um contradito. Em Disco Dublê,
- [NOTÍCIAS DO FIM DO MUNDO](https://sibila.com.br/cultura/noticias-do-fim-do-mundo/13578) - “Protestos em Londres para pedir 'estado de emergência ambiental'”[1]1 Milhares de manifestantes bloquearam a circulação de veículos em alguns pontos de Londres nesta segunda-feira (15/04/19) para reivindicar um "estado de emergência ambiental", no primeiro dia de uma ação que deve ser realizada durante toda a semana em 80 cidades de 33 países. Esses
- [TODAY’S MYSTERY](https://sibila.com.br/english/todays-mystery/13567) - Poems by Jerome Sala TODAY’S MYSTERY I saw the Oscar Meyer hot dog truck today. A nice big orange and yellow wiener riding by. It looked shiny and plastic like the old Oscar Meyer Wiener whistle you’d stick in your mouth and blow. People love it. Someone I know even posted a picture of it
- [Haikus lidos pelos falantes da língua](https://sibila.com.br/poemas/haikus-lidos-pelos-falantes-da-lingua/13575) - https://www.youtube.com/watch?v=KueJjrjl1xs https://www.youtube.com/watch?v=VJHCGPp4G4k https://www.youtube.com/watch?v=qfxJROv86XU
- [O FIM DO FUTURO](https://sibila.com.br/cultura/o-fim-do-futuro/13564) - Durante duzentos anos, desde 1789, a era, não meramente moderna, mas contemporânea, foi o tempo de uma longa luta pelo futuro. Entre dois futuros em disputa. Um ficava à direita; o outro, naturalmente, à esquerda. A luta pelo futuro, então, morreu, quando morreu um dos contendores, em 1989. O fim da luta
- [CHICO BUARQUE GANHA PRÊMIO CAMÕES E POESIA BRASILEIRA O PERDE](https://sibila.com.br/critica/chico-buarque-ganha-premio-camoes-e-poesia-brasileira-o-perde/13511) - Chico Buarque de Hollanda, autor da declaração acima, é o mais novo ganhador do Prêmio Camões, o maior da literatura em língua portuguesa. Entre outras razões, “os jurados destacaram o 'caráter multifacetado' de seu trabalho, que passa pela poesia, o teatro e o romance”.1 Quanto ao teatro e ao romance, irei me abster de comentá-los aqui – ao menos longamente. A dramatugia de Chico Buarque, ao que me parece, datou-se logo.
- [METAPOLÍTICA OU O FASCISMO DOS ANTIFASCISTAS](https://sibila.com.br/cultura/metapolitica-ou-o-fascismo-dos-antifascistas/13426) - O substantivo “metapolítica” é apresentado aqui por Pasolini, que também questiona a representatividade dos partidos políticos e dos posicionamentos da mídia, como do importante jornal Il Messagero. Seu tema central é uma greve de fome de um dos mais importantes políticos libertários europeus do século XX, Marco Panella (1930-2016). Um dos fundadores do Partido Radical, promoveu campanhas pela separação do Estado e da Igreja Católica, a favor do divórcio, do aborto, da liberação das drogas, pelos direitos humanos dos então países da Europa Oriental (em 1968, foi preso em Sofia distribuindo panfletos contra o regime stalinista).
- [Satã matou G. Pereira](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/sata-matou-g-pereira/13520) - João Francisco dos Santos (1900 – 1976), o Madame Satã, era bastante famoso no baixo mundo carioca; homossexual, negro, artista de cabarés decadentes e, acima de tudo, valente, um homem que não levava desaforo para casa. Já matara, já brigara centenas de vezes, na maioria para defender seus direitos, em uma época que direitos para pessoas como ele não eram respeitados, e já passara dezenas de anos preso pelos mais diversos motivos. Seu encontro e sua briga com Geraldo Pereira naquele dia fatídico do mês de maio de 1955 hoje estão envoltos em lendas, disse-me-disse, meias verdades e que tais. Depois disseram que o compositor já estava muito doente, emagrecendo a olhos vistos; disseram até mesmo que, quando de seu aniversário, em abril desse ano, passara mal no banheiro, com crises de vômito. Diziam também que já vinha evacuando sangue há algum tempo e que seu fígado estava em frangalhos, o que era de se esperar pela vida desregrada que levava. Uma das versões conta que sua morte aconteceu logo depois de uma briga de bar – por causa de um copo de chope – com Satã, que, como vimos, ostentava a fama.
- [A poesia irrefletida](https://sibila.com.br/critica/a-poesia-irrefletida/13433) - Há pouco mais de dois meses, o poeta Eduardo Milán (Rivera, 1952), que vive há anos no México, passou por Montevidéu. Ele não participou de nenhum desses grandes eventos em que os leitores regulares e compradores de livros usados se misturam, mas dedicou um tempo para dar uma palestra intitulada “A nova situação da poesia latino-americana”. E uma das primeiras coisas que disse naquela ocasião, depois de ter brevemente referido quem ele era, onde viveu e quando e onde nasceu, foi que esse artefato semântico sugerido pelo título da palestra não era, estritamente falando, outra coisa que não uma questão especulativa. “Hoje eu fui a uma rádio e me perguntaram, como se intrigados, o que era essa 'nova situação de poesia latino-americana', como se eu tivesse alguma coisa escondida, algo que ainda não havia chegado como uma novidade ao Uruguai. Eu disse a eles que o discurso ou reflexão sobre a poesia latino-americana não se constitui em um saber, e isso foi pior, pois pareceu que eu estava ocultando algo essencial, uma espécie de formalização ausente, e afinal acabamos falando sobre música, que é onde todos são felizes”.
- [O funeral de Neruda](https://sibila.com.br/cultura/o-funeral-de-neruda/1964) - Neruda morreu em 23 de setembro de 1973, em Santiago, oito dias após o golpe desfechado por Augusto Pinochet contra o Governo da Unidade Popular, de Salvador Allende, e da própria morte/suicídio de Allende. A notícia da morte de Neruda correu de boca em boca por Santiago. Quem ousaria, com tiroteios nas ruas, cadáveres jogados
- [AOS AMIGOS POETAS](https://sibila.com.br/critica/aos-amigos-poetas/13431) - Para tentar contribuir com o grande, tenso e intenso debate nacional que hoje ocorre em torno da questão cultural relevante para a situação da poesia contemporânea, pensamos que valeria a pena lançar mão de poucos, mas alguns esclarecedores dados objetivos. Assim, através do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e de uma longa lista de entrevistas, descobrimos alguns fatos essenciais. Os dois mais importantes: há hoje cerca de 50 mil poetas em atividade no Brasil; o motivo da imensa maioria para escrever poesia é escrever poesia. Do primeiro fato concluímos, provisoriamente, que o problema das baixíssimas tiragens de livros de poesia seria imediata e facilmente resolvido se houvesse uma maior solidaridade entre os poetas, ousamos mesmo dizer, um movimento poetista, à maneira de tantos outros grupos atuais. A solidariedade poética do poetismo teria como primeira tarefa estimular os poetas a lerem seus “irmãos de linguagem”, o que garantiria, no limite, tiragens de 50 mil cópias, uma brutal revolução em relação ao quadro atual, em que à abundância de poetas parece corresponder uma quase completa inexistência ou desistência de leitores.
- [Flagelos do Senhor](https://sibila.com.br/cultura/flagelos-do-senhor/13211) - Faltavam oito para o meio-dia quando Andrei terminou sua vida autêntica e começou a falsa — ele marcou esse fato com precisão. Ele começou a vida falsa com a preparação do desjejum. Dirigiu-se à cozinha comunal coberta de fuligem onde havia mesinhas individuais na mesma quantidade das famílias de inquilinos, colocou sobre o fogão a frigideira da senhoria, derramou alguns ovos na gordura endurecida de frituras anteriores e, atento ao chiar dos ovos, pensou em como poderia aproveitar seu dia, sem que perdesse e depreciasse o que havia acabado de descobrir. Se ficasse sozinho, significaria passar um dia cerebral, orientado para uma direção, concentrado num único ponto, o que fatalmente o levaria a dúvidas e poderia anular seu achado. Já se ele encontrasse pessoas com suas ninharias cotidianas, significaria comparar continuamente sua descoberta secreta com as trivialidades que aconteciam em volta e, como resultado, deixaria uma má impressão de si e ainda defrontaria seu pensamento ainda frágil com algo já estabelecido, palpável e sólido, o que, de novo, reduziria e empalideceria seu achado.
- [Poema de finados](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/poema-de-finados/13506) - Amanhã que é dia dos mortos Vai ao cemitério. Vai. E procura entre as sepulturas A sepultura de meu pai. Leva três rosas bem bonitas. Ajoelha e reza uma oração. Não pelo pai, mas pelo filho: O filho tem mais precisão. O que resta de mim na vida É a amargura do que
- [Oitos noites em Veneza](https://sibila.com.br/novos-autores/oitos-noites-em-veneza/12806) - Do livro Oitos noites em Veneza Solange Rebuzzi Li que Ezra Pound morreu em Veneza no dia primeiro de novembro de 1972. Eu nunca soube. Ele estava com 87 anos. Um grande poeta que se dizia doente e apontava para o coração. Pound foi muitas vezes a Veneza. Ele se interessou pela música veneziana. Ouvia
- [A ponte Mirabeau](https://sibila.com.br/poemas/a-ponte-mirabeau/12922) - Escorre sob a ponte o rio Sena E em nossos amores A lembrança me acena Vinha sempre o prazer depois da pena Que venha a noite e soe a hora Os dias se vão não vou embora Mãos nas mãos esperemos face a face Até que sob a ponte Dos nossos braços passe
- [Do livro Neverland is too far away](https://sibila.com.br/novos-autores/do-livro-neverland-is-too-far-away/13030) - Tarde cinzenta pela vidraça de onde se avista o Tâmisa, um copo de elderflower cordial, geometrias coloridas de Beatriz Milhazes. Borboletas pousam entre cinzeiros repletos, caos aéreo sem controle de voo. Amor é o que você precisava. Tracey Emin retorna para Margate. A criança cresce. Strangeland, castles in the snow nos jardins suspensos sobre o
- [Poema](https://sibila.com.br/novos-autores/poema-2/13290)
- [MORRE JOVEM O QUE OS DEUSES AMAM](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/morre-jovem-o-que-os-deuses-amam/13436) - Morre jovem o que os Deuses amam, é um preceito da sabedoria antiga.* E por certo a imaginação, que figura novos mundos, e a arte, que em obras os finge, são os sinais notáveis desse amor divino. Não concedem os Deuses esses dons para que sejamos felizes, senão para que sejamos seus pares. Quem ama, ama só o igual, porque o faz igual com amá-lo. Como porém o homem não pode ser igual dos Deuses, pois o Destino os separou, não corre homem nem se alteia deus pelo amor divino; estagna só deus fingido, doente da sua ficção.
- [O GRITO DO SUICÍDIO](https://sibila.com.br/cultura/o-grito-do-suicidio/13497) - O que se deve ouvir atentamente nesse duplo "dizer da falta", enfim, é que romper o silêncio sobre o suicídio é condição necessária para reivindicar políticas públicas de prevenção a ele.
- [American Idyll](https://sibila.com.br/poemas/american-idyll/13444) - American Idyll Jerome Rothenberg beaver setting on a heap of stickshis body without trace ofmale or female | in perfect bliss Idílio americano o castor se enfia na pilha de gravetos corpo daqui sem traço de macho ou fêmea | em alegria perfeita Tradução: Régis Bonvicino
- [P O E M A S](https://sibila.com.br/poemas/p-o-e-m-a-s/13462) - POUND Cuando tomaba sopa Le brillaban más intensamente los ojos Hizo o rehizo Poemas chinos y leyó a los griegos Y a Guido (Cavalcanti) y a su amado Propercio. Quería versos fuertes, Vigorosos. Casi Cosas. Sin olvidar: Música, destreza y dicción. S. Eliot dijo de
- [Do you know what a suicide note is?](https://sibila.com.br/poemas/do-you-know-what-a-suicide-note-is/13452)
- [Unpublished poetry](https://sibila.com.br/english/unpublished-poetry/13450) - From Work in progress titled "Plan B Audio" retrofit faulty recall 12 step program false totem etiquette unforeseen shabby tragedy advanced directive flawed object holy water infected tissue buyer's remorse tabloid sensitivities miniaturized and fragmented reverberation of massive proportions executive order belittling the moon befitting a dragon estranged from oneself
- [Fim](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/fim/13468) - Quando eu morrer batam em latas,Rompam aos saltos e aos pinotes,Façam estalar no ar chicotes,Chamem palhaços e acrobatas!Que o meu caixão vá sobre um burroAjaezado à andaluza:A um morto nada se recusa,E eu quero por força ir de burro!... Nasceu em 19 de
- [O suicida](https://sibila.com.br/poemas/o-suicida/13442) - O suicida Jorge Luis Borges Não haverá uma só estrela na noite Não haverá noite Me mato e comigo mato a soma do universo intolerável Apago as pirâmides, as medalhas Os continentes, as caras Quero apagar o acúmulo do passado Quero fazer pó da história e pó do pó Vejo o último pôr-do-sol Ouço
- [A ARTE SE TORNOU DECORATIVA[1]1](https://sibila.com.br/cultura/a-arte-se-tornou-decorativa11/13446) - Entrevista com o jornalista Otavio Frias Filho [1957-2018] sobre seu livro Seleção Natural: ensaios sobre cultura e política[2]2 Numa época de especialização militante, na contracorrente da máxima de que a cada um está reservado um nicho próprio de atuação (com o corolário de que é impróprio atuar fora dele), Otavio Frias Filho, ex-diretor de redação
- [Apartheid soneto](https://sibila.com.br/arte-risco/rolando-sanchez-mejias/13464) - "Apartheid soneto", Avelino de Araujo (1988)
- [Ferlinghetti recusou o prêmio](https://sibila.com.br/cultura/ferlinghetti-recusou-o-premio/13460) - O poeta, editor e proprietário da editora/livraria City Lights Books, em San Francisco, Lawrence Ferlinghetti foi informado, em 2012, que iria receber o Prêmio Internacional de Poesia Janus Pannonius do PEN Club húngaro, uma seção do PEN maior. O Janus Pannonius oferece premiado 50.000 euros. Ferlinghetti, entretanto, pesquisou as fontes de financiamento do prêmio antes
- [Charles Bernstein wins the 2019 Bollingen Prize](https://sibila.com.br/english/charles-bernstein-wins-the-2019-bollingen-prize/13457) - Yale University has announced that Charles Bernstein, also diretor of Sibila, has been awarded the 2019 Bollingen Prize for American Poetry. Read all about it. The jury for this year's prize was Claudia Rankine, Evie Shockley, and Ange Mlinko. I am grateful to them for this acknowledgement. The Bollingen is given for lifetime achievement and for Near/Miss.
- [Mário Faustino dialoga com Marianne Moore](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/mario-faustino-dialoga-com-marianne-moore/13448) - POESIA Mário Faustino Eu também não gosto lá muito dela: há coisas mais importantes ………………… que toda essa charanga. Lendo-a, todavia, com o mais perfeito desdém, a gente acaba …………………….descobrindo nela, afinal de contas, um lugar para o genuíno. …….Mãos que podem apertar, olhos …….que se podem dilatar, cabelo capaz de eriçar-se …………..se for preciso,
- [Ouça o Yewe Ayiti: poesia haitiana em Kreyòl](https://sibila.com.br/cultura/ouca-o-yewe-ayiti-poesia-haitiana-em-kreyol/3382) - Nan yon tan kote anpil lòt jenn moun san prestij, san valè kiltirèl e entèlektyèl, san idantite alevwa pou yo ta gen yon ti gout patriyotism nan san yo, ap ranse pè di yo se Ayisyen gen yon gwoup jenn nan Chikago nan Eta Ilinwa, peyi Etazini ki deside mete sou pye yon twoup teyatral
- [HÁLUX: poemas do livro inédito de Marcus Fabiano Gonçalves](https://sibila.com.br/poemas/poemas-ineditos-do-livro-halux/13351) - “o que acontece ao ar” é a dança [...] a dança faz parte do medo se assim me posso exprimir Herberto Helder, Antropofagias, Texto III HÁLUX II a difusa luz na moleira amornando o mármore e uns mágicos elásticos dos atilhos musculares sorrisos calam martírios em movimentos suaves e no cerrar das
- [Como sempre, muito aquém do mediano](https://sibila.com.br/critica/como-sempre-muito-aquem-do-mediano/13406) - Outro, mas nem tanto Há alguns anos, publiquei um relativamente extenso estudo sobre a obra completa-até-então de Augusto de Campos,[1] a que um novo volume dá agora prosseguimento: Outro (São Paulo, Perspectiva, 2015). Prossigo também, portanto, com sua análise. Tal tarefa se revela maximamente facilitada tanto pela análise prévia quanto, mais ainda, pelo livro
- [Origens da Casa Pound](https://sibila.com.br/cultura/quando-o-fascismo-e-uma-saudade/13327) - Na noite de 27 de dezembro de 2003, cinco homens invadiram um enorme complexo de escritórios vazio em Roma. Alguns dias antes, os homens colocaram panfletos falsos, apelando ao público em busca de ajuda para encontrar um gato preto perdido chamado “Pound”. Era uma maneira de evitar suspeitas enquanto eles inspecionavam o prédio antes de entrar. Assim surgiu o CasaPound. Nada foi deixado ao acaso: a data, entre o natal e o ano novo, foi escolhida porque não haveria muitas pessoas por perto. Mesmo o nome e a cor do gato não eram casuais. “Pound” foi era aceno ao poeta americano e evangelista fascista Ezra Pound. E preto era a cor associada ao seu herói, Benito Mussolini. Eles planejavam inciar uma estação de rádio dentro de seu novo prédio, chamada de Radio Bandeira Negra – “Black Flag Radio”. O homem que dava as ordens naquela noite chamava-se Gianluca Iannone. Com a cabeça raspada e a barba espessa, ele parecia um pouco com o anjo do inferno. Ele tinha “me ne frego” (“não me importo” – o slogan usado pelas tropas de Mussolini) tatuado diagonalmente no lado esquerdo do pescoço. Iannone era famoso nos círculos fascistas como vocalista da banda de rock
- [Casa Pound coopera com Frente Nacionalista brasileira](https://sibila.com.br/cultura/casa-pound-coopera-com-frente-nacionalista-brasileira/13384) - A organização Frente Nacionalista, de extrema-direita, inspirada em Mussolini e no integralismo, está em busca de um espaço oficial dentro do campo político brasileiro. O historiador e autor do livro Sob o Signo do Sigma: Integralismo, Neointegralismo e o Antissemitismo, Odilon Caldeira Neto, que há anos estuda a direita radical do Brasil, dá a letra.
- [A morte vista pela comunidade chinesa](https://sibila.com.br/cultura/a-morte-vista-pela-comunidade-chinesa-2/13357) - Da condição humana Morte certa. Medo certo. Um sentimento partilhado pela comunidade chinesa e ocidental perante uma inevitabilidade. Apenas mudam os rituais. Como uma sombra. Sempre (in)esperada, a morte é o cerne da condição humana. Independentemente das crenças, etnias e origens, o fim a que o corpo está votado é um medo comum às comunidades
- [Solange Rebuzzi lança novo livro de poemas](https://sibila.com.br/impacto/solange-rebuzzi-lanca-novo-livro-de-poemas/13392)
- [FALTA DE JUÍZO](https://sibila.com.br/cultura/falta-de-juizo/5195) - O problema se apresenta quando, além da pessoa pública, visa-se à pessoa privada, por meio da alusão forte a fatos e circunstâncias que não servem à crítica, nem são de caráter geral, nem exemplificam ou evidenciam algum vício público que se quer combater. De fato, qual o valor de crítica moral ou social em registrar que a mãe de alguém se suicidou? Ou de que o filho de alguém passa por um momento psicológico difícil ou sofreu um traumatismo de graves consequências? A alusão ou indigitação é apenas maldosa, sem proveito pedagógico.
- [Luciano Figueiredo expõe em Nice, França](https://sibila.com.br/impacto/luciano_figueiredo_expoe_em_nice_franca/13387) - Luciano Figueiredo La couleur : pli et contre-pli Vernissage Jeudi 6 décembre 2018 de 16h à 21h Exposition jusqu’au 5 janvier 2019 Entrée libre Galerie Depardieu 6, rue du docteur Jacques Guidoni (ex passage Gioffredo) 06000 Nice tél 09 66 89 02 74 - galerie.depardieu@orange.fr www.galerie-depardieu.com Ouvert du lundi au samedi de 14h30 à 18h30
- [Livro](https://sibila.com.br/novos-autores/livro/13381)
- [Inferno](https://sibila.com.br/arte-risco/zefirelli-inferno/13347) - Zefirelli Inferno https://www.gengocreations.com/zeffirelli-inferno-2/ https://www.youtube.com/watch?v=nVcH0qpA5BQ&list=PLGcDgQpVtyScX5cYBUyc1v3N5w7JMeFsn
- [O multiculturalismo exerceu efeito nefasto sobre a poesia](https://sibila.com.br/critica/o-multiculturalismo-exerceu-efeito-nefasto-sobre-a-poesia/13343) - Entrevista de Marjorie Perloff a Régis Bonvicino (9/12/1998) A ensaísta norte-americana Marjorie Perloff critica a hegemonia dos estudos culturais e afirma que, nos EUA, o multiculturalismo reduziu o interesse do público pela poesia de outros países. Perloff, um dos nomes mais importantes da crítica norte-americana contemporânea, é uma voz discordante dentro da atual voga dos
- [A história etimológica da palavra “fascismo”](https://sibila.com.br/cultura/a-historia-etimologica-da-palavra-fascismo/13340) - Na antiga Roma, os lictores, oficiais de justiça que caminhavam à frente dos magistrados, para lhes abrir caminho, e chamar a atenção para que lhes fosse prestado o respeito devido, levavam como insígnia um feixe de varas de olmo ou de vidoeiro, atadas com fitas vermelhas, e assentes num poste. Por cima, traziam a lâmina
- [A POESIA ANTIFASCISTA DE FERNANDO PESSOA](https://sibila.com.br/poemas/a-poesia-antifascista-de-fernando-pessoa/13334) - Fernando Pessoa publicou apenas um livro de poemas em vida, Mensagem (1934). O restante de sua vastíssima obra é, portanto, póstumo. Por “vastíssima” se entenda a quantidade de 27 a 35 mil textos (os cálculos variam, principalmente devido a textos inacabados e aos possíveis agrupamentos de alguns), descobertos nos anos 1950, em seu famoso “baú”. O que não se entende, à primeira vista, são os motivos de tal obra haver permanecido inédita por tanto tempo
- [Neofascistas italianos apoderam-se de Ezra Pound](https://sibila.com.br/cultura/neofascistas-italianos-apoderam-se-de-ezra-pound/13315) - Anos atrás, fui à Itália visitar uma gangue de fãs neofascistas de Ezra Pound, que tinha visto mencionada em artigos horrorizados de jornal, sem poder realmente acreditar que existissem de verdade. Era primavera em Roma, e depois de deixar minhas coisas no hotel, caminhei pela cidade. Perto do principal terminal ferroviário, passei, em uma esquina, por uma mulher de chapéu preto de veludo e um homem vendendo bolsas. Do outro lado da rua havia um prédio cinza e marrom, de sete andares. Na frente, havia uma bandeira rasgada, vermelha e preta e, no térreo, butiques chinesas vendendo capas de telefone enfeitadas e cachecóis em tom neon. Acima das lojas havia um cartaz em letras de um metro de altura: CASAPOVND.
- [No Dia da Eleição](https://sibila.com.br/poemas/no-dia-da-eleicao/10035) - Eu ouço o gemido da democracia, no dia da eleição. As ruas estão cheias de promessas falsas, no dia da eleição. Os canalhas votam, os santos votam, no dia da eleição. Os mortos disparam sua fúria, no dia da eleição. I hear democracy weep, on election day. The streets are filled with brokered promise, on election day. The miscreant’s vote the same as saint’s, on election day. The dead unleash their fury, on election day.
- [Julia Engell-Günther: exilada alemã no Brasil](https://sibila.com.br/cultura/julia-engell-gunther-exilada-alema-no-brasil/13303) - A livre pensadora Julie Engell-Günther nasceu Juliane Engell, no dia 3 de agosto de 1819, em Mecklemburgo, na Pomerânia. Desiludida com os rumos da política na Pós-Revolução de 1848, Julie embarcou com outros intelectuais rumo à Austrália. Na primeira parada do navio para abastecimento no Brasil, ela resolveu permanecer no país, trabalhando como preceptora. É no Brasil que ela conhece o engenheiro Hermann Günther – responsável por demarcar as terras do Príncipe de Joinville que seriam destinadas à ocupação de imigrantes alemães – com quem se casa, vivendo na condição de “mulher do primeiro colono”.
- [carvão : : capim, de Guilherme Gontijo Flores](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/carvao-capim-de-guilherme-gontijo-flores/13297) - Guilherme Gontijo Flores, tradutor, poeta e professor de Língua e Literatura Latina na UFPR, lançou neste ano em Portugal seu mais recente livro de poemas, carvão : : capim (Artefacto, 2017), uma obra que lida com questões dificílimas sem oferecer respostas fáceis, mas sim partindo delas para elaborar um vasto e admirável exercício poético.
- [Brasil à venda](https://sibila.com.br/cultura/brasil-a-venda/13286) - Durante os longos séculos em que a constituição de um moderno Estado-nação foi o objetivo geopolítico maior dos povos do Ocidente, o Brasil constituiu-se em um Estado-antinação. Ou seja, um Estado que, desde seus primórdios, visava, primordialmente, não a inclusão político-social de parte importante da população (vulgo cidadania), como no modelo original anglo-franco-norte-americano, mas, ao contrário, um Estado que tinha por objetivo fundante e fundamental manter no país independente os equivalentes dos poderes e privilégios escravistas da antiga elite colonial. Com as sujeições e os prejuízos também equivalentes do restante da população: citando Tomaso de Lampedusa sobre a época da unificação italiana e do fim dos regalias feudais das aristocracias locais, “Se queremos que tudo fique como está, é preciso que tudo mude”. O Brasil, de fato, nunca parou de mudar, para que tudo pudesse se manter como sempre esteve. Aos ricos, tudo. Aos pobres, toda a infâmia. Agora que o tempo áureo do Estado-nação é história, que a infame história do inâmine Estado-nação brasileiro, enfim (Libertas quae sera tamem), seja enterrada no passado – onde, afinal, ele sempre esteve.
- [Dois poemas](https://sibila.com.br/poemas/dois-poemas-3/13281) - Um philosopho me conta historinha de carocha muito triste e que me brocha: Na floresta, elle a uma tonta "estudanta" faz de compta que discursa e, la pras tantas, se appaixona. Si te encantas com tal peta, não sou brando: Eu rhetorica não ando apprendendo com as antas! Excaldado estou com essas taes "gerentas" e, si aguentas tanta asneira pelas ventas, te consola com taes peças! Tolerancia não me peças, todavia, com quem tantas obras tem que nada sanctas são, mas "arte" pro seu bando! Eu rhetorica não ando apprendendo com as antas! Si te casas com alguma fada e gozas quando a embuchas, eu prefiro com as bruxas me casar, ou com a pluma! Mas com anta só se arrhuma confusão mental! Ah, quantas dellas se acham "militantas"! Não as quero no commando! Eu rhetorica não ando apprendendo com as antas! Agora por qualquer coisa se appella aos foros da Justiça! Pois tambem eu quero recorrer! Para a querella chamei meu defensor e lhe fui bem explicito: um processo contra aquella selecta Academia que me tem de fora, quando eu quero estar é nella! Meresço ou não meresço? Então me vem o practico advogado e diz na latta: "Seu Glauco, o senhor nisso não tem nem a minima chancinha! Causa ingrata, a sua!
- [Livro de Marcelo Tápia](https://sibila.com.br/cultura/livro-de-marcelo-tapia/13273) - Bem escolhido o título dessa reunião, com algumas alterações, dos seis livros de poemas de Marcelo Tápia, ultimamente publicada pela Editora Perspectiva. Em geral os poetas gostam que suas obras sejam lidas cronologicamente, e os leitores também -- isso dá-lhes o gosto de acompanhar a marcha da poética do autor. Embora na Introdução os poemas
- [ARTE BRASILEIRA EM LOS ANGELES](https://sibila.com.br/arte-risco/arte-brasileira-em-los-angeles/13225) - A mostra da Hauser & Wirth toma como base obras do brilhante pintor, fotógrafo e designer brasileiro Geraldo de Barros (1923-1998). Também associado ao movimento de arte concreta, Barros criou suas próprias imagens na pintura, colagem e fotografia, trazendo meios desconstrutivistas, incluindo obras nas quais “o efêmero, o fragmento, o tempo, o descontínuo e a ação, ao mesmo tempo, estão presentes”.
- [O POEMA APOKRIF, DE JÁNOS PILINSZKY](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/o-poema-apokrif-de-janos-pilinszky/13267) - János Pilinszky foi um poeta e dramaturgo húngaro que viveu entre 1921 e 1981. Tive a imensa sorte de conhecer sua obra, há alguns anos, por intermédio de György Molnar, um amigo de Budapeste que pacientemente também me introduziu nas imensas poesias de János Arany e Petöfi Sándor. Com 92 anos, Molnar é minha principal
- [Pratt's exhibition of M/E/A/N/I/N/G (1986-2016)](https://sibila.com.br/impacto/pratts-exhibition-of-meaning-1986-2016/13264) - Pratt's exhibition of M/E/A/N/I/N/G (1986-2016) includes all the original issues along with photos, artwork, books, and ephemera from the 30-year run of the magazine. M/E/A/N/I/N/G is a collaboration between Susan Bee and Mira Schor, both painters with interests in writing and politics, and a community of over 150 artists, art critics, historians, theorists, and poets. M/E/A/N/I/N/G gave a
- [Eduardo Kac at the Louvre Museum](https://sibila.com.br/impacto/eduardo-kac-at-the-louvre-museum/13262) - Louvre Museum, Paris Auditorium January, 27th, 2:30 PM Please join us for the screening of Télescope intérieur: une œuvre spatiale d'Eduardo Kac, a documentary centered on Eduardo Kac's workInner Telescope, directed by Virgile Novarina and produced by Observatoire de l'Espace, the Cultural Lab of the French Space Agency (CNES). The screening will be followed by a conversation with Kac, Novarina, and Gérard Azoulay,
- [Mostra “Flávio de Carvalho - Expedicionário”](https://sibila.com.br/impacto/mostra-flavio-de-carvalho-expedicionario/13260) - http://www.renato-rezende.com/links/arte-contemporanea/livros/expecionario.pdf Release e imagens da mostra aqui: https://tmblr.co/ZLz8Ln2T6jmkA
- [O surgimento da noite](https://sibila.com.br/cultura/o-surgimento-da-noite/13239) - Índigenas Yanomani do grupo Parahiteri Trata-se da origem do mundo de acordo com os saberes deste povo, explicando como, aos poucos, ele veio a ser como é hoje. Os Yanomami habitam grande extensão da floresta amazônica, que cobre parte de Roraima, Amazonas e Venezuela. Sua população é estimada em 35 mil pessoas, que falam quatro
- [Parque Colón](https://sibila.com.br/poemas/parque-colon/13253) - Vivo en un barrio de película que ha visto desaparecer sus héroes al sur siempre galopan. Son los parias del anochecer: locos chamarileros, luchadores, asesinos de miradas en arcoiris; gordos sacerdotes y cutáfaras para las que no hay cines donde ventilar la cabeza. Sparrings en retiro y cueros de cortina para un llorado film mexicano,
- [Nocaute: 6 poetas / Cuba / hoje](https://sibila.com.br/poemas/nocaute-6-poetas-cuba-hoje/13247) - Há poetas que ganham por pontos e poetas que ganham por nocaute. Há poetas passivos que esperam que uma correnteza os carregue e outros que fazem barulho e estardalhaço em meio à mais presunçosa delas. Como uma guerra relâmpago (Blitzkrieg), queremos colocar no Brasil a poesia cubana de hoje. Uma poesia que não entedia, porque fala a linguagem dos livros e do povo. Nocaute - porque não deixamos o desfecho da luta na mão dos árbitros corruptos do curral literário: os que te tiram da briga para entregá-la a alguém tão débil quanto eles. Em Cuba, sabemos que os boxeadores às vezes têm que cair de revés, contando até mil.
- [Kafka, filósofo do direito](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/kafka-filosofo-do-direito/13234) - Nossas leis não são universalmente conhecidas, são segredo do pequeno grupo de nobres que nos domina. Estamos convencidos de que essas velhas leis são observadas com exatidão, mas é extremamente penoso ser governado segundo leis que não se conhecem. Não penso neste caso nas diferentes possibilidades de interpretá-las nem nas desvantagens que há quando apenas indivíduos e não o povo inteiro podem participar da sua interpretação. Talvez essas desvantagens não sejam tão grandes assim. As leis são de fato muito antigas, séculos trabalharam na sua exegese, certamente até essa interpretação já se tornou lei, na verdade continuam a existir as liberdades possíveis no ato de interpretar, mas elas são muito limitadas. Além do mais é evidente que a nobreza não têm motivo algum, na interpretação, para se deixar influenciar pelo interesse pessoal em detrimento do nosso, pois as leis foram desde o início assentadas para os nobres, a nobreza está fora da lei e precisamente por isso a lei parece ter sido posta com exclusividade nas mãos da nobreza. Naturalmente existe sabedoria nisso – quem duvida da sabedoria das velhas leis? –, mas é também um tormento para nós, provavelmente algo inevitável.
- [Lançamentos Solange Rebuzzi](https://sibila.com.br/impacto/lancamentos-solange-rebuzzi/13221) - Assis de Francisco Francisco de Assis O livro é fruto de uma viagem a Assis, realizada em 2016, e de leituras reflexivas em textos de historiadores que escreveram se debruçando sobre a vida de Francisco de Assis. E o pequenino livro Movimentos (na coleção Megamíni da editora)
- [Poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/poemas-8/13219) - aquí se esculpe con los ojos oídos ojalá las imágenes se basten a sí mismas pero lo que dicen es y debe ser otra cosa del dueño amando hasta el olor de los billetes se los refriega por la trompa y los párpados como un artista las teorías en boga nada malo si mantuviera los
- [Beyond the wall](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/beyond-the-wall/13215) - Beyond the wall (Além do muro), segundo selected poems de Régis Bonvicino publicado nos Estados Unidos – o primeiro foi Sky-eclipse, em 2000 – pela mesma Green Integer, em edição bilíngue, testemunha um trabalho de arqueologia poética centrada sobre os resíduos tóxicos do capitalismo terminal. Pois se mostra observável nos poemas o foco na condição de lixo em que as grifes e as referências culturais contemporâneas acabam por se situar. O filósofo Emil Cioran comparou a atividade escritural, numa de suas notas sobre Beckett, à obstinação daquele que, no budismo, busca a iluminação – como “o rato que rói um caixão”: “Todo escritor verdadeiro faz um esforço semelhante. É um destruidor que amplia a existência, que a enriquece minando-a”. Assim, o teor dramático da escrita de RB, em relação metonímica com a figura do poeta atravessando as ruas da cidade em decomposição, pode ser observado no poema “Caminho de hamster”: “Fedendo a cigarro e a mim mesmo/ cruzo uma avenida/ ao anoitecer/ sirenes, carros (...) fedendo como aquela maçã podre/ fedendo a música estúpida/ desses tempos.
- [César Vallejo en español selvagem y portunhol trasatlántico](https://sibila.com.br/critica/cesar-vallejo-en-espanol-selvagem-y-portunhol-trasatlantico/13205) - Se investiga la actual poesía de la región y se perciben dos ejes particularmente presentes y activos; los cuales, además, subterráneamente se tocan. Nos referimos a aquélla en “portunhol selvagem” (Douglas Diegues y otros), en el Cono Sur; y una poesía que podríamos denominar “opaca” (Éduard Glissant), que tiene al español como su traductor o mediador cultural (Julio Ortega) --presente de José María Arguedas a César Calvo-- y, no menos, a la obra de César Vallejo --en particular Trilce (1922)-- como su explícito o implícito paradigma.
- [O telefone de Avital Ronell](https://sibila.com.br/critica/o-telefone-de-avital-ronell/13186) - A transformação de livro filosófico em palco operante de linguagens, capazes de atravessar um domínio disciplinar específico, logo desponta em The Telephone Book, de Avital Ronell. Por conta mesmo da performatividade em torno de constructos inseparáveis do desempenho e da instrumentação de traços gnosiológicos assim como de enunciados, que se acionam na órbita da logofonia (exemplificável no dispositivo-chave concentrado pelo aparelho telefônico). Todo um capítulo anterior de implicações com o desconstrucionismo derrideano nos Estados Unidos, no qual Avital Ronell se insere – a princípio, atuando como tradutora e hostess das visitas do pensador francês em suas estadas anuais na New York University –, pode ser traçado, de modo a definir seu surgimento como filósofa. O ensaio de Derrida centrado sobre James Joyce – Ulysse gramofone (1987), datado dois anos antes de The Telephone Book –, expõe, por um lado uma nítida fonte das ramificações entre pensamento e repertório tecnomaquínico no itinerário de Avital Ronell. Apresenta-se, em outro extremo.
- [O novo livro de Júlio Castañon Guimarães](https://sibila.com.br/critica/o-novo-livro-de-julio-castanon-guimaraes/13199) - O poeta mineiro Júlio Castañon Guimarães, 66 anos, vem construindo, já há bastante tempo, uma obra sólida que inclui não só livros de poemas, mas também de ensaios (estudos sobre Murilo Mendes e Bandeira, por ex.) e de traduções (de Mallarmé e Valéry, entre outros). Sua última publicação é uma cuidada plaquete tipográfico-artesanal com um poema longo: “Em viagem – uns estudos” (BH, Tipografia do Zé, 2017) – com 250 exemplares.
- [Exposição Luciano Figueiredo](https://sibila.com.br/impacto/exposicao-luciano-figueiredo/13193)
- [Poemas](https://sibila.com.br/poemas/poemas-7/13173) - Escritor, poeta e ensaísta, Rolando Sanchez Mejías nasceu em Holguín, Cuba, em 1959. Publicou, entre outros títulos, Derivas (Havana, Letras Cubanas, 1994), Escrituras (Havana, Letras Cubanas, 1994), Cálculo de lindes (Cidade do México, Aldus, 2000), Historias de Olmo (Madri, Siruela, 2001), que foi publicado na Alemanha em 2002, e Cuaderno de Feldafing (Madri, Siruela, 2003). Teve sua poesia e prosa traduzida para vários idiomas, como o inglês, o francês, o alemão, o tcheco, o croata, o grego, o finlandês e o português. Vários de seus contos e poemas foram selecionados para diversas antologias de prosa e poesia cubanas e hispano-americanas do século XX, tanto em sua ilha natal quanto na Alemanha, nos Estados Unidos, na França e em outros países. Em 1993, fundou o grupo literário DIASPORAS e, em 1996, a revista de mesmo nome, ambos fora das instituições culturais cubanas. Recebeu o Prêmio Nacional da Crítica em Cuba em 1993 e 1994. Em 1995, vivendo ainda em Havana, publicou no jornal El Pais da Espanha uma “carta aberta” contra a censura em Cuba.
- [JOYCE SEGUNDO UMBERTO ECO](https://sibila.com.br/critica/joyce-segundo-umberto-eco/13139) - Apesar de ser um grande apologista do close reading dos textos literários para a descoberta da obra em si, tal como preconizavam os Formalistas Russos, no caso de Joyce (1882-1941) Umberto Eco abre-se para a imanência e diz textualmente: “Em Joyce, para se compreender o desenvolvimento de sua poética, é necessário remontar continuamente ao seu desenvolvimento espiritual
- [David Bergman: Three Poems after Heine](https://sibila.com.br/english/heine-tr-by-david-bergman/13147) - Heinrich Heine translated into English by David Bergman [Wie schändlich du gehandelt] I've kept your dirty secret, in public stayed aloof, but rowed my little dingy out to tell the fish the truth. I won't keep your reputation from spreading near and far, but just beyond the shoreline they know how sick you are.
- [Obra reunida de Plínio Marcos](https://sibila.com.br/cultura/obra-reunida-de-plinio-marcos/13153) - Um autor da grandeza de Plínio Marcos tem o direito de ter o conjunto da sua obra publicada de maneira correta e fidedigna, e foi exatamente esse o primeiro objetivo e a principal preocupação deste trabalho: dar a público uma edição absolutamente confiável do texto das peças de Plínio Marcos, baseada sempre na última modificação
- [Agron Shele, a poet from Belgium in conversation with Indian Poet K. K. Srivastava: About his poetry, life and society](https://sibila.com.br/english/agron-shele-a-poet-from-belgium-in-conversation-with-indian-poet-k-k-srivastava-about-his-poetry-life-and-society/13142) - K. Srivastava with his three books of poetry: Ineluctable Stillness (2005), An Armless Hand Writes (2008 & second reprint 2012) and Shadows of the Real (2012) has come to establish himself as a well-recognized poet at a global level. Antara Deo Sen’s edited magazine- The Little Magazine describes Srivastava’s poems as ‘well-aroused, tormenting,’ while Patrick
- [NO PRINCÍPIO ERA O VÍRUS](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/no-principio-era-o-virus/13129) - Inquietante viralização a que se impõe hoje, enquanto atravessamos as truculências desse início de milênio, através de uma infinidade de peças escatológicas servindo de estofo ao hiperlivro www. Dois fantasmas do livro por vir, diz Derrida em Papel-máquina, vêm nos induzir à tentação de considerar a rede mundial como o Livro ubíquo enfim reconstituído, o livro de Deus, o grande livro da Natureza, ou o Livro-Mundo. Trata-se do sonho onto-teológico com o fim do livro em dois limites, em duas figuras extremas, finais, escáticas: o fim como morte ou o fim como telos ou realização. Na esteira do fim da arte e fim da história hegelianos, da morte de Deus, do último homem e do super-homem nietzscheanos, multidões de cyber-usuári@s, em cadência publicitária global, colaboram para a metanarrativa da desolação mundial diária. Certo modo de ser replicante, acossado e em pânico – o terror – fez-se condição oportuna para a emergência de uma cultura tecnocapital planetária. Desde há mais ou menos dois séculos, quando o fim das supremacias.
- [A neovanguarda italiana dos anos 1960](https://sibila.com.br/critica/a-neovanguarda-italiana-dos-anos-1960/13122) - Toda a vanguarda declara ruptura formal com os esquemas artísticos anteriores. Apresenta-se como portadora do poder de destruição do consenso formal que, em dado momento, define o que merece o nome de arte. Ora, o que é admirável é que, ao longo do século, o que está em jogo nessa ruptura permanece sem variar.
- [Entrevista de Ezra Pound a P.P. Pasolini](https://sibila.com.br/cultura/entrevista-de-ezra-pound-a-p-p-pasolini/13111) - Quando você chegou na Itália, ela era ainda pré-industrial, agrícola e artesanal. Agora, tornou-se uma nação bastante industrializada e produz uma literatura semelhante àquelas produzidas nos Estados Unidos e na Inglaterra, nesses últimos anos. Agora, a Itália é parte das nações industrializadas e culturalmente avançadas e então aflora um novo tipo de literatura que é típico das nações burguesas, industrializadas. Os movimentos de vanguarda se tornaram frequentes na Itália. Você reconhece a paternidade desses movimentos de agora na Itália ou não? Você fala e “então nações culturalmente avançadas e industrializadas”. Eu não concordo com esse “então”: eu não gosto disso. É difícil responder à sua questão, porque os movimentos de vanguarda não se desenvolveram na Itália industrializada de agora. Esse fenômeno, de produtos vanguardistas, ocorre no mundo todo.
- [A vida e a pós-vida de Ezra Pound na Itália](https://sibila.com.br/cultura/a-vida-e-a-pos-vida-de-ezra-pound-na-italia/13079) - Em 24 de maio de 1945, o famoso poeta norte-americano Ezra Loomis Pound encontrava-se preso em uma cela especial – uma jaula, na verdade, no United States Army Disciplinary Training Center (USDTC), em Metato, ao norte da cidade de Pisa. A prisão do USDTC – que jornais americanos apelidaram como sendo “o repositório dos sedimentos sujos de nossas tropas no teatro mediterrâneo” era usada para encarcerar os militares dos EUA que tinham perpetrado crimes de guerra sérios e estavam aguardando o julgamento da corte marcial ou a transferência para uma instituição carcerária nos EUA ou mesmo sua própria a execução.
- [Ezra Pound lê Usura](https://sibila.com.br/poemas/ezra-pound-le-o-usura/13089) - Com usura homem algum terá casa de boa pedra cada bloco talhado em polidez e bem ajustado para que o esboço envolva suas faces, com usura homem algum terá paraíso pintado na parede de sua igreja harpes et luz ou onde a virgem receba a mensagem e um halo projeta-se do inciso, com usura homem algum vê Gonzaga seus herdeiros e concubinas pintura alguma é feita pra ficar nem pra com ela conviver só é feita a fim de vender e vender depressa com usura, pecado contra a natureza, sempre teu pão será rançosas côdeas sempre teu pão será de papel seco sem trigo da montanha, sem farinha forte com usura uma linha cresce turva com usura não há clara demarcação e homem algum encontra sua casa.
- [Barbarismo e Modernidade em Mário Ferreira dos Santos e Paul Auster](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/barbarismo-e-modernidade-em-mario-ferreira-dos-santos-e-paul-auster/13106) - 1 INTRODUÇÃO Nascido em 1947 em Newark, Nova Jersey, Estados Unidos, Paul Auster é autor de romances premiados, como: A trilogia de Nova York, Leviatã, Timbuktu e O livro das ilusões, além de roteiros de cinema e coordenações editoriais que vão desde a coletânea de trabalhos de Beckett até a organização narrativa de relatos exóticos
- [Nota sobre Beyond the wall](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/nota-sobre-beyond-the-wall/13095) - Quem se dispõe a percorrer a nova coletânea de poemas de Régis Bonvicino, Beyond the wall (Além do muro) recém publicada pela editora Green Integer nos EUA, deve estar preparado para enfrentar uma complexa trama em que o estatuto da arte, a vida na cidade e a política em ponto de bala se entrelaçam de uma maneira absolutamente inextricável, de modo que é praticamente impossível uma dissociação dos elementos dessa poética – existe algo de irredutível na obra que impede os esquemas mais tradicionais de interpretação de livros de poesias. Não é o caso, então, de tentar localizar quais são os poemas de uma ordem metalinguística mais evidente ou os que apresentam imagens da cidade ou mesmo os que discutem relações de poder. Os poemas de Beyond the wall operam nas bordas, nos limites em que um tema já se transforma em outro, mas ainda não deixa de ser o que era. Existe uma verdadeira topografia poética, um modo pelo qual esses poemas foram estrategicamente colocados em sua sequência, que causa a perfeita percepção de que o livro tem um espaço.
- [Pound: paraíso destruído](https://sibila.com.br/cultura/pound-paraiso-destruido/13100) - Seria possível ser um grande poeta e, ao mesmo tempo, um fascista assumido e um antissemita fervoroso? Não, não é verdade? Mas, por um lado, sim. Eis o problema. “Se Ezra Pound não tivesse existido”, escreve Humphrey Carpenter em sua monumental biografia, a mais detalhada e objetiva até agora, “teria sido muito difícil inventá-lo.” Poucos escritores têm uma vida tão extravagante, diversificada, impetuosa. Seria ele um visionário geral? Um traidor da pátria? Um louco? Um iluminado? Um fanático? Sim, mas também, e talvez principalmente, um artesão preciso, um explorador generoso, um autodidata erudito e sempre original, um revolucionário da percepção e da linguagem, um criador e apresentador de uma parte fundamental da literatura e da arte desses tempos caóticos. Poderíamos preferir um medíocre funcionário das letras que pensa bem a um grande artista que pensa mal? Isso se vê todos os dias e mesmo assim a Terra continua girando. Então seria algo para além do bem e do mal? Não, a discussão continua possível.
- [T RUMP US A](https://sibila.com.br/poemas/t-rump-us-a/13076) - Desvío crucial fuera, es- trechísimo: a diferencia de antipoesía, des- trucción crítica ad ab- surdum a ratos, a ratos mimético-forestal par- odia de poema poeta (sin borradura pura del doble filoso borde de Parra mismo el 73), la antipoecia alias anti- PoeCIA no sólo sin más oclusiva fuera (trascen- dental, negativa) sino abiertamente platónica, política:
- [A bifurcação entre a democracia e o capital](https://sibila.com.br/cultura/a-bifurcacao-entre-a-democracia-e-o-capital/12986) - Não há sinais de que 2017 seja muito diferente de 2016. Sob a ocupação israelense por décadas, Gaza continuará a ser a maior prisão a céu aberto do mundo. Nos Estados Unidos, o assassinato de negros pela polícia continuará ininterruptamente e mais centenas de milhares se juntarão aos que já estão alojados no complexo industrial-carcerário que foi instalado após a escravidão das plantações e as leis de Jim Crow. A Europa continuará sua lenta descida ao autoritarismo liberal ou o que o teórico cultural Stuart Hall chamou de populismo autoritário.
- [Poemas de miguel jubé](https://sibila.com.br/novos-autores/poemas-de-miguel-jube/12984) - eu morto eu morto, subjugado no centro da cidade, aguardando processo de reconhecimento dos órgãos enquanto dura a falácia feita do absurdo que é estar morto, pronto ao descarte infinito da pele. três larvas se aproximam, me olham e decidem por quando começam. meu peito parece abrir-se ao meio e isso só poderiam as larvas
- [Poemas de Ossama](https://sibila.com.br/novos-autores/poemas-de-ossama/12961) - CUIDADO: VEÍCULOS 1/ [o estacionamento] se desobedecêssemos ainda em círculo concêntrico as zonas do parqueamento e nos desorientássemos motores ¦ músculos ¦ assentos nos comboios dos passantes e nas procriações da espécie em vagos de estacionamento ou nos viesse vagarosamente a roda em volta das errâncias desde a origem das distâncias no ínvio andar das
- [PAISAGENS SONHADAS](https://sibila.com.br/novos-autores/paisagens-sonhadas/12918) - 1 a lua, a serpente, o cipó me veem como tapir que matam o jaguar vê o sangue cauim os mortos veem os grilos peixes as águas veem nas pedras guias e o rio rola rindo garganta abaixo até os limites da língua 2 orar à araucária ao ar que paira sobre o parar pois
- [Três poemas de Leilah Accioly](https://sibila.com.br/novos-autores/tres-poemas-de-leilah-accioly/12900) - LINGUAGEM FULGURADA voar com os pés no chão é um oxímoro cair e não se arrebentar é uma metonímia atirar-se da janela é uma ironia bater a porta pra nunca mais é uma elipse ser estar ficar parecer permanecer andar é uma enumeração caótica soltar os nós sendo nossos é uma silepse e é só
- [Mário Pedrosa: Primary Documents](https://sibila.com.br/impacto/mario-pedrosa-primary-documents/12895) - Mário Pedrosa: Primary Documents levou dez anos para ser editado e publicado. Agora publicado é um fato sem precedentes na história da arte brasileira, entretanto, NINGUÉM, nenhum museu brasileiro o celebrou, nenhum crítico de arte brasileiro o resenhou, o que dá – com certeza – a medida da situação precária da cultura brasileira. Editor(s): Gloria Ferreira, Paulo Herkenhoff
- [Por caminhos nunca desbravados](https://sibila.com.br/sem-categoria/por-caminhos-nunca-desbravados/13071) - Por caminhos nunca desbravados, Por dentro da mata nas margens dos lagos, Tendo escapado da vida exibicionista, De todos os critérios já publicados, dos prazeres, dos lucros, das conformidades, De tudo o que por um longo tempo eu oferecia à alma para alimentá-la, Agora patentes para mim critérios inéditos, patente para mim que a minha
- [Cabral e o marxismo](https://sibila.com.br/cultura/o-marxismo-a-maneira-de-cabral/13051) - Cabral [João Cabral de Melo Neto, 1920-1999] apareceu rápido no horizonte. Tínhamos praticamente acabado de realizar o Dau al Set [1948]. Ele estava aqui, acho, desde 1946, 1947. Nós nos distinguíamos por ser um grupo inquieto, que incomodava e ofendia, que não era conveniente. Essa era a nossa atitude. E acho que foi por isso.
- [Redescobrindo Hilda Siri](https://sibila.com.br/critica/redescobrindo-de-hilda-siri/13040) - A memória, como é sabido, é uma instância fundamental para a aquisição do conhecimento: não só como receptáculo na origem do mesmo, quando as sensações estimuladas pelo mundo exterior, após transformadas em imagens, são recebidas e armazenadas no cérebro, mas também como arquivo, onde o conhecimento é retido e mantido sob formas maleáveis.
- [UMA TRAGÉDIA NÃO NEGRA](https://sibila.com.br/critica/orfeu-da-conceicao-uma-tragedia-nao-negra/13045) - No filme Crimes and Misdemeanors (1989), escrito e dirigido por Woody Allen, há uma cena em que o personagem Lester – um bem-sucedido e pernóstico produtor de cinema e televisão, interpretado por Alan Alda – sintetiza, em resposta a uma pergunta que um jovem lhe dirige, sua teoria sobre a comédia. Lester narra que um aluno, durante aula em Harvard, lhe propõe a seguinte indagação: “Whats’s comedy?”. Sua resposta: “Comedy is tragedy plus time”. Lester argumenta que só com o passar do tempo é que se pode desentranhar a comédia, o riso, de eventos ou situações trágicas.Qual a razão de começar esse texto sobre a “tragédia carioca” do poeta Vinicius de Moraes com a lembrança dessa passagem fílmica? Ora, não se trata aqui, obviamente, de promover a gargalhada com relação ao Orfeu da Conceição[2], mas antes, de reconsiderar, tirando vantagem do tempo transcorrido desde sua criação e de sua primeira encenação, alguns aspectos contidos na peça de Vinicius de Moraes que, hoje – e a partir de uma suspeição não digo.
- [Além do muro](https://sibila.com.br/cultura/alem-do-muro/12964) - Beyond the wall (Além do muro) traz poemas dos três mais recentes livros de Régis Bonvicino: Estado crítico (2013, Hedra), Página órfã (2007, Martins Fontes) e Remorso do cosmos (2003, Ateliê Editorial). Os poemas foram traduzidos ao longo nos últimos 15 anos para publicação em revistas e para leituras do poeta nos Estados Unidos. O livro estampa cerca de 60 poemas. Este é o segundo selected poems de Bonvicino publicado nos EUA – o primeiro, Sky-eclipse (2000), editado também pela Green Integer, dava conta de um período anterior de sua obra. Os dois principais tradutores são Charles Bernstein e Odile Cisneros. Charles Bernstein é um dos grandes poetas e também um dos grandes críticos e teóricos de poesia dos Estados Unidos, com alcance mundial.
- [Imaginação Pataquérica](https://sibila.com.br/critica/a-imaginacao-pataquerica/12917) - Tal como o título sugere, trata-se de um texto-provocação de Charles Bernstein (publicado pela Chicago University Press em 2016 no livro Pitch of Poetry) em que se abordam, através de ajustes/ataques (fits), textos poéticos que admitem conceitos contraditórios (antinomianismo) na interpretação/performance de sua formação (midrash). Os bent studies, ou estudos torcidos (como a colher que se dobra, do mágico – explica o autor), trazem à baila os protagonistas abaixo – dramatis personae verticais x horizontais: os que defendem , em última análise, a poesia inovadora contra os “classicalistas”, que a excluem das aulas e das antologias. A essa poesia inovadora Charles Bernstein atribui uma imaginação pataquérica – inspirando-se quiçá em Alfred Jarry, o pai da patafísica – um termo plurívoco, com uma porção de derivados.
- [Perec, Borges e Oulipo](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/perec-borges-e-oulipo/13018) - Literatura e Matemática, de Jacques Fux, publicado em 2016 pela editora Perspectiva, pesquisa as relações entre Georges Perec e Jorge Luis Borges sob o viés da Matemática e Lógica. Além de focar seu estudo em um campo pouco explorado dos estudos comparados no Brasil, o livro abre espaço para questionamentos que precisam ser feitos àqueles que produzem literatura atualmente. Para entendermos melhor do que ele fala, vamos reforçar a definição do termo contrainte. Não falamos aqui de ‘constrangimento’, por mais que essa conotação não se perca por completo, dependendo da leitura que se faz daquilo que o Oulipo impõe a seus adeptos. Falamos de uma “restrição inicial imposta à escrita de um texto ou livro”, como afirma Fux. No caso, a novidade do grupo francês Oulipo, do qual Perec foi adepto, foi a proposição de contraintes matemáticas na criação de obras literárias, sem por isso deixar de fazer uso de outras, como as linguísticas.
- [DA MÚSICA OVO-PODRE E DA POESIA ZUMBI](https://sibila.com.br/critica/da-musica-ovo-podre-e-da-poesia-zumbi/13011) - A PBC (poesia brasileira contemporânea), assim como a MPB (música popular brasileira, para quem não se lembra), morreu. Quem constatou a morte da segunda não fui eu, mas Chico Buarque de Hollanda, que declarou, explicitamente: “A canção morreu” (e a canção era o gênero musical por excelência da MPB).
- [Happy Hip Rap Sad Hop: Tyler, the Creator](https://sibila.com.br/arte-risco/happy-hip-rap-sad-hop-tyler-the-creator/9278) - A razão original deste texto não era, no entanto, analisar o rap, notadamente o de Tyler Okonma e seu Odd Future, mas sim tentar uma comparação entre a poesia cantofalada do rap e a poesia escrita. Em parte, a resposta está no parágrafo inicial, quando me refiro à incapacidade de a poesia dar conta poeticamente do mundo contemporâneo e ao prosaísmo que a domina, encerrada em certo autismo autossatisfeito, enquanto o rap encara, em mais de um sentido, o mundo contemporâneo e nada tem de prosaico. Mas analisando as letras do Odd Future e de outros rappers, inclusive brasileiros, como os Racionais, chego à conclusão de que a principal diferença está no fato de que o rap consegue fundir estruturas propriamente poéticas, como os dísticos rimados em versos livres que dominam seus textos, a um coloquialismo ao mesmo tempo contemporâneo, forte, agressivo, realista e eficiente. Chega a ser paradoxal, pensando no coloquialismo buscado pelo modernismo poético no início do século XX: pois, neste caso, numa espécie de neomodernismo, o rap mantém o verso livre modernista enquanto recupera o dístico rimado da poesia tradicional, acrescentando à mistura esse coloquialismo radical, além de marcado por um fortepoetismo no tecido morfossemântico.
- [Um poema de John Yau](https://sibila.com.br/poemas/um-poema-de-john-yau/12978) - In gu rês John Yau É preciso falar Singlish para expressar um sentimento singapurense. Catherine Liu Eu nunca aprendi singlês Não sei falar taglês, mas já reconheci as mudanças tonais de burrês, pobrês e mendiguês Não sei in gu rês, mas vou estudá-lo por completo até seus quebrados e queimados ossos. Não sei in gu
- [Livro de Ronald Augusto](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/livro-de-ronald-augusto/12973) - Less is more. A célebre frase do arquiteto Mies van der Rohe parece acompanhar desde o princípio, como um baixo contínuo, a já longa produção poética de Ronald Augusto. Make it new, a não menos célebre formulação de Pound, também o acompanha desde sempre. Poeta clara e inequivocamente estabelecido dentro de uma tradição da poesia moderna que prima acima de tudo pela invenção, tendo como princípio um construtivismo rigoroso, e que teve e tem no Concretismo o seu programa estético mais consistente no âmbito da poesia brasileira, Ronald Augusto encontra-se aqui com o mais tradicional de todos os temas presentes na literatura do Ocidente, ou seja, o tema amoroso. Para mim, que acompanho mais de perto a sua trajetória poética desde a década de 1990, pelo menos, foi com absoluta surpresa que me deparei com À Ipásia que o espera. Diga-se de imediato que o tema amoroso, ainda que sem atingir a centralidade que obteve no período romântico, não foi abandonado pelos poetas modernos.
- [Hillarious](https://sibila.com.br/english/hillarious/12943) - #Hillarious #Incredibility #2017 Goingfwd: 2ward a fMotherland under Deconstruction Some Realtime Musings Between Now and Then 119 After Cecilia Corrigan’s Motherland 2016 @ ISSUE Project Room, December 3, 2016, 8pm, NYC, NYC, USA, tbc Kyoo Lee >> “A Political Witch-Hunt” >> “Lock her up” lock her up locker up & down there we go
- [Jet Ni: A New Year Round Robin from Myanmar](https://sibila.com.br/english/a-new-year-round-robin-from-myanmar-from-jet-ni/11392) - A most auspicious mingala new year to dear dear friends of Myanmar! The English New Year is the anniversary of Jet Ni’s father’s suicide. You might recall father ate fertilizer two years ago, when a crony businessman seized our ancestral land to make room for Mingala Hotel. Jet Ni now works for Mingala Hotel as
- [A invenção da arte](https://sibila.com.br/arte-risco/2008-2016/12833)
- [Livros de graça](https://sibila.com.br/impacto/livros-de-graca/12892) - A terceira temporada da coleção 'Leve um Livro' começa em janeiro de 2017. Com curadoria de Ana Elisa Ribeiro e Bruno Brum, a iniciativa tem colocado nas ruas de Belo Horizonte e região, em livretos gratuitos, a produção de autores contemporâneos como Caio Camacho, Ademir Assunção, Joca Reiners Terron, entre outros. As obras podem ser
- [Teoria do não-objeto](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/teoria-do-nao-objeto/12889) - A expressão não-objeto não pretende designar um objeto negativo ou qualquer coisa que seja o oposto dos objetos materiais com propriedades exatamente contrárias desses objetos. O não-objeto não é um antiobjeto mas um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais: um corpo transparente ao conhecimento fenomenológico, integralmente perceptível,
- [The Final Issue on A Year of Positive Thinking](https://sibila.com.br/impacto/the-final-issue-on-a-year-of-positive-thinking/12884) - The Final Issue on A Year of Positive Thinking Susan Bee and Mira Schor are proud to announce the publication of M/E/A/N/I/N/G: The Final Issue on A Year of Positive Thinking, to mark the 30th anniversary of our editorial collaboration. The first issue of M/E/A/N/I/N/G: A Journal of Contemporary Art Issues, was published in
- [O futebol brasileiro de invenção: Dicá da Ponte Preta](https://sibila.com.br/cultura/o-futebol-brasileiro-de-invencao-dica-da-ponte-preta/12879) - Apresentação: Em nome do pai Campinas, 12 de novembro de 1981. Depois de uma campanha brilhante no primeiro turno do Campeonato Paulista, encerrada com a conquista do título sobre o rival Guarani, a Ponte Preta patinava na reta final do returno e estava praticamente fora da briga por uma vaga na decisão. Mas
- [A musa em coma induzido](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-musa-em-coma-induzido/12831) - Em diálogo com A musa falida[1], http://sibila.com.br/critica/a-musa-falida/12349, conferência que Alcir Pécora, professor do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, ministrou na abertura do ano letivo 2014-15 para os estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, este ensaio estabelecerá uma discussão sobre a crise contemporânea da literatura a partir de duas vertentes correlacionadas: (i) a crise da representação literária, na esteira da crítica (pós-)wittgensteiniana às (im)possibilidades de apreensão e ressignificação do mundo mediadas pela linguagem, e (ii) a perda de juízo crítico das obras de arte associada ao questionamento do cânone literário por parte dos estudos culturais, que florescem no mundo anglo-saxão – Pécora se refere ao contexto propriamente norte-americano – com a eclosão dos importantíssimos movimentos pelos direitos civis dos negros, dos latino-americanos, das mulheres e dos LGBTs em meados do século XX.
- [A poesia de hoje](https://sibila.com.br/critica/a-poesia-de-hoje/12765) - Desde Baudelaire, o testemunho poético do fragmento urbano integra parte decisiva da melhor literatura Ocidental. Passar, ver, notar, anotar. Procedimentos de registro e aguçamento perceptivo capazes de monumentalizar o minúsculo, disposições estéticas para amplificar o feixe de sensações causado pelo fluxo convulso da paisagem urbana. Comecei a ler a poesia do Régis a partir dessa
- [Poesia da Provença](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/poesia-da-provenca/12774) - GUILHEM DE POITIERS (1071-1127) Ab la dolçor del temps novel folhon li bosc, e li aucel chanton chascus en lor latí segon lo vers del nòvel chan; adonc està já qu’òm s’aisí d’aissò dont òm a plus talan. Com a doçura do tempo novo florescem os bosques e as aves cantam cada uma delas no
- [A dialética do canto e das palavras](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-dialetica-do-canto-e-das-palavras/12789) - A seguir uma entrevista com Pèire Bec ou Pierre Bec, um dos maiores especialistas em poesia trovadoresca das últimas décadas, oportuna pelo fato de Bob Dylan acabar de receber o prêmio Nobel de literatura, reacendendo-se, em consequencia, toda uma discussão sobre a poesia trovadoresca e sua complexidade, sobre a alta e a baixa cultura e suas fronteiras agora também no século XXI. E, igualmente, sobre as origens da própria poesia e o debate sobre a qualidade das obras dos dos poetas-músicos.
- [O occitano na França](https://sibila.com.br/critica/o-occitano-na-franca/12762) - O acontecimento que se situa na origem da decadência da língua occitana é a Cruzada contra os Albigenses, que começa no ano 1209 e que tinha como objetivo lutar contra a heresia Cátara. Esta Cruzada provocou a perda do poder dos senhores do Sul (occitano-falantes), que foram substituídos polos do norte (que falavam francês). A partir desse momento o francês começa lentamente a instalar-se entre as classes altas e a ser utilizado na administração e também na literatura. O occitano será a língua falada polo povo durante séculos mas será prescrita dos usos oficiais (oficialmente a partir da ordenança de Villers-Cotterêts de 1539, mas de facto desde muito antes) e da literatura culta. A partir da Revolução Francesa e sobretudo da Lei Ferry de 1801 de escolarização obrigatória acelera-se o processo de substituição também nos usos orais. O occitano e as outras línguas regionais da França vão ser proibidas nas escolas. A transmissão geracional da língua rompe-se de maneira maciça no primeiro quarto do século XX.
- [Luiz Norões](https://sibila.com.br/cultura/luiz-noroes/12775) - Luiz Norões realizou, na segunda metade dos anos 1970 e durante a década seguinte, um conjunto de litografias. Esse conjunto de 27 trabalhos é singular no tempo e no espaço de sua ocorrência e por suas propriedades, ou algumas de suas realizações. Não sendo possível datar a execução das gravuras, algumas percepções ficam perdidas, mas é possível que elas não impeçam, em última análise, considerações ou questões que as imagens suscitam.
- [Poetas brasileiros na França](https://sibila.com.br/impacto/poetas-brasileiros-na-franca/12757) - Poetas brasileiros na França No dia 14 de outubro de 2016, em Grenoble (comuna francesa e capital do departamento de Isère, na região do Ródano-Alpes), será lançada a antologia Retendre la corde vocale: anthologie de poésie brésilienne vivante. A obra é organizada e traduzida por Patrick Quillier, poeta e ensaísta. Quillier, além de Professor
- [A Nova Utopia](https://sibila.com.br/poemas/a-nova-utopia/12688) - A exposição se utiliza de três poemas, um só do livro Estado crítico (Editora Hedra, 2013), os outros dois inéditos: “A nova utopia”, que lhe é título, o poema “Frontispício”, que foi projetado na fachada do prédio da OI em Ipanema, e o poema “Tempus fugit”, de Estado crítico.
- [Poemas de Bruna Piantino](https://sibila.com.br/novos-autores/poemas-de-bruna-piantino/12747)
- [Utopia e variados suportes](https://sibila.com.br/cultura/utopia-e-variados-suportes/12716) - A exposição foi concebida por Alberto Saraiva a partir dos poemas de Régis Bonvicino e principalmente do poema – então inédito – "A nova utopia”. A exposição utiliza vários suportes: primeiro uma projeção noturna e ao ar livre na fachada do prédio do poema intitulado “Frontispício”, depois, e já dentro do espaço da instituição, e ao longo da vitrine de 12 metros, expõe um poema que reflete sobre o Facebook (“Tempus fugit”) e, na galeria de arte, uma outra instalação com 12 monitores, que projetam na sala escura, vídeos gravados onde jovens falam trechos escolhidos de "A nova utopia". No centro desta sala foi colocado o poema-objeto, o trabalho que fiz em parceria com o Régis, com uma frase extraída do texto e inscrita uma folha de papel Arches dobrada e em vários sentidos, direções, e pintada de diferentes amarelos para cada dobra, de maneira que a estrutura favorece uma dinâmica planar para a leitura. Uma leitura tridimensional. Assim, posso afirmar que, a realização da exposição tem em sua variedade de suportes um forte aspecto experimental, a mostrar que, com isso, a poesia e as outras artes ganham ao se inter-relacionar. Estabelece-se um embate de linguagens que é próprio da arte, ou seja, não concluir, deixar em aberto fricções e possibilidades.
- [Godard e outros](https://sibila.com.br/cultura/godard-e-outros/12722) - Acossado de Jean Luc-Godard, é, a um só tempo, uma assinatura autoral e o anúncio de um modo crítico-citacional de realizar cinema em toda sua dimensão plural e aberta. Mostra como todos os filmes seguintes se conceberiam ao modo de uma experiência e uma suma do cinema (de outras artes, em especial, da literatura), da
- [Días animales (Dias animais)](https://sibila.com.br/novos-autores/dias-animales-dias-animais/12736) - Poemas de Dias animais Almudena Vidorreta com tradução: Carlos Castilho Pais Adorno Como resistir, de que maneira escrever agora depois de ter cheirado carne morta, de ter domesticado cem mil homens; como condenar mais uma só besta ao reduto terrífico de um verso. A ocasião que o destino nos devolve com a cabeça enfeitada estrangula
- [Um lugar sob o sol do além](https://sibila.com.br/critica/um-lugar-sob-o-sol-do-alem/12730) - Há algum tempo, escrevi um pequeno texto de apresentação na revista Cult sobre o filósofo e crítico russo-alemão Boris Groys (1947), pouco conhecido no Brasil. Como o tenho lido com muito interesse, pensei em estender a apresentação de seu pensamento aqui no seminário de psicanálise. Posso garantir que é dos mais originais entre a gente que, por ora, vive. A piada vai ficar clara mais adiante. Não por acaso Groys foi escolhido para escrever o catálogo da exposição The Air is on Fire, composta de desenhos, fotografias, pinturas e animações de David Lynch, exibida na Fondation Cartier pour l’art contemporain, em Paris, de 3 de março a 27 de maio de 2007.
- [Livro de Maurício Salles Vasconcelos](https://sibila.com.br/impacto/livro-de-mauricio-salles-vasconcelos/12684) - Lançamento de Meu Rádio (Coletivo Animal) – romance – Dia 9 de setembro, de 18 às 21 hs Na Casa Guilherme de Almeida Rua Cardoso de Almeida 1943 – Perdizes – São Paulo
- [CONCEPTUAL POETICS](https://sibila.com.br/poetry-essays/conceptual-poetics/2701) - . . . i had always had mixed feelings about being considered a poet “if robert lowell is a poet i dont want to be a poet if robert frost was a poet i dont want to be a poet if socrates was a poet ill consider it” —David Antin A poet finds a grammar
- [Paolo Leminski, tr. Bernstein & Bonvicino](https://sibila.com.br/sem-categoria/leminski/12675) - [untitled poem from Caprichos e Relaxos, 1983] My cut-off head Thrown in your window Moon-lit night Window Open Hits the wall Loses some teeth Falls to the bed Heavy with thought Maybe it's scary Maybe you'll blink Seeing by moon The color of my eyes Maybe you'll think It's just your alarm clock On the
- [João Cabral de Melo Neto (1920-1999)](https://sibila.com.br/english/joao-cabral-de-melo-neto-1920-1999/12668) - One of the most important Brazilian poets of the postwar generations,Cabral continues to exert a strong influence on many younger Brazilian poets. As Régis Bonvincino writes to me about Cabral: "Along with Carlos Drummond de Andrade and Murilo Mendes, Cabral is considered the best poet of Brazilian Poetry born in the 20's." Cabral's Selected Poetry: 1937-1990 is published
- [In the Kingdom of Poetry](https://sibila.com.br/poetry-essays/in-the-kingdom-of-poetry/2677) - John Yau (after Carlos Drummond de Andrade) Don’t write poems about yourself. Don’t call attention to your revelations or make confessions. Even if your intention is to expiate pain, overcome guilt, temper your understandable anger, don’t excavate your mother’s grief, brother’s sexual torment, sister’s thievery, father’s self-hatred, step-parent’s fortuitous star chart. Feelings are not poems.
- [Régis Bonvicino na OI FUTURO IPANEMA](https://sibila.com.br/impacto/regis-bonvicino-na-oi-futuro-ipanema/12618) - A Oi, o Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro convidam para a exposição A NOVA UTOPIA de Regis Bonvicino Curadoria Alberto Saraiva Abertura 30 de julho de 2016, sábado, às 19h30 OI FUTURO IPANEMA Galeria 1 e Vitrine (térreo) Visitação: 31
- [Os Teatros as Ondas as Tempestades](https://sibila.com.br/impacto/os-teatros-as-ondas-as-tempestades/12658)
- [A FALANGE DE MÁSCARAS DE WALY SALOMÃO](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-falange-de-mascaras-de-waly-salomao/12652) - Me segura qu’eu vou dar um troço devia, segundo Waly Salomão, ser lido com olho-míssil e não com olho-fóssil. Seguindo essa indicação, tentei iluminá-lo através dos seus livros posteriores e vice-versa. A consideração sincrônica da obra de Waly pareceu-me revelar, por trás de uma fragmentariedade ostensiva, uma identidade fundamental de preocupações: se bem que, como se verá, uma identidade na antiidentidade. Aos meus olhos, essa descoberta pareceu confirmar o acerto da abordagem inicial. Me segura qu’eu vou dar um troço (que doravante chamarei Me segura) foi publicado em 1972. Nos anos seguintes, Waly relatou muitas vezes as circunstâncias que ocasionaram a sua escritura. Em 1996, por exemplo.
- [Poemas de Ernst Jandl](https://sibila.com.br/poemas/poemas-de-ernst-jandl/12625) - c r i a d o r p q r adão co s tela de a dão os t ela d a d ão st u ela a d a o te la e v a d ã o conteúdo para fazer um poema eu não tenho nada uma língua inteira uma vida inteira um pensamento inteiro
- [Francesco Careri: Arquitetura e Poiesis](https://sibila.com.br/critica/francesco-careri-arquitetura-e-poiesis/12643) - Em princípio, Careri não se considera nem arquiteto, nem artista, nem professor. Careri informa que se apresenta às populações nômades, aos emigrados e aos refugiados que se estabeleceram e ou passaram pela periferia de Roma, onde ele atuou com seu grupo denominado “Stalker” e, com suas sucessivas turmas peripatéticas de alunos, como poeta.
- [DE CRÁPULA A HERÓI](https://sibila.com.br/cultura/de-crapula-a-heroi/12621) - O caminho cumprido por Emanuele Bardone, o protagonista de De crápula a herói, é muito mais complexo que o simplismo dos dois extremos presentes no título brasileiro do filme. Sua construção parece justamente atacar a ideia de que possam existir tipos com características tão estritas. Impossível não ver aqui também um caminho cumprido por Rossellini, de Roma cidade aberta para cá. Se quinze anos antes a guerra figurava como eliminadora das ambiguidades, ela agora passa a ser a própria fonte delas. Numa oposição entre a população oprimida por uma ocupação e a força militar ocupante e opressora, não restava muita dúvida de que lado ficar. Em De crápula a herói os lados continuam os mesmos, mas Bardone é a figura que transita entre as partes. Nem tão identificado com o sofrimento do povo italiano dominado, nem muito menos entusiasta do poder alemão, ele vai se moldando a partir da contingência, e não se furta a usar o artifício que for preciso para se sair melhor da situação em que se meteu. Um personagem, a princípio, quase antirrosselliniano.
- [A poesia na “era digital”](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-poesia-na-era-digital/12615) - O artista norte-americano Kenneth Goldsmith publicou agora em 2016, no Brasil, a obra trânsito*. O livro é uma versão em português de Traffic, lançado em 2007 nos Estados Unidos, dublada agora, no caso, por dois jovens poetas, que ainda sondam um caminho mais próprio. Uso o termo “dublado”, pois foi assim que o livro foi exposto no papel por seus tradutores. Também em sua apresentação, na internet, lê-se que o trabalho é composto “de textos que transcrevem os engarrafamentos transmitidos por uma rádio de trânsito em São Paulo na véspera de um final de semana prolongado”, acrescentando-se que “a versão brasileira dublou o mecanismo do original, chegando a um texto que, entre o ready-made e a crônica, transforma o material descartável das ondas de rádio em livro”.
- [Um retrato da miséria em Myanmar](https://sibila.com.br/cultura/um-retrato-da-miseria-em-myanmar/12604) - Jet Ni continua ainda na indústria de turismo. Continua inclinando-se respeitosamente aos turistas junto à porta do Mingalar Hotel que, se você lembrar, se encontra no remendo de terra que pertencia, outrora, ao pai camponês de Jet Ni. Agora, em nome do espírito de reconciliação, Jet Ni não irá lamentar que seu pai tenha comido fertilizante e tenha morrido, depois de longa agonia, após haver perdido nossa terra em prol do turismo, três anos atrás. Mesmo assim, Jet Ni seria negligente se não lhe contasse o que aconteceu com seu tio Myint Aung, do grupo de vilas de Kunlon, perto de Taung Gyi, a capital do Estado de Shan, no Myanmar oriental. Myint Aung encharcou-se de gasolina e ateou fogo a si próprio em protesto contra o roubo de mais de 5 mil acres da terra de sua fazenda, na sua região, por parte do Comando Oriental das Forças Armadas de Myanmar.
- [Daniil Kharms para crianças](https://sibila.com.br/cultura/daniil-kharms-para-criancas/12589) - Aos poucos Daniil Kharms (1905-1942), um dos principais nomes da vanguarda russa do início do século XX, vem sendo apresentado aos leitores brasileiros: em 2013, a editora Kalinka publicou Os sonhos teus vão acabar contigo, uma antologia de textos em prosa e verso do escritor, para adultos e crianças, organizada e traduzida por Aurora Bernardini,
- [Clarice Lispector: graça e exceção](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/clarice-lispector-graca-e-excecao/12555) - Uma mensagem perdida, informe, desterritorializada entre o não-tempo da literatura e o datado do jornalismo, larga pelo caminho um fragmento desconexo do texto que a antecede: “P.S. Estou solidária, de corpo e alma, com a tragédia dos estudantes do Brasil”. O recado póstumo ao final da crônica “Estado de graça (Trecho)”, assinada por Clarice Lispector (2004, p. 118) e publicada no Jornal do Brasil, em 6 de abril de 1968, precisava chegar do exterior às multidões que carregavam o corpo do menino Edson Luís nas ruas do Rio de Janeiro. Aparentemente descontextualizado, separado do todo, fraturando, minando o tempo da diegese, a passagem do calabouço despista a sua própria localização, pois o trecho que se disfarça como um corpo intruso na máquina da escrita pode ser o território todo. Contra o poder da linha dura, a escrita-cigana dissimula suas formas e conteúdos, largando pelos caminhos pegadas-fantasmas, intempestivas porque podem sempre ser recuperadas pelo corpo ferido das multidões, como um epílogo que continua.
- [A Poesia Viva de Paulo Bruscky](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-poesia-viva-de-paulo-bruscky/12565) - Nesse sentido, a influência de alguns mentores do poema/processo, como Wlademir Dias Pino e Moacy Cirne, é notável na produção de Paulo Bruscky, que compactua a noção de participação do público e transformação inerente a uma poética que não se encerra em si mesma nem no pé da página, mas sim em uma ideia, um conceito.
- [Ellen Maria Vasconcellos traduz Eduardo Milán](https://sibila.com.br/novos-autores/ellen-maria-vasconcellos-traduz-eduardo-milan/12572) - Antología Manto “Quando Cristo apareceu ninguém se deu conta”, digo “Por acaso se deram conta quando apareceu Dante?”, mendigo. Ninguém se deu. Por não se dar nem ceder devem dinheiro, devem vin- téns, moedas, carteiras. Bancos inteiros de areia que se adere aos dedos e não cai como areia, mas que se levanta como Empire,
- [A ironia de Baudelaire](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-ironia-de-baudelaire/12562) - A ironia de Baudelaire nos leva a desconfiar do poeta, pois ela nos lembra que antes de qualquer coisa, estamos diante de uma mera aparência. A ironia nos ensina a desconfiar dos cantos das sereias, pois o poeta pode ser um hipócrita, um mentiroso. Se anunciando como tal o poeta nos torna imune a toda mistificação. Através da ironia a arte se mostra como o que ela realmente é: ficção.
- [Ladrões de Bicicleta (Ladri di Biciclette)](https://sibila.com.br/cultura/ladroes-de-bicicleta-ladri-di-biciclette/12504) - Eixo temático: O desenvolvimento da técnica na sociedade do capital tende a aparecer como desenvolvimento tecnológico, com objetos complexos assumindo formas estranhadas, que sob certas circunstâncias sócio-históricas podem assumir alto potencial destrutivo. Na medida em que se amplia, o fetichismo da mercadoria imprime sua marca indelével na sociabilidade humana, constituindo formas complexas de fetichismo social, criando a aparência de uma tecnologia onipotente e malévola. O fetiche da técnica através dos objetos tecnológicos tende a ocultar a verdadeira dominação do capital como relação social a serviço da reprodução hermafrodita da riqueza abstrata. Na medida em que a tecnologia assume novas formas materiais, instaurando novas técnicas de virtualização de base bioinformática de intenso cariz manipulatório, tal fetichismo da técnica alcança maior intensidade e amplitude, principalmente no plano do imaginário social.
- [Letras e Humanidades](https://sibila.com.br/cultura/letras-e-humanidades-depois-da-crise/12497) - Ao falar da situação das áreas de Humanidades no contemporâneo, há duas situações em que não gostaria de incorrer. Primeiro, gostaria de evitar ao máximo um discurso cuja eloquência combina o estilo lamurioso com o edificante para demonstrar a importância das Humanidades em geral e das Letras em particular. Quando se fala delas nesse estilo, como se elas fossem um grande Bem Perdido, logo me vem à cabeça a velha e batida fábula da raposa e as uvas. Na fábula, sem poder alcançar as uvas, a raposa acaba fazendo o discurso do desdém pelo que deseja – de modo que a sua célebre esperteza se reduz ao esforço de enganar a si mesma, enquanto pensa enganar os outros. No nosso caso, o auto-engano é o mesmo, mas em vez de simular desdém, fingimos que choramos pela infelicidade das uvas que não serão comidas por nós. Em segundo lugar, também não quereria reproduzir diagnósticos abstratos a respeito da situação de crise no campo das Humanidades.
- [Léonce W. Lupette](https://sibila.com.br/critica/lugares-contemporaneos/12510) - Léonce W. Lupette nasceu em Göttingen, Alemanha. Poeta, tradutor e filólogo, estudou Literatura Comparada, Filosofia e Literatura Latino-americana em Frankfurt e em Buenos Aires. Membro da stallarte e.V. (www.stallarte.de), associação de promoção da arte. Tem participado de festivais internacionais de poesia, música clássica do século XX e artes plásticas. É coeditor das revistas Alba –
- [Colagens](https://sibila.com.br/arte-risco/colagens-2/12527) - colagem revolução 2009-1 colagem Rio-Cairo colagem, 2010 colagem, 2008-2009(1) colagem, 2008-2009 colagem, 2010 colagens 2009 (1) paixão de abril
- [Poema Anagramático](https://sibila.com.br/novos-autores/poema-anagramatico/12524)
- [Estado e mercado hoje](https://sibila.com.br/cultura/estado-e-mercado-hoje/12502) - Os períodos nos quais o Estado teve papel central no desenvolvimento econômico sempre foram acompanhados por um ataque contra sua intervenção no dito bom funcionamento dos mercados. Foi assim durante todo o século XX. E tem sido assim mesmo após a recentíssima crise financeira de 2008 e a recessão econômica em nível global: depois de um breve período – logo após estourar a crise – durante o qual todos concordavam que o Estado tinha um papel chave na salvação dos Bancos Centrais e no impulso ao crescimento, graças ao estímulo econômico, de repente, passou a prevalecer a opinião dos que viam com alarme o aumento da dívida pública (considerada, de modo equivocado, como causa da crise, quando, ao contrário, é efeito dela, em virtude de menor arrecadação, devido aos salvamentos cada vez mais onerosos, e assim por diante). Isso significa que a austeridade voltou a ser o prato do dia, enquanto qualquer medida mais consistente de política econômica e industrial tornou-se tabu.
- [A técnica do escritor em treze teses](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-tecnica-do-escritor-em-treze-teses/12473) - Quem se propõe a escrever uma obra de grande envergadura deve ser indulgente consigo mesmo e, ao terminar sua tarefa diária, deve se conceder tudo aquilo que não prejudique a continuidade da mesma. Fale sobre o já realizado, de todas as maneiras, mas não leia nenhuma passagem a ninguém do trabalho em progresso. Qualquer gratificação que você obtenha dessa forma irá retardar o seu tempo. Se seguir o conselho, o desejo crescente de comunicação tornar-se-á, ao cabo, um motor para a conclusão do trabalho.
- [O estado das coisas](https://sibila.com.br/novos-autores/o-estado-das-coisas/12484) - o que se pode esperar de um poema: que fique de pé e ande sem muletas mesmo sendo coxo como byron que não faça ver o pior cego mesmo sendo um glauco mattoso que não tenha pena de seus leitores como dylan thomas mas que também não seja sádico com eles como ninguém que eu
- [Susan Bee: Monster Mitt at Lisa Cooley Gallery, April 3 - May 15](https://sibila.com.br/impacto/susan-bee-monster-mitt-at-lisa-cooley-gallery-april-3-may-15/12480) - Lisa Cooley is pleased to announce Monster Mitt, a presentation of canvases by Susan Bee in the gallery office space. For the past 40 years, Bee has worked as a fine artist as well as a book artist, writer, teacher, and editor. As co-founder of M/E/A/N/I/N/G magazine, Bee’s prolific work as an editor situated and created a context rich with discourse around
- [O oco da fala](https://sibila.com.br/impacto/o-oco-da-fala/12477) - Através da fala daqueles que trazem as marcas da ditadura, vai surgindo uma São Paulo dolorida e amorosa…. Selecionado para o XX! Festival Internacional de Documentários, “É tudo verdade”, “O oco da fala”, produzido pela Clínica do Testemunho do Instituto SedesSapientiae, será exibido na Competição de curtas-metragens No Rio e em São Paulo São
- [Quem foi R. D. Laing](https://sibila.com.br/arte-risco/quem-foi-r-d-laing/12469) - Ronald David Laing, ou R.D.Laing foi um psiquiatra e psicoterapeuta escocês que se tornou famoso pela sua abordagem anticonvencional da psiquiatria, sobretudo no tratamento de pacientes esquizofrênicos. Ele nasceu em Glasgow em 1927, estudou medicina na Universidade de Glasgow, serviu como psiquiatra no exército britânico no início dos anos 1950, e posteriormente se mudou para Londres, onde fez sua formação na Tavistock Clinic.
- [A ÁSPERA BELEZA
DA POESIA QUE RENOVOU O MODERNISMO BRASILEIRO](https://sibila.com.br/critica/sobre-orides-fontela/12439) - A poeta paulista Orides Fontela (1940-1998) surgiu na cena literária brasileira da segunda metade do século XX por meio de alguns dos nomes mais influentes das críticas literária e acadêmica (a começar de Antonio Candido). E se revelaria, afinal, a poeta mais importante de sua geração, que reúne autores mais conhecidos, ou menos desconhecidos, como Hilda Hilst, Adélia Prado, Roberto Piva e Paulo Leminski. Entender os motivos da dissintonia entre sua importância e seu reconhecimento pode revelar algo ou muita coisa sobre o estado da poesia brasileira contemporânea, sua recepção pública e sua crítica. Quando descoberta por Davi Arrigucci Jr. através de um poema publicado no jornal de sua cidade, São João da Boa Vista, em 1965 (o que pouco depois resultaria em seu primeiro livro, Transposição, coorganizado por ele), Orides Fontela, sem o saber, e à mais completa revelia de seus 25 anos, estava ou foi posta no centro do embate mais duro travado nas letras brasileiras desde as primeiras reações e rejeições ao Modernismo de 22.
- [Mário Quintana: o poema faz-se](https://sibila.com.br/critica/mario-quintana-o-poema-faz-se/3133) - Descobri Mario Quintana através de Paulo Roberto Falcão – o melhor meio-campista que vi jogar, seja com a camisa da seleção brasileira, com a do Internacional de Porto Alegre ou com a da Roma. Falcão somava o Clodoaldo e o Gerson da Copa do Mundo de 1970, numa perspectiva mais contemporânea, renovada. Soube, pelos jornais, que o jogador o havia acolhido em seu Hotel Royal, em 1980, pois o Hotel Majestic, onde o poeta vivera desde 1968, encerrava suas atividades naquele ano.
- [A resenha "crítica" e os direitos do consumidor](https://sibila.com.br/cultura/a-resenha-critica-e-os-direitos-do-consumidor/9981) - Pois a ideia do direito do consumidor invade claramente a resenha crítica, como demonstrado pelas classificações que a concluem, e que são dela diretamente derivadas: o consumidor do produto analisado tem direito, ao fim e acima de tudo, à informação direta, clara e confiável sobre sua qualidade. Sem a moldura do direito do consumidor, as resenhas não trariam tais avaliações. Elas perdem, portanto, seu caráter estritamentecrítico para se inserir na órbita de um direito, o do consumidor. A resenha torna-se, de fato, um serviço. As implicações são grandes e talvez relevantes. Se a resenha é um serviço (ao servir de avaliadora – e, portanto, de avalizadora – das qualidades de um produto [“ótimo”, “bom”, “regular”, “AAA”, “AA+” etc.]), passa a ficar sujeita, ou deveria ficar sujeita, ao Código de Defesa do Consumidor: “Todo fornecedor de produtos e serviços no mercado de consumo deve obediência às disposições do Código de Defesa do Consumidor” (“Atualização do CDC”).
- [Poesia guerrilheira: Os versos do Araguaia](https://sibila.com.br/critica/poesia-guerrilheira-os-versos-do-araguaia/10234) - Um fato raro e pouco conhecido na história da poesia brasileira recente foi a reunião e a publicação de poemas escritos por guerrilheiros do Araguaia durante a guerrilha. Os poemas dessa pequena seleção são surpreendentes, em vários aspectos. Antes de comentá-los brevemente é preciso, porém, comentar ainda mais brevemente a própria guerrilha. A guerrilha na região do rio Araguaia, no Pará, durou entre fins da década de 1960 e 1974. Foi organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), de linha maoista, que pregava um caminho sino-cubano para chegar à Revolução no Brasil, somando a “via camponesa” de Mao Tsé-Tung (que contrariava o marxismo-leninismo “clássico”, centrado no proletariado urbano) ao vanguardismo guerrilheiro de Fidel e Guevara. Se esse foi o contexto ideológico da guerrilha do Araguaia e de seus participantes, os poemas ali surgidos escapam da cartilha.
- [Perspectivas da crítica literária hoje](https://sibila.com.br/critica/perspectivas-da-critica-literaria-hoje/12433) - Estudar literatura hoje é algo estranho; deveria ser a coisa mais fácil, e, no entanto, é o troço mais complicado. Deveria ser a coisa mais fácil, porque o que é necessário é pouco, e está disponível. Para estudar literatura direito você só precisa de quatro componentes básicos: livros, tempo, boca e ouvido. Idealmente, a coisa funcionaria da seguinte maneira: a pessoa lê uma diversidade de textos, simplesmente por curiosidade, porque são interessantes e dão prazer;
- [A Amazônia devastada](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-amazonia-devastada/12430) - Na Amazônia, fala-se muito em preservação da floresta. A afirmação de que o homem precisa conviver com a natureza já é frase surrada entre ambientalistas e simpatizantes da causa ambiental. O homem, há anos, devasta a mata (ou o que resta dela). Mas qual a importância da cobertura vegetal nas cidades? Seria possível a vida em uma cidade sem árvores? Nas cidades, as áreas verdes diminuem o estresse de seus habitantes. Sossega os inquietos. Anima os tristes. À sombra de uma árvore quem não se anima a caminhar a segunda milha?
- [Má-fé na tradução](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/ma-fe-na-traducao/12426) - Má-fé, no sentido sartriano de enganar não apenas os outros, mas também de enganar-se, é o conceito usado por Cyril Aslanov para discorrer sobre A tradução como manipulação (Ed. Perspectiva e Casa Guilherme de Almeida, 2015). Em seu livro, o professor israelense expõe e comenta casos de falsificações, negligências, censuras, motivações políticas, boicotes, deficiências do Google Tradutor, bajulações, apropriações e também casos em que a má-fé percorre outras camadas do texto, por vezes chegando ao seu estatuto ontológico. Apesar do cinismo contido nas atitudes descritas acima, Aslanov considera a boa intenção de tradutores, mas considera também o resultado desse tipo de tradução “fiel e laboriosa” quase sem salvação. É inevitável nos lembrarmos de traduções de títulos de filmes e livros que encontramos sempre que vamos às lojas ou ligamos a TV. A propósito, o autor também dedica um capítulo à fraude na tradução simultânea. Para Aslanov, “o tradutor não está traindo ninguém. Ele apenas procura subterfúgios que tornem o texto aceitável para o leitor”
- [MORALIDADE E ESTADO DE DIREITO](https://sibila.com.br/cultura/moralidade-e-estado-de-direito/12422) - A legitimidade carismática é um obstáculo ao desenvolvimento da democracia e da nítida percepção das instituições. Ela sacrifica o caráter abstrato da isonomia do Direito em nome das características personalíssimas de algum protagonista investido de dons salvíficos. Mas a racionalidade crítica e o deslumbramento com o carisma correm em sentidos opostos: a primeira requer a educação prolongada da cidadania e da opinião pública, o segundo, apenas uma manipulação eficaz dos afetos mais básicos.
- [Pablo Neruda em Rangum, Burma](https://sibila.com.br/poemas/pablo-neruda-em-rangum-burma/11587) - O poema “Rangum” consta de Memorial de Isla Negra, publicado em 1964, por ocasião do sexagésimo aniversário de Pablo Neruda. Neruda escreveu, em parte, Residencia en la tierra, de 1935, em Rangum, então capital de Burma, onde viveu em 1927, na condição de cônsul chileno. Em seguida, como diplomata, oficiou no Ceilão, em Singapura e pôde conhecer o Oriente – tão fundamental para os melhores momentos de sua escritura. Na cidade de Rangum, com 23 anos, liga-se a uma prostituta, a qual nomeia como Josie Bliss, sem nunca revelar seu nome birmanês.
- [Assêmico-Panssêmico](https://sibila.com.br/arte-risco/assemico-panssemico/12416) - Jim Leftwich está definitivamente certo ao dizer que não há realmente uma coisa ou sinal perfeitamente “assêmico”, uma vez que tudo transmite algum significado, tudo pode encontrar seu caminho para – pelo menos – um interior “emocional” (garatuja de) significado. Ele fala de “pansemia” (a partir do prefixo grego “pan” = todo), e ao fazê-lo
- [Revendo o filme O Som ao redor](https://sibila.com.br/cultura/o-som-ao-redor/12402) - Durante os créditos que são mostrados na abertura do longa de Kleber Mendonça Filho , O som ao redor, um filme que vi ontem no Film Festival de Los Angeles – é nos mostrada uma curta história visual da cidade brasileira do Recife, do estado de Pernambuco, no nordeste do Brasil. Os grandes edifícios coloniais, no meio do nada, parecem transformar em anões os trabalhadores nativos do campo, cujo trabalho pesado, obviamente, tornou rica esta parte do país, particularmente a dos senhores de engenhos.
- [Adeus, Macunaíma](https://sibila.com.br/cultura/adeus-macunaima/12394) - Adeus, Macunaíma! Porque, afinal, ele está morto, e com ele deveria sucumbir essa condescendência tão tipicamente paulista, a que fez do “nenhum caráter” apanágio da malandragem mestiça, refúgio sentimental da brasilidade recôndita, narrativa apascentadora em face do extermínio antigo, moderno e contemporâneo dos povos da floresta. Que mais ilumina essa Ursa Maior melindrosa, além das covas rasas dos milhões de desterrados sem escrita, sem nome nem memória? Será mesmo uma rapsódia que o bardo Andrade quis solfejar, ou tudo não passou de uma pastoral turístico-aprendiz, uma visão triste-sorridente dos enredos dispostos por Koch-Grunberg, uma brincadeira para enganar o calor e salvar-se do spleen araraquarense? Porque tudo se passa como se não passasse. E daí os folcloristas do pé-quebrado de hoje querem fazer desse folclorismo fantasista de antanho signo da identidade nacional-popular modernista. E juntam e rejuntam Mário de Andrade com Paulo Prado .
- [A poética das redes sociais](https://sibila.com.br/critica/uma-poetica-de-redes-x-tradicoes/12381) - A Poesia tomou sua forma no interior das Tradições. Agora, as Redes têm, praticamente, substituído as Tradições. As Tradições se formaram entre os Vivos e os Mortos. As Redes se formam entre os Vivos. A ausência dos mortos confere às Redes qualidades que não são deste mundo. Escrever nas Redes é diferente de escrever nas Tradições. Essa distinção é crucial.
- [Estações do ano](https://sibila.com.br/novos-autores/estacoes-do-ano/12376) - Primavera Primavera perdida num Calor do inverno Roxos em cascatas Trepadeiras em flor Sutilmente enganadas Por ordem superior Orquídeas atentas ao Relógio do sol Pintalgam os muros em Todo o quintal Esperanças despertas Em tempos de Caos Cores expressionistas Afirmando a Luz Colam-se à retina Pintando acajus babaçus baiacus bambus belzebus E os sinos de
- [Apología de la droga](https://sibila.com.br/poemas/apologia-de-la-droga/12288) - Como decía huidobro la vida se parece a un pasamontañas. Como decía parra la vida se parece a un pasamontañas. Como decía neruda la vida se parece a un pasamontañas. La vida se parece a un pasamontañas, a decir de mistral. Según díaz-casanueva, el hombre nace, crece, se desarrolla, se vuelve fascista y muere. Según gómez-correa, el hombre se descompone y regresa de la tumba, para predicar la inexorabilidad del fascismo. En la obra de zoilo escobar ya se podía entrever el surgimiento de una sociedad delatora. Asimismo la poesía de juan marín ya daba señas de la insufrible sociedad delatora en que actualmente vivimos.
- [Nota sobre Frank Stella](https://sibila.com.br/cultura/artes-plasticas/12366) - O museu Whitney, em Nova York, produziu uma exposição retrospectiva das obras de Frank Stella, considerado um dos mais influentes artistas norte-americanos atuais. A mostra se encerrou em fevereiro de 2016. Suas criações teriam servido de inspiração para muitos dos pintores abstratos dos últimos cinquenta anos, como destaca o catálogo da exposição. No Brasil, seu discípulo mais conhecido é Nuno Ramos, que parece ter herdado de Stella suas concepções abstratas monumentais e também outras ideias sobre o fazer artístico. Segundo Stella, aprender a pintar consiste no ato de olhar outras pinturas e depois imitar “os processos intelectuais e emocionais” desses pintores. Sabe-se que Ramos costuma retomar, numa escala “monstruosa”, obras de outros criadores.
- [Relendo de Machado de Assis](https://sibila.com.br/critica/relendo-de-machado-de-assis/3102) - De sorte que a forma, não só em Machado mas em todos os autores modernistas, aparece, via de regra, situada no meio do caminho entre a pura repetição e a pura diferença. All’idea che la storia sia stata scritta una volta per tutte si oppone la scrittura, che scrive la storia, questa e quella
- [A guerra secreta da CIA contra a Cultura](https://sibila.com.br/cultura/a-guerra-secreta-da-cia-contra-a-cultura/12339) - O livro Who Paid the Piper: The CIA and the Cultural Cold War (London: Granta Books) de Francis Stonor Saunders conta em detalhes a maneira como a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) infiltrou-se e influenciou um grande número de organizações culturais por meio de seus agentes e de organizações filantrópicas associadas, como as Fundações Ford e Rockfeller. O livro revela ainda como a CIA no pós-guerra alistou muitos intelectuais na campanha para provar que o engajamento à esquerda é incompatível com a arte séria e o conhecimento. A autora, Francis Stonor Saunders, detalha como e por que a CIA patrocinou congressos culturais, montou exibições de arte e organizou concertos. A Agência também publicou e produziu autores conhecidos que seguiam essa linha de Washington, patrocinou a arte abstrata e fez ataques à arte de conteúdo social. E, em todo o mundo, financiou publicações que atacavam o marxismo, o comunismo e as políticas revolucionárias.
- [A vida depois do Buda punk](https://sibila.com.br/critica/a-vida-depois-do-buda-punk/12341) - Se Disney proibiu o selfie-stick é porque interpunha demasiada distância entre o eu e o eu. Para que o sistema se clone, o eu não deve colocar distância alguma entre o Vil Eu e o Vil Eu. Qualquer distância ameaça tornar-se crítica. Esta época consiste em ocultar as verdades de Buda. Mesmo que o Budismo seja o ponto alto do pensamento terrícola, queremos alegar que esta flecha nunca nos feriu. A literatura contemporânea é um passeio por parques de diversões. Nas literaturas experimentais, gringos veteranos como Burroughs e Acker já não seriam possíveis hoje em dia. O punk já está proibido. Ser escritor na Era Facebook significa Portar-se Bem: Like! Like! Like! Quase tudo o que tem a ver com Milênio é detestável: foi desenhado pelas mídias. A tudo o que acontece reagem com uma referência ao mundo do espetáculo. Cada coisa que acontece no mundo lembra-lhes um filme ou um vídeo.
- [Livro de Régis Bonvicino e Susan Bee](https://sibila.com.br/poemas/livro-de-regis-bonvicino-e-susan-bee/12346) - Criei o selo Global Books para editar poetas que considero importantes não só apenas em suas tradições, mas também em nível internacional. O nome Global Books encontra sua origem num estudo de livros de artistas da Collectif Génération, feito por Paul Van Capelleveen, conservador da Biblioteca Nacional da Holanda. Ao longo dos anos editei poetas como John Ashbery (Estados Unidos), Jean-Louis Baudry (França), Michel Deguy (França), Ann Lauterbach (Estados Unidos), Kenji Nakagami (Japão), Mónica de la Torre (México), John Yau (Estados Unidos) e Jean-Pierre Verheggen (Bélgica), entre outros tantos bastante significativos.
- [New York by Renan Arango](https://sibila.com.br/arte-risco/new-york-by-renan-arango-2/12286)
- [Conversa com João Cabral de Melo Neto](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/conversas-com-o-poeta-joao-cabral-de-melo-neto-2/12301) - Documentários às vezes são pouco conhecidos do público em geral por não fazerem parte dos circuitos comerciais de cinema. É o caso de Recife/Sevilha, exibido apenas em um canal fechado de TV e em festivais, a exemplo da XXVII Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e do XXXI Festival de Cinema de Gramado, ambos em 2003.
- [O reggae no Maranhão](https://sibila.com.br/sem-categoria/o-reggae-no-maranhao/12292) - Um dos desfalques entre os lançamentos da 9ª Feira do Livro de São Luís (FeliS) foi o livro Da Terra das Primaveras à Ilha do Amor, do antropólogo Carlos Benedito Rodrigues da Silva. Publicada em 1992 como dissertação de mestrado em antropologia cultural, a obra, que traz como subtítulo “reggae, lazer e identidade em São Luís do Maranhão”, foi a primeira tentativa de compreender um fenômeno de dimensões épicas: a migração do gênero musical da ilha caribenha da Jamaica para São Luís do Maranhão. Grande feito, numa época em que a ordem na academia era ignorar uma realidade que então já entrava por olhos e ouvidos de todos. Durante a FeliS de 2014, por ocasião de uma mesa de debates da qual ele participava ao lado dos jornalistas Otávio Rodrigues e Karla Freire, provoquei Carlão, como é conhecido o antropólogo – um simpático rasta de porte avantajado – para que republicasse a obra pioneira na Feira.
- [Os encontros literários](https://sibila.com.br/critica/os-encontros-literarios/12260) - Proponho que suspendamos definitivamente os encontros literários. Os encontros literários são nefastos por todos os ângulos que se analise; são eventos que dão lucro, como já se disse, às empresas e aos organizadores e que servem de consolo vazio a poetas e romancistas. É melhor encontrar outras soluções para a poesia e para a literatura.
- [Entrevista a Jane Joritz-Nakagawa](https://sibila.com.br/cultura/entrevista-de-paul-hoover-a-jane-joritz-nakagawa/12214) - No verão de 2015, Jane Joritz-Nakagawa embarcou numa conversação, via e-mails, com o poeta, tradutor, editor, ensaísta e romancista Paul Hoover para discutir o futuro do New American Writing (uma revista que tem sempre destacado poetas americanos e não americanos, tradução de poesia e várias edições especiais), a carreira de Paul e seu trabalho mais recente. O poema contém poucas sentenças, mas muita música e jogo de palavras. Escrevendo dessa maneira, os alunos se veem forçados a pensar palavra por palavra, e não de frase por frase. Para confirmar o esquema, eu leio o final do poema duas ou três vezes mais. Algumas pessoas usam o termo “abstrata” para qualificar esse tipo de poesia. Mas não é abstrata; é uma dança viva de palavras, que leva a mais do que uma direção. A segunda tarefa do dia era um poema de três páginas a ser começado no meio de uma frase e a terminar no meio de outra. Os modelos eram os poemas longos de Gwendolyn Brooks (“In the Mecca”), Louis Zukofsky (“A”-14).
- [Fall 2015 | Highlights](https://sibila.com.br/impacto/fall-2015-highlights/12267) - Eduardo Kac Fall 2015 | Highlights Eduardo Kac, Tesão, 1985. Minitel artwork, 9.64 x 9.8 x 9.64 in (24,5 x 25 x 24,5 cm). Edition of three. Electronic Superhighway Whitechapel Gallery, London January 29 - May 15, 2016 Kac's Minitel artworks (pre-web digital network) will be featured in Whitechapel Gallery's landmark exhibition that highlights
- [Indústria editorial no Brasil](https://sibila.com.br/cultura/industria-editorial-no-brasil/12221) - Toca o telefone, atendo e um tal de sr. Herrero me pergunta se posso recebê-lo. Explica que é representante de editoras espanholas e que gostaria de me conhecer pessoalmente. Estamos em 1982, três anos após a constituição da minha empresa. Como todo bom vendedor, o sr. Herrero é simpático e comunicativo, vai apresentando os catálogos de dezenas de editoras. Oferece abertura de crédito imediato, 180 dias para pagar sem obrigação de assinar um contrato e/ou promissórias e acrescenta que, se tiver qualquer inconveniente no meio do caminho, tudo bem, o prazo pode ser estendido. Fácil, extremamente fácil. Nunca esquecerei. Ele escrevia só com caneta verde e se autoatribuía o título nobiliário de “Conde de Tinta Verde”. Luz verde, portanto, para ampliar possibilidades de negócio e um conselho: “Vai para a Espanha. Tem uma feira profissional em setembro. O pessoal precisa conhecer o teu trabalho”. Os vinte metros quadrados da Letraviva não cabiam em si. Abria-se um novo horizonte.
- [Manifesto Baphywave](https://sibila.com.br/novos-autores/manifesto-baphywave/12246) - BA PHY PHY NA BAPHYWAVE IS OUR EXPRESSION Vocês são os surfistas da baphywave. Sonho com você sonhos repetidos. Consequências de um apaixonamento que gestado em poucas semanas e já passado os nove, onze, treze meses Rima. Solução. Sonhos reprisados como sessão da tarde vista pela milésima vez. Ghost. Baphywave truqueira. O bafo é o
- [Anti-Humboldt: A Reading of the North American Free Trade Agreement (a bilingual excerpt)](https://sibila.com.br/english/anti-humboldt/12203) - by Hugo García Manríquez from Litmus Press & Aldus English excerpt: pdf Español extracto: pdf pdf La introducción en español sigue al inglés. ON ANTI-HUMBOLDT (selections) In an article from 2010, “Alarma mundial por la violencia en México” (“World Alarm at Violence in Mexico”), Mexican journalist Marcela Turati cites the conclusions from a report prepared by
- [Drummond e Leminski ainda valem?](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/drummond-e-leminski-ainda-valem/5048) - Portanto, se olharmos com clareza para o tempo presente, logo percebemos que a poesia não se encontra oculta, restrita a círculos especializados, está em circulação e, somente (considerando que o livro de poesia impresso já não serve para captar o interesse de um grande número de pessoas) a ela carece espaço nos jornais e televisão, veículos que ainda parecem interferir e condicionar mais a formação da opinião e do gosto público, num sentido behaviorista, inclusive.
- [Poemas de Yao Feng (chinês, inglês e português)](https://sibila.com.br/poemas/poemas-de-yao-feng-em-chines-ingles-e-portugues/12156) - Chuva ao fim da tarde As gotas da chuva batem no telhado, porta e janela, com tanta pressa, como crianças nuas rogando abrigo. Como não sou rio, nem sou terra, nem o meu corpo cheio de buracos é um pedaço de esponja, em suma, não passo de um animal que apodrece depressa caso vivesse na água. Com o vento agora intenso, os dedos da chuva tornam-se mais grossos, avessos ao tempo estiado, insistindo em agarrar-se às goteiras do telhado.
- [Bifurcações](https://sibila.com.br/impacto/matadouro/12171) - matadouro a província diz não aos seus filhos, rude e árida, mesmo quando farta e molhada. entoa liturgia de campo arrasado. a província tem canto maldito. não hospeda sementes em seu leito. exporta desertos para quem mal diz sua sina. a província é geografia esquecida. nenhum coração palpita por seu mapa. nas suas rotas corre sangue de matadouro. a província deflagra dizimações. cultiva um cemitério vasto. sisuda e quente, cozinha a própria cria.
- [Música popular na Bahia](https://sibila.com.br/cultura/a-musica-popular-na-bahia/12149) - A história musical baiana começa com a vinda do primeiro bispo nomeado para a Bahia pela Coroa Portuguesa, D. Pero Fernandes Sardinha, que aqui chegou em 1º de janeiro de 1552 trazendo consigo um musico, Mestre de Capela, para ensinar aos alunos do Colégio dos Jesuítas. Mais adiante o irmão do poeta Gregório de Matos, Eusébio de Matos, também conhecido como Frei Eusébio da Soledade, (nascido na Bahia em 1629, um exímio tocador de harpa e viola, compondo hinos religiosos e cantos profanos), tornou-se o responsável pela formulação das primeiras regras de ensino de música. O tempo passa e no início do século 19, através de uma carta régia expedida por D. João VI, é criada na “cidade da Bahia”, em 30 de março de 1818, uma cadeira de música, nomeando-se José Joaquim de Souza Negrão como seu primeiro instrutor e diretor. Terra inspiradora de grandes artistas do século 19 produz e consagra nomes como José Joaquim de Souza Negrão.
- [From Ovid's The Cures For Love: Version by Peter Valente](https://sibila.com.br/sem-categoria/ovids-cures-for-love/12186) - excerpt from Let the Games Begin (Talisman, 2015, available from SPD) 5. If for some reason you need to stay in the City, (Ah, let me guess: your mistress!), then please listen to my advice from the City. That man who snaps the chain around his heart frees himself from pain and he won’t have to feel
- [Escuche "Rrrr"](https://sibila.com.br/critica/escuche-rrrr/12153) - "Rrrr" es una pieza sonora del artista japonés Adachi Tomomi (1972), incluida en su disco Sparkling Materialism del año 2000. El disco está compuesto por "17 pieces performed by voice, body, electronics and self-made instruments", que fueron grabadas en vivo, en una sola toma y sin ediciones posteriores. Esta pieza en particular, según se nos indica, incluye "tomomin, voice, electronics". El Tomomin fue creado en 1994 y fue el primero de los instrumentos construidos por Adachi. Es un oscilador monofónico, con solamente una perilla, montado, al igual que otros instrumentos posteriores que ha creado, sobre un tupperware. Para Adachi responde tanto a una necesidad práctica pero también a sus principios como artista: "I am building self-made electronic instruments because I am interested in my own personal physicality. Commercial musical equipments follow general ideas about music. It disturbs you [to] make an original music. The DIY approach to technology allows you to get an original voice from electronics".
- [Torquato: a obra é a própria biografia](https://sibila.com.br/cultura/torquato-a-obra-e-a-propria-biografia/12145) - Ele mantinha uma posição cultural muito sofisticada e exigente. "Geleia Geral" era um espaço disputado, porém, Torquato não favorecia uns para excluir outros. Retirou-se, mas foi um grande agregador de valores e expressões.
- [A música erudita do Brasil](https://sibila.com.br/cultura/a-musica-erudita-do-brasil/7428) - Neste ano, que é também o do aniversário de cem anos do Pierrot Lunairede Arnold Schöenberg, o compositor santista Gilberto Mendes completa noventa anos de idade. Para comemorar, a Sibila foi até a sua casa em Santos e, muito calorosamente acolhida, bateu um papo agradabilíssimo tanto quanto instigante com ele e o escritor Flávio Viegas Amoreira, seu amigo pessoal e parceiro em alguns trabalhos. A presente entrevista consiste nesta conversa, aqui transcrita na íntegra. Gilberto nos conta a história de sua trajetória como um compositor que viveu plenamente o século XX em seus muitos momentos decisivos e comenta seus pontos de vista em relação à criação, ao gosto, à técnica e à escuta da música. Além disso, a literatura e a música aparecem como tópicos centrais desta entrevista, bem como do próprio pensamento que norteia a trajetória desse músico. Mendes iniciou seus estudos de música aos dezoito anos, no Conservatório Musical de Santos, com Savino de Benedictis e Antonieta Rudge. Praticamente um compositor autodidata, trabalhou com músicos como Cláudio Santoro e Olivier Toni, e participou do Ferienkurse fuer Neue Musik de Darmstadt, em 1962 e 1968.
- [poemas de Júlia de Carvalho Hansen](https://sibila.com.br/novos-autores/poemas-ineditos-de-julia-de-carvalho-hansen/12113) - O futuro? Tem orelhas, mas é surdo. E é manco. Se arrasta, sem espanto mais alheio do que lúcido com o nosso despreparo. Se fosse um deus amava o humano mas, como não existe, o futuro tem de amansar seus ventos, marcando as peles, as montanhas. Sendo um gênio, não é um exército de cronogramas,
- [A música, muito além do instrumento](https://sibila.com.br/poemas/a-musica-muito-alem-do-instrumento/2863) - No início de 2002, por diversão, decidi fazer um livro com cem versos de todos os temposda poesia brasileira (colônia e depois). Fechei-me no carnaval daquele ano e construí a primeira versão do que só agora se traz a público, com alguns poetas portugueses incor- porados. Desde então, fiz várias revisões no trabalho, excluindo um
- [András Petőcz, from In a Ray of Sunlight](https://sibila.com.br/english/petocz-from-in-a-ray-of-sunlight/12129) - Full pamphlet, In a Ray of Sunlight, at EPC Digital Library (pdf) translated from Hungarian by Nathaniel Barratt (Budapest: Corvina Books, 2008 new york, madison avenue if you were to say new york, i’d say madison ave, it’s nighttime, i’m heading downtown towards 31st, i’m looking for a sandwich, or something, and have no idea how
- [Os Alfenins sem açucar de Adrain](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/12117/12117) - CONSUBSTANTdJETIVOS COMUNS de ADRIAN’DOS DELIMA O artesanato-culinário do poeta no livro anunciado no título de meu texto não é, óbvio, vindo de uma cozinha industrial. Seus doces são, paradoxalmente, feitos sem açúcar. Com afetos, penso que sim, uma vez que crítica, derrisão, corrosão podem ser afetos. Não obstante, não é nada disso que quero falar,
- [Relevos: Olhar-Gesto-Objeto](https://sibila.com.br/arte-risco/relevos-olhar-gesto-objeto/12085) - Mais uma vez, esses Relevos recentes de Luciano Figueiredo atestam uma das mais contínuas adesões ao construtivismo, seja na história ou na atualidade artística. Obra de uma coerente inventividade, profundamente convencida da relevância presente e ainda inesgotada da aventura abstrato-geométrica brasileira, Luciano coloca em ação aquela atitude experimental que nos deu tantas obras decisivas e fundamentais, identificadas logo à primeira vista. Diante deles – Relevos – ocorre, de imediato, a indagação: relevo, pintura ou objeto?
- [Gracián e Vieira: o lugar do “mistério”](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/gracian-e-vieira-o-lugar-do-misterio/12060) - O topos do “mistério”, aplicado por tratadistas e oradores do século XVII, funda-se no postulado de uma natureza cujas espécies repõem uma substância infinita e invisível, análoga e proporcional à divindade. Enquanto sobreposição do infinito no finito, a proposição de uma “presença sem vista” tem sido interpretada, na história da cultura, como paradoxo e artifício gratuito, como efeito típico de uma época que se toma por “miracular”[1] e afeita a toda sorte de irracionalismos. Entretanto, retomadas algumas de suas referências históricas, aqui exemplarmente atinentes ao emprego que delas é feito pelo jesuíta aragonês Baltasar Gracián (1601-1658) e pelo jesuíta português Antonio Vieira (1608-1697)
- [Régis Bonvicino na Feira do livro de São Luis, Maranhão](https://sibila.com.br/impacto/regis-bonvicino-na-feira-do-livro-de-sao-luis-maranhao/12076) - DIA 09/10 (sexta) às 20 horas AUDITORIO PRINCIPAL Lourdinha Lacoix Palestrante: Régis Bonvicino (SP) Poesia e crítica Tema: Presença internacional da poesia Mediador: Fernando Abreu
- [SIBILA DEBATE 64: Francisco de Oliveira
“achava o Lula um pouco farsante”](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-achava-o-lula-um-pouco-farsante/11925) - Foi quando veio o [marechal Humberto de Alencar] Castelo Branco, que pôs na chefia do aparato de repressão, na verdade, na coordenação, um general (nunca me esqueço dele porque foi meu colega na Cepal, o exército mandava oficiais fazerem curso na Cepal), Estevão Tauvino de Rezende. E um dia, não sei por qual circunstância, ele me encontrou.
- [Bonvicino decanta Bernstein](https://sibila.com.br/critica/bonvicino-decanta-bernstein/12070) - Não é comum em poesia a publicação de livros que realmente interessam, como é o caso aqui, de Histórias da guerra. Mas só para os que estão preparados para pôr em questão suas grandes e pequenas certezas mais preservadas. O trabalho de Charles Bernstein é desses capazes de efetivamente desestabilizar variados campos de práticas e criações, formas arraigadas de pensamento, ideias comuns naturalizadas, imagens corriqueiras, sentidos admitidos, sintaxes previsíveis, aberturas e desfechos notórios. “Basta!”, como intitula o poeta um de seus textos aqui traduzidos. Uma múltipla negação à procura de novos territórios para a poesia e a crítica, para a presença do pensamento do poeta no espaço cultural, social e político. A responsabilidade radical com a invenção de novas formas em sintonia com o presente, o contemporâneo traduz-se numa variedade incrível de vozes, de respirações, cada uma delas um campo de implicações, inclusive literárias.
- [A FUTURA LIT(ERATURA)](https://sibila.com.br/critica/a-futura-literatura/12063) - A internet e, sobretudo, a consolidação das formas de sentir o mundo do espetáculo transformaram a literatura. As gerações leitoras que se formaram antes da MTV e dos reality-shows quem sabe tenham acabado por aceitar que as gerações seguintes já não processariam a literatura mediante os livros habituais (de Baudelaire, de Rimbaud, de Neruda etc.). Para muitos leitores do Milênio, a literatura foi um outro ramo da propaganda publicitária em vídeo, já quase sem emprego. No Mundo Warhol 2.0, Dostoiévski primeiro foi substituído por Phil Donohue e, logo em seguida, P. D. tornou-se um inconfessável dinossauro e sofreu Desert Storm via Big Brother e, finalmente, Lady Gaga, ainda madame mainstream do Weird-Normal.
- [Lies about the truth](https://sibila.com.br/poetry-essays/lies-about-the-truth/2663) - The most significant recent anthologies of Brazilian poetry in English translation have been An Anthology of Twentieth Brazilian Poetry, edited by Elizabeth Bishop and Emnauel Brasil (Wesleyan University Press, 1972) and Nothing the Sun Could Not Explain: 20 Contemporary Brazilian Poets, edited by Michael Palmer, Régis Bonvicino, and Nelson Ascher (Sun & Moon Press, 1997).
- [Boating Douzetuor](https://sibila.com.br/english/boating-douzetuor/11998) - Epilogue: 4 pm, I wake up. Rocking does it, a lilt. The picnic sun hits the starboard where I’m looking. It is a pendulum and soon I’m slumped over, Dribbling a paper umbrella on navy stripes. My girl’s wearing Jill St. John over her shoulder. The sail’s snapping as softly as a dish towel, Wicking
- [A poesia de Stéphane Mallarmé](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-poesia-de-stephane-mallarme/12015) - A palavra demonstra a inutilidade da ficção, o esforço inútil que seria tentar reproduzir, representar um objeto tal como ele é. Mallarmé em “Crise de Vers” aponta muitas características da linguagem. Entre elas se encontra, como exemplo, o fato de que as línguas são muitas e imperfeitas, um único objeto corresponde a uma palavra diferente em cada língua, o que evidenciaria que estas não tocam matériellement la vérité, mas, sim, commercialement. Mas a teoria da linguagem de Mallarmé vai muito além desta constatação.
- [O submundo do livro no Brasil](https://sibila.com.br/cultura/o-submundo-do-livro-no-brasil/12010) - A edição mais recente de “Já podeis da pátria filhos”, o ótimo livro de contos de João Ubaldo Ribeiro, do ponto de vista das editoras, tem curiosa trajetória. O livro, relançado pela Objetiva, saiu pelo selo Alfaguara, editora espanhola adquirida pela Santillana, esta do grupo espanhol Prisa, de comunicações, dono do jornal El País. Em 2005, a Santillana comprou 75% da brasileira Objetiva, editando o livro de João Ubaldo em 2009. Mas a coisa não acaba por aí, na verdade, mal começa. Uma gigante, dona de várias grandes editoras, engole a outra. A alemã Bertelsmann, que havia incorporado a norte-americana Random House em 1998, comprou a Penguim, do grupo inglês Pearson, em 2012, gerando o maior conglomerado editorial do planeta, a Penguim Random House. Daí para a frente, a Penguim Random House, enquanto ramo editorial da Bertelsmann (53% das ações) e parte da inglesa Pearson (47% das ações), comprou a italiana Mondadori (dona da mexicana Grijalbo) , a argentina Sudamericana, a espanhola Santillana
- [Escrever no século 21](https://sibila.com.br/critica/escrever-no-seculo-21/11986) - Quando um escritor pertence apenas ao passado, ele nada traz para a literatura; quando pertence apenas ao presente, quase não pertence à literatura.
- [In SÃo Paulo – Fragmentary Memories of Bob Creeley's visit in 1996](https://sibila.com.br/poetry-essays/in-sao-paulo-fragmentary-memories-of-bob-creeleys-visit-in-1996/2679) - Thursday, May 9, I picked up Bob Creeley at the airport. He exited the wrong way but I spotted him on time and called to him: Bob! He kissed me twice. João, my seventeen year-old son, was there with me. We got in the van of the US Consulate and he began to talk. He
- [TWO POEMS,ONE DRAWING](https://sibila.com.br/poetry-essays/joop-bersee-two-poemsone-drawing/2695) - Day after day I add, subtract, crouch towards the dunes, towards my Normandy on the beach. There I will lie still, a wind dying down in my head. The red and white lighthouse retreating. this is the day this is the who this who is what what is this who however is
- [A dificuldade de ser de Jean Cocteau](https://sibila.com.br/critica/a-dificuldade-de-ser-de-jean-cocteau/11946) - Vem de ser lançado o indispensável A dificuldade de ser (Editora Autêntica), de Jean Cocteau (1889-1963). O livro foi redigido durante a 2ª Grande Guerra e editado na França em 1947. Trata-se, de fato, de uma arte poética feita a partir do relato de sua vida, da infância até o momento de finalização do texto, quando passara dos 50 anos. Ao mesmo tempo, o livro possui um caráter de testemunho ativo, aliás, às vezes crítico, de um dos períodos mais ricos da cena europeia, então cubista, surrealista, construtivista. E há, ainda, na obra, um viés de depoimento acerca de suas personagens maiores: o compositor Eric Satie (um de seus mestres), Picasso, o poeta Guillaume Apolinaire, o bailarino e coreógrafo russo Nijinski, Charles Chaplin, o dramaturgo Jean Genet e tantos outros de primeira linha. Cocteau foi, em essência, um poeta, que escreveu romances, peças de teatro, crítica literária, fez filmes e foi um artista plástico inspirado, que deixou sua marca em capelas de pescadores então abandonadas da Provence e da Côte D’Azur .
- [SIBILA DEBATE 64: Depoimento de mulheres torturadas](https://sibila.com.br/cultura/depoimento_de_mulheres_torturadas/11764) - Ele me disse: ‘Se você sair viva daqui, o que não vai acontecer, você pode me procurar no futuro. Eu sou o chefe, sou o Jesus Cristo [codinome do delegado de polícia Dirceu Gravina]’. Ele falava isso e virava a manivela para me dar choque. Ele também dizia: ‘Que militante de direitos humanos coisa nenhuma, nada disso, vocês estão envolvidos’. E virava a manivela. Havia umas ameaças assim: ‘Vamos prender todos os advogados de direitos humanos, colocá-los num avião e soltar na Amazônia’.
- [O pão dos insanos de Christine Lavant](https://sibila.com.br/poemas/o-pao-dos-insanos-de-christine-lavant/11961) - Christine Lavant (1915-1973) é o pseudônimo de Christine Thonhauser (nome de casamento: Christine Habernig), uma poeta austríaca. Christine nasceu na aldeia de Großedling, no Vale do Lavant (Lavanttal), em uma família de origens humildes. Mais tarde, ela adotou como pseudônimo o nome desse vale. Recém-nascida, Lavant sofreu de uma infecção nos gânglios linfáticos submandibular e cervical
- [Crédito à morte: a crise sem fim do capitalismo](https://sibila.com.br/cultura/credito-a-morte/11944) - Quem quer se lembrar agora? O grande medo de outubro de 2008 parece já mais distante do que “o grande medo” do início da Revolução Francesa. Mas naquele momento, tinha“-se a impressão de que grandes buracos davam entrada à água que levava a pique o navio. Tinha”-se até a impressão de que todo mundo, sem dizê-lo, já esperava por isso há muito tempo. Os experts se interrogavam abertamente sobre a solvência até dos Estados mais fortes, e os jornais estampavam em primeira página a possibilidade de uma falência em cadeia das cadernetas de poupança na França. Em reuniões de família, discutia“-se acerca da necessidade de se retirar todo o dinheiro do banco e guardá”-lo em casa; usuários dos trens se perguntavam, comprando um bilhete com antecedência, se ainda poderiam pegá"-los. O presidente americano George Bush se dirigia à nação para falar da crise financeira em termos semelhantes àqueles empregados depois do 11 de setembro de 2001, e o Le Monde trazia como título em sua revista de outubro: “O fim de um mundo”.
- [O mundo contemporâneo](https://sibila.com.br/cultura/o-mundo-contemporaneo/11815) - Por fim, a canção movimentou uma parte muito significativa da experiência contracultural do século XX, e permitiu, no tempo das vanguardas culturais, a dissolução crítica e a reconstrução de comportamentos sobre a égide libertária, para um imenso público, já mundial, que se formava com ela. A canção, na forma de choque do rock, acompanhou o primeiro tempo da globalização mundial do capital...
- [Janus Pannonius Grand Prize for Poetry to Charles Bernstein and Giuseppe Conte](https://sibila.com.br/impacto/janus-pannonius-grand-prize-for-poetry-to-charles-bernstein-and-giuseppe-conte/11922) - The 2015 Janus Pannonius Grand Prize for Poetry has been awarded to Charles Bernstein and Giuseppe Conte. The prize was founded in 2012 by the Hungarian PEN Club (an affiliate of International PEN). In 2014, Yves Bonnefois (France) and Adonis (Syria) won the prize, which is modelled on the Nobel Prize for Literature. In 2013 the prize went to
- [“Cruzamentos: Brasil, Portugal e Grande China” de 27 a 31 de julho na USP](https://sibila.com.br/impacto/cruzamentos-brasil-portugal-e-grande-china-de-27-a-31-de-julho-na-usp/11802) - Participarei do Seminário “Cruzamentos: Brasil, Portugal e Grande China”, coordenado pela Professora Márcia Schmaltz. Eis um resumo de minha fala. Conheci, por e-mail, Yao Feng em 1999. Há trabalhos dele em http://sibila.com.br , site da revista Sibila. Ele é o único poeta chinês que aprendeu português – tem um português fluente. Tornamo-nos pen friends – amigos à distância –, ele em Macau e eu em São Paulo.
- [THE DECADENCE OF THE US](https://sibila.com.br/poetry-essays/the-decadence-of-the-us-2/2656) - Interview of Paul Hoover for Régis Bonvicino Paul Hoover is a San Francisco poet and editor of the anthology, Postmodern American Poetry (W. W. Norton, 1994). With Maxine Chernoff, he has edited and translated Selected Poems of Friedrich Hölderlin and, with Nguyen Do, the anthology, Black Dog, Black Night: Contemporary Vietnamese Poetry. His most recent poetry
- [US ELECTION 2008: PLACARDS](https://sibila.com.br/poetry-essays/charles-bernstein-2/2653)
- [Enough!](https://sibila.com.br/poetry-essays/enough-2/2657) - In these difficult times, let us not draw away from our poetics in an attempt to redress the ominous possibilities of future U.S. government policies or the onerous effects of current government policies. As poets, we need to pursue our own forms of ethical and aesthetic response rather than engage in the sort of
- [WORLD](https://sibila.com.br/poetry-essays/world/2660) - Maxine Chernoff é autora de cinco livros de poesia, incluíndo New Faces of 1952, que ganhou o prêmio Carl Sandburg em 1985, Japan e Leap Year Day: New and Selected poems. Seu primeiro livro de ficção, Bop, foi premiado com o Friends of American Writers Award e o LSU/Southern Review Short Fiction Award em 1987.
- [BRAZILWOOD](https://sibila.com.br/poetry-essays/brazilwood/2669) - On the occasion of the discovery of Brazil scapulary In Our Daily Sugar Loaf Give us Lord Our Poetry Oath (Another translation: Give us Lord Our Sugar Loaf In our Daily Poetry) speech Cabralism. The civilization of the grantees. The Homeland and Exports. Carnival. The Backland and the Shanties. Brazilwood. Barbarianly ours. A rich
- [Eight Vietnamese poets](https://sibila.com.br/poetry-essays/eight-vietnamese-poets/2670) - Eight Vietnamese poetsSelected by Linh Dinh Ly Doi LY DOI was born in 1978 in Quang Nam and now lives in Ho Chi Minh City. A member of the Open Mouth group, he has been published widely on webzines and in group samizdats such as “Six-sided Circle” (2002) and “Open Mouth” (2002), and
- [THE PAGE VERSUS THE STAGE 1 : CONTEMPORARY AMERICAN PERFORMANCE POETS](https://sibila.com.br/poetry-essays/the-page-versus-the-stage-1-contemporary-american-performance-poets/2676) - Martina Pfeiler, University of Dortmund, Germany “The Pagers” : The Writing Poet In the publishing world of cyberspace and hypertext it is not surprising that there are millions of pages written and read whose words have never been spoken or heard at all. In addition, the number of sound files of poetry keeps rising, and
- [A BRAZILIAN CULTURAL STRATEGY FOR A GLOBALIZED WORLD](https://sibila.com.br/poetry-essays/anthropophagy/2682) - Anthropophagy in Tarsila do Amaral, Raul Bopp and Oswald de Andrade: A Brazilian Poetic and Cultural Strategy for a Globalized World (1998) Perhaps the 60th anniversaries of Oswald de Andrade’s "Cannibalist Manifesto" and of the poem "Cobra Norato" by Raul Bopp could serve as the occasion to establish revitalizing relationships of similarity between Tarsila do
- [NAISSANCE DE LA PRÉPOSITION](https://sibila.com.br/poetry-essays/naissance-de-la-preposition-2/2683) - 1. ANTÉCÉDENT ils sont en guerre avec l’humain fléchissement de l’attention les mots auraient dû se placer dans l’angle une calligraphie en miroir fait partie de cette pauvreté • c’est dépecer un territoire la chute d’un objet désoriente la ligne elle reconstruit dans le froid un récit de peaux exhibées
- [WAR STORIES / Histórias da Guerra](https://sibila.com.br/poetry-essays/war-stories-historias-da-guerra-2/2684) - War is the extension of prose by other means. A guerra é a extensão da prosa por outros meios. War is never having to say you’re sorry. A guerra é jamais ter que pedir desculpas. War is the logical outcome of moral certainty. A guerra é a conseqüência lógica da certeza moral. War is conflict
- [Exiled in Barcelona: an interview with Cuban poet and novelist Rolando SÁnchez MejÍas](https://sibila.com.br/poetry-essays/exiled-in-barcelona-an-interview-with-cuban-poet-and-novelist-rolando-sanchez-mejias/2687) - The founder of magazine Diasporas talks about censorship in Cuba and the reasons of his exile 1. The fact that you don’t live in Cuba, but instead in Barcelona, has that changed your way of writing? It’s funny: I’m the same, and however, something in me has changed. I write in more or less
- [It’s not looking great!](https://sibila.com.br/poetry-essays/its-not-looking-great/2688) - It’s not looking great! Cocaine, Kate it’s not looking great! Chanel bid you adieu Burberry’s iced you! you need a wet nurse! addled anorexic atheistic nicotine maniac your career’s gonna burst stop fawning that piece of shit from Strokes your daughter’s name is Lila Grace! you’re on your own now doing rehab in Arizona your
- [ONE CONCEPT OF SIBILA](https://sibila.com.br/poetry-essays/one-concept-of-sibila-2/2699) - Régis Bonvicino talks with SIBILA PETLEVSKI, September, 4th, 2006-09-04
- [TROTSKY'S HAMMER](https://sibila.com.br/poetry-essays/craig-dworkin-trotskys-hammer/2698) - Craig Dworkin: “Trotsky’s Hammer” Caminhando contra o vento Sem lenço, sem documento. — Caetano Veloso Bob Perelman opens his essay on Bruce Andrews: Not many days after the 1993 bombing of the World Trade Center, the New York Times ran an article discussing the structure of the building and the possibilities of
- [POETRY by Claude Royet-Journoud](https://sibila.com.br/poetry-essays/poetry-by-claude-royet-journoud/2697)
- [TWO POEMS](https://sibila.com.br/poemas/two-poems/2193) - Modern Buddhism Here, Doctor, take these scissors… cut My most exceptional persona… Who cares if vermin should englut My heart completely when I die?! Alas! A vulture has alighted on my fate! And the aquatic diatomaceae thither… Their capsulated cryptogam will wither On contact with that right hand’s weight. So let my life disintegrate
- [Poems from Critical Condition (2013)](https://sibila.com.br/english/poems-from-critical-condition-2013/9949) - This poem is unremarkable not unlike the rest – just for a moment, illustrates, apathetically, the past, it catches flies pays interest has no air sac snakes, mice, thieves scorn its grave plush wolves howl, its future is moot it’s a blind bee and its mate wearing glasses it’s tongue is no sponge it’s antennae scent out Drummond unable to see in the dark
- [Hong Hao](https://sibila.com.br/arte-risco/hong-hao/11011) - Nascido em Pequim em 1965, Hong Hao produz um dos trabalhos mais estimulantes na cena de arte contemporânea chinesa ao criar objetos coesos em termos formais mas com conteúdo díspar. Há um traço narrativo em seus trabalhos: os materias utilizados contam uma história da vida cotidiana, de modo crítico. E causam também enorme estranheza no espectador. Embora se possa afirmar que existem algumas características da Pop Art na obra de Hong Hao, seu trabalho é independente e único. E não pode ser categorizados em qualquer escola específica de arte chinesa contemporânea.
- [Mágicas recordações](https://sibila.com.br/arte-risco/magicas-recordacoes/11278) - Rauschenberg era voraz, mas não indiscriminado – e isso deve ser lembrado. Embora apenas com vinte e poucos anos, já tinha dado a perceber, em sua abertura para experimentos com métodos e materiais radicalmente diferentes, que em seu trabalho não possuía rivais. Sua biografia nos diz que esse desempenho, ao longo de sua carreira, tornou-se cada vez mais inigualável, e seu trabalho foi assumindo a cada vez maiores dimensões, até atingir as proporções épicas de seus projetos do Rauschenberg Overseas Cultural Interchange (R.O.C.I.). Esta é uma das razões pelas quais eu acho tão interessantes suas colagens escaladas, feitas em 1952-53, quando ele estava no estrangeiro. Apesar de seu tamanho reduzido, elas representam uma mudança importante na abordagem artística de Rauschenberg, bem como na antecipação de muitos outros trabalhos famosos.
- [Um poeta do Nepal: Youdhisthir Maharjan](https://sibila.com.br/arte-risco/um-poeta-do-nepal-youdhisthir-maharjan/11634) - Youdhisthir Maharjan escreve um poema – o primeiro desta série – substituindo as letras por logotipos de empresas como Texaco, Hyundai, General Eletric, Pepsi e outras; deste modo, usa a tipologia de modo crítico, útil, e não apenas decorativo, como ocorre em 99% dos poemas visuais no Brasil. As palavras da peça dizem “I AM
- [Colagens](https://sibila.com.br/arte-risco/colagens/4972) - *** CAROLINA MERLO 5 de novembro de 1983, Belo Horizonte – MG Nasci em Belo Horizonte em 1983, cidade onde moro e trabalho. Sou artista plástica obcecada por ilustração. Fiz curso de graduação em Artes Visuais com habilitação em Gravura na UFMG. Atualmente frequento os ateliês de gravura em metal e serigrafia da EBA. Outra
- [The Urban Cannibal](https://sibila.com.br/arte-risco/the-urban-cannibal/4892) - Fellaheen II Fetish II Fellaheen III At the Slaughterhouse Jungle Mask Chino Paris Series II (Rubio) Paris Series IV (Open Mask) Mask for Urban Cannibal Mocoso I BIOGRAPHY I was born in Havana, Cuba. I moved to the United States in 1961, and enrolled at Miami Dade Junior College in 1968. There I studied fine
- [A new design for the “Livre d’Artiste”](https://sibila.com.br/arte-risco/a-new-design-for-the-livre-dartiste/4855)
- [André Venzon: um olhar que atravessa](https://sibila.com.br/arte-risco/andre-venzon-um-olhar-que-atravessa/4859) - É o caso do monumento ao centenário da imigração israelita para o Brasil, localizado junto ao Parque Farroupilha, em Porto Alegre. Neste trabalho, executado em 2004, Venzon reproduz em concreto e quartzito rosa um detalhe da fachada do antigo cinema Baltimore. Durante décadas o complexo de salas de exibição funcionou na avenida Oswaldo Aranha, no bairro Bom Fim, um dos eixos da comunidade judaica na capital sul-rio-grandense. Hoje o Baltimore não existe mais; antes dele, no mesmo lugar, foi erguida a primeira escola semita de Porto Alegre.
- [Corpo de passagem de Vânia Mombach](https://sibila.com.br/arte-risco/corpo-de-passagem-de-vania-mombach/4870) - Vânia Mombach é escultora com formação em Artes Plásticas pela UFRGS. De 2001 a 2003 estudou na Fundación Centro del Vidrio de Barcelona, Generalitat de Catalunya, Espanha, e, em 1994, na Faculdade de Educação: Arte Educação, UFRGS, com aquisição de bolsas de estudo. Já participou de várias exposições no Brasil e no exterior (Espanha e Argentina). Atualmente, vive e trabalha em Porto Alegre dando curso a vários projetos simultâneos de obras em processo. Corpo de Passagem vem sendo realizada desde 2004, quando a artista ainda residia em Barcelona.
- [XILOGRAVURAS](https://sibila.com.br/arte-risco/wangyi/2589)
- [ARTES PLÁSTICAS E "GRAFITE"](https://sibila.com.br/arte-risco/artes-plasticas-e-qgrafiteq/2500) - As artes plásticas brasileiras constituem-se, há muito tempo, manifestação epigonal, da própria tradição brasileira e das vanguardas européias e norte-americanas do século XX. Um exemplo paradigmático: Leda Catunda, que dilui à exaustão Tarsila do Amaral, de modo singelo e tépido. Outro: Rosângela Rennó, maneirista como quase todos, que, em seu trabalho, estetiza e glamoriza conflitos dilacerantes, para, num gesto "terapêutico",
- [Base para unhas fracas / Fragile nails base coat](https://sibila.com.br/arte-risco/base-para-unhas-fracas-fragile-nails-base-coat/2486) - Rio de Janeiro, junho de 2008 www.alexandrevogler.com Fotos: AV
- [DA ARTE À EASY POETRY](https://sibila.com.br/arte-risco/da-arte-a-easy-poetry/2502) - Em meados dos anos 80, uma pequena exposição no MIS, em São Paulo, prometia a potência de um ato leninista: uns poucos iluminados iniciariam o movimento derradeiro que levaria a poesia ao paraíso terrestre de sua plenitude além-história (iluminados de fato, pois se tratava de poesia feita de luz, isto é, de poemas holográficos). O
- [DIET COKE (OBJET TROUVÉ)](https://sibila.com.br/arte-risco/diet-coke-objet-trouve/2482) - Régis Bonvicino, 2006
- [CORRUPÇÃO](https://sibila.com.br/arte-risco/corrupcao/2559) - Mesmo corroído pela corrupção irrompe a cor da flor e o não Tema: Nunca Poema: Régis Bonvicino Pichação: Nunca Fotos: Marcelo Bonvicino
- [MEMORIA TELEVISIVA](https://sibila.com.br/arte-risco/memoria-televisiva/2624) - Memoria televisiva José IraolaNasceu em 1961, em Cuba. Estudou artes plásticas na Academia de Artes San Alejandro, em Havana. Entre suas inúmeras exposições, destacam-se Pinturas Recientes, Instituto Cultural Peruano/Norte-americano, Lima, Perú, Identidad, The Gallery, Coral Gables, Florida, African influence in Latin America Art, St. Thomas University, Miami, e Cuban presence, Vista Gallery, New York. . .
- [Dois poemas](https://sibila.com.br/poemas/dois-poemas-de-anne-marie-albiach/11828) - Ela participou, no entanto, durante a década de 1960, da aventura da revista Siècle à Mains, que ela fundou com Michel Couturier e Claude Royet-Journoud, o qual foi, até o fim, um de seus companheiros mais próximos de criação e de vida. Entre 1963 e 1970 saíram doze números da revista, em que podiam ser encontrados tanto Jean Daive e Alain Veinstein quanto o americano Louis Zukofsky, que ela traduziu (em Vingt poètes américains, Gallimard, 1980). O nome dela poderá ser encontrado, durante anos, no sumário de numerosas outras revistas, como Action Poétique, The American Poetry Review, Bulletin Orange Export Ltd, Cahiers de l’Herne, Change, Esprit ou Nioques. Publicou poucos livros, uns doze em quatro décadas, de Flammigère (Siècle à Mains, 1967; reed. Al Dante, 2006) a Figurations de l’image (Flammarion, 2004), passando por Figure vocative (Lettres de Casse, 1985; reed. Al Dante, 2006) ou Travail vertical et blanc (Spectres familiers, 1989). Quando, em 1971, saiu Etat (Mercure de France), Claude Royet-Journoud escreveu que Anne-Marie Albiach acabava de “mudar o rosto da poesia”.
- [A dança-teatro de Pina Bausch](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-danca-teatro-de-pina-bausch/11813) - Em 2014, assisti na Brooklyn Academy of Music (BAM), em Nova York, à apresentação de Kontakthof, que há 30 anos fazia seu début no mesmo teatro. Ao contrário da considerável resistência ao trabalho da dançarina e coreógrafa alemã Pina Bausch e do Tanztheater Wuppertal, no início dos anos 1970, deparei-me com um teatro lotado de espectadores entusiasmados, que riam, aplaudiam e interagiam com a peça. A respeito dessa resistência, Pina dizia que a dificuldade já começa com o conceito da palavra dança: “A palavra dança estava relacionada a um número muito particular de ideias. Mas a dança não consiste numa técnica particular. Isso seria extremamente arrogante, pensar que muitas outras coisas não seriam dança.
- [As prostitutas e as mulheres na arte](https://sibila.com.br/arte-risco/as-prostitutas-e-as-mulheres-na-arte/11834) - Artistas sempre ficaram intrigados com mulheres à beira das bordas, na fronteira dos limites. William Hunt, da Irmandade Pré-Rafaelita, apaixonou-se por Annie Miller, uma prostituta, depois de pintá-la-- a despeito de sua angústia religiosa. Picasso frequentava bordeis desde os treze anos e uma de suas pinturas mais famosas Les Demoiselles d'Avignon retrata cinco prostitutas. Picasso foi também um dos muitos – entre os quais estavam Jean Cocteau, Alexander Calder e Pablo Gargallo – fascinados pela selvagem e desinibida Kiki de Montparnasse.
- [Curatorial Practises](https://sibila.com.br/cultura/curatorial-practises/11826) - Na prática da curadoria estamos assistindo a uma mudança radical da própria noção de “arte”, a uma mudança da categoria cognitiva daquilo que, até agora, tem sido chamado “arte”. Esse fenômeno não diz respeito apenas à Itália. Está ocorrendo uma profunda desestabilização daquele “mundo da arte” (Artworld) que se havia constituído no começo da década de 1960, com a Pop Art e com todas as modas artísticas sucessivas, de acordo com o qual é “arte” tudo o que é reconhecido como tal pelos mediadores institucionais (museus, galerias, críticos, exposições, historiadores...). Hoje há duas estratégias curadoriais opostas que se confrontam. A primeira tende a atribuir a qualificação de “artistas” a todos os que assim se autodefinem: por exemplo, em Saatchi, em 2006, abriu-se uma sessão open-access onde, via internet, qualquer artista podia criar uma sua página pessoal que continha seu currículo e um número limitado de obras, sem ser submetido a nenhum juízo ou avaliação. Essa empresa, conhecida como Your Gallery, envolveu mais de 60 mil artistas e constituiu um evento midiático de grande relevo.
- [Notas sobre arte enquanto porcaria](https://sibila.com.br/critica/notas-sobre-arte-enquanto-porcaria/11823) - A arte não irá mudar. A arte não mudará a arte. A arte não mudará o mundo. O mundo precisa destruir a arte. A transformação do mundo implicará a destruição de qualquer forma de arte. A autodestruição da arte não basta.
- [Sextina: Altaforte](https://sibila.com.br/poemas/sextina-altaforte/11817) - Tudo pros diabos! Todo este Sul já fede a paz. Anda, cachorro bastardo, Papiols! À música! Só sei que vivo se ouço espadas que ressoam. Mas ah! Com os estandartes ouro e roxo e vair se opondo Por cima de amplos campos encharcados de carmim — Uiva meu peito então doido de júbilo.
- [Sobre Querer falar de Luci Collin](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/sobre-querer-falar-de-luci-collin/11811) - Há pouco me perguntaram sobre o livro que marcou a minha vida, com ênfase na escolha em singular: apenas um deles. Certamente nos parece uma resposta impossível, já que entre dezenas de livros lidos e por ler, diversos nos marcam de distintas maneiras, por motivos diferentes, conforme os momentos que vivemos. Não haveria um livro e sim diversos deles, com os quais nos encontramos e desencontramos ao longo da vida. Qual é o momento do encontro? Quanto tempo há que se esperar por ele? Na opinião de escritores como César Aira e Alan Pauls, por exemplo, os livros de Júlio Cortázar teriam um encanto especial na adolescência e primeira juventude e, depois disso, em um reencontro na maturidade, haveria um descompasso.
- [Situação na SÍRIA](https://sibila.com.br/cultura/situacao-na-siria/4661) - Bashar al Assad herdou o poder de seu pai, o “grande” Hafez al Assad. Hafez al Assad, por sua vez, era um dos principais herdeiros da principal corrente política árabe dos anos 1940-50, o nacionalismo pan-arabista. O nome de seu partido, que até hoje governa o país, é Baath. Onde já ouvimos isto antes? Na queda de Saddam Hussein. Pois o partido que até então governava o Iraque se chamava... Baath. Pois havia um Baath iraquiano e um Baath sírio – ou melhor, ainda há um Baath sírio.
- [A poesia de Felipe Fortuna](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-poesia-de-felipe-fortuna/3581) - Em seu lugar reúne os livros publicados pelo poeta e ensaísta Felipe Fortuna ao longo de duas décadas. De 1986 até 2006, ele vem construindo um intrigante percurso em que a relação entre homem e espaço sobrepuja a experiência do tempo. Não apenas sobrepuja, mas fragmenta o tempo e, com ele, a memória.
- [A mesma coisa de Felipe Fortuna](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-mesma-coisa-de-felipe-fortuna/9898) - É honesto em seu questionamento, do começo ao fim, não vende utopias, criando, assim, a maior delas. É nisso mesmo, em seu próprio paradoxo, que ele luta diante de um possível contra-argumento. Aqueles que poderiam tomá-lo, sectariamente, por um elogio da mesmice fazem, eles próprios, uma concessão ao banal. Afinal, não é porque uma questão está batida que ela esteja esgotada. Pelo contrário, em certos casos, prova-se que abandonar um tema pelo excesso de repetição é ilusório e, acima de tudo, um meio para a banalidade.
- [Abolicionismo](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/abolicionismo/11774) - A escravatura – escrevia o Correio Brasiliense em Londres – é um mal para o indivíduo que a sofre e para o Estado onde ela se admite, lemos no O Brasil e a Inglaterra ou o tráfico dos africanos. No intuito de esboroar, derruir a montanha negra da escravidão no Brasil, ergueram-se em toda a parte apóstolos decididos, patriotas sinceros que pregam o avançamento da luz redentora, isto é, a abolição completa.
- [Os filhos esquecidos do império português](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/os-filhos-esquecidos-do-imperio-portugues/11553) - – Se vai ao meu país, não se esqueça de visitar a ilha dos portugueses. – Foi com estas palavras que se despediu de mim o jovem secretário da embaixada de Myanmar em Pequim quando aí fui solicitar um visto de turista, já lá vão uns bons anos. Dessa vez, não chegaria a utilizar o visto requerido, mas aquilo da «ilha dos portugueses» ficou-me na ideia durante algum tempo. Quando, finalmente, visitei pela primeira vez essa nação que já se chamou Birmânia e que um punhado de generais teimava em considerar um feudo seu, levava a lição minimamente estudada, graças à informação que em Macau me fora fornecida por um amigo entusiasta dessas coisas das miscigenações. Quem primeiro nos relata o pioneirismo dos portugueses na Birmânia é o cronista Duarte Barbosa, que em 1501 ruma à Índia com uma frota de várias dezenas de navios, só regressando a Portugal quinze anos depois.
- [A autópsia de um “poema” de Kenneth Goldsmith](https://sibila.com.br/critica/a-autopsia-de-um-poema-de-kenneth-goldsmith/11761) - Ao fazer sua performance sob a imagem de Michael Brown em sua foto de formatura, Goldsmith emitiu, durante trinta minutos, uma cantoria incessante que apagou qualquer afeto pessoal e ele, frise-se, não permitiu nenhuma interrupção, a não ser a pausa que ele fez para ele mesmo tomar um copo de água. No entanto, apesar de seu magistral domínio do palco e do público, ele não foi capaz de apropriar-se de forma inteiramente conveniente do vernáculo médico, o que, por sinal , não surpreende: a linguagem médica é complicada e acaba por excluir os que não tiveram o privilégio de aprendê-la. Assim ele ficou jogando com as palavras e até mesmo errando ao pronunciá-las. Onde Goldsmith falhou não foi nesses “erros”, que aliás revelavam a verdade em uma forma que o poema não alcançava, mas na sua falta de humildade, em sua insensibilidade quanto ao fato de que existia algo ou alguém mais no auditório ( a presença ausente, a ausência presente no relatório da autópsia), ao lado da “ verdade” incessante de seu poema.
- [Sermões, a pregação sem medida de Nuno Ramos](https://sibila.com.br/critica/sermoes-a-pregacao-sem-medida-de-nuno-ramos/11685) - No que diz respeito aos processos construtivo e formal, no sentido de uma determinação compositiva, Sermões parece não ter um desígnio preciso. Tudo vai ao modo do acaso, como se o autor levasse um encontrão fortuito e desse episódio surgisse sua pregação sem medida. A forma é insignificante e meramente contingente, isto é, poderia ser diferente, o impulso poderia vir de qualquer lado. Ainda que pareça uma ideia fora do lugar – e para provar o contrário julgo ser oportuno apelar ao domínio das artes visuais de onde vem Nuno Ramos –, eu diria que sua poesia é uma tentativa não muito bem sucedida de transposição do informalismo pictórico para o campo da criação verbal.
- [Darwin: a escravidão no Brasil](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/darwin-a-escravidao-no-brasil/11752) - Darwin: a Life in Poems é um livro incomum, que mescla poesia e autobiografia, para recontar cronologicamente episódios da vida de Charles Darwin através de poemas. A autora do livro, a prestigiada poeta britânica Ruth Padel, tem dois dados importantes na sua própria história: além de ser trineta de Darwin, tem um interesse particular em poesia e ciência, tema que é objeto da sua escrita e atividade acadêmica como professora no King’s College London.
- [A submissão da universidade aos ‘mercados](https://sibila.com.br/cultura/a-submissao-da-universidade-aos-mercados/11726) - Roberto Leher, professor titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é o novo reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com um extenso trabalho de pesquisa em políticas públicas na educação, Roberto Leher falou-nos do ensino universitário e da produção acadêmica, da investigação científica e da ideologia neoliberal aplicada à educação.
- [Contra os poetas](https://sibila.com.br/critica/contra-os-poetas/11722) - Por mais que se diga que a arte é uma espécie de chave, que a arte da poesia consiste precisamente em alcançar uma infinidade de matizes com poucos elementos, tais e parecidos argumentos não ocultam o primordial fenômeno de que com a máquina do verbo poético ocorreu o mesmo que com todas as demais máquinas, pois, em vez de servir a seu dono, se converteu em um fim em si; e, francamente, uma reação contra esse estado de coisas parece ainda mais justificada aqui do que em outros campos porque aqui estamos no terreno do humanismo par excellence.
- [Vinte e dois anos de silêncio do Patoá do poeta macaense Adé](https://sibila.com.br/critica/vinte-anos-de-silencio-do-patoa/11711) - Há vinte e dois anos, em 24 de março de 1993, falecia em Macau (ex-território português na China) o poeta macaense José dos Santos Ferreira, mais conhecido por Adé. Mestre do Patoá da era moderna, o dialeto de Macau da gente macaense de língua portuguesa. Para recordar o Adé, leia o histórico da sua vida publicada na Revista Macau, e ouça o poema “Bote Dragám” (Barcos-Dragão) por ele recitado e acompanhe com os versos em patoá e a tradução em português ao lado.
- [Oswaldiograma nos 120 anos de Maiakovski](https://sibila.com.br/novos-autores/oswaldiograma-nos-120-anos-de-maiakovski/11678) - a casa grande sobre rodas (tração 4x4) borrifa diesel engarrafada pelo tráfego
- [Vida e obra do poeta e erudito italiano Emilio Villa](https://sibila.com.br/cultura/vida-e-obra-do-poeta-e-erudito-italiano-emilio-villa/11692) - Sua fama teve muitas redundâncias, mas sempre em memórias aleatórias, em papéis desaparecidos de artistas, em testemunhos ocasionais, em lembranças quase de todo apagadas. Nunca um relato sistemático, a não ser alguma página que lhe dedicou Giampiero Mughini. Nunca a trama riquíssima de sua passagem por aqui.
- [Se amar é errado](https://sibila.com.br/novos-autores/se-amar-e-errado/11682) - Se CS Giscombe (2860 resultados) é um poeta, eu não quero ser um poeta Se Rob Fitterman (3620 resultados) é um poeta, eu não quero ser um poeta Se Caroline Knox (4120 resultados) é um poeta, eu não quero ser um poeta Se Claudia Keelan (4280 resultados) é um poeta, eu não quero ser um poeta Se Tom Mandel (5150 resultados) é um poeta, eu não quero ser um poeta Se Ed Roberson (6100 resultados) é um poeta, eu não quero ser um poeta
- [EL DESDICHADO](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/el-desdichado/2737) - Je suis le ténébreux, - le veuf, - l'inconsolé, Le prince d'Aquitaine à la tour abolie: Ma seule étoile est morte, - et mon luth constellé Porte le soleil noir de la Mélancolie. Eu sou o tenebroso, - o viúvo, - o inconsolado Príncipe d'Aquitânia, em triste rebeldia: É morta a minha estrêla, - e no meu constelado Alaúde há o negror, sol da melancolia.
- [Sôbolos rios que vão](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/sobolos-rios-que-vao/11629) - Sôbolos rios que vão Por Babylonia, me achei, Onde sentado chorei As lembranças de Sião, E quanto nella passei. Alli o rio corrente De meus olhos foi manado; E tudo bem comparado, Babylonia ao mal presente, Sião ao tempo passado. Alli lembranças contentes N'alma se representárão; E minhas cousas ausentes Se fizerão tão presentes, Como se nunca passárão. Alli, despois d'acordado, Co'o rosto banhado em ágoa, Deste sonho imaginado, Vi que todo o bem passado Não he gôsto, mas he mágoa
- [Neoliberalismo: o grande ISMO das literaturas do século 21](https://sibila.com.br/critica/neoliberalismo-o-grande-ismo-das-literaturas-do-seculo-21/11626) - As redes sociais tornam os escritores homogêneos. As redes sociais tornam homogêneos, sem distinção, também o mercado e os governos. Daí advém, entre outros fatores, a crise atual da qualidade literária e a consequente ascensão do intelectual light. Antes se idealizava o livro. A Internet hoje é idealizada.
- [“As nossas humildes coisas”: Ablativo de Enrico Testa](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/as-nossas-humildes-coisas-ablativo-de-enrico-testa/11618) - Sottoripa é sem dúvida um ponto nevrálgico, cantado por Camillo Sbarbaro e Dino Campana, passagem para os carrugi, para restaurantes e lugares que falam sobre a história da cidade, que não se abre facilmente, sabendo preservar seus mistérios. “il segno smarrito”, de um dos versos de Montale, para reforçar o fato de as indicações se perderem quando o emaranhado de ruazinhas inicia. Espaço desconfiado desde o primeiro encontro, muitas vezes, áspero, que não se mostra e se abre facilmente; respeitá-lo é importante para aos poucos conquistá-lo. Aqui são necessários calma, atenção, paciência e exercício do olhar. Contaminações presentes na escritura de Enrico Testa, que se aproxima, deglute a herança literária e poética, e vai traçando o seu próprio percurso: “quem é o dono da sombra?/ a luz que a reflete/ ou o corpo do qual emana?”.
- [Contracultura e Fonografia: o experimentalismo dos Mutantes em contexto](https://sibila.com.br/cultura/contracultura-e-fonografia-o-experimentalismo-dos-mutantes-em-contexto/11613) - Neste artigo analiso algumas canções da banda de pop-rock Os Mutantes. Sabe-se que a sua primeira formação, em 1966, contou com a cantora Rita Lee e os irmãos Arnaldo Baptista (contrabaixo e teclado) e Sérgio Dias (guitarra). Ademais, fala-se em um “quarto Mutante”, Cláudio Dias Baptista, responsável pela criação dos vários instrumentos da banda. Irmão mais velho dos Baptistas, Cláudio coloca-se como figura central para a arquitetura da experimentação sonora do grupo em um contexto em que, por um lado, a produção cultural brasileira fervilhava e, por outro, vivíamos uma tenebrosa ditadura civil-militar. Diante de tantas contradições caras a essa época, pretendo, em especial, apontar para dois aspectos: o movimento da contracultura e a sua relação com o desenvolvimento da Indústria Cultural no Brasil de fins da década de 1960 e meados dos anos 1970. Procuro demonstrar – ainda que soe discrepante – que o processo para a consolidação da Indústria Cultural no país contribuiu para o experimentalismo musical da banda. Não obstante, quando imersos na contracultura dos e nos anos 1970 esse experimentalismo tende a declinar. Experimentalismo no sentido do uso das referências de vanguarda, dos instrumentos criados e inusitados que deram às suas canções certa peculiaridade. Dentre outros aspectos, ocorre nesse contexto a reorganização do mercado fonográfico brasileiro em que elementos de “vanguarda” não são mais aceitos pelo mercado.
- [Mianmar: o país da desconfiança ocidental](https://sibila.com.br/cultura/mianmar-o-pais-da-desconfianca-ocidental/11594) - O budismo exerce influência considerável sobre Mianmar, pois 89% do povo professa tal religião. Dentre os demais cultos, os cristãos somam 5%; os islâmicos, 3,8%; os espiritualistas, 1,2%; os hinduístas, 0,5%. Surpreende também a diversidade étnica. As estimativas apontam 135 etnias e subetnias diferentes, sendo as mais relevantes Karen, Kachin, Chin, Bamar, Mon, Rakhine e Shan. Em torno de 70% da população, todavia, pertence ao grupo dos birmanos. Tal multiplicidade ocasionou rebeliões internas e motivou a ascensão militar.
- [Música birmanesa](https://sibila.com.br/impacto/musica-birmanesa/11607) - Byaw ou byaw som (O tambor que se ouve ao fundo é o som típico byaw e a música vem com um poema tradicional sobre uma cerimônia de iniciação budista)
- [Jessica Pujol Duran: 2 poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/jessica-pujol-duran-2-poemas/11579) - já comeu filho posso passar a laranja e as nozes para você o céu é cinza e negro o ar ainda no quarto um bebê chora e é uma prece lembrada ali é uma igreja eu aperto a laranja e quebro uma noz está acordando ouviu como tocou o sino a fé cresce em lamentação mas quem liga agora que germina o verde
- [Priscila Merizzio: Sem título](https://sibila.com.br/novos-autores/priscila-merizzio-sem-titulo/11577) - dormir o corpo adiposo no edredom florido ocultar a epilepsia imaginária ouvindo Joy Division fugir do sono derradeiro que se refaz nas barbas noturnas morder angústias picando na aorta água marinha
- [Rima 183](https://sibila.com.br/poemas/rima-183/11572) - Mulher é coisa móvel por natura; onde eu sei bem que um amoroso estado no peito dela pouco tempo dura.
- [Apolítica, uma literatura de segundo grau](https://sibila.com.br/critica/apolitica-uma-literatura-de-segundo-grau/11557) - Não é apenas questão de "identidade" nacional -- identidade era apenas uma das possibilidades de pensar os acontecimentos vividos com relativa urgência. A questão, até por volta dos anos 60/70, era outra: a forma literária era central na interpretação do país. A forma literária parecia a todos os escritores uma questão central em favor da criação de uma comunidade imaginária que respondia pelo Brasil ou pelo seu destino como país. Hoje, essa urgência interpretativa perdeu fôlego para a representação de um pequeno espetáculo de si, de grupos de leitores ou de comunidades mais restritas, com gostos e perspectivas homogêneos, ainda que disseminados pela internet --, que, hoje, também sabemos que está longe de cumprir os sonhos de descentralização e de democracia que lhe atribuíram os seus apologistas. Enfim, quero dizer: não me parece que seja na literatura, na linguagem da invenção, que se trava, hoje, a batalha das contradições do real ou da busca de suas alternativas mais consistentes.
- [Goldsmith y el imperio yanki retro-conceptual](https://sibila.com.br/impacto/goldsmith-y-el-imperio-yanki-retro-conceptual/11565) - El 13 de marzo, el famoso escritor Kenneth Goldsmith leyó en Brown University un poema titulado “El cuerpo de Michael Brown”, una apropiación del reporte de autopsia del joven afroamericano asesinado por un policía de Ferguson en el 2014; este linchamiento ha provocado grandes protestas contra el persistente racismo en Estados Unidos.
- [A canção é forte – “Love is strong”, dos Rolling Stones, e os anos 1990](https://sibila.com.br/critica/a-cancao-e-forte-love-is-strong-dos-rolling-stones-e-os-anos-1990/2937) - A década de 1990 representou um amargo fim de linha para a cultura de liberação e protesto forjada pelas gerações de jovens dos anos 1960. John Lennon havia sido assassinado há dez anos; há vinte anos, Jimi Hendrix (1970), tanto como Janis Joplin (1971), teve uma overdose de drogas; Jim Morrison (1971) e Brian Jones (1969) haviam sido encontrados mortos, o primeiro também por overdose.
- [Leitura Mundial: Comemorando o Centenário do Genocídio Armênio em 21 de Abril de 2015](https://sibila.com.br/impacto/leitura-mundial-comemorando-o-centenario-do-genocidio-armenio-em-21-de-abril-de-2015/11508) - O festival internacional de literatura de Berlin (ilb) e o Lepsiushaus Potsdam estão organizando uma leitura mundial no centésimo aniversário do Genocídio Armênio. Contamos com as instituições culturais, difusores de rádio e universidades, assim como escolas, para participarem desta iniciativa e para organizarem suas próprias leituras em 21 de Abril de 2015. O texto selecionado para a leitura foi extraído dos capítulos sete e oito do Livro dos Sussurros de Varujan Vosganian. Pode-se acessar o texto em 15 diferente línguas em nosso site. Em breve, no mesmo link, haverá informações sobre onde as leituras serão feitas. Mais de 300 autores oriundos de mais de 65 países já suportam essa iniciativa, entre eles os premiados com o Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Herta Müller, Elfriede Jelinek, Orhan Pamuk, Günter Grass e John M. Coetzee. Se desejar organizar uma leitura, por favor envie todas as informações relevantes até o dia 30 de Março de 2015 para worldwidereading@literaturfestival.com, incluindo detalhes sobre a hora e local exatos do evento, assim como os nomes dos participantes. Jessica Araya
- [Rubem Braga comemora os quarenta anos de Vidas secas](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/rubem-braga-comemora-os-quarenta-anos-de-vidas-secas/11528) - “Em 1937 escrevi algumas linhas sobre a morte duma cachorra, um bicho que saiu inteligente demais, creio eu, e por isso um pouco diferente dos meus bípedes. Dediquei em seguida várias páginas aos donos do animal. Essas coisas foram vendidas a retalho, a jornais e revistas. E, como José Olympio me pedisse um livro para o começo do ano passado, arranjei outras narrações, que tanto podem ser contos como capítulos de romance. Assim nasceram Fabiano, a mulher, os dois filhos e a cachorra Baleia, as últimas criaturas que pus em circulação.” Assim Graciliano se referiu certa vez (em 1939) ao seu romance Vidas secas.
- [Contra los poetas](https://sibila.com.br/critica/contra-los-poetas/11523) - Yo mismo creía al principio que esto se debía a una particular deficiencia de mi "sensibilidad poética" pero cada vez tomo menos en serio los slogans que abusan de nuestra credulidad. No hay cosa más instructiva que la experiencia y por eso empecé a realizar algunas muy curiosas: leía cualquier poema alterando intencionalmente su orden de tal suerte que se convertía en un absurdo y ninguno de mis oyentes (finos y cultos, por cierto y fervientes admiradores de aquel poeta) advertía la treta; o, analizando en forma detallada el texto de un poema más extenso, comprobaba con asombro que los "admiradores" ni siquiera lo habían leído completo. ¿Cómo puede ser esto entonces? ¿Admirarlo tanto y no leerlo? ¿Gozar tanto de la "precisión matemática" de las palabras y no percibir una fundamental alteración en el orden de la expresión?
- [O Corvo](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/o-corvo/11538) - Em certo dia, à hora, à hora Da meia-noite que apavora, Eu caindo de sono e exausto de fadiga, Ao pé de muita lauda antiga, De uma velha doutrina, agora morta, Ia pensando, quando ouvi à porta Do meu quarto um soar devagarinho E disse estas palavras tais: “É alguém que me bate à porta de mansinho; Há de ser isso e nada mais”. Ah! bem me lembro! bem me lembro! Era no glacial dezembro; Cada brasa do lar sobre o chão refletia A sua última agonia. Eu, ansioso pelo sol, buscava Sacar daqueles livros que estudava Repouso (em vão!) à dor esmagadora Destas saudades imortais Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora, E que ninguém chamará jamais.
- [Uma releitura das contradições de Ezra Pound](https://sibila.com.br/cultura/uma-releitura-das-contradicoes-de-ezra-pound/11532) - Porém, Pound não apenas merece estar na galeria dos suspeitos de sempre da história intelectual: revolucionou a literatura direta e indiretamente. Ademais de ser o maior dos poetas do século XX, foi editor, corretor e artífice da publicação de “No Man’s Land” de T.S. Eliot, o primeiro poema realmente modernista que formatou tudo o que vinha do passado, fazendo-o caduco e ridículo. Não obstante, enquanto Eliot passou a converter-se no principal crítico e poeta de seu tempo, apesar de sua carga teológica, a posição de Pound foi ofuscada por seu apoio incondicional a Mussolini e Hitler, por seus programas radiofônicos de agitprop fascista em Roma durante a Segunda Guerra Mundial e por seu antissemitismo visceral. Como nos debates sobre autores enfeitiçados pelo fascismo, no caso de Pound temos também interpretações opostas, uma ferradura hermenêutica que oscila entre separar artificial e absolutamente a obra do homem (o clássico é Julia Kristeva) ou diretamente fazer preceder à poesia sua adesão política ao fascismo (Massimo Bacigalupo). A conclusão é um silogismo ridículo: Pound não foi fascista (quando efetivamente foi); Pound não foi realmente um poeta (quando foi, e como!). Ou, aprofundando um pouco, Pound foi um fascista sui generis porém sua poesia não.
- [Teoria do medalhão](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/teoria-do-medalhao/11505) - O conto “Teoria do medalhão”, de Machado de Assis, é bastante conhecido. Talvez valha a pena relê-lo tendo-se em vista o atual momento do circuito institucional da literatura brasileira: alguns cadernos de grandes jornais, com resenhas elogiosas sobre livros das mesmas duas ou três editoras, o destaque a um ou dois institutos de “cultura” devidamente rouanetizados, o protagonismo midiático de um certo “festival literário”, o protagonismo da rediviva ABL, o obscurantismo dos prêmios literários etc. A literatura brasileira deste circuito tão prestigiosa neste circuito do Brasil seguiu à risca os conselhos do pai ao filho, únicos personagens dessa trama curta; principalmente, aquele que assinala ao jovem varão: “Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente; coisa que entenderás bem ...”.
- [Patrícia Galvão (Pagu), Parc industriel (roman prolétaire)](https://sibila.com.br/impacto/patricia-galvao-pagu-parc-industriel-roman-proletaire/11512) - O livro, com tradução de Antoine Chareyre, tradutor de Oswald de Andrade e outros modernistas brasileiros, tem prefácio da poetisa Liliane Giraudon, que foi a primeira editora de Pagu no idioma francês, nos anos 80, em parceria com a tradutora franco-brasileira Inês Oseki-Dépré. A edição do texto, apoiada em novas pesquisas, vem com notas e posfácio do tradutor que ajudarão a entender melhor como esse « romance proletário » se insere na atmosfera política e social da São Paulo da época, e também o colocarão devidamente no cruzamento entre a prosa modernista e o nascente romance social da década de 30. Aliás, o maior representante dessa última corrente, Jorge Amado, foi, em 1993, um dos fundadores da editora Le Temps des Cerises, uma casa editorial independente, que lança agora o romance com capa derivada da original, desenhada pela própria Pagu, e uma diagramação respeitosa da edição de 1933.
- [Caetano Veloso 1979](https://sibila.com.br/critica/caetano-veloso-1979/3730) - Acho que ambas são produtos, sendo que, no momento, como produto de venda, a poesia-canção está muito mais bem-sucedida. A questão é de mercado. A diferença entre uma e outra não é de circuito, mas de nível de intensidade na produção e no consumo. Ambas estão no mesmo planeta. Os livros podem ser vendidos, poesia é pra vender, como o disco. Só que a poesia escrita não está fazendo sucesso, dos anos 1950 para cá, não só no Brasil como no mundo todo.
- [Aonde ir e o que fazer?](https://sibila.com.br/cultura/aonde-ir-e-o-que-fazer/11500) - Tendo em vista que entre a sociedade e o povo há um abismo, não se pode ir ao povo senão renunciando completamente, e de uma vez por todas, à sociedade, a todos os laços, a todas as afinidades morais, a todos os sentimentos, a todas as ideias ou hábitos e a todas as vantagens materiais dessa sociedade; renunciando a todas as formas sociais da vida civilizada, por mais doces, cativantes, sedutoras, embora estejam impregnadas de mentira e ocultem na maioria das vezes um egoísmo cínico e a negação mais grosseira de tudo o que pode ser qualificado de humano, nobre e magnífico. Mas os indivíduos nascidos nessa sociedade privilegiada, tendo recebido sua educação ou vivido alguns anos em seu contato, impregnam-se a tal ponto do refinamento deletério das relações e da vida mundanas, familiarizam-se tão intimamente com elas [...]
- [Divisionaria, rebelionaria, visionaria](https://sibila.com.br/critica/divisionaria-rebelionaria-visionaria/11497) - ¿Pertenece la literatura, y por extensión la poesía, al poder entendido como un acto de voluntad y civilización, a la cultura también entendida como poder? Que muchos grandes poetas hayan concebido la poesía o sus poéticas personales en relación participativa con “espacios públicos” -más o menos simbólicos, reales o imaginarios- como son la nación, el país, el Estado, la política, la cultura, la emancipación, la redención, hace que contemplemos a la poesía en una nueva aspereza moderna, no sólo en su propia disfuncionalidad como producto casi gratuito del lenguaje, sino también en una disfuncionalidad que la coloca dentro de, o en fricción con, los aparatos de civilización y poder –caras de una misma moneda, gastada, voluble-, incluso en rozamiento permanente con lo que ella misma ha intentado representar para sí misma, Narciso que se muerde la cola.
- [Criticalidade e vertigem: uma entrevista de Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/cultura/criticalidade-e-vertigem-uma-entrevista-de-regis-bonvicino/11190) - Sibila foi criada para ampliar um diálogo com poetas do Brasil e do mundo inteiro, não apenas do Brasil; para se ter um ponto de vista internacional, para formar uma comunidade que pudesse compartilhar ideias como a de alguma inovação – mas uma inovação contemporânea, não passada, não saudosista. E também para focar em uma questão importante, que parece haver sido abandonada pelo mundo afora, mas que é uma parte que conta muito na literatura: a crítica literária. Dessa forma, Sibila tenta ser livre, na medida em que pensa e permite pensar, e ela concebe um tipo de poesia forte e independente. Ao mesmo tempo, eu sinto que nisso estamos de certa forma sozinhos... um tipo de solidão que partilhamos com amigos locais e amigos internacionais... Mas eu gosto do projeto, um projeto que está sempre aberto a transformações. Já desde uns cinco, seis anos atrás, o objetivo principal tem sido o da crítica, em relação à poesia, em relação à produção de poesia… crítica independente... não há arte sem espírito crítico. Eu poderia passar dias falando sobre a Sibila, que está hoje entre os maiores arquivos digitais de poesia da América Latina, sem verbas estatais, bolsas, apoios públicos, ou universitários. Ainda bem que é assim.
- [Criticality and Vertigo: An Interview with Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/english/criticality-and-vertigo-an-interview-with-regis-bonvicino/11478) - RB: Yes, I agree with this phrase from Ezra Pound. He was referring to the newspapers: you read an article you like and you keep it. A week later, you take it out and reread it. This is a concept of innovation I like because it has a basis on reality. A poem that was once innovative will always be useful for something, for making you think, etc.... But I do not use the concept of innovation as often as I used to. I am not that fond of the historical concepts of innovation anymore. Innovation needs to be redefined. I do not know exactly what “innovation” could mean, for example, in the United States, since they are, by definition, the land of innovation... So “innovation” has a specific meaning in the US, another one in Brazil, yet another one in Sweden, in China... Innovation is a relative concept and can become a contradiction if it is conceived as a tradition.
- [Brinde no banquete das musas](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/brinde-no-banquete-das-musas/11474) - Poesia, marulho e náusea, poesia, canção suicida, poesia, que recomeças de outro mundo, noutra vida. Deixaste-nos mais famintos, poesia, comida estranha, se nenhum pão te equivale: a mosca deglute a aranha.
- [Marko Matičetov: Poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/marko-maticetov-poemas/11464) - Noutra língua falas as tuas próprias palavras. Não como um estrangeiro falaria dentro de ti. Em outra língua ouve-se a tua voz. A tua língua. Que não estás em lugar nenhum sob o céu externo a ti mesmo.
- [João Concha: Dois poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/11461/11461) - No lastro da sala e eu à espera: impressão de estar nunca parado: as paredes rodeando vazios: tudo forte e sem função: a geometria dos quartos sempre fictícia: só a distância entre as estrelas: uma escada não faz uma cidade:
- [A poesia merece ir para o saco](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-poesia-merece-ir-para-o-saco/11455) - Mas quem ainda não notou haver atualmente inúmeros poetas escrevendo exatamente do mesmo jeito? Quem ainda não teria percebido que isso é fomentado por cursinhos de truques & macetes para candidatos a escritores que já sem pejos lançam-se à cena pública sem uma mínima carga de leitura? Quem ainda não percebeu que o jogral dos contemporâneos dissimula com frequência uma desafinação generalizada? Quem já não concluiu que as desabridas loas em órgãos de imprensa provêm de meros contatos privilegiados no campo jornalístico? A despeito da ausência de projetos estéticos consistentes, e diante da avidez pela notoriedade a qualquer custo, é crucial que os concursos literários estejam muito bem precavidos contra as ingerências desses partidos estéticos que, outrora revolucionários na época áurea das vanguardas, agora já se tornam títeres de espúrios interesses comerciais.
- [Kafka ou Sob o Signo de Odradek](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/kafka-ou-sob-o-signo-de-odradek/11453) - Fábula às avessas, a “Tribulação de um pai de família”, de Franz Kafka, em suas poucas linhas, opera por meio de uma lógica desconcertante. Se nas fábulas tradicionais, os seres inanimados ganham vida e protagonizam uma história de cunho edificador e moralizante, nesta obra-prima de Kafka tudo se passa de maneira inversa. A narrativa se constrói na medida em que a humanização de um ser é apresentada por meio da sua desumanização. Uma técnica de narrar em que o esvaziamento existencial de um personagem, que percorre toda a história, encobre outro personagem que fica, por assim dizer, escondido nas entrelinhas. Neste caso, a moral da história que nos é apresentada é ácida e corrói as estruturas essenciais de poder e dominação por dentro. Talvez mais que isso, trata-se de uma moralidade que é quase que autofágica.
- [A poesia de Ronald Augusto e de Sangare Okapi](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-poesia-de-ronald-augusto-e-de-sangare-okapi/11444) - Ronald Augusto percorre um processo talvez ainda mais radical de desenvolvimento de uma poesia não-verbal, vasculhando os extremos da síntese e demonstrando pleno conhecimento do seu ofício ao mesclar suas experimentações com incontáveis referenciais das culturas afro-brasileiras, tanto no campo linguístico quanto da religiosidade. Tais códigos rasuram a linguagem tradicional da literatura brasileira, impactando o leitor desavisado, ainda mais que a presença negra na poesia de Augusto não é explícita para os que não são iniciados nesses códigos com o uso de palavras de origens africanas, das etnias que foram retiradas à força da África e aqui reconfiguraram seus falares, subvertendo e enriquecendo a língua portuguesa com esses outros vocábulos.
- [Donde no hay de Eduardo Milán](https://sibila.com.br/critica/donde-no-hay-de-eduardo-milan/11438) - Foto: Régis Bonvicino Eduardo Milán (Rivera, Uruguay, 1952) es, probablemente, quien más conoce de poesía latinoamericana y quien más piensa en ella. Sabe adónde nos han llevado la proliferación de adjetivos llorosos, el canto y el desencanto político y las recreaciones didácticas de las vanguardias. La coherencia entre los ensayos en los que denuncia esto y su poesía impide a esta última la manipulación emocional, habitando, entonces, una “nación sostenida en suelo de hundidos” (114). Para Milán hace rato ya que el poema fue y Donde no hay puede leerse como un manifiesto en contra de su pretendida trascendencia. El libro expone que la poesía es lenguaje, y se hace materialmente con él. Esto no es tan obvio como parece, pues en muchos de los poemas de Milán son los sonidos los que llaman, posteriormente, al sentido de las frases. Su propuesta es así contraria a la del poema habitual, que cuenta y luego suena. En el primer texto, por ejemplo, hay un “lugar paria sin par”, despachando la eternidad “para cuando se decía ‘éter’”, “se olía en el aire un óleo” y un “absoluto” (21) que bota el sol, la sílaba sol, la nota sol al verso siguiente, para declarar que la poesía aquí se jugará a ras de piso, sin totalitarismos luminosos. Renuncia, en otro desacuerdo, al poema con principio y conclusión, al poema que refiere miméticamente a lo vivido, proponiendo otra experiencia: la de estas palabras desplegándose incesantemente en la inquietud.
- [O atentado ao Charlie Hebdo](https://sibila.com.br/impacto/o-atentado-ao-charlie-hebdo/11435) - Fiquei sabendo por um telefonema do Chico Caruso: “E o Charlie Hebdo, hem?” Fiquei esperando o resto da piada. “Mataram o Wollinski, o Cabu e mais dez.” Quando caiu a ficha e me convenci de que era verdade, o impacto foi literalmente tão arrasa-quarteirão quanto o da explosão das Torres Gêmeas. Como disse o Ique no Jornal da Globo. Mas discordo quando acrescentou que, daqui pra frente, os cartunistas irão se atemorizar e diminuir suas críticas ao Irã, sem trocadilho. Os colegas de cartum, não sei, mas eu pretendo pegar mais pesado do que costumo. Para quem não viu a minha charge de quinta-feira passada, desenhei um suposto Alá com turbante e uma barba negra contrastando com a barba branca de um Deus ariano. Pela Lei do Corão, a reprodução de qualquer imagem do Profeta é crime que deve ser punido com a morte. E agora?
- [As máscaras magistrais de Sentenat](https://sibila.com.br/critica/as-mascaras-magistrais-de-sentenat/10364) - O cubano exilado nos EUA Raoul Sentenat, recém falecido, talvez seja o último grande pintor da história.
- [Por que, afinal, a literatura brasileira não vende? E por que venderia?](https://sibila.com.br/cultura/por-que-afinal-a-literatura-brasileira-nao-vende-e-por-que-venderia/9057) - O problema, em todo caso, estaria na defasagem entre o gosto médio do público por uma literatura igualmente média e a insistência dos ficcionistas brasileiros em criar uma literatura “sofisticada”. Isto geraria uma demanda sempre insatisfeita, de um lado, e uma oferta sempre insatisfatória, de outro. Pois a literatura “sofisticada” satisfaria apenas a demanda pessoal do próprio produtor, ignorando a demanda pública dos consumidores. Se fosse verdade, tratar-se-ia de um clássico problema de oferta. Neste caso, as próprias leis do mercado se encarregariam de solucioná-lo. Pois não é de se crer que o Brasil só produza candidatos a gênio literário, e nunca escritores que desejam simplesmente ficar ricos.
- [Uivo e Ginsberg em HQ](https://sibila.com.br/critica/uivo-e-ginsberg-em-hq/9410) - Nos anos 1950, o mundo e os EUA viviam o auge da Guerra Fria, sob a ameaça real e imediata de uma Terceira Guerra Mundial, que seria a última, pois nuclear. E os EUA, em particular, viviam em pleno macarthismo, quando a própria democracia americana esteve, se não ameaçada, bastante estressada. O conservadorismo, a hipocrisia e certa histeria conservadora e hipócrita imperavam de maneira agressiva, que fariam a retórica e as ações recentes de George W. Bush encolherem e empalidecerem. O mundo todo, refém da corrida armamentista em sua fase inicial desenfreada, e entregue a disputas por procuração entre as duas superpotências, que armavam guerrilhas e grupos terroristas de esquerda ou davam apoio a golpes e ditaduras de direita, do Sudeste Asiático à América Latina, passando pela África e por uma Europa dividida pela “Cortina de Ferro” imposta por Stálin (o Muro de Berlim estava para ser construído), o mundo todo era uma espécie de grande Guantánamo mental.
- [Ferreira Gullar e a inútil reinvenção de um mito](https://sibila.com.br/critica/ferreira-gullar-e-a-inutil-reinvencao-de-um-mito/9472) - A ideia parece vir de Jean Cocteau, na sua peça também em um ato de 1930, La voix humaine(popularizada pela versão cinematográfica de Roberto Rossellini, em que aparece como a primeira parte – “Voce umana” – do filme em dois episódios L´amore, de 1948, interpretada por ninguém menos que Anna Magnani). Com uma diferença fundamental: a peça de Cocteau não é um monólogo apoiado em um telefone, mas um verdadeiro diálogo entre a personagem sozinha em cena e o aparelho, ou melhor, entre ela e o vazio das vozes com as quais conversa, e que não são ouvidas.
- [All right then . If so](https://sibila.com.br/english/norman-fischer_all-right/11396) - Norman Fisher, All right .... (pdf of the poem)
- [Murilo Mendes por Ungaretti](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/murilo-mendes-por-ungaretti/11386) - Edifício onde Murilo Mendes residiu em Roma, foto de Régis Bonvicino, 2014. Quem sou eu senão um grande sonho obscuro em face do Sonho Senão uma grande angústia obscura em face da Angústia Quem sou eu senão a imponderável árvore dentro da noite imóvel E cujas presas remontam ao mais triste fundo da terra?…
- [Brancos](https://sibila.com.br/cultura/brancos/11380) - brancos são aqueles tipos que aparecem nos comerciais. ao contrário do que acontece com não-brancos, a presença de brancos em peças publicitárias não precisa ser justificada.
- [A Formação Histórica da Língua Portuguesa](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-formacao-historica-da-lingua-portuguesa/11374) - As mais antigas manifestações poéticas em galego-português foram de feição lírica. A Galiza, graças ao grande empório cultural de Compostela, pôde colocar as tendências artísticas de seu povo em contacto aperfeiçoador com jograis, menestréis, trovadores que da Provença se espalhavam por Catalunha, Navarra e faziam de Santiago o lugar preferido de suas exibições. Nas hostes francesas que vinham tomar parte na cruzada contra os mouros; no séquito dos nobres, dos abades e bispos que se integravam nos novos Estados em formação, não escasseavam os inspiradores da língua d’oc. Encontrando-se, assim, a natural aptidão poética dos galizianos com a excelente escola dos provençais, grande foi o desenvolvimento da poesia lírica nesse noroeste da Península. As composições salvadas pelos Cancioneiros, assinadas por tantas centenas de poetas, dizem bem do grande número então existente de trovadores, cuja produção, infelizmente, se perdeu.
- [Global Books: L’aventure singulière de Gervais Jassaud](https://sibila.com.br/impacto/global-books-laventure-singuliere-de-gervais-jassaud/11312) - Depuis la fin des années 60, Gervais Jassaud sous le nom de « Collectif Génération » mène une aventure éditoriale originale. Si le livre d’artiste reste un lieu d’échanges entre l’éditeur, l’écrivain et l’artiste, il devient également une passerelle entre les cultures des pays du monde entier, d’où l’expression « Global Books ». Y ont collaboré des artistes de renommée internationale tels que Arman, Ben, Dezeuze, Viallat pour la France, Enrico Baj, Giorgio Griffa pour l’Italie, David Tremlett pour l’Angleterre, Nils-Udo, Katharina Grosse pour l’Allemagne, Miguel-Angel Rios pour l’Argentine, David Jones pour l’Australie, U Fan Lee pour la Corée du Sud, Shirley Jaffe, Sol Lewitt, Jessica Stockholder, pour les U.S.A. Les écrivains, souvent des poètes, sont à la hauteur: Michel Deguy, James Sacré, Christian Prigent, Michel Butor (pour la France), Jean-Pierre Verheggen (pour la Belgique), Jerome Rothenberg, Charles Bernstein, John Yau (pour les U.S.A.), Nanni Balestrini (pour l'Italie), Yao Feng (pour la Chine), Régis Bonvicino (pour le Brésil), Nicole Brossard (pour le Canada) ou encore Armando Uribe-Arce (pour le Chili) pour n’en citer que quelques-uns.
- [Assassinato e tortura na era Vargas](https://sibila.com.br/critica/assassinato-e-tortura-na-era-vargas/11338) - Assassinatos com motivação política não foram raros durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945). O caso mais gritante foi o fuzilamento de oito participantes do assalto ao Palácio Guanabara em 1938, organizado por militares e militantes da Ação Integralista Brasileira. Os oito tinham sido capturados e desarmados quando foram mortos nos fundos do palácio, como admitiu em suas memórias o general Góis Monteiro (1889-1956). Não houve qualquer investigação sobre o crime. Há referências a assassinatos nas revoltas comunistas de Natal e Recife em 1935 e nas delegacias de polícia, sobretudo na sede da Polícia Central, na Rua da Relação, na então capital da República, e nas casas de Detenção e Correção.
- [Poesia latino-americana e brasileira agora](https://sibila.com.br/critica/poesia-latino-americana-e-brasileira-agora/11341) - A falha não corresponde aos poetas – na medida em que não podem ser avaliados pelo que não fazem – a falha é responsabilidade de uma crítica corrupta que medra com seus instrumentos colocados a serviço de uma ordem imóvel – imóvel porque as alternativas ao poder possuem a mesma noção cultural da ordem dominante – uma crítica cuja degradação a tornou paradoxal: uma crítica que não é crítica. A situação não é igual em toda a América Latina. No México este desgaste é notavelmente marcado, não assim na Argentina ou no Brasil, para dar exemplos claros. O que preocupa não é o colapso conjuntural do pensamento.
- [Diego Vinhas: Dois poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/diego-vinhas-dois-poemas/11301) - das guerras que sempre respiram em algum lugar do mundo, pousa aqui este atrito contra a tarde pronta para esmurrar meu abraço na lembrança de você dizendo caminhar por uma cidade desconhecida é tomar a vida de alguém, emprestada
- [Outros lugares contemporâneos?](https://sibila.com.br/novos-autores/outros-lugares-contemporaneos/11197) - Modelo: Annalù Boeretto Veja mais www.cinquemiglia.com www.leggerocomeunapietra.com www.tizianacerarosco.it
- [Taoísmo, poesía y caldo de cabeza](https://sibila.com.br/critica/taoismo-poesia-y-caldo-de-cabeza/11298) - Parra: Mira, yo he estado interesado en el estudio del modernismo desde hace un tiempo y por cierto que he pasado por ese planteamiento que tú indicas. En realidad el modernismo no es una cosa muy fácil de definir. Durante mucho tiempo no supe qué demonios era. Lefebvre me ayudó a salir del paso con su Introducción a la modernidad. Me lo encontré un día por arte de birlibirloque. Lo leí. Para Lefebvre los creadores de la modernidad a mediados del siglo pasado serían Marx y Baudelaire. El problema entonces no es tan solo un problema literario, es un problema absolutamente fundamental: según Lefebvre, a mediados del siglo XIX, el hombre europeo se dio cuenta de un nuevo malestar, de una frustración social, una frustración personal. ¿Cómo resolverla? Para Baudelaire, mediante una martingala de tipo literario que se llama alquimia verbal.
- [Anthropophagic Manifesto](https://sibila.com.br/english/anthropophagic-manifesto/2686) - Against all catechizations. And against the mother of the Gracchi. I am only interested in what is not mine. Law of man. Law of the anthropophagus. We are tired of all the distrustful Catholic husbands put in drama. Freud finished off the woman-enigma and other dreads of printed psychology. The one thing that trampled over truth was clothing, the impermeable layer between the inner world and the outer world. Reaction against the clad man. American movies will tell. Children of the sun, mother of the living. Fiercely met and loved, with all the hypocrisy of longing, by immigrants, slaves and tourists. In the country of the cobra grande.
- [O gato de porcelana, o peixe de cera e as coníferas](https://sibila.com.br/impacto/o-gato-de-porcelana-o-peixe-de-cera-e-as-coniferas/11269) - a linha do rio costura o céu e a terra a linha da terra costura o céu e o mar a linha do céu dobra o inferno ao meio
- [Cidade adeus de Fabio Riggi](https://sibila.com.br/impacto/cidade-adeus-de-fabio-riggi/11263) - el loco de palenque cerró puertas pero se queda abierto amor cantante y donde manos jóvenes serpientes encantan cuantos dioses emplumados bajan al inframundo con gusanos que son los dedos viejos de los pobres
- [Lugares históricos da poesia: Torquato Neto (1972)](https://sibila.com.br/critica/lugares-historicos-da-poesia-torquato-neto-1972/11239) - MM: Como você se ligou com a turma Tropicália? TN: Essa história é muito manjada. Eu fui estudar na Bahia e lá encontrei, conheci um bocado de gente no Colégio e tal; dentre estes tinha um que era amigo de outro e tal e tal, e nessa cirandinha eu cheguei a conhecer Caetano; depois eu conheci Gil; depois eu fui embora pro Rio de Janeiro em 1962, eles ficaram lá; quando foi em 65, tem aquela história conhecidíssima: Bethânia foi pra Bahia (sic) e aí começamos a fazer música, todo mundo. Isto é: a gente fazia música, brincava com música, mas o nosso papo mesmo era cinema; era o que a gente queria fazer mesmo.
- [Poetic Tales for Nunca’s Gazes](https://sibila.com.br/english/poetic-tales-for-nuncas-gazes/2672) - Francisco Rodrigues da Silva, 24, who invented for himself the artistic nickname Nunca [“Never”], started producing graffiti in Itaquera, a poor neighborhood of São Paulo, over a decade ago. He was raised by an aunt from age six until 12, because his mother, Ms. Rubenita, lived in Italy for six years, where she worked as housemaid for an Italian family. He only met his father in the beginning of the 90’s. In 1997, Nunca moved to Cambuci, the middle-class district of São Paulo where he lived and kept his studio. He took part in group exhibits at Triângulo Gallery in 2005, at Fortes Vilaça in 2006 (alongside Adriana Varejão and Ernesto Neto, among others), at the AfroBrasil Museum, and in Greece. He also had an individual show at the Modern Art Museum of São Paulo as part of the Projeto Parede [“Wall Project”] in 2006.
- [Vanguardismo ou passadismo?](https://sibila.com.br/cultura/vanguardismo-ou-passadismo/11210) - Desde o final do século XIX, intelectuais brasileiros mantiveram uma intensa relação com aquilo que acontecia nos grandes centros europeus. Não eram incomuns as viagens de artistas brasileiros para países como França e Itália, em especial aqueles de alguma forma ligados ao mundo das artes visuais. Existiam, ainda que operando de modo pouco burocratizado e racionalizado, bolsas que financiavam a permanência de artistas em formação na Europa, a fim de lhes garantirem aprendizado técnico e contato com as tendências estéticas ora em vigor no Velho Mundo.
- [O conto popular ancestral na Rússia e no sertão](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/o-conto-popular-ancestral-na-russia-e-no-sertao/11205) - Quanto às histórias brasileiras semelhantes àquela que se desenrola na tela, Jerusa assinala que elas perfazem um esquema semelhante ao do trovador Kerib. Basta lembrar que a peregrinação do trovador Kerib “é a do herói em caminho, em serviço amoroso e busca de riqueza, mas é também a do religioso à procura de unidade, integração e compatibilidade do sagrado e do profano” (p. 188). Nos contos populares brasileiros, sobretudo do Nordeste, destaca-se a figura do herói pobre: “vaqueiros, boiadeiros, jardineiros e mesmo heróis sem profissão, que se apaixonam pela filha do poderoso fazendeiro ou ‘coronel’ de terras”. Em razão do amor proibido, esse “herói” é expulso e se autoexila para enriquecer. Passa a peregrinar e, depois de vencer todos os obstáculos, volta à sua terra natal.
- [O sol também se levanta](https://sibila.com.br/poemas/o-sol-tambem-se-levanta/11169) - SepticemiaComSorrisoArrogante reposta no blog ChiliquesMilDeBonecasMumificadas postam posts prostrados AtirandoCãesDificilmenteAteusAosUivosEPreces estes CompartilhamPela metade a remoção FixosNoBrilho postam algo ultrapassado AvoadosSurrupiamMedo reverenciam o seu compartilhar RimaRetaNaLadeira deu um curtir no comentário TolíssimoRadiante apertou o botão do deletar
- [A língua portuguesa e o domínio das culturas anglo-saxônicas](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-lingua-portuguesa-e-o-dominio-das-culturas-anglo-saxonicas/11144) - HELDER MALTA MACEDO (Krugersdorp, África do Sul, 30 de novembro de 1935) é um poeta, romancista, ensaísta, crítico e investigador literário, português. A sua obra ficcional, dentre a qual se destaca o romance PartesdeÁfrica (1991), no qual o autor usa técnicas narrativas para revelar as ficções da memória, expondo a fronteira entre o fato e a invenção, é considerada uma das mais originais da literatura portuguesa contemporânea. Opositor ao regime salazarista e como tal censurado, perseguido e preso, acabou por exilar-se em Londres onde, entre 1960 e 1971, foi colaborador regular da BBC. Licenciou-se em Literatura e História, apresentando como tese de licenciatura um estudo sobre Bernardim Ribeiro, e doutorou-se em Letras em 1974 na Universidade de Londres, onde lecionava desde 1971 no King’s College, com a tese intitulada “Nós – uma leitura de Cesário Verde”, livro de excelência e referência sobre o poeta até hoje. Nesta entrevista Macedo fala sobre a língua portuguesa no mundo.
- [Poems by Mercedes Roffé](https://sibila.com.br/english/oems-by-argentinean-mercedes-roffe/2692) - My fate is to bear in my soul a white, sterile forest nothingness in my eyes and in my hands the hoop that hangs me a nest on my head forces my birth meanwhile, a crow waits for the dawn to break the spell that joins its gaze and mine.
- [O poeta Murilo Mendes finalmente em catálogo](https://sibila.com.br/impacto/o-poeta-murilo-mendes-finalmente-em-catalogo/11129) - A Cosac Naify começou a reeditar, depois de anos fora de circulação, a obra completa – poesia e prosa – de Murilo Mendes (1901-1975). A coordenação do projeto está a cargo de dois especialistas em sua obra: Júlio Castañon Guimarães e Murilo Marcondes de Moura. Os títulos lançados agora em setembro de 2014 são: Poemas (1930), primeiro livro de Murilo; A idade do serrote (1968), memórias da infância e da adolescência, e Convergência (1970), último livro de poemas publicado em vida por ele. Foi lançada também uma Antologia poética, poemas selecionados por Castañon e Marcondes de Moura – inédita.
- [Charles Bernstein Papers](https://sibila.com.br/impacto/charles-bernstein-papers/11124) - The Beinecke Library is delighted to announce the acquisition of the Charles Bernstein Papers; the collection will be available to researchers in 2015. Poet and scholar Charles Bernstein has long been a force in American letters. The author of dozens of books, in the 1970s Bernstein co-founded the influential journal L=A=N=G=U=A=G=E. He is the co-founder and co-editor, with Al Filreis, of PennSound; with Loss Pequenño Glazier, he is founder of The Electronic Poetry Center.
- [Uma palestra com Graciliano Ramos: Vidas secas](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/uma-palestra-com-graciliano-ramos-vidas-secas/11117) - Apenas cinco personagens evoluem no livro: um homem, uma mulher, dois meninos e uma cachorrinha. Com essa comparsaria limitadíssima, criei o meu mundo. Aliás, não se trata de um romance de ambiente, como geralmente costumam fazer os escritores nordestinos e os regionalistas em geral. Eles se preocupam apenas com a paisagem, a pintura do meio, colocando os personagens em situação muito convencional. Não estudam, propriamente, a alma do sertanejo. Limitam-se a emprestar-lhe sentimentos e maneiras da gente da cidade, fazendo-os falar uma língua que não é absolutamente o linguajar desses seres broncos e primários. O estudo da alma do sertanejo, do Norte ou do Sul, ainda está por fazer em nossa literatura regionalista. Quem ler os romances regionalistas brasileiros faz uma ideia muito diversa do que seja o homem do mato.
- [Graciliano Ramos](https://sibila.com.br/impacto/graciliano-ramos/11113) - Lançamento do livro inédito Conversas de Graciliano Ramos, (Record, 2014), organizado por Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla, no dia 22 de setembro às 19:00 no MIS situado na Avenida Europa. n. 158. “Os chocalhos das cabras tilintaram para os lados do rio, o fartum do chiqueiro espalhou-se pela vizinhança. Baleia assustou-se. Que faziam aqueles animais soltos de noite? A obrigação dela era levantar-se, conduzi-los ao bebedouro. Franziu as ventas, procurando distinguir os meninos. Estranhou a ausência deles”. Graciliano Ramos
- [Impressões de um brasileiro em Nova Délhi](https://sibila.com.br/cultura/impressoes-de-um-brasileiro-em-nova-delhi/11109) - A Índia é refratária ao turismo. A palavra surgiu entre os românticos, no começo do século XIX, e, como é óbvio, vem de tour, movimentar-se para ver o diferente. Turismo necessariamente envolve uma estrutura de alteridade, distante no espaço, que inevitavelmente separa sujeito de objeto. A prática turística por excelência é o sight-seeing. A pobreza indiana não se deixa contemplar, não permite que seja tornada objeto – não apenas por causa da comunicação da dor de tantos miseráveis, aquilo que nos faz sofrer vicariamente, mas também pelas insistentes, perseverantes, infindáveis interpelações por dinheiro. Na Índia, você não consegue ter a ilusão de que é uma boa pessoa. Aqui você se vê implicado em uma estrutura de culpabilidade da qual não há saída. A Índia é uma escola para o Brasil.
- [A perda da experiência da formação na universidade contemporânea](https://sibila.com.br/cultura/a-perda-da-experiencia-da-formacao-na-universidade-contemporanea/11071) - O que pode significar “uma educação para a contradição e para a resistência”? De acordo com o que vimos acerca do hiper-realismo, as pessoas são encorajadas a uma aquiescência total ao que existe, como se fosse antinatural ou utópico ou insensato opor-se àquilo que se impõe como realidade. Essa atitude naturalista perante as coisas é tão difundida porque corresponde a um dogmatismo que nem sequer é fruto de crenças fortes, mas simplesmente desempenha uma função acomodadora. Ao hiper-realismo corresponde portanto algo como uma vontade de unicamente afirmar, no sentido de corroborar sempre a realidade. É a atrofia da capacidade crítica, certamente, mas devemos compreendê-la não apenas como empobrecimento existencial e cultural mas também do ponto de vista das condições objetivas, isto é, do clima de “consenso” naturalista que rechaça qualquer atitude de contestação e de crítica assim que elas ameaçam aparecer.
- [Idiossincrasias de Macau](https://sibila.com.br/arte-risco/idiossincrasias-de-macau/9507) - Idiossincrasia (do grego ἰδιοσυγκρασία (idiosynkrasía), “temperamento peculiar”, composto de ἴδιος (idios) “peculiar” e σύγκρασις (synkrasis) “mistura”), é uma característica comportamental ou estrutural peculiar a um indivíduo ou grupo. nS.f. Maneira de ver, sentir, reagir peculiar a cada pessoa. É uma disposição do temperamento e da sensibilidade que faz um indivíduo sentir, de modo especial e muito seu, a influência de diversos agentes.
- [Um e Duplo, de Ester Grispum](https://sibila.com.br/arte-risco/um-e-duplo-de-ester-grispum/11078) - (Recife, PE, 1955) Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora. Estuda com Luiz Paulo Baravelli (1942) e Marcello Nitsche (1942) no Instituto de Arte e Decoração - Iade. Estuda na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP, entre 1973 e 1977. Nesse período, mantém contato com os artistas Renina Katz (1926), Flávio Império (1935-1985), Claudio Tozzi (1944), Flávio Motta (1916), e com os críticos Aracy Amaral (1930) e Luiz Carlos Daher. Em 1981, realiza sua primeira individual, com desenhos e aquarelas, na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp. A artista revela, em sua produção dos anos 1980, o diálogo com a história da arte local e internacional. Em 1988, realiza sua primeira escultura, que integra a instalação O Duplo e o Tempo, apresentada na 20ª Bienal Internacional de São Paulo, no ano seguinte. Na década de 1990, recebe, entre outras, bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris; bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s'Hertogenbosch, Holanda; e bolsa de residência na Cité des Arts, Paris. Em 2004, é apresentada a mostra Ester Grinspum - Uma Antologia, na Pesp, com curadoria do historiador da arte Tadeu Chiarelli.
- [Homenagem a Mário de Sá-Carneiro](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/homenagem-de-sibila-a-mario-de-sa-carneiro/2756) - Como escritor, Mário de Sá-Carneiro demonstra, na fase inicial da sua obra, influências do decadentismo e até do saudosismo, numa estética do vago, do complexo e do metafísico. Aderiu posteriormente às correntes de vanguarda do paúlismo, do sensacionismo e do interseccionismo, apresentadas por Fernando Pessoa. O delírio e a confusão dos sentidos, marcas da sua personalidade, sensível ao ponto da alucinação, com reflexos numa imagística exuberante, definem a sua egolatria, uma procura de exprimir o inconsciente e a dispersão do eu no mundo.
- [Homenagem de Sibila ao mais mediano dos patetas](https://sibila.com.br/impacto/homenagem-de-sibila-ao-mais-mediano-dos-patetas/11060)
- [SIBILA DEBATE 64: Carlos Fico](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-carlos-fico/10222) - Carlos Fico: Uma ressalva inicial: quando mencionei que Gorender ajudou a consolidar essa interpretação, não disse que concordava com ela. Gorender foi um grande historiador, um autodidata. Eu o respeito muito, convivi com ele e o convidei a prefaciar um de meus livros. Seu trabalho sobre as esquerdas é muito completo e sereno. Ele, entretanto, supervalorizou a dinâmica social imediatamente anterior ao golpe, viu-a como “pré-revolucionária”. Não era. Havia muitas greves e muitas demandas das classes trabalhadoras e dos pobres em geral. Goulart lidou com tais demandas moderadamente – ao contrário do que afirma, aliás, a memória que se consolidou sobre ele –, mas, ainda assim, não deixou de ser um veículo para a sua expressão. Eu não diria que havia um contexto pré-revolucionário, de modo algum. Mas a elite e as classes médias urbanas, em termos gerais, entraram em pânico diante da possibilidade de algumas míseras conquistas sociais serem efetivadas. Portanto, nós podemos dizer que a suposição de que havia uma revolução socialista em curso é irrealista, mas não podemos desconhecer essa dinâmica social marcada por grande agitação social de trabalhistas e pobres em geral e, de outro lado, por esse medo e resistência de alguns setores às “transformações” (digamos assim para simplificar).
- [SIBILA DEBATE 64: Marcelo Ridenti](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-marcelo-ridenti/10274) - Ridenti: Golpistas como o ex-coronel Jarbas Passarinho elogiaram o livro Combate nas trevas, de Gorender, por concordar com a ideia do contragolpe preventivo. Só que eles detectavam um perigo comunista que de fato não havia; o que estava em jogo – creio que essa era a ideia de Gorender – seria a possibilidade de uma revolução nacional e democrática que alargaria os direitos dos trabalhadores do campo e da cidade, politizando-os e diminuindo as desigualdades sociais, algo que os conservadores consideravam comunismo. No contexto da Guerra Fria – e numa formação social como a brasileira, excludente e autoritária, com os privilegiados tradicionalmente temerosos dos movimentos populares – as ditas reformas de base pareciam ameaçadoras. Pensando do ponto de vista das classes dominantes, o golpe foi acertado; por que deveriam arriscar perder alguns de seus privilégios se podiam sufocar o movimento que viam como ameaçador? O chamado “pacto populista” – que unia o Estado desenvolvimentista, trabalhadores urbanos e setores do empresariado – ruiu com a crescente politização no começo dos anos 1960, inclusive dos trabalhadores rurais, que constituíam ainda a maioria da sociedade e estavam fora do pacto, a exigir direitos que as elites não estavam dispostas a conceder. Foi criada uma situação que não interessava aos que queriam paz para conduzir seus negócios, o que não quer dizer que o processo levaria ao comunismo.
- [SIBILA DEBATE 64: José Arthur Giannotti](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-jose-arthur-giannotti/10350) - Giannotti: A situação estava muito tensa; quarteladas eram possíveis dos dois lados. A esquerda representava um desejo de mudança , de justiça social e de modernização do país. No entanto, poucos apostavam numa verdadeira democracia. Este não era um projeto nem de Goulart, nem dos lacerdistas e cia. Os dois lados apelaram para as massas, mas não abriam seus ouvidos para elas. Além do mais, o confronto não levou em consideração que estávamos em plena Guerra Fria e que a intervenção americana, no caso de um golpe de Goulart, já estava decidida. A meu ver faltou maturidade de ambas as partes.
- [SIBILA DEBATE 64: Marco Villa](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-marco-villa/10432) - Villa: Nunca existiu uma “situação pré-revolucionária”. É uma leitura marxista do século XIX. Não se sustenta nos fatos. É pura construção ideológica. Deve-se recordar que o Brasil, desde os anos 1920, viveu um período de turbulência política. 1922, 1924, Coluna Prestes, 1930, 1932, 1935, 1937, 1938 e 1945 foram alguns dos momentos de abandono da política – no sentido do convencimento do adversário – e da priorização do combate, do embate, da guerra, da transformação do outro em inimigo. Em 1955, no mês de novembro, tivemos três presidentes da República. Na presidência JK ocorreram duas tentativas para derrubá-lo e, ainda, não se deve esquecer a grave crise de agosto de 1961. Em todos esses momentos, a “situação pré-revolucionária” foi absolutamente inexistente.
- [SIBILA DEBATE 64: Carlos Guilherme Mota](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-carlos-guilherme-mota/10479) - CGM: A história do Brasil é marcada pela contrarrevolução preventiva permanente. No Brasil nunca se assistiu a uma revolução no sentido marxista do conceito (seguindo Honório Rodrigues). Todos os anos houve levantes, inclusive de escravos, mas revolução não. O fato é que em 1964 não havia condições reais para uma revolução, embora alguns setores da sociedade estivessem radicalizados. Creio que todos se equivocaram num ponto: o da potencialidade tremenda da Direita, dos segmentos conservadores de uma sociedade ainda marcada pelo passado colonial e imperial. A forças da esquerda foram apenas a ponta do iceberg acima da linha d'água. O Brasil era muito atrasado, muito, repetia Caio Prado Júnior nos anos 1970, antes de seu falecimento. Ainda é: veja o Maranhão de hoje, metáfora do País.
- [SIBILA DEBATE 64: Marcos Nobre](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-marcos-nobre/10567) - Nobre: Na década de 1960, contam-se nos dedos as pessoas e os grupos organizados que entendiam que a prioridade política deveria ser o fortalecimento das instituições desenhadas pela Constituição de 1946. A alternativa colocada era a de uma revolução socialista ou de um golpe de Estado militar. A disputa entre estes dois campos em nenhum momento se colocou em termos de um compromisso (mesmo que meramente tático para os dois lados, não importa) com a consolidação da ordem democrática inaugurada pela Constituição de 1946.
- [SIBILA DEBATE 64: Urariano Mota](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-urariano-mota/10580) - Urariano: Acredito que há um engano na relação, ou identidade, entre justiça e lei. A injustiça não se faz pela desobediência à lei. Imagine a escravidão no Brasil e o largo tempo em que foi legal. O problema é que a transição para a democracia no Brasil sempre foi, também, uma transação – um comércio, um acordo por cima. E mais, da distensão à democracia o processo não se fez de modo linear como em um fluxo de programa computacional. Assim, a Comissão da Verdade não veio como em outros países. E quando chegou, atravessou e atravessa até hoje obstáculos e boicotes e insultos inomináveis. Como compreender uma democracia que tem um Bolsonaro a debochar da busca de corpos de desaparecidos? Em que os oficiais nas escolas militares continuam a ser formados pela doutrina da guerra fria em pleno século XXI? E, no entanto, assim tem sido. Por fim, os erros na esquerda não são equivalentes ao terrorismo dos fascistas. Até hoje, o princípio de repúdio à tortura é cláusula não violada entre socialistas. Imagine a execução fria de presos desarmados, como se fez no Brasil. E ainda se faz até hoje contra os pobres e periféricos, pela polícia.
- [SIBILA DEBATE 64: Marcos Napolitano](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-marcos-napolitano/10593) - Napolitano: Tendo em vista o surto reacionário que estamos assistindo na opinião pública brasileira, alguma coisa está incomodando os setores conservadores. O perigo é que alguns liberais, na sanha do antipetismo, estão indo cada vez mais para a direita, alimentando setores abertamente reacionários. O Brasil precisaria de um pacto republicano que construísse um ambiente político que combatesse e isolasse a opinião de extrema direita, não a deixando se transformar em alternativa real de poder.
- [SIBILA DEBATE 64: Tales Ab´Sáber](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-tales-absaber/10631) - Tales: Não acredito que o Brasil vivesse um verdadeiro momento revolucionário no pré-64. Apesar dos conflitos localizados e de grandes proporções em relação ao controle da distribuição da renda e da propriedade no Brasil, principalmente no Nordeste, o processo de demandas sociais se dava então de modo a produzir pressões cuja expressão era, e devia ser, as esferas institucional e legal do país. Noutras palavras, movimentos populares e progressistas de caráter abertamente públicos, como o das Ligas Camponesas de Pernambuco, apostaram fortemente na democracia brasileira de então como espaço digno da confiança para promover o debate e o desenvolvimento social.
- [SIBILA DEBATE 64: Daniel Aarão Reis](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-daniel-aarao-reis/10681) - Reis: Penso que a avaliação de J. Gorender é acertada. A conjuntura entre 1961 e 1964 foi, sem dúvida, a mais quente da história republicana brasileira. O programa das reformas de base, caso implementado, viraria o país pelo avesso. A universalização do voto, incluindo os analfabetos, colocaria simplesmente a metade da população adulta, até então excluída, no jogo político. A reforma agrária faria desmoronar o poder do latifúndio no campo, onde ainda habitava quase a metade da população brasileira. A reforma das relações com o capital internacional minaria uma das bases mais importantes de sustentação do poder das classes dominantes. Por outro lado, cabe enfatizar que, pela primeira vez na história republicana, de forma organizada, lideranças populares começavam, de fato, a participar, e intensamente, da vida política.
- [SIBILA DEBATE 64: Rodrigo Patto](https://sibila.com.br/cultura/sibila-debate-64-rodrigo-patto/10754) - A sensação entre as direitas era que seus adversários ganharam muito terreno com Goulart, e que poderiam convencê-lo a criar um regime forte para implantar mudanças sociais mais rapidamente. Sabia-se que o comunismo propriamente dito tinha escasso apoio popular, mas temia-se o que embaixador Lincoln Gordon chamou de “subversão por cima”, ou seja, a influência da esquerda exercida desde o Estado. Embora o exagero na avaliação do perigo “comunista” possa ter sido proposital no caso de alguns agentes, para criar clima favorável ao golpe, ainda assim penso que a motivação maior era de natureza política (afastar um governo comprometido com as esquerdas, expurgar o “perigo”), o que se comprova pelas ações posteriores da ditadura.
- [Os excessos contemporâneos de Augusto de Campos](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/os-excessos-contemporaneos-de-augusto-de-campos/2306) - O maior equívoco consiste em avaliar sua poesia considerando apenas as páginas impressas que compõem as três coletâneas citadas. Sua poesia há muito vem sendo divulgada por outros meios, além do livro. Um exemplo é o cd Poesia é Risco, de 1995, uma antologia poético-musical tão importante para entender seu percurso poético quanto os seus livros.
- [Sobre a poesia de Fabiano Calixto e Fábio Weintraub](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/sobre-a-poesia-de-fabiano-calixto-e-fabio-weintraub/2266) - Sou um quase completo idiota. Só não sou um idiota completo porque tenho sabedoria bastante para saber que sou um idiota. Devo tal sabedoria à poesia brasileira contemporânea. Pois só um idiota não vê o óbvio. E como não vejo o óbvio que todo mundo vê, sou um idiota. Ainda que, felizmente, não completo.
- [O nonsense em Finnegans wake](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/o-nonsense-em-finnegans-wake/11028) - Finnegans wake igualmente incorporou o nonsense, tal como este foi praticado por escritores da Inglaterra vitoriana. Acredito então que o problema da estabilidade e da instabilidade no romance joyciano não pode mais ser discutido sem se levar em conta esta herança.
- [LAMARTINE BABO](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/lamartine-babo/2751) - Não perdeu o humor nem no final da vida. Em 1963, um repórter que fora ao Copacabana para entrevistar Carlos Machado, aproveitou que Lamartine estava lá para também fazer uma entrevista. Lalá perguntou se a reportagem sairia naquele dia, e o repórter disse que não, naquele dia seria exibida uma entrevista com Tom Jobim, que chegara dos Estados Unidos.
- [More people speak Portuguese than French, German, Italian or Japanese](https://sibila.com.br/english/more-people/2722) - The issue is not just the contrast between the mellifluous, musical accent of Brazil — “Portuguese with sugar,” in the words of the 19th-century realist Eça de Queiroz — and the clipped, almost guttural sound in Portugal. There are also marked differences in usage that have traditionally led to misunderstandings and provided fodder for jokes.
- [Learn about Portuguese language](https://sibila.com.br/english/learn-about-portuguese-language-2/2721) - 1.1. The Romanic Portuguese The Portuguese language, which evolved from spoken Latin, developed on the west coast of the Iberian Peninsula (now Portugal and the Spanish province of Galicia) included in the province the Romans called Lusitania . When the Romans invaded the peninsula in 218 B.C., the people living in the region adopted Latin,
- [World map of portuguese](https://sibila.com.br/english/world-map-of-portuguese/2258) - Angola Brazil Cape Verde Dadra / Damão / Diu / Nagar Haveli (India) Goa Guinea-Bissau Macao (China) Mozambique Portugal Sao Tome and Principe East Timor Read more Learn about Portuguese language More people speak Portuguese than French, German, Italian or Japanese
- [Où vont les chiens?](https://sibila.com.br/english/ou-vont-les-chiens-2/3250) - ‘Où vont les chiens ? ’, ‘Where do the dogs go?’,1 this question is posed by Baudelaire in the last ‘prose’ poem (in Spleen de Paris) in order to evoke a kind of literature that would correspond with urban, modern life – a kind of poetry which is adapted to those ‘sinuous ravines’ of the cities where the
- [Jean-Dany Joachim, from Haiti](https://sibila.com.br/english/three-poems/3391) - The tables, Shivered-shivered, And shrank-shrank, And dark came again. The air stopped breathing.
- [João Cabral de Melo Neto](https://sibila.com.br/english/joao-cabral-de-melo-neto/8989) - João Cabral de Melo Neto is arguably the most important poet in Brazilian poetry and poetics ever, but certainly in the period after WWII until the closing of the Millennium. There are, perhaps, poets with a wider range, whose oeuvre may better speak to future generations, but João Cabral’s poems cut like a knife through the fat and rhetoric of Brazilian poetry, and still exercise a brilliant and substantial influence on Portuguese letters. Much of his skill was honed on Iberian poetry, but he also expressed a dry and spare sensibility straight from the sertão of the parched Northeast region he hailed from.
- [Two poems from Dark ](https://sibila.com.br/english/two-poems-from-dark/9038) - Red by narrow a succession folds ideas before the rain, wet as a state of attention that happily lacks rules. Beyond eyes matter is volatized, arched as the neck I attempted but was resisted from.
- [Review of Words & the World](https://sibila.com.br/english/review-of-words-the-world/9292) - Today’s English speaker is more than likely aware of the myriad forms of English informing the polyphonic Anglo poetry world, and the inclusion of such diverse poets as Muldoon, Wright, and Indian Vivek Narayanan intimates as much. Perhaps because the “West” often conveniently forgets that a billion people speak the language, Words & The World importantly underscores the heterogeneous nature of living and writing in Chinese by showcasing writers from mainland China, Hong Kong, and Taiwan.
- [Luxorius: Poems translated and introduced by Art Beck](https://sibila.com.br/english/luxorius-poems-translated-and-introduced-by-art-beck/9268) - The sixth century Latin poet from Catharge is rollicking and outrageous in these artful translations. I first stumbled on Luxorius almost forty years ago, when a small green volume slipped itself into my hand while wandering the old San Francisco Main Library. That, now out of print, book in the no longer existent stacks was
- [Poems by Maxwell Clark](https://sibila.com.br/english/poems-by-maxwell-clark/9745) - Her Allow me to express her, readers of influence. Maybe she would speak for herself, if only you read her (more). Reading her permits us to approach her more in her uniqueness. It maps out her address. Maybe if you read her less, however, your love of her, as o all creation, would be less
- [I wonna talk to you... ](https://sibila.com.br/english/i-wonna-talk-to-you/9679) - This work was originally published in Fulcrum 7 (2011). It responds to a work of mine collected in Recalculating, which is a transcription of an improvised poem I did for the Whitney. -- Charles Bernstein • More than a year ago, Charles Bernstein sent me his piece called “Talk to Me,” which I understood as an
- [O rock é devastador](https://sibila.com.br/cultura/o-rock-e-devastador/5008) - É claro que uma coisa é um sambinha de morro com poucos acordes e expressões e outra uma sinfonia de Villa-Lobos. O que ele quer dizer é que, culturalmente, Cartola e Villa-Lobos são de igual importância para a inteligência e sensibilidade nacional. Já a diferença entre criadores, mestres e diluidores é mais clara e definida. No Brasil, por possuirmos uma cultura popular rica é muito fácil fazer média com ela e manipulá-la para a sala de concertos e achar que se está criando algo novo.
- [Chile, país de críticos](https://sibila.com.br/cultura/chile-pais-de-criticos/10876) - “Chile, país de poetas”, es el título del prólogo escrito por Pedro Pablo Rosso para el libro que reúne las ponencias y conversaciones del Congreso Internacional de Poesía “Chile mira a sus poetas”. En este texto, el traductor de Montale y ex-rector de la Universidad Católica, insiste en el cliché: "¿A qué se debe esta propensión poética de los chilenos? ¿a nuestra ubicación remota? ¿a la belleza de nuestros paisajes? ¿a la influencia de las fuerzas telúricas?
- [Um poema do palestino Juan Yaser](https://sibila.com.br/poemas/um-poema-do-palestino-juan-yaser/10862) - O vale se encheu de estilhaços, um tipo de mescla de botas e manjericão. Cheiro de morte. Azeitonas e laranjas miram a Estátua da Liberdade.
- [Osip Mandelstam, Untruth, translated by Ian Probstein](https://sibila.com.br/english/osip-mandelstam-untruth/10871) - I come with a smoking torch In the hut of a six-fingered untruth: — Let me look at you, let me watch, Since I’ll be laid in a pine coffin, struth. She treats me with pickled mushrooms, Takes a pot from under her plank-bed And serves a fresh nourishing broth Cooked from infant belly buttons.
- [China: mítico reino do Cataio de Bento de Góis](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/china-mitico-reino-do-cataio-de-bento-de-gois/10006) - O leigo jesuíta açoriano Bento de Góis, pouco divulgado viajante da centúria de Seiscentos, devido à sua energia, tato diplomático e domínio dos idiomas locais, foi o escolhido para a árdua missão de partir da Índia, no ano de 1603, em busca desse tal mítico reino do Cataio, onde se acreditava existirem cristandades perdidas. A extraordinária jornada que o levou do Punjab à Grande Muralha, atravessando os píncaros do Hindu Kush e visitando diversos e obscuros reinos e emirados da Ásia Central, foi reconstituída pelo jesuíta Matteo Ricci, que naquela altura dirigia a missão em Pequim, com base em fragmentos de apontamentos redigidos por Góis e com o auxílio da memória do seu companheiro de viagem, o armênio Isaac. O relato, porém, à semelhança de tantos outros relatos de viagens de ilustres portugueses, ficaria inédito até 1911.
- [Fado](https://sibila.com.br/english/fado/10851) - Who sleeps with me at night’s My secret, but if you must I’ll tell you: Fear sleeps with me –– Just fear, which suddenly Cradles me in the see-saw Of loneliness, with a silence Quem dorme à noite comigo? É meu segredo, é meu segredo! Mas se insistirem, desdigo. O medo mora comigo, Mas só o medo, mas só o medo! E cedo, porque me embala Num vaivém de solidão, É com silêncio que fala,
- [Uma conversa sobre música brasileira](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/uma-conversa-sobre-musica-brasileira/10825) - Villa foi o músico brasileiro que dialogou com a Europa no sentido de aproveitar toda a tradição da técnica de escrita da música do chamado “velho mundo”. A música que se fazia no Brasil (1900-1920) era calcada na tradição portuguesa somada aos cantos e toques de tambores africanos (os escravos foram fundamentais na formação de nossa cultura, de nosso ritmo). Villa, o pioneiro, queria a informação musical onde estivesse, fosse da sala de concertos, fosse dos terreiros de samba. Importantíssimo, mostrou ao mundo que a partir das diferentes manifestações culturais (Europa/África/Brasil) se pode fazer uma música original.
- [Miriam Adelman: Dois poemas meus](https://sibila.com.br/novos-autores/miriam-adelman-dois-poemas-meus/10832) - Não tinham como se entender. O encontro veio por acaso, Cada um chegando do seu ponto cardinal ao centro da praça, onde os turistas desciam dos charretes para fotografar serpentes mansas, cegos e domadores de camelo, numa febre só. Por filosofia entendiam palavras diferentes, e à cada coisa a imagem que havia por trás ou por dentro se pintava em tons distintos, como “quarto”, “cortina” ou “venha comigo”. Foi apenas um momento que suspendeu os rumos: Cruzar juntos uma antiga ponte de pedra e ouvir o mesmo som do rio balançando embaixo,
- [Two Recommendations: The Poetry of George Oppen and Larry Eigner](https://sibila.com.br/sem-categoria/lazer-oppen-eigner/10843) - (Or, The Peculiarities of the Making of Cross-Cultural Literary History) What I’m here today to do is to make recommendations and to give advice. I know that what I’m doing is a little bit (if not a lot) presumptuous and ridiculous, and that my talk, to some degree, mirrors consciously and unconsciously the very processes that
- [O Deus farsante e o ídolo providencial](https://sibila.com.br/cultura/o-deus-farsante-e-o-idolo-providencial/10798) - A necessidade brasileira de esquecer os problemas agudos do país, difíceis de encarar, ou pelo menos de suavizá-los com uma cota de despreocupação e alegria, fez com que o futebol se tornasse a felicidade do povo. Pobres e ricos param de pensar para se encantar com ele. E os grandes jogadores convertem-se numa espécie de irmãos da gente, que detestamos ou amamos na medida em que nos frustram ou nos proporcionam o prazer de um espetáculo de 90 minutos, prolongado indefinidamente nas conversas e mesmo na solidão da lembrança.
- [Looking over My Shoulder: Roof at 35](https://sibila.com.br/english/looking-over-my-shoulder-roof-at-35/8420) - I started ROOF Magazine at Naropa Institute in the summer of 1976 at the insistence of Allen Ginsberg and Tom Savage. Tom originally suggested documenting the exciting events that were taking place there. ROOF was how I conceived of sheltering all the different writing tendencies. The first issue of ROOF Magazine included many of America’s
- [Mode of Thinking in American Contemporary Innovative Poetry (interview by Liu Fuli)](https://sibila.com.br/english/lazer-interview/10162) - Sponsored by China Scholarship Council, Prof. Liu Fuli went to the University of Alabama to study Hank Lazer’s poetry. She was a visiting scholar in the first half of the year 2012. Liu Fuli: In China, the widely acknowledged description of your identity is as a language poet. So we will begin with language poetry.
- [The foundation of “The League of Independent Vietnamese Writers”](https://sibila.com.br/english/the-foundation-of-the-league-of-independent-vietnamese-writers/10759) - The founders of the League are at risk in signing the petition. It is very brave of them to ask for more freedom of expression, because the last time it happened, in the mid-1950s following military victory over the French, poets and writers who made such a request were treated very harshly, including imprisonment, loss of their privileged positions in the Writers Association, and not having their work published for the next 40 years.
- [The Art of Adaptation](https://sibila.com.br/english/the-art-of-adaptation/10771) - We, human beings, have been adapting since the dawn of time. We’ve adapted to live in the most diverse ecosystems and under the most different social-political regimes. There are humans who live in the scalding heat of the Sahara desert and in the paralyzing cold of the Antarctic region. There are humans who survive in the midst of the sprawling Amazon jungle and between the towering cement jungle of Manhattan. There are humans who have endured unimaginable hatred and who have thrived against insurmountable challenges. We, as a species, are all about evolving, changing and adapting. If there’s one art we’ve collectively mastered, is the art of adaptation.
- [China: a festa lunar](https://sibila.com.br/cultura/china-a-festa-lunar/10820) - Conta o folclore chinês que ainda existe outra divindade relacionada à lua, o Velho da Lua, Yuelao 月老, guardião do Livro das Bodas, em que está traçado o destino de toda a gente; o Velho carrega um saco repleto de cordões vermelhos, utilizados para amarrar os tornozelos dos casais. Acredita-se que, enquanto os cordões estiverem atados, o casamento é predestinado e indissolúvel. Reza outra lenda que no reino de Qi, período dos Reinos Combatentes (475-221 a.C.), existiu uma rapariga muito feia chamada Wu Yan que, desde pequena, era muito devota à Lua. Quando cresceu, foi admitida como concubina ao palácio imperial, mas nunca foi escolhida pelo rei. Na noite do décimo quinto dia do oitavo mês lunar, quando apreciava a Lua, foi vista pelo príncipe que logo se encantou e mais tarde casaram, e ela tornou-se rainha. Desde então, muitas moças fazem oferendas à deusa da Lua, pedindo beleza e brancura.
- [A fadista Ana Moura canta “Esta noite”](https://sibila.com.br/impacto/a-fadista-ana-moura-canta-esta-noite/10810) - Esta noite saio à rua Não vou carpir mais as mágoas Neste meu quarto fechado //:O que no peito se amua São dores e eu triste trago-as Na boca em forma de um fado://
- [Los dias contados](https://sibila.com.br/poemas/los-dias-contados/10795) - monjes locos limosneros poseídos ciegos embrutecidos, lisiados cínicos, salen al paso en la avenida piden monedas aventando su mal aliento en la cara de los cuerdos, deformados por los días tronando un vaso de plástico en la acera cicatrizada por los pasos, acosan escaparates y taxistas, se mean en postes fálicos e hidrantes estupefactos, cruzan la calle desnudos enseñando la quemadura extensa, tocan a secretarias semana inglesa y horas extras, molestan a estudiantes a punto de titularse
- [Memória dos anos negros](https://sibila.com.br/cultura/memoria-dos-anos-negros/10465) - O que houve entre meu pai e o [Jacob] Gorender começa em 1949. O Gorender era da direção estadual do PCB e meu pai da direção regional, em Tupã. Pela participação de meu pai em uma mobilização de camponeses, ele passou a ser perseguido pelo DOPS − saiu na imprensa, na época, com a manchete na Folha da Manhã anunciando: “Incrementada a repressão ao comunismo em SP”, e o nome de meu pai era citado. Meu pai foi para a clandestinidade e por indicação de Gorender passou a compor a direção estadual do PCB.
- [O Esquadrão da Morte no Rio e em São Paulo](https://sibila.com.br/cultura/o-esquadrao-da-morte-no-rio-e-em-sao-paulo/10643) - A ação policial passou a incorporar a tortura, a execução e a prisão ilegal como técnicas comuns de atuação. Vários delegados de polícia passaram a extorquir inimigos do governo e, entre outros desmandos, aliar‑se às quadrilhas que circulavam em volto do jogo, do comércio ilegal, do tráfico de influência e da prostituição. Assim várias quadrilhas que contavam com proteção de policiais, delegados, políticos e servidores públicos eram uma realidade no Estado Novo. Além da prostituição, jogo, comércio ilegal, entre outras atividades escusas o consumo de drogas, como a cocaína, era utilizada pela elite. Durante o governo de Getúlio Vargas uma das funções do chefe de polícia era informar para o presidente quem da elite cheirava cocaína, tinha amante e frequentava bordel. Essas informações eram utilizadas como forma de controle político.
- [Wilson Simonal e a ditabranca](https://sibila.com.br/cultura/wilson-simonal-e-a-ditabranca/10637) - Para quem, como eu, não viu Simonal ao vivo e em ação, há de ser a primeira chance para chegar perto de entender o poder comunicativo de um cantor-entertainer-apresentador televisivo que condensava, em si, qualidades (e/ou cacoetes) de personagens tão variados quanto Frank Sinatra, Agostinho dos Santos, Sammy Davis Jr., Cyro Monteiro, Ray Charles, Lúcio Alves, Harry Belafonte, Dick Farney, Chris Montez, João Gilberto, Chacrinha, Hebe Camargo, Silvio Santos, Roberto Carlos, Elis Regina, Sergio Mendes, Jorge Ben etc. De quebra, é senha perturbadora e incômoda para a compreensão um pouquinho menos superficial de um Brasil ditatorial que ainda reluta em se extinguir por completo. “O filme se chama Ninguém sabe o duro que dei, mas também poderia ser Ninguém sabe o mole que dei”, diz Claudio Manoel.
- [Sibila documento:
"A tortura, como ato ilícito absoluto, faz nascer uma relação jurídica"](https://sibila.com.br/cultura/a-tortura-como-ato-ilicito-absoluto-faz-nascer-uma-relacao-juridica/10691) - A sentença reproduzida a seguir (juiz Gustavo Santini Teodoro, São Paulo, 7 de outubro de 2008) é um documento histórico exemplar, que Sibila publica com a dupla intenção de divulgá-lo e de oferecer a oportunidade de se tomar contato com a discussão jurídica como feita no país em relação a um fato histórico incontornável. Quando, em 1979, aprova-se a “Lei de Anistia”, ela iguala guerrilheiros (que lutaram com táticas de guerrilha contra o exército) e terroristas (que cometeram atentados, inclusive a bomba), torturadores a serviço do Estado (civis, policiais e militares) e cidadãos torturados (quer tivessem atuação em organizações clandestinas, no movimento estudantil ou na imprensa). Nos países da América Latina que passaram por ditaduras militares nos anos 1970, nenhum votou uma anistia tão “geral e irrestrita”, ou, se o fez, voltou atrás, como a Argentina.
- [Memorialismo como ficção de si e como ficção histórica](https://sibila.com.br/critica/memorialismo-como-ficcao-de-si-e-como-ficcao-historica/10689) - A manifestação de uma profunda consciência autobiográfica é marcante entre os escritores ligados ao modernismo brasileiro. Quase todos os nomes mais importantes do movimento, e pensamos em Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia e Tarsila do Amaral, para citar alguns dos nomes mais lembrados, deixaram diversos rastros para que seus futuros biógrafos, assim como os pesquisadores do movimento, seguissem. Para ficar em dois exemplos, de natureza diferente, mas com resultados ilustrativos: Oswald de Andrade e Mário de Andrade. O primeiro entrou para história da literatura pelos seus excessos e pela habilidade em alimentar alguns mitos em torno de seu nome. Sua vida, recheada de lances romanescos, sempre foi bastante exposta, seja em função de sua personalidade, seja pela pessoalidade que suas entrevistas, artigos jornalísticos e aparições públicas sempre ganharam.
- [A estreia de Plínio Marcos sob o signo de Pagu](https://sibila.com.br/cultura/a-estreia-de-plinio-marcos-sob-o-signo-de-pagu/10705) - Durante as décadas de 1950 e 1960, além de conhecida nacionalmente, Pagu exerceria uma importante influência no panorama cultural da cidade. Ao mesmo tempo em que escrevia para A Tribuna de Santos, promovia festivais e espetáculos, fomentando grupos amadores e a fundação do Teatro de Vanguarda (TEV). Graças a Pagu, Santos teve a oportunidade de assistir, pela primeira vez no país, Fando e Lis, de Fernando Arrabal, traduzida por ela em 1958 – ano em seria também encenada Barrela. Pagu e Plínio Marcos teriam se conhecido em 1957, quando ele aparece como ator do GETI: “em 1957, esta distinta senhora (Pagu), então com 47 anos, adentrou os bastidores do Circo Pavilhão Teatro Liberdade procurando o palhaço Frajola; queria que o rapaz trabalhasse com ela”. Com a atuação de Plínio Marcos em Pluft, ele passa a frequentar um grupo de intelectuais, pintores e músicos do círculo de Pagu e Geraldo Ferraz.
- [Sexo e Gênero em Parque Industrial](https://sibila.com.br/critica/sexo-e-genero-em-parque-industrial/10736) - Parque industrial, de Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962), foi escrito em 1932 e lançado no ano seguinte (em pequena tiragem financiada por Oswald de Andrade), com o pseudônimo de Mara Lobo, que ela adotou para evitar mais atritos com o Partido Comunista, no qual militava sem nunca, no entanto, se submeter ao seu “centralismo”. O livro foi, assim, escrito durante o governo Vargas, que tomara o poder em 1930, após o breve período do governo da junta militar liderada pelo general Tasso Fragoso, sucedendo Washington Luís (1926-1930). A polarização política mundial entre comunistas e fascistas, que ocorreu nessa década, pautou igualmente as artes, que, pouco a pouco, na maioria de suas manifestações [...]
- [A polissemia da guerra e da poesia de Zhen Li](https://sibila.com.br/poemas/a-polissemia-da-guerra-e-da-poesia-de-zhen-li/10762) - Zhen Li é um poeta contemporâneo de Taiwan que faz uso dos recursos gráficos dos caracteres chineses para criar poemas visuais. Em “Sinfonia da guerra”, que também possui versão em vídeo, Zhen Li trabalha com quatro caracteres (兵, 乒, 乓, 丘) para criar uma representação de uma batalha em três etapas: antes, durante e depois da batalha. O primeiro caractere (兵), que aparece na primeira parte, significa "soldado", e é usado para representar os dois exércitos alinhados para a batalha. O segundo e o terceiro caracteres (乒, 乓), que aparecem na segunda parte do poema, são caracteres onomatopaicos ("bing" e "bang"), e são usados para representar o momento da batalha em si.
- [25 anos do massacre na praça da Paz Celestial, Beijing](https://sibila.com.br/poemas/25-anos-do-massacre-na-praca-da-paz-celestial-beijing/10773) - Talvez seja o momento final mas não deixei nenhum testamento à minha mãe senão uma caneta. Não sou nada herói numa época isenta de heróis só quero ser um homem. O horizonte tranquilo divide as fileiras dos vivos e dos mortos. Prefiro optar pelo céu a me ajoelhar no chão para não aumentar a altura dos executores que vão bloquear o vento de liberdade.
- [Estado del arte](https://sibila.com.br/critica/estado-del-arte/10789) - La poesía es la aversión a la conformidad en la persecución de nuevas formas, o lo puede ser. Por forma quiero decir maneras de poner las cosas juntas, o de sujetarlas para mantenerlas separadas, quiero decir maneras de dar cuenta de lo que preocupa a cualquiera de nosotros, o que la poesía lanza al aire imaginário a modo de muchos cisnes volando fuera del insondable sombrero negro del mago, tan súbitamente como un cielo que se vuelve blanco o púrpura o azul brillante, y respiramos profundamente. Por forma quiero decir cómo cualquiera de nosotros interpreta lo que se arremolina y nos resulta incomprensible acerca de nosotros mismos, o el tartamudeo con el cual se tartamudea, el gorjeo que ella canta entonada o desentonadamente. Si la forma rehúye la conformidad, entonces hace vaivén del amor-odio insaciable que esta cultura tiene por la asimilación; un círculo maníaco-depresivo de seguir la corriente y huir, que es un catalizador crucial en el sofocantemente efectivo proceso de auto-regulación y auto-censura.
- [The Cracks Between What We Are and What We Are Supposed to Be: Essays and Interviews](https://sibila.com.br/english/the-cracks-between-what-we-are-and-what-we-are-supposed-to-be-essays-and-interviews/7219) - Harryette Mullen’s collection of essays and interviews is an important literary event. Like her poetry, Mullen’s essays and interviews are written at several key intersections: speech and writing; innovation and race. Mullen notes that her “work continues to explore linguistic quirks and cultural references peculiar to American English as spoken by the multiethnic peoples of the United States”.
- [Pagu Meu Totem](https://sibila.com.br/poemas/pagu-meu-totem/10710) - Pagu num 14 de junho de 1910. Ela nasce. Quer dizer Patrícia Rehder Galvão nascida em São João da Boa Vista, sob o signo dos gêmeos. Pagu criança. Pagu a dez anos (de roupa vermelha), o ano em que Picabia publica em Berlim seu Manifesto Canibal: O homem que tem dinheiro é um homem honrado. A honra se compra e vende como o cu. O cu, o cu, representa a vida como as batatas fritas, e vocês todos que são sérios vão se sentir pior que bosta de vaca. Pagu un 14 juin 1910. Elle nait. Pagu c’est à dire Patricia Rehder Galvao née à Sao Joao de Boa Vista, au Brésil, sous le signe des gémeaux. Pagu enfant. Pagu à dix ans (robe rouge) l’année où Picabia publie à Berlin son Manifeste Cannibale: L’homme qui a de l’argent est un homme honorable. L’honneur se vend et s’achète comme le cul. Le cul, le cul représente la vie comme les pommes frites, et vous tous qui êtes sérieux, vous sentirez plus mauvais que la merde de vache.
- [Sibila no mundo](https://sibila.com.br/impacto/sibila-no-mundo/10769) - This email is from China domain name registration center, which mainly deal with the domain name registration and dispute internationally in China. We received an application from Huahong Ltd on June 3, 2014. They want to register "sibila" as their Internet Keyword and "sibila .cn", "sibila .com.cn", "sibila .net.cn", "sibila .org.cn" domain names etc.., they are in China domain names. But after checking it, we find "sibila" conflicts with your company. In order to deal with this matter better, so we send you email and confirm whether this company is your distributor or business partner in China or not?
- [Sandra Guerreiro: 4 Poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/sandra-guerreiro-4-poemas/10742) - we foresee the future of pebbles. petals of stone and decadent amusement. roldana em inglês corrente. este é o grotesco precipitar do voo da ave terena e macia. indiciam-se. senhores de vertigem erupção do rosto das árvores frontais. quatroseteum. em frontispício delete thread. resta a vertigem dos músculos faciais. can’t do touch thingy. era de refeição o nome. feliz. but i can’t deal with the energy anymore. peek. the biker snores. women on the cusp
- [Ukraine: Thinking Together](https://sibila.com.br/impacto/ukraine-thinking-together/10717) - This is an encounter between those who care about freedom and a country where freedom is dearly won. This year Ukraine has seen protests, revolution, and a counter-revolution from abroad. When millions of people gathered to press for the rule of law and closer ties to Europe, the Yanukovych regime answered with violence. Vladimir Putin offered the Ukrainian government money to clear the streets and join Russia in a Eurasian project. Yanukovych criminalized civil society, which only broadened the protests. Then the police began to kill the protestors in large numbers. This brought revolution, a shift of political power to parliament, and the promise of free elections. Russian authorities reacted by invading Crimea, sending provocateurs into eastern Ukraine, threatening to dismember the country, and suppressing Russian civil society.
- [A Portuguese Poetry Affair](https://sibila.com.br/impacto/a-portuguese-poetry-affair/10698) - Leitura e lançamento das plaquetes Makar, de Ricardo Marques (Portugal) e Atlantic, Virna Teixeira (Brasil) pela Arqueria Editorial. Com participação especial do poeta escocês Richard Price, que traduziu os poemas de Atlantic. Richard foi publicado no Brasil pela Lumme Editor e participou do programa “Poetas em residência”, em Monsanto, Portugal. Ele fará também uma leitura de poemas do seu último livro, Small World (Carcanet Press, 2013).
- [Doomed to Win: Paintings from the Early 1980s](https://sibila.com.br/arte-risco/doomed-to-win-paintings-from-the-early-1980s/10655) - A.I.R. Gallery, New York City April 3-27, 2014 Curated by Kat Griefen
- [A Rotina e a Quimera (quase toda literatura brasileira é literatura de funcionários públicos)](https://sibila.com.br/critica/a-rotina-e-a-quimera-quase-toda-literatura-brasileira-e-literatura-de-funcionarios-publicos/10677) - Sempre se falou mal de funcionários, inclusive dos que passam a hora do expediente escrevendo literatura. Não sei se esse tipo de burocrata-escritor existe ainda. A racionalização do serviço público, ou o esforço por essa racionalização, trouxe modificações sensíveis ao ambiente de nossas repartições, e é de crer que as vocações literárias manifestadas à sombra de processos se hajam ressentido desses novos métodos de trabalho. Sem embargo, não se terão estiolado de todo, tão forte é, no escritor, a necessidade de exprimir-se, dentro ou fora da rotina que lhe é imposta.
- [Jerome Sala, the punk poet, by Vincent Katz](https://sibila.com.br/english/jerome-sala-the-punk-poet-by-vincent-kat/2847) - April, 2007 Though slight of frame, Jerome Sala was the first heavyweight champion of poetry. But to prevent poetic punch-drunkeness, he abdicated his crown after only two bouts. From this auspicious beginning, his work has continued to duke it out with convention in cult classics like Spaz Attack, I Am Not a Juvenile Delinquent, The
- [Propounding Modernist Maleness: How Pound Managed a Muse](https://sibila.com.br/english/propounding-modernist-maleness-how-pound-managed-a-muse/3257) - This essay © by Rachel Blau DuPlessis and the University of Alabama Press appeared in, and is available from, Blue Studios: Poetry and Its Cultural Work. Tuscaloosa: University of Alabama Press, 2006: 122-136. All rights reserved. It was originally published in a slightly different form in Modernism/ Modernity, 9. 3 (September 2002): 389-405. Critical cliché says
- [Confrontos](https://sibila.com.br/arte-risco/confrontos/7695)
- [Menino Experimental](https://sibila.com.br/poemas/menino-experimental/10611) - O menino experimental come as nádegas da avó e atira os ossos ao cachorro. O menino experimental futuro inquisidor devora o livro e soletra o serrote. O menino experimental não anda nas nuvens. Sabe escolher seus objetos. Adora a corda, o revólver, a tesoura, o martelo, o serrote, a torquês. Dança com eles. Conversa-os.
- [Taylor Mali: Poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/taylor-mali-poemas/10510) - How to Write a Political Poem By Taylor Mali However it begins, it's gotta be loud and then it's gotta get a little bit louder. Because this is how you write a political poem and how you deliver it with power. Mix current events with platitudes of empowerment. Wrap up in rhyme or rhyme it
- [De gravata e unha vermelha](https://sibila.com.br/impacto/de-gravata-e-unha-vermelha/10576) - Sinopse O documentário cria uma vertigem a partir dos jeitos que cada um encontra de se respeitar na construção do próprio corpo. Pulveriza o binarismo de gênero. No mundo contemporânea, a própria sexualidade é escolhida: homens se tornam mulheres, mulheres se tornam homens, é possível brincar com a roupa e a aparência vai adquirindo contorno
- [Regimes autoritários no Brasil republicano](https://sibila.com.br/cultura/regimes-autoritarios-no-brasil-republicano/10441) - O refinamento da historiografia brasileira nos últimos 30 anos tem permitido um entendimento mais sofisticado de alguns dos temas mais controvertidos da História do Brasil. Esse é o caso do Estado Novo (1937-1945) e do período dos governos militares (1964-1985), regimes autoritários do Brasil Republicano que ocuparam quase 1/3 da história brasileira no século XX, cuja comparação desejo propor neste momento. Alguns dos aspectos do regime militar que tenho estudado, como a propaganda política, a censura, a repressão e os próprios militares ganham um alcance maior quando comparados com seus correlatos no Estado Novo, razão pela qual me parece oportuna essa comparação.
- [Lançamento de Estado Crítico](https://sibila.com.br/impacto/lancamento-de-estado-critico/9940)
- [Se não fosse pelo coelho...](https://sibila.com.br/impacto/se-nao-fosse-pelo-coelho/10604) - A 51ª Feira do Livro Infantil de Bolonha, que acontecerá entre os dias 24 e 27 de março na Itália, terá como país homenageado o Brasil. Ana Maria Machado, consagrada escritora e estudiosa da literatura infantojuvenil, estará presente no evento, apoiada pela Academia Brasileira de Letras. Ana Maria Machado é autora de alguns “clássicos” da
- [Poetics of the Americas](https://sibila.com.br/english/poetics-of-the-americas-2/4579) - The tension between universality and locality is not simply a deformation or an embryonic phase of group consciousness to be shed at maturity. As against the positive expressivity of nation language I would speak of the negative dialectics of ideolect, where ideolect would mark those poetic sites of contest between the hegemonic and the subaltern,
- [Les Contemplations](https://sibila.com.br/english/victor-hugo/4626) - Alone and unknown, with back bent, with my hands crossed, Sad, and the day for me will be like the night. Then I won’t look at the golden evening, so grave Nor at the faraway sails veering toward Harfleur And when I do get there, I will put on your grave A green holly bouquet and flowering heather.
- [The sung word](https://sibila.com.br/english/the-sung-word/4681) - I do think it has a future. The very fact that written poetry stopped having an audience and entered another level of information is something that points to certain needs in man, which, at any moment, could explode again. As I said, everything is cyclical, breathing doesn’t stop, there may well be a genuine interest in “paper poetry.” I repeat, what’s happening now is that written poetry is in a market crisis. In the future, who knows, it may be that people will again feel the need to read, to take a piece of paper and write.
- [Five poems from "Address" (Wesleyan University Press)](https://sibila.com.br/english/elizabeth-willis/4752) - Five poems from Address: How about Address Take This Poem A Species Is an Idea In Strength Sweetness Witches
- [Conversas com o poeta João Cabral de Melo Neto](https://sibila.com.br/critica/conversas-com-o-poeta-joao-cabral-de-melo-neto/10427) - BA: Em Sevilha, você foi pela primeira vez para fazer o quê? Foi para uma pesquisa... JC: Não, o negócio é que em 1953 houve uma confusão comigo aqui. Eu e mais quatro colegas do Itamaraty fomos acusados de comunistas. Fomos postos em disponibilidade pelo Itamaraty até que o Supremo Tribunal Federal nos deu razão. Então nós voltamos ao Itamaraty. Quando voltamos, eles tinham que nos dar um posto, não é? O Macedo Soares [José Carlos de Macedo Soares, 1883-1968], que era ministro [das Relações Exteriores] e historiador, inventou o seguinte: nos mandar para um consulado e nos comissionar para fazer pesquisa histórica. Então, me mandou para o consulado em Barcelona, mas me disse: “Olha, o senhor não vai ser cônsul. O senhor vai morar em Sevilha para fazer pesquisa no Arquivo das Índias”. De forma que só fui cônsul em Sevilha depois. Da primeira vez fui cônsul adjunto em Barcelona, morando em Sevilha e fazendo pesquisa histórica lá. Da segunda vez eu fui como cônsul. Em Barcelona, oficialmente, eu estive três vezes, mas da segunda eu praticamente não estive lá, e sim em Sevilha.
- [Recalculating by Charles Bernstein](https://sibila.com.br/english/recalculating-by-charles-bernstein/9670) - Charles Bernstein expresses the aesthetics of Recalculating, his first collection of new poetry in seven years, partially through his translations -- not necessarily through how he translates the works, but from what he translates. Lots of Baudelaire, including "Be Drunken" and "Venereal Muse," and poems by Osip Mandelstam, Apollinaire, Catulus, and the more obscure Velimir Khlebnikov and Regis Bonvicino. Poems of darkness and daring, with the absolute thrust of "Catulus 85" and the Dada sound transformation of Khlebnikov's "Incantation by Laughter." Those familiar with Bernstein's sometimes-confrontational criticism will see a direct connection between what he argues for in poetry and the poetry he translates and includes in this collection.
- [Sibila, Ano 14](https://sibila.com.br/impacto/sibila-ano-14/10444) - Sibila, aos 14 anos de atividade contínua, incluindo 11 edições impressas, tem um novo editor-executivo desde dezembro de 2013: Luis Dolhnikoff. Régis Bonvicino e Charles Bernstein seguem como diretores-gerais. A revista é exclusivamente eletrônica desde 2008. Todas e quaisquer colaborações devem ser enviadas a Luis Dolhnikoff: luisdkf@uol.com.br. Sibila, contando com colaborações de poetas e críticos
- [Minha pátria é a língua portuguesa](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/minha-patria-e-a-lingua-portuguesa/3601) - Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem.
- [Autopsychographia by Fernando Pessoa](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/autopsychographia-by-fernando-pessoa/3503) - Poets are fakers Whose faking is so real They even fake the pain They truly feel
- [Sobre a poesia ortônima de Fernando Pessoa](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/sobre-a-poesia-ortonima-de-fernando-pessoa/2248) - Luís de Montalvor afirmou, na apresentação do número de estréia de Orfeu, que essa revista representava “um exílio dos temperamentos da arte, que a queriam como a um segredo ou tormento”. A publicação teve dois números, lançados em 1915, e reunia o grupo de vanguarda da poesia portuguesa da época: Fernando Pessoa (1888 – 1935),
- [Em memória de Raoul Sentenat](https://sibila.com.br/impacto/em-memoria-de-raoul-sentenat/10397) - Rato de biblioteca, musicólogo, tinha centenas de LPs, cassetes e CDs nas paredes das três quartos. Salsólogo como Johny Pacheco e Fania All Stars , e bebedor de chá de coca por minha culpa. Fotógrafo excelente das ruas, homem de TV, teatro e cinema. Conseguimos publicar duas revistas literárias em Nova York: Avenue B e Vavel.
- [O corpo e os corpos em Samuel Beckett](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/o-corpo-e-os-corpos-em-samuel-beckett/10391) - Mesmo não sendo um gnóstico, Beckett parece compartilhar das ideias expostas por Le Breton, uma vez que, nos seus textos, o corpo é muitas vezes um tipo de sarcófago, que aprisiona a alma inquieta de seus personagens. É preciso ressalvar, no entanto, que o conceito de “alma” em Beckett tem dimensão própria, pois, ao manifestar-se por meio da polifonia, ela é uma rede de vozes internas e externas que falam incessantemente, atravessando o sujeito. Outra afirmação de Le Breton poderia também ser usada para analisar o “modelo” de corpo beckettiano, que é o que me interessa destacar aqui: “a alma caiu no corpo [...] onde se perde. A carne do homem é a parte maldita sujeita ao envelhecimento, à morte, à doença. É o cadáver em decomposição, a carne. O mal biológico”. Considerações que aprofundam a imagem de corpo-sarcófago, atravessado por vozes.
- [Don’t Ask Me What I Do Exactly](https://sibila.com.br/english/dont-ask-me-what-i-do-exactly/7226) - When I sat down and tried to imagine a text between the seams of both portraits and cinema, two friends influenced me. Elizabeth Willis had written a manuscript called Turneresque – poems based on “B” film noir movies. Diane Ward had crafted a chapbook entitled A Portrait of Myself As If Through My Own Voice, a text of self-portraiture exacted under unimagined circumstances. I began to visualize a portrait of selves as written through movies.
- [Blow-Up by Michelangelo Antonioni](https://sibila.com.br/english/blow-up-by-michelangelo-antonioni/7671) - Michelangelo Antonioni’s Blow-Up begins with an image of deception. Released from either prison or a flophouse (several reviewers have suggested the latter), Thomas, along with other denizens of the place, moves slowly through the gate. The skuzzy young man—whose face, somewhat like Pound’s metro image of “petals on a wet, black bough,” stands out (he is played after all by the photogenic actor David Hemmings) against the gauntly determined faces of the others—carries a small paper sack like a treasure, keeping his distance from his fellow inmates, seemingly resisting their friendly (we hear none of their conversation) advances.
- [Larry Eigner, An Advertisement](https://sibila.com.br/english/corbett-on-eigner/7752) - The poets who appear in Donald Allen’s earthquake anthology The New American Poetry 1945-1960 got to write their own biographies. Here’s Larry Eigner’s: “Born in Swampscott, Mass. (out of the nearby hospital in Lynn); still living there, where after public school I took correspondence course from U. of Chicago. I’m a ‘shut-in,’ partly. In 1949,
- [Fragmentos](https://sibila.com.br/critica/fragmentos/10189) - Uma experiência de banca. Me lembro de uma defesa de mestrado, na qual fui o segundo a usar a palavra. Antes de mim, arguiu um professor de mais longe, e como gostava de falar, tive tempo de procurar entender o que ali se passava. Concluí, em primeiro lugar, que era imperioso teorizar a merda, antes de mais nada pela dificuldade de diferenciá-la em vista de sua variedade, multiplicidade e ubiquidade. Neste caso, fiquei feliz em conseguir organizar a verborragia do colega em um esquema de quatro níveis, algo reminiscente da hermenêutica medieval. O primeiro era o literal, do simples nonsense, das palavras frouxas, dos conceitos gelatinosos, da falta de coerência entre as frases. Mas como é impossível deixar de fazer sentido o tempo todo, logo surgia uma segunda camada, que se referia ao simples erro, e que já era um avanço, dado que já possuía alguma determinação.
- [Em memória de Eduardo Coutinho](https://sibila.com.br/cultura/em-memoria-de-eduardo-coutinho/10271) - O homem que comprou o mundo: uma sátira do regime militar brasileiro e da guerra fria, de Eduardo Coutinho. “O filme militante é uma tragédia porque já está escrito antes. Convencer o já convencido é terrível, fazer um filme para convencer alguém é terrível.” (E. Coutinho)
- [Karlheinz Stockhausen: o voo e a máquina de guerra](https://sibila.com.br/cultura/karlheinz-stockhausen-o-voo-e-a-maquina-de-guerra/5030) - A peça é organizada em momentos. É iminentemente lírica e tem uma forma circular. Começa com a operação de decolagem do helicóptero e termina com o seu pouso que, do ponto de vista sonoro, representa a inversão daquele primeiro momento. É, entretanto, durante o voo que o ruído produzido pelo helicóptero em suas diferentes altitudes passa a ser ouvido como música, justamente, pelos sons que estão sendo tocados pelo quarteto de cordas.
- [Walter Franco: Música para não tocar no elevador](https://sibila.com.br/cultura/walter-franco-musica-para-nao-tocar-no-elevador/10119) - A linguagem de Ou não tem a ver com certa “liberdade informalista”. Cada canção apresenta um conjunto de procedimentos através dos quais um objeto estético consegue produzir um desvio das normas estatísticas de sua linguagem. Walter Franco opera em uma faixa expressiva que abole os elementos automatizados da linguagem musical. O compositor tem consciência de que esses processos da cultura pop não chamam atenção para si; simplesmente comunicam, levam uma espécie de mensagem rebaixada ao ouvinte médio. Os elementos automatizados da música pop ocorrem com probabilidade muito alta: portanto, são redundantes e, afinal, cosméticos.
- [O minimalismo estelar de Sonny Boy Williamson II](https://sibila.com.br/cultura/o-minimalismo-estelar-de-sonny-boy-williamson-ii/9011) - Assim, com cinco palavras, uma gaita – que compreende apenas uma única escala musical, um único modo – e sua voz, esse gigante bluesman é capaz de contar a história de seu próprio nomadismo, de todas as despedidas, de todos os homens e mulheres que disseram adeus e com isso ainda mover seus ouvintes a partir de um ritmo alucinante, de uma vitalidade incrível, de uma enorme força interior, criando uma canção (interpretação) paradigmática, que se pode definir como minimalista estelar, mais viva que vários dos minimalismos propriamente ditos da arte erudita da época, os anos 1960, que cheiram hoje a mofo.
- [Masking and Unmasking: On Jewish Identity (Purim/Makor Or)](https://sibila.com.br/english/norman-fischer/3628) - Our theme for today is Purim, Masking and Unmasking, and the more I thought about this theme the deeper and more complicated it got. As I was preparing for this talk I was also reading a biography of Baruch Spinoza, maybe the greatest of all Jewish philosophers, and his story became mixed up in my mind with the story of Mordechai and Esther and Haman.
- [End of the City Map](https://sibila.com.br/impacto/end-of-the-city-map/10293) - Publication date: January 15, 2014 Showghi’s prose poems leave the map behind and take us into a place where apparently simple everyday scenes turn, by a little stretch of language, into the unpredictable and strange.
- [Impasses da literatura contemporânea](https://sibila.com.br/cultura/impasses-da-literatura-contemporanea/10215) - Num debate recente com a crítica Beatriz Resende, organizado pelo Instituto Moreira Salles, expus minha impressão de que o campo literário se encontra hoje numa situação de crise, observável pela relativa perda da capacidade cultural da literatura de se mostrar relevante, não apenas para mim, mas para muitos que estão comprometidos com a cultura: como se alguma coisa se introduzisse nela (sem eventos violentos) e a tornasse inofensiva, doméstica. Um vírus de irrelevância, por assim dizer. Não gostaria de defender uma tese cabal sobre a fraqueza atual da literatura, mas me agrada a ideia de explorar, tão fundo quanto possa, esse lugar de crise da expressão. Tento formular sucintamente a seguir, em diferentes ordens de argumentos, alguns dos impasses que percebo na literatura contemporânea.
- [Nova poesia canadense: Aaron Vidaver](https://sibila.com.br/poemas/nova-poesia-canadense-aaron-vidaver/10173) - Ok, desde que chegue, o mercado prefere a cor dourada com um centro único, que dure todo o inverno. Porque o mercado prefere frutas em forma de pera, as plantas fêmeas são normalmente retiradas logo da produção com um matiz laranja. O tempo da colheita pode ser determinado pela aparência que o mercado prefere. A aparência de fevereiro parece a mais desejável. Em todo caso, a abstração é geralmente considerada monopólio do Ocidente. E o mercado prefere ver obras chinesas que parecem ter vindo da China. O mercado prefere outras opções – madeira. Ao longo dos anos, os analistas financeiros têm sugerido que o mercado prefere republicanos na Casa Branca.
- [Não torne a dizer em prosa medíocre o que já foi dito em boa poesia](https://sibila.com.br/critica/nao-torne-a-dizer-em-prosa-mediocre-o-que-ja-foi-dito-em-boa-poesia/10177) - Em meu universo paralelo, os objetivos do crítico de poesia consistem em descobrir e apresentar poesia que tenha o máximo de ressonância, que transforme enquanto arte da poesia o momento contemporâneo sempre transitório, que ligue o seu trabalho a outros trabalhos, históricos e contemporâneos (nenhum poema é, inteiramente de per si, um paraíso ou um purgatório), que articule os valores e as tramas (reais e imaginários) como particulares e contestáveis antes do que como universais e aceitos por todos. E, ainda, desafiar o complacente e o simplesmente competente e encorajar quem ainda não foi provado, o radical, o inesperado, o esquisito e o cacográfico (incoerente).
- [Alex Polari: Inventário de Cicatrizes](https://sibila.com.br/critica/alex-polari-inventario-de-cicatrizes/10218) - Fato importante aconteceu, não só no circuito poético, com o lançamento de Inventário de cicatrizes, coletânea de poemas de Alex Polari de Alverga, que, como se sabe, foi preso em maio de 1971, aos vinte anos, por sua militância guerrilheira contra o regime militar brasileiro e, por isso, condenado pelos tribunais a 80 anos de prisão, o que não é, diga-se, nada mole. Há coisas significativas no livro de estreia desse poeta-guerrilheiro, que escreveu seus poemas na cadeia. A primeira é que o produto de sua venda vai ser canalizado para o Comitê Brasileiro pela Anistia. A segunda é que a linguagem de Alex é colada, de modo inseparável, ao vivido e à vida. Nesse sentido, pode-se afirmar que Inventário de cicatrizes é um diário em transe e em trânsito, temperado com reflexões sobre o passado (atuação guerrilheira) e o presente (vida na cadeia, condição de preso político, torturas etc.). Nos melhores poemas de Alex, há o risco do instantâneo e o rápido do imediato.
- [Poems from Locomotrix: Selected Poetry and Prose of Amelia Rosselli](https://sibila.com.br/english/poems-from-locomotrix-selected-poetry-and-prose-of-amelia-rosselli/7651) - Locomotrix: Selected Poetry and Prose of Amelia Rosselli Edited and translated and with an introduction by Jennifer Scappettone University of Chicago Press, 2012 Half a century after the searching start—across and between tongues—of her uncompromising poetic practice, the poet Amelia Rosselli has emerged in global literary discussions as exemplary: as both
- [Robert and Books [on Creeley's library]](https://sibila.com.br/english/robert-and-books-on-creeleys-library/10200) - [This essay is being published to commemorate the Notre Dame symposium. You can watch a live webcast here.] The first time I ever saw Robert, he was reading from a book. He was sitting on a high stool, with a standard mike beside him, just to one side of a busy courtyard outside the
- [Gregório Duvivier e a nova poesia-entretenimento](https://sibila.com.br/critica/gregorio-duvivier-e-a-nova-poesia-entretenimento/10174) - O recém-lançado Ligue os pontos – poemas de amor e big bang (São Paulo, Companhia das Letras, 2013), do comediante, roteirista, ator e colunista carioca Gregório Duvivier, é seu segundo livro de poemas. De um modo um pouco incomum, começo, então, por seu primeiro livro, pois isso ajuda a aclarar e delinear as marcas e influências dominantes de uma obra ainda parca. Seu primeiro livro tinha por título A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora (Rio de Janeiro, 2008, 7Letras), título que é uma grande proeza. Uma grande proeza de diluição, ou uma proeza de grande diluição, o que não muda onde se chega: Paulo Leminski. Grosso modo, a obra poética de Leminski se divide, em seus próprios termos, em “caprichos” e “relaxos”, como este, um dos mais conhecidos: “isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além”. “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora” é uma paráfrase “relaxada” (no sentido de ainda mais prosaica) do famoso verso de Leminski. Este, por sua vez, é um dos melhores exemplos do material poético que alimenta a "febre Facebook" das citações do poeta curitibano.
- [Jornalista não planeja futuro, nem reflete sobre a profissão e o mundo](https://sibila.com.br/impacto/jornalista-nao-planeja-futuro-nem-reflete-sobre-a-profissao-e-o-mundo/10183) - “O perfil do jornalista mudou. A nova geração é hegemonicamente feminina, com menos de 35 anos, não sindicalizada, de formação política débil, massacrada pelo tipo de empregabilidade a que está submetida e pela densificação do trabalho”. As evidências estão reunidas no livro As mudanças no mundo do trabalho do jornalista, organizado por Roseli Figaro, professora
- [Falso Leminski](https://sibila.com.br/impacto/falso-leminski/10180) - Muita gente se admira do macaco andar em pé o macaco já foi gente pode andar como quiser.
- [Guy Debord: A arte de desmascarar](https://sibila.com.br/cultura/guy-debord-a-arte-de-desmascarar/10137) - Enquanto a primeira fase do domínio da economia sobre a vida se caracterizava pela notória degradação do ser em ter, no espetáculo chega-se ao reinado soberano do aparecer. As relações entre os homens já não são mediadas apenas pelas coisas, como no fetichismo da mercadoria de que Marx falava, mas diretamente pelas imagens. Para Debord, no entanto, a imagem não obedece a uma lógica própria, como pensam, ao contrário, os “pós-modernos” à la Baudrillard, que saquearam amplamente Debord. A imagem é uma abstração do real, e seu predomínio, isto é, o espetáculo, significa um “tornar-se abstrato” do mundo.
- [Quase uma sociologia da obra de arte](https://sibila.com.br/critica/quase-uma-sociologia-da-obra-de-arte/10141) - Analisar cientificamente obras de arte, encontrando suas condições sociais de produção, ao contrário do que afirmam os detratores de tal tipo de análise, longe de reduzir ou destruir tais obras, intensificaria a experiência literária, segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu em As regras da arte – gênese e estrutura do campo literário:1 “construir sistemas de relações inteligíveis capazes de explicar os dados sensíveis”, eis o objetivo da compreensão racional de tais objetos. Em outros termos, encontrar a fórmula formadora, o princípio gerador, a razão de ser das obras artísticas, forneceria a melhor justificação à experiência artística e ao prazer que a acompanha.
- [Poesia e teoria na era da indiferença](https://sibila.com.br/critica/poesia-e-teoria-na-era-da-indiferenca/4625) - O progresso tecnológico que supõe a diversificação de meios para construção-apresentação de formas discursivas ou outras, e a consequente possibilidade de multiplicação de lugares que escapam à supervigilância legitimadora, é importante por dar evidência à questão da emancipação como afirmação da igualdade, que é a de qualquer um poder dirigir-se ao outro enquanto outro, isto é, de particicipar da singularização-universalização. Porém, o risco de indiferenciação que decorre das condições de utilização desses meios é também imenso, pois o pensamento não existe sem pausas, intervalos, que interrompem a necessidade construída pelos mecanismos do senso comum e da sua sutura ao poder mass-mediático. As condições de utilização, que não decorrem automaticamente da tecnologia, contribuem em alto grau para determinar a orientação do desenvolvimento dela, pelo que a imprevisibilidade de um desenvolvimento extremamente acelerado exige um empenho à altura de responder ao perigo, analisando-o e resistindo, pela criação, a qualquer hegemonia.
- [Viagem aos Estados Unidos, de Alexis de Tocqueville](https://sibila.com.br/critica/viagem-aos-estados-unidos-de-alexis-de-tocqueville/4631) - Magistrado desde 1827, Tocqueville parte, em 1831, com Gustave de Beaumont, para uma viagem oficial, a fim de estudar o sistema penitenciário dos EUA, desculpa utilizada para alcançar seu verdadeiro propósito: conhecer as experiências democráticas de um país nascente, afastar-se do direito, que o entediava, e dedicar-se ao estudo da política, sua paixão.
- [A enfermidade do silêncio](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-enfermidade-do-silencio/9332) - Nesses termos, a narração é basicamente a composição de um lugar argumentativo no qual os acontecimentos selecionados na carta atuam como amostras de situações repetidas, que referem menos ocorrências únicas do que maus hábitos que se foram estabelecendo no reino. Como exemplo, pode-se tomar o quadro desenhado por Vieira a respeito da situação dos índios do Brasil. Em termos de virtualidade ou potência, tudo parece providencialmente disposto para favorecimento da conversão das almas e da sustentação de Portugal [...]
- [Diatribas: La Cultura en la República del Narco](https://sibila.com.br/cultura/diatribas-la-cultura-en-la-republica-del-narco/10109) - Hace más de quince años varios poetas que se encontraban marginados de los poderes del Frente Nacional por haber venido militando en la “izquierda”, pero que deseaban ocupar algún espacio en la vida social y/o cargos de representación popular, como los que habían tenido numerosos intelectuales que ejercían la poesía como lustre, o que a partir del éxito como rapsodas, alcanzaron lugares de preeminencia en la administración pública o la diplomacia. En Colombia, nada hay más Oficial que estas dos instituciones: La Casa de Poesía Silva y el Festival de Poesía de Medellín, beneficiadas con enormes sumas de dinero provenientes de los Ministerios de Cultura, Educación, de las Secretarías de Cultura de los Departamentos donde actúan y de las Embajadas extranjeras que los apoyan, cuando no de un grueso numero de ONG y Fundaciones. En ambos casos son cientos de millones de pesos los que han recibido en sus lustros de existencia. Igual cosa sucede con el Festival de Poesía de Medellín, cuyas enormes sumas de dinero recibidas desde tantos orígenes siguen siendo secretas para el grueso del público, a pesar de los sucesivos cuestionamientos que en la prensa se le hacen.
- [3 poemas de Daniil Kharms](https://sibila.com.br/poemas/10145/10145) - E o peixe cintila na água gelada, E a casa aparece de longe minguada, E late o cachorro de guarda ao rebanho, E roda o Petróv aos pés da montanha, E bate a bandeira na casa pequena, E cresce no rego a verdura perene, E o pó se prateia em cada enfieira, E as moscas voando com toda a zoeira, E as moças se aquecem ao sol do verão […] И рыбка мелькает в прохладной реке, И маленький домик стоит вдалеке, И лает собака на стадо коров, И под гору мчится в тележке Петров, И вьется на домике маленький флаг, И зреет на нивах питательный злак, И пыль серебрится на каждом листе, И мухи со свистом летают везде, И девушки, греясь, на солнце лежат […]
- [As origens do "politicamente correto"](https://sibila.com.br/cultura/as-origens-do-politicamente-correto/10148) - Se pudéssemos resumir de forma simplificada a grande descoberta dos estudos da linguagem no século XX, o resumo seria: a língua não é um instrumento neutro. Dito assim, parece à toa. Mas quando desempacotamos as premissas e conclusões que se desprendem desse enunciado, algumas consequências se impõem para a prática política de esquerda. Não se trata só de que os sujeitos que se utilizam da linguagem não são neutros, mas que os próprios vocábulos, estruturas e entonações da língua trazem consigo uma história carregada de sentidos culturais e políticos. Não é do interesse dos que lutam ao lado dos mais fracos ignorar ou minimizar essa história.
- [Sobre Estado Crítico de Régis Bonvicino](https://sibila.com.br/critica/sobre-estado-critico-de-regis-bonvicino/10104) - Haverá nessa destilação poética de projeção distópica, nesse mundo onde “não há futuro mas apenas tempo”, onde crítico é também o estado da poesia, algum respiro de vida que não seja estertor? Tal como o maciço de miosótis que “ainda rompe as grades do parque”, o poema negativo que “denuncia a barbárie” respirará ainda, embora por aparelhos críticos?
- [Writing to Communicate (on Wanda Coleman)](https://sibila.com.br/english/writing-to-communicate-on-wanda-coleman/10124) - Los Angeles poet Wanda Coleman, born in 1946, died at Cedar-Sinai Medical Center on November 22, 2013. The day after my marriage to Howard, November 23, 2013, I read in the Los Angeles Times of the sad news of the death, at age 67, of poet Wanda Coleman. Her husband, Austin Straus, vaguely told the
- [A segunda vinda](https://sibila.com.br/poemas/a-segunda-vinda/10116) - Girando e girando em seu grande círculo O falcão não escuta o falcoeiro. Tudo se parte, o centro não sustenta. Mera anarquia avança sobre o mundo, Marés sujas de sangue em toda parte Os ritos da inocência sufocados. Os melhores sem suas convicções, Os piores com as mais fortes paixões. Turning and turning in the widening gyre The falcon cannot hear the falconer; Things fall apart; the centre cannot hold; Mere anarchy is loosed upon the world, The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere The ceremony of innocence is drowned; The best lack all convictions, while the worst Are full of passionate intensity.
- [Poemas de V. Khlébnikov (1885-1922)](https://sibila.com.br/poemas/poemas-de-v-khlebnikov-1885-1922/5255) - 1) Из мешка На пол рассыпались вещи. И я думаю, Что мир - Только усмешка, Что теплится На устах повешенного. (1908) De um saco roto Vazou quase tudo. E eu penso Que o mundo É só um riso maroto Luz fraca nos lábios De algum enforcado. 2) Девушки, те, что шагают Сапогами черных
- [Princess Hijab](https://sibila.com.br/arte-risco/princess-hijab/4557) - Determinados anúncios, nos corredores do metrô ou em outros pontos de Paris, irrompem, inusuais, de sua rotina de paredes: a modelo promovendo roupa ou perfume, talvez H&M, talvez Dior, aparece com o rosto coberto por uma burca ou pintado inteiramente com tinta negra. Sua autora: Princess Hijab. Em toda a França, as mulheres foram proibidas de usar burca. Além da crítica social, Hijab cria alguma coisa nova no mundo, hoje, quase sem imaginação, do grafite e/ou da arte de rua.
- [Figueiredo revê Oiticica, Torquato e a Tropicália](https://sibila.com.br/arte-risco/figueiredo-reve-oiticica-torquato-e-a-tropicalia/4497) - Entrevista de Luciano Figueiredo a Regis Bonvicino, novembro de 2010 Luciano Figueiredo nasceu em Fortaleza em 1948. É artista plástico, designer e curador. Iniciou sua carreira como pintor em 1965 e, desde então, realiza regularmente exposições individuais e coletivas em galerias de arte e instituições em cidades como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Londres,
- [Cheio de tudo: Paulo Leminski y el budismo zen](https://sibila.com.br/critica/cheio-de-tudo-paulo-leminski-y-el-budismo-zen/9541) - Como señalé al inicio, eran demasiadas las influencias mezcladas en su cabeza. Su vivencia del budismo fue ecléctica, y quizás a más de alguno le parezca una impostura o una provocación. Por momentos tiendo a pensar que en su escritura predominó mucho más el afán de un bufón o de un malabarista. En el caso del poema que he venido analizando, podemos pensar perfectamente en un publicista que recorta su eslogan para que sea más fácilmente recordable, o un editor que elimina el pie de una foto, para no obstruir su mensaje.
- [Macau e a Gruta de Camões](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/macau-e-a-gruta-de-camoes/9564) - Mas discussões são essas de caráter puramente acadêmico, só interessando à investigação erudita. Se as tradições estão bem arraigadas e vivas, não será a demonstração de sua inexatidão histórica que as poderá destruir. É que não foi nas dissertações dos sábios que elas germinaram e medraram, nem é delas, mas do sentimento popular, que tiram a seiva. A Ilíada e a Odisseia hão de chamar-se sempre os poemas homéricos; e quando os infatigáveis sapadores que são os historiadores modernos chegarem à conclusão de que Shakespeare não existiu [...]
- [Estado Crítico](https://sibila.com.br/critica/estado-critico/9909) - Desde Página Órfã, radicalizada neste Estado Crítico, não vejo poesia que faça crítica mais implacável da poesia e, ao mesmo tempo, melhor se reafirme como poesia, do que a de Régis Bonvicino. E é assim não porque esses livros falem de poesia ou teorizem sobre a crise da poesia, mas porque se movem taticamente em torno de seus impasses, implantando-se num terreno no qual os versos ocupam as vias mais hostis da metrópole. A partir dessas condições de implantação, a poesia de Régis opera três movimentos.
- [Década Perdida?](https://sibila.com.br/impacto/decada-perdida/10073)
- [On Election Day](https://sibila.com.br/english/on-election-day-2/10040) - I hear democracy weep, on election day. The streets are filled with brokered promise, on election day. The miscreant’s vote the same as saint’s, on election day. The dead unleash their fury, on election day.
- [Uma análise da poesia de Leminski](https://sibila.com.br/critica/uma-analise-da-poesia-de-leminski/9496) - As leituras sobre a poesia de Paulo Leminski também não rompem o círculo de giz delimitado pelo próprio poeta. As interpretações seguem a agenda estabelecida pela metalinguagem do autor de Distraídos venceremos (outra vez o fortuito constituindo o forçoso, o ar vagamente zen, a concentração desconcentrada, a prática de convencimento, mas assim como quem não quer nada). As leituras se acumulam nessa toada de acordo com a vontade do poeta; à maneira de, à imagem e semelhança de Leminski.
- [A poeticidade do mundo](https://sibila.com.br/critica/a-poeticidade-do-mundo/10047) - Na realidade, Rimbaud pratica a escrita como cartografia. De início, o referencial literário clássico é refeito, quando ainda estudante aplicado no Latim. E, na sequência dos poucos anos de sua adolescência (tempo em que dura sua produção poética), são apropriados o Romantismo e os poemas da atualidade parnasiana, posteriores a Baudelaire, na virada para o que ficou conhecido como Simbolismo. (Deve-se pôr em destaque o dado que o criador de Fleurs du mal se situa como matriz de suas desleituras/reescritas). Em tal andamento, o literário deixa de ser o único molde para a escrita de Rimbaud. Seu material se mescla, plurificando-se. Recolhe textos diversos no cotidiano, em todas as variações inscritivas, em seu uso mais ordinário, a partir mesmo do refugo cultural (veja-se a esse respeito “Alquimia do Verbo”).
- [A promiscuidade de escritores, estado e mercados no Brasil 2.0](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-promiscuidade-de-escritores-estado-e-mercados-no-brasil-2-0/10053) - Se sua conclusão diz respeito à aparente falência das instituições modernas, o recente episódio do “Discurso-de-abertura-em-Frankfurt” diz respeito aos impasses dos escritores no Brasil 2.0, quando o campo da literatura parece se encontrar espremido entre o mercado e o Estado, sendo ambos na verdade duas faces da mesma moeda. Por isso o discurso de Ruffato interessa, sobretudo como sintoma de um momento em que os artistas brasileiros parecem repetir a mesma dissimulação e ambivalência de quem historicamente no país namora o poder (político-financeiro) – quando não dorme explicitamente com ele.
- [A morte de Décio Pignatari e o fim da modernidade](https://sibila.com.br/cultura/a-morte-de-decio-pignatari-e-o-fim-da-modernidade/8806) - Alcir Pécora demonstra maior lucidez, neste momento propício aos panegíricos, do que a maioria. De fato, provavelmente Pignatari foi o melhor poeta concreto (eu, pessoalmente, aposto em Pedro Xisto, apesar da enorme irregularidade de sua obra – o que, por sinal, também se aplica ao próprio Pignatari). E ainda assim, talvez sua poesia não-concreta seja melhor. O corolário é que a poesia concreta, como regra, não terá sido boa o bastante, pois a parte concreta do melhor dos concretos ainda é inferior à sua poesia não-concreta. Não sei se prefiro a parte versal da obra de Pignatari à visual, mas concordo com Pécora no que fica aqui subentendido.
- [‐‐‐‐‐‐‐ ou a caixa preta de cor laranja fluorescente florescendo no teatro carbonizado ao caos s ó](https://sibila.com.br/novos-autores/ou-a-caixa-preta-de-cor-laranja-fluorescente-florescendo-no-teatro-carbonizado-ao-caos-s-o/9997) - O planeta está coberto de gente mas su-bi-ta-men-te a gente não importa mais Sílabas demais Uivos a mais Dizem que a imagem diz tudo e que a palavra diz mais nada Ora a imagem diz a imagem dizima-gente distrai a mente e feito zumbis pedimos sempre bis O que fazer quando não há mais o que fazer Não há que fazer quando não há mais o quê que faz ser fora do tempo fora do time fora de campo Não o ritmo ou a velocidade dos tempos mas a grande doença the great ILL-usion presente em qualquer civilização comandada o tempo todo pela crença não em um tempo mas no tempo O ocidente desorienta o oriente acidenta algumas centenas de consumidores do islamismo em volta da caaba
- [The Non-War Memorial](https://sibila.com.br/arte-risco/edward-and-nancy-kienholz/2462) - No início da década de 70, Kienholz recebeu uma doação que lhe permitiu trabalhar em Berlim com sua mulher e colaboradora, Nancy Reddin. Seus mais contundentes trabalhos, durante esse período, foram os denominados Volksempfänger.
- [África: arte industrial e música nacionalista ](https://sibila.com.br/cultura/africa-arte-industrial-e-musica-nacionalista/3710) - Assim, esse trabalho do Kronos Quartet acaba por revelar também sintomas curiosos do nosso tempo. Parece demonstrar um grande anseio pela transvaloração, entretanto, esse anseio não se motiva por nada mais que a simples necessidade de misturar e diluir a enorme quantidade de técnicas e informações sonoras a que se tem acesso hoje.
- [Marcel Duchamp: la deconstrucción de los cuerpos ](https://sibila.com.br/arte-risco/marcel-duchamp-la-deconstruccion-de-los-cuerpos/3771) - Lo que Leonardo nos plantea es algo que se viene planteando desde Platón en adelante, es decir, la pintura como “mimesis” (ejercicio mimético), donde la representación está dada por la “imitatio”, entendida ésta última como imitación, traducción y/o interpretación.
- [Roue de Bicyclette: un monumento de la modernidad o el nacimiento del arte conceptual](https://sibila.com.br/arte-risco/roue-de-bicyclette-un-monumento-de-la-modernidad-o-el-nacimiento-del-arte-conceptual/3790) - 1 “El objeto es una metáfora, una representación de Duchamp: su reflexión sobre el objeto es también una meditación sobre sí mismo”. -Octavio Paz- Como ya ha sido señalado una de las búsquedas más trascendentes de la “modernidad” ha sido la que Compagnon denomina: “El prestigio de lo nuevo”. De modo que los movimientos
- [Enfim, a literatura como fofoca](https://sibila.com.br/critica/enfim-a-literatura-como-fofoca/4928) - Uma leitura dos suplementos de cultura de nossos jornais de maior tiragem revela o crescente predomínio do chamado jornalismo literário sobre a reflexão crítica. Enquanto no período da Transição democrática espanhola, escutávamos vozes rebeldes ao conformismo imposto pela Igreja e pela ditadura, essas vozes foram se apagando, ao que tudo indica, e reina de novo o cânone do social e comercialmente correto.
- [Sobre Cinco peças e uma farsa](https://sibila.com.br/cultura/sobre-cinco-pecas-e-uma-farsa/9992) - Muito diferente é Rancor, sátira realista do pequeno mundo das grandes vaidades literárias provincianas. E realista porque, neste caso, a realidade já parece uma sátira, uma caricatura. A peça põe em movimento um microcosmo desse microcosmo, centrado no trio formado pelo velho crítico consagrado, o jovem crítico ascendente e o jovem poeta seu protegido, acrescidos da herdeira “interessada em arte” e do jornalista “mefistofélico”, cuja seção se chama “Intelligentsia”, mas pensa e age como um colunista social. A arte, a crítica, a literatura, a poesia, a cultura são palavras esvaziadas numa disputa paranoica de vida e morte pela fama, travada em bases pessoais.
- [A Note on Charles Olson's “The Kingfishers” for Arkaddi Dragomoschenko’s Translation](https://sibila.com.br/english/a-note-on-charles-olsons-the-kingfishers-for-arkaddis-dragomoschenkos-translation/3099) - [Arkadii Dragomoshchenko asked me to write a commentary on “The Kingfishers” for his new Russian translation (forthcoming, 2009). PennSound features a sound file of Olson reading most of “The Kingfishers” (6:31); the poem can be found on-line here.] Olson’s “The Kingfisher’s” is an inaugural poem of postwar American poetry and it takes its place of honor at the opening of Don Allen’s defining anthology, The New American Poetry.
- [Being A Very Small Place](https://sibila.com.br/english/being-a-very-small-place/9943) - Whiteness of memory lost. Feeling orderly I enter a bus. A pomegranate has three hundred and sixty five seeds, Hasmik said. A quiet inset of pane souled into building. Mortuary air. A well sutured tree, arboreal indolence, increases urban gait. A word hinged into another breaks water or pours sand/a picture. After fall back, starlings roost, bushes carved in song. Sun slicing eye’s length. After fall back, starlings roost, bushes carved in song. Sun slicing eye’s length.
- [Da Amazônia, de Maria Martins](https://sibila.com.br/poemas/da-amazonia-de-maria-martins/9914) - Em 1943, quando Maria Martins (1890-1973) exibira as obras pertencentes à série Amazônia na Valentine Gallery de Nova Iorque, junto à exposição do abstracionista holandês Piet Mondrian (1872-1944), a escultora de Campanha, Minas Gerais, já mostrava seguir um percurso individual e pouco afeito à tradição, como destacaram alguns críticos como Murilo Mendes (1956) a seu respeito, o que a situava em um ponto nodal entre o interesse pela vanguarda surrealista à qual se vinculara, o passado antropofágico e a ascensão do abstracionismo no plano internacional e nacional das artes plásticas.
- [Já deu! ](https://sibila.com.br/critica/ja-deu/3217) - Nessa entrevista à Sibila, feita em 9 de novembro, dia de aniversário da Queda do Muro de Berlim, Gerald Thomas, 55 anos, anuncia o encerramento de sua carreira de autor e diretor de teatro, que iniciou em 1983, quando estreou a primeira das 19 peças de Samuel Beckett que dirigiu. Especificamente, fala de sua relação com Samuel Beckett (1906-1989).
- [Esperando Godot de Samuel Beckett](https://sibila.com.br/critica/esperando-godot-de-samuel-beckett/3218) - O filósofo marxista alemão Theodor W. Adorno foi o primeiro que esclareceu o sentido dos dois episódios de Lucky e do seu escravo Pozzo. Ninguém contesta mais, hoje, essa interpretação: os dois personagens são a representação dramática do capítulo Dono e servo, na Fenomenologia do Espírito de Hegel, interpretado por Marx como descrição (genialmente antecipada) do regime capitalista, em que Pozzo é explorado e maltratado por Lucky.
- [O desejo do injusto no capitalismo contemporâneo](https://sibila.com.br/critica/o-desejo-do-injusto-no-capitalismo-contemporaneo/3448) - Modernização significa, assim, a passagem de um mundo com regras conhecidas a um mundo instável e incerto: “A temporalidade contemporânea, assim constituída, produz – não o tédio, mas monotonia. Se o tédio (l´ennui), como magistralmente o tematizou Baudelaire em poesia e prosa, é a temporalidade do passado que se repete continuamente no presente isso não significava perda do futuro. Ao contrário, o spleenático vislumbra os paraísos artificiais.
- [O compositor grego Georges Aperghis](https://sibila.com.br/cultura/o-compositor-grego-georges-aperghis/4481) - "A criação do mundo não é um edifício pensado por um deus. Nada é coerente, tudo é absurdo" (Aperghis). Aperghis não entrega significados ao seu público. Seu material em Récitations, assim como em muitas outras obras suas, são os fonemas. A manipulação dessas partículas fundamentais, destes pequenos átomos, gera compostos tão distintos quanto o kit de percussão a que alude a Récitation 13.
- [On the Verge of Rational Meaning: P. Inman's per se](https://sibila.com.br/english/on-the-verge-of-rational-meaning-p-inmans-per-se-providence-rhode-island-burning-deck-2012/9903) - Peter Inman’s per se (Providence, Rhode Island: Burning Deck, 2012) is his 15th book of poetry to date. My own Sun & Moon Press, still in its nascent stage, published his very first book, Platin in 1979, and I was one of the earliest of commentators on his poetry, with a short piece about his
- [A arte quer desdobrar a matéria](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/a-arte-quer-desdobrar-a-materia/9885) - Desdobrar a matéria é estendê-la, um ato que é espacial e temporal. A extensão se dá no espaço e na duração e esta é, essencialmente, multiplicidade. Ao ler o Bergsonismo, Gilles Deleuze o constata, mas se pergunta: “qual é a multiplicidade própria ao tempo?”, ao qual responde: uma multiplicidade virtual, ou seja: há um só tempo, porém, uma infinidade de fluxos atuais ou de fluxos que o atualizam. Se a arte é criação de espaço-tempo, podemos nos apropriar dessa lógica para pensar que haveria uma arte e uma infinidade de fluxos artísticos?
- [GODI SE IL VENTO](https://sibila.com.br/critica/9890/9890) - Aqui está um exemplo do trabalho conjunto do Haroldo e meu, inaugurado com os poemas de Giuseppe Ungaretti (De uma estrela a outra – Ateliê, 2003). A ideia surgiu quando contei a ele que nosso amigo comum, Paolo Angeleri, ativíssimo adido cultural da Itália em São Paulo na década de 1980, teria estado interessado em publicar uma coletânea bilíngue dos poemas de Eugenio Montale (que eu havia começado), não tivesse ele sido transferido para Lisboa, onde passou a exercer o mesmo cargo, com igual sucesso. Com isso o projeto foi posto de lado.
- [Nocturne](https://sibila.com.br/poemas/nocturne/9882) - Não há nada pior do que estar triste e não poder te contar. Não é porque você me mataria Ou porque isso te mataria, ou porque não nos amamos. É por causa do espaço. O céu cinzento e claro, com sombras de cor de rosa e azul embaixo de cada nuvem.
- [dive for dreams](https://sibila.com.br/poemas/9877/9877) - confia no teu coração se os mares se incendeiam (e vive pelo amor embora as estrelas desandem) honra o passado mas acolhe o futuro (e afasta a tua morte no bailado deste casamento)
- [Política sem política](https://sibila.com.br/cultura/politica-sem-politica/9870) - Convém, então, colocar uma questão preliminar: o que entendemos nós pela palavra “política”? Há uma confusão semelhante à que rodeia o “trabalho” e sua crítica. Criticar o trabalho não teria nenhum sentido se o identificássemos com a atividade produtiva enquanto tal, que, decerto, é um dado presente em toda sociedade humana. Mas tudo muda quando entendemos por trabalho aquilo que a palavra designa efetivamente na sociedade capitalista: o dispêndio autorreferencial de simples força de trabalho sem relação com seu conteúdo. Assim concebido, o trabalho é um fenômeno histórico, pertencente apenas à sociedade capitalista, portanto pode ser criticado e eventualmente abolido. Com efeito, o “trabalho”, que todos os atores do campo político querem salvar, tanto à esquerda, como à direita e ao centro, é o trabalho entendido em seu sentido restrito.
- [Why I do what I do & why I love it: In defense translation's target ](https://sibila.com.br/english/why-i-do-what-i-do-why-i-love-it-in-defense-translations-target/9858) - The following was posted on POETICS Archives by Charles Bernstein a day after 9/11. I am simply translating the text. Not a single word of my own is there. ––Zeyar Lynn I am afraid some poetry translator aspirants from Burma might read this note in Burmese, posted on Zeyar Lynn blog as a preface to
- [Kevin Volans africaniza a escrita ocidental](https://sibila.com.br/cultura/kevin-volans-africaniza-a-escrita-ocidental/3834) - Volans, que foi tema de um texto anterior da série, é um dos compositores mais célebres do continente africano e, além disso, bastante conhecido entre os músicos da vanguarda europeia da segunda metade do século 20. Sua obra, assim como sua trajetória como compositor, discute, entre outros temas, a questão racial na África do Sul. Para ele, o homem branco africano teria de se dar conta de que não é europeu.
- [Leminski em “Ervilha da Fantasia”](https://sibila.com.br/cultura/leminski-em-ervilha-da-fantasia/4666) - Numa dessas ocasiões, encontrei-me com o Leminski no bar Trem Azul e falei sobre a ideia de fazer um filme com ele em que pudéssemos mostrar o porquê de se fazer poesia, bem como registrar o seu pensamento sobre arte, cinema, criação artística etc. Sugeri o título: “Ervilha da Fantasia”. Ele adorou, embora nunca me perguntasse o porquê das “ervilhas”, muito menos da “fantasia”, talvez porque ele entendera que o titulo sugeria bem o espírito lúdico da poesia.
- [O que será da casa de Rui Barbosa?](https://sibila.com.br/cultura/o-que-sera-da-casa-de-rui-barbosa/4589) - Outro disparate, de Emir Sader, é supor que, a partir de sua gestão, a FCRB passará a discutir o Brasil contemporâneo, fazendo tábula rasa de tantos eventos promovidos por essa instituição nos últimos anos que, precisamente, discutiram diversas facetas da contemporaneidade cultural e literária, não só do Brasil, mas do mundo. Mais ainda, parece que o ponto forte de sua gestão será “fazer seminários”, como se as universidades, os espaços culturais etc. não estivessem lotados de seminários, geralmente irrelevantes, o ano inteiro.
- [Produções Poéticas com o(s) computador(es)](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/producoes-poeticas-com-os-computadores/2270) - Resumo: Este comunicado aborda as produções poéticas realizadas com o(s) computador(es) a partir dos anos 50 até os dias de hoje, apresentando algumas tipos de poesia em relação direta com a tecnologia computacional usada em determinado momento: poesia artificial cibernética, poesia-computador, infopoesia, poesia hipermídia, poesia-internet e poesia-código. Uma série de exemplos no Brasil e em
- [Plurifying the Languages of the Trite](https://sibila.com.br/poetry-essays/plurifying-the-languages-of-the-trite/2694) - In Dialogue With Régis Bonvicino and Alcir Pécora, Sibila, 2006 I wish to thank Régis Bonvicino and Alcir Pécora for the great initiative for this Seminar, as well as for laying an excellent ground for it in their Propositions paper. These are my responses, now. I'm aware of my approach being a bit abstract and
- [Paul McCartney](https://sibila.com.br/cultura/paul-mccartney/3553) - É nessa altura que uma referência adjacente perturba (com todo o respeito) minha fruição. Quando Paul canta: “Though I spend my days in conversation, please”, não consigo deixar de ouvir no fragmento “... conversation, please...” o eco intertextual de conversation piece. Esclareço. Conversation piece (cena de conversação) foi um gênero de pintura muito popular na Inglaterra do século 18 em cujos retratos se representavam cenas de famílias em situações informais nos seus aposentos, salas e pátios internos.
- [Autobiografía de Robert Creeley](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/autobiografia-de-robert-creeley/2271) - Leo la Autobiografía de Robert Creeley sentado viendo el bosque en una vieja granja, en el pequeño pueblo de Groton, en Massachusetts. No lejos de aquí, en West Acton, hay un agradable café, muy cerca de donde vivió el poeta de niño. De pequeña mi esposa iba todas las navidades a Grover Cronin’s, acompañada de
- [Entrevista com Roberto Bolaño](https://sibila.com.br/critica/entrevista-com-roberto-bolano/2093) - Eu sempre fui contra a poesia dirigida, a poesia do povo, a poesia da palavra de ordem, a poesia do partido. Não cheguei a essa conclusão depois de algum tempo. Sempre fui contra. Agora, veja bem, acredito que de alguma maneira a beleza, a beleza inútil sempre está – e essa é precisamente sua soberania, sua elegância extrema – ao lado dos despossuídos, dos enfermos, dos perdedores, e que, ao término de um périplo nem sempre mensurável, ela volta para perto deles.
- [Leviathan Toth](https://sibila.com.br/poemas/leviathan-toth/2335) - existe apenas um vale, mas ele se divide em dois ou mais vales ; neles, todas estas bifurcações se dividem como um moto perpétuo, até formar um número separado de vales, correspondentes às partes separadas do animal adulto (uma paisagem epigenética). durante o desenvolvimento de um ovo, suas duas partes seguem por caminhos desiguais, algumas
- [Lorine Niedecker, the Anonymous: Gender, Class, Genre and Resistances](https://sibila.com.br/english/lorine-niedecker-the-anonymous-gender-class-genre-and-resistances-2/3439) - In this poem, granite means graniteware, a grainy pattern of speckled enameling on tin utensils, but the word also leaps to the stone that connotes hardness, steadfastness, solidity, monumentality.
- [Poetry in a Time of War and Banality](https://sibila.com.br/english/poetry-in-a-time-of-war-and-banality/2430) - Poetry in a Time of War and Banality International Meeting Curatorship: Regis Bonvicino & Alcir Pecora Bonvicino and Bernstein, Traitor and Original, the mask of the original unveiled. 1. PROPOSAL The twentieth century appears to have bestowed on us a legacy of constant and seemingly irreparable disaster. It left us with the aporia
- [Protestos históricos](https://sibila.com.br/cultura/protestos-historicos/9815) - A versão oficial da história é bastante conhecida: 1932 foi o ano do levante paulista contra o governo de Vargas. Descontentes com certos desdobramentos da (ainda hoje chamada) “revolução de 1930” e, sobretudo, desgostosos com a subjugação de São Paulo ao regime varguista que se instituía, grupos importantes e antagônicos do mundo da política paulista uniram-se no início de 1932 em torno de uma pauta comum: um governo paulista mais autônomo, com um interventor civil e local (sobretudo não nordestino), e uma constituição que regulasse o regime que então se estabelecia. Toda essa movimentação teve como ápice a chamada “revolução constitucionalista de 1932”, que eclodiu em julho daquele ano. Mas, antes do estopim, vários protestos de natureza diversa (difusos ou organizados, capitaneados por grupos poderosos ou por facções marginais) tomavam a cidade.
- [Gabinete de curiosidades, animales y plantas transgénicos](https://sibila.com.br/cultura/gabinete-de-curiosidades-animales-y-plantas-transgenicos/9801) - Los gabinetes de curiosidades de los siglos XVI y XVII encendían su imaginación. Admiraba los esfuerzos de esos hombres que iban de un lado a otro buscando especímenes raros, estableciendo colecciones variopintas de plantas, minerales, fósiles, meteoritos, animales. Pero sobre todo se sentía atraído por las colecciones de monstruos y seres anormales: cabras con dos cabezas, gallinas con cuatro patas, puercos mellizos, embriones de caballos con un cuerno, fetos humanos con cola o pezuñas, gallos con triple cresta.
- [Dois toques sobre as eleições brasileiras](https://sibila.com.br/cultura/dois-toques-sobre-as-eleicoes-brasileiras/4033) - O advento do marketing político, que imita os comportamentos das celebridades, afeta o patamar da discussão política e reduz o discernimento eleitoral. Como a política se tornou um meio de ascensão social e a ideologia neoliberal generalizada é a dos novos-ricos, interessa a conquista dos cargos a qualquer preço em nome dos mais pobres.
- [Ronald Augusto: Poemas](https://sibila.com.br/arte-risco/poemas-4/3474)
- [State of the Union 4](https://sibila.com.br/arte-risco/state-of-the-union-4/3542) - The main purpose of State of the Union is to record a changing America as it enters "The Long Emergency”.
- [Metaformose de Leminski](https://sibila.com.br/critica/metaformose-de-leminski/5340) - Observava Aristóteles, na Poética, que o (bom) poeta deve ser antes um fabulador do que um versificador. Com isso, não ignorando as exigências da técnica, procurava enfatizar a importância da imaginação criadora num texto literário. Ocorre-me relacionar a observação do filósofo com esta Metaformose de Paulo Leminski, por ele também batizada de “uma viagem pelo imaginário grego”. Viagem livre que se utiliza dos mitos como ponto de partida para fabulações.
- [Há sessenta anos esperamos Godot](https://sibila.com.br/cultura/ha-sessenta-anos-esperamos-godot/9735) - Escrita em francês em apenas quatro meses, no ano de 1949, Esperando Godot, a peça mais conhecida do escritor irlandês Samuel Beckett (1906-1989), estreou somente em 1953, no Théâtre de Babylone, em Paris. Na época, Beckett ofereceu ao ator e diretor teatral parisiense Roger Blin duas peças suas: Eleutheria (1947) e Esperando Godot. Blin optou por montar a segunda, porque considerou que os custos de produção de Godot não seriam tão altos quanto os de Eleutheria, que precisava de um cenário móvel e dezessete atores em cena. Godot requeria apenas cinco atores e um cenário praticamente vazio, com uma arvorezinha ao fundo. A peça estreou sob a direção e atuação de Roger Blin, que se tornou o grande parceiro teatral de Beckett. Ao final da primeira apresentação, a plateia aparentava estar perplexa. O que se havia passado no palco? Nada, como se percebe logo na primeira fala de Esperando Godot: “Estragon (desistindo de novo): Nada a fazer”. A propósito, “Nada a fazer” é uma frase que retorna regulamente à boca dos personagens.
- [Poesia contemporânea e crítica de poesia](https://sibila.com.br/critica/poesia-contemporanea-e-critica-de-poesia/9696) - Hoje, quando as fronteiras entre o que é e o que não é literário são flexíveis e incertas, quando o estético já não se sustenta a partir do cânone, mas, pelo contrário, se vê explicitamente submetido ao político (e aqui estou pensando, por exemplo, nos cânones alternativos, nos quais o valor estético ou se quer outro, ou é modalizado por, ou tem menor importância do que o recorte político, sexual, étnico, genérico), mais se faz evidente, para o bem e para o mal, o mecanismo crítico básico de avaliar o objeto inserindo-o numa narrativa particular, dentro da qual ganha densidade e sentido.
- [In and out of the 30th Bienal de São Paulo](https://sibila.com.br/impacto/in-and-out-of-the-30th-bienal-de-sao-paulo/9729) - Iaspis Extra-disciplinary spaces and de-disciplinizing moments in the city of drizzle (In and out of the 30th Bienal de São Paulo) 4 June, 3 – 5.30 pm The project room, Iaspis, Konstnärsnämnden, Maria skolgata 83, Stockholm Jonas (J) Magnusson & Cecilia Grönberg (OEI magazine) and Knut Aufermann & Sarah Washington (Mobile Radio) will talk about
- ["A xustiza pola man" de Rosalía de Castro](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-xustiza-pola-man-de-rosalia-de-castro/9718) - La cuestión de la justicia, entendida como desafío al mismo tiempo ético y político, traspasa problemáticamente muchas de las obras de Rosalía de Castro, escritora que a la que la historiografía literaria gallega ha deparado unánimemente la consideración de “poeta fundacional”. Pero tal vez el texto que permite ilustrar mejor su posición ante el derecho sea el titulado “A xustiza pola man” (“La justicia por la mano”1). Entre los numerosos aspectos que han merecido comentario en este poema2, el enigma que lo vertebra adquiere un peso muy relevante.
- [Transcriador ofusca poemas de Borges](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/transcriador-ofusca-poemas-de-borges/9640) - Não se justifica, por exemplo, o arcaísmo do verso “A aparência superficial das cousas” para “La vana superficie de las cosas”. A explicação é simples: centrado nos encantos sonoros do verso borgeano, do qual a rima perfeita é um recurso explorado, Augusto de Campos preferiu um termo fora de uso para casar com “rosas”. Ademais, combina com as rimas do quarteto anterior “exploro” e “ouro”. A música foi, em verdade, reforçada – o que é diferente de potencializada ou renovada, mas por conta de uma palavra o poema empoeirou uns séculos.
- [Virna Teixeira: Três Poemas](https://sibila.com.br/novos-autores/virna-teixeira-tres-poemas/9693) - Linha azul sobre o têxtil turco. Uma mulher nua bordada no calico. Deitada embaixo do mar. It hurts. Ela disse não. Love is blue, mas a água recobre argumentos. Netuno e a erosão marinha. Âmnio, mergulho no Tirreno. Banhos exfoliantes de haman, amor devocional, descalços na mesquita. Futuro uma luxúria, mas como medir a perda. Esta espera, quem escapa do tempo presente. Tentar ópio. Atenta aos sinais de fumaça. Uma costura circular dispersa outra vez a voz interna.
- [3 poemas de Willy Gómez Migliaro](https://sibila.com.br/poemas/3-poemas-de-willy-gomez-migliaro/9713) - negar al rey de la papa sus comuniones justifica nuestro pedido de progreso justo por un adelanto hasta la deuda incluso el auto nuevo o la muerte para una mujer peruana y sus tropicalismos de elegir vacaciones y préstamos en oscuras financieras en medio de los desclasamientos de arribar aunque dejemos serenata piel oscura y ya sabemos el dilema que se cae adentro como una costumbre con polleras por los colores si el mar moja los piececitos
- [O que se diz ao editor a propósito de poemas](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/o-que-se-diz-ao-editor-a-proposito-de-poemas/9707) - Eis mais um livro (fio que o último) de um incurável pernambucano; se programam ainda publicá-lo, digam-me, que com pouco o embalsamo. E preciso logo embalsamá-lo: enquanto ele me conviva, vivo, está sujeito a cortes, enxertos: terminará amputado do fígado, terminará ganhando outro pâncreas; e se o pulmão não pode outro estilo (esta dicção de tosse e gagueira), me esgota, vivo em mim, livro-umbigo.
- [Espaço Art’er | Ambiente plural](https://sibila.com.br/impacto/espaco-arter-ambiente-plural/9561) - Inaugurado em novembro de 2012, o Art’er é um espaço híbrido de arte e conexões. Localizado no bairro da Vila Madalena em São Paulo, região conhecida pela agitada vida cultural, o local tem a intenção clara de incentivar o reúso de materiais por meio de diversas linguagens artísticas. Com galeria de artistas, espaço para eventos e loja
- [SUSAN BEE, Criss Cross: New Paintings](https://sibila.com.br/impacto/susan-bee-criss-cross-new-paintings/9646) - SUSAN BEE, Criss Cross: New Paintings May 23 – June 29, 2013 Reception: May 23 6pm - 8pm catalog available with essay by Raphael Rubinstein Face to Face 2013, oil and enamel on canvas, 20" x 24" NEW YORK, NY, MAY 2013 - ACCOLA GRIEFEN GALLERY is pleased to announce the solo exhibition Susan Bee,
- [Borges](https://sibila.com.br/impacto/borges/9688) - Prezado editor, li com muito gosto o artigo de Fabio Riggi sobre a tradução dos poemas de Borges. Não concordo com a natureza de alguns argumentos, nem com algumas conclusões, mas é muito bom a Sibila dar espaço para jovens críticos, que não se contentam com a repetição do mesmo, nem se dedicam à celebração
- [Eu gostaria](https://sibila.com.br/poemas/9599/9599) - Eu gostaria de nascer em todos os países, ter um passaporte para todos eles, botar todos os ministérios do exterior em pânico ser todos os peixes em todos os oceanos e todos os cães passeando pelas ruas do mundo. Não quero me agachar diante dos ídolos
- [Water Walk](https://sibila.com.br/arte-risco/water-walk/4530)
- [S&wich (leftlovers)](https://sibila.com.br/arte-risco/sawich-leftlovers/4634) - Click here to watch the videos "s&wich (leftovers)" is an archive of detritus from Angelo V. Suarez's poem-project "s&wich."
- [No Tempo dos Homens de Máscaras](https://sibila.com.br/arte-risco/no-tempo-dos-homens-de-mascaras/4657)
- [New Pictogram Paintings and other works](https://sibila.com.br/arte-risco/new-pictogram-paintings/3292)
- [Lendas, mitos e histórias sobre a serpente](https://sibila.com.br/cultura/lendas-mitos-e-historias-sobre-a-serpente/9615) - Desde os tempos mais remotos, a serpente está presente de forma marcante em mitos, lendas e fábulas chinesas. Provavelmente, por fazer parte do ecossistema da Ásia, os materiais arqueológicos encontrados indicam a cobra como um dos principais totens das tribos primitivas. Em Shan’haijing, O Livro da Natureza, há vários registos de seres fantásticos, espécies mistas de serpente, dragão e humano. A tribo Xuanyuan [轩辕] do Imperador Amarelo [黄帝 Huángdì], o mítico ancestral chinês, possuía o totem de uma serpente com cabeça humana. Ainda hoje, a cobra é reverenciada por etnias minoritárias no sul e sudeste da China, que realizam procissões em sua homenagem, no décimo quinto dia do primeiro mês lunar.
- [O Brasil e a língua portuguesa](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/o-brasil-e-a-lingua-portuguesa/4977) - A língua portuguesa deve ser compreendida como uma instância cultural de abertura ao outro, uma língua de promessa, de profecia, de hospitalidade àquele que em nós é absolutamente estranho e diferente mas que, na sua singular idiomaticidade, nos interpela como falantes e falados. Neste território da língua convivem idiomas e singularidades tão familiares e, ao mesmo tempo, estranhas entre si quanto são o português americano, o português indiano, o português da Europa ou o português da China.
- [Momento crítico: meu meio século ](https://sibila.com.br/critica/momento-critico-meu-meio-seculo/5262) - Mentalmente concordei com o Luis, e pensei comigo que esse procedimento cada vez mais habitual de pretender nobilitar a letra de música chamando-a de poesia, não podia ter efeito mais contrário: acabava apenas produzindo autores com a triste cara de primos pobres, pois a comparação com os poetas era simplesmente devastadora para eles. Num outro sentido, me senti feliz por não precisar entender as bobagens que, em geral, estão sendo cantadas, para poder gostar da música.
- [Para una poética de Nicanor Parra](https://sibila.com.br/critica/para-una-poetica-de-nicanor-parra/5342) - No poco se ha escrito sobre el estilo, la posición y la influencia de los poemas de Nicanor Parra (1914) en el ámbito de la poesía latinoamericana. Se lo suele ubicar junto a la obra de Nicolás Guillén (1902-1989), César Fernández Moreno (1919-1985), Ernesto Cardenal (1925) como una reacción, corrección y reenfoque de las corrientes poéticas dominantes a mediados del siglo XX. Sus publicaciones Poemas y antipoemas (1954), La cueca larga y otros poemas (1958), Versos de salón (1962), Canciones rusas (1967), Obra gruesa (de 1969 que reúne los libros anteriores y agrega dos libros más), y Artefactos (1972), le fueron suficientes para alcanzar una fama continental a fines de los años 60, instalándose como una propuesta a partir de la cual las nuevas generaciones van a nutrirse o que, al menos, van a tener que esquivar de manera consciente. Como dice el título mismo de su libro del año 54, Parra llama a su empresa –tanto en algunos poemas como en la mayoría de sus entrevistas– “antipoesía”, dándose a sí mismo el título de “antipoeta”. Si bien esta es una estrategia clásica que cierta parte de la crítica ha seguido (considerar al autor como fuente de sentido para interpretar el texto), aquello no siempre conduce a un esclarecimiento detallado de la obra y sus procedimientos. De cualquier manera, desde el título mismo resalta el ánimo de enfrentamiento.
- [Creeley: la escritura como oficio](https://sibila.com.br/critica/creeley-la-escritura-como-oficio/5345) - Esta es una entrevista compuesta. Combina dos encuentros diferentes con Robert Creeley, celebrados en diferentes épocas y conducidos por entrevistadores diferentes: Linda Wagner y Lewis MacAdams Jr. Las preguntas que abordan específicamente lo referente a su poesía pertenecen a Linda Wagner. Ella alude a este intercambio como un “coloquio” – término en el que Creeley insistía ya que sus preguntas fueron “conjeturas activas”.
- [O cosmopolistismo inovador do italiano Emilio Villa](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/o-cosmopolistismo-inovador-do-italiano-emilio-villa/9443) - Nascido em Affori em Milão, Emilio Villa (1916-2003) foi seminarista e, posteriormente, especialista em línguas antigas (traduziu algumas tabuletas mesopotâmicas na década de 1930). Naquele período começou a carreira de crítico de arte, sua principal atividade e, ao mesmo tempo (quase um paralelo constante), sua iniciou sua atividade de poeta.Suas escolhas sempre foram voltadas para a vanguarda, a experimentação, as expressões de misturas e hibridações internacionais.
- [O livro como forma de arte ](https://sibila.com.br/arte-risco/o-livro-como-forma-de-arte/4533) - O texto verbal contido num livro ignora o fato de que o livro é uma estrutura autônoma espaço-temporal em sequência. Uma série de textos, poemas ou outros signos, distribuídos através do livro, seguindo uma ordem particular e sequencial, revela a natureza do livro como estrutura espaço-temporal. Esta disposição revela a sequência mas não a incorpora, não a assimila.
- [DUAS VERSÕES DE BEBA COCA-COLA](https://sibila.com.br/poemas/duas-versoes-de-beba-coca-cola/2342) - Tótem, de Régis Bonvicino: Uma releitura do poema concreto Beba Coca-Cola de Décio Pignatari Pise & ande no poema
- [O português de Macau](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/o-portugues-de-macau/9467) - Um detalhe delicioso da vivência em Macau prende-se com a pronúncia da língua portuguesa por parte dos macaenses, ou “portugueses de Macau”, e pelos chineses que aprenderam o nosso idioma e o dominam com relativo à vontade. As diferenças são mínimas, e ao fim de algum tempo tornam-se quase imperceptíveis. A adaptação ao território leva-nos mesmo a utilizar com frequência algumas expressões que no início nos causavam alguma estranheza, e eu próprio dou por mim a dizer coisas que há vinte anos consideraria no mínimo “estranhas”. O processo de “macanização” da língua aparece quase sem que demos por ele, mas sem prejuízo da fluência ou do vocabulário. Resumindo este ponto, não só não se desaprende, como se aprende mais qualquer coisinha.
- [China no topo do ranking da morte](https://sibila.com.br/cultura/china-no-topo-do-ranking-da-morte/9458) - Sem dados disponíveis, a Anistia estima que a China tenha levado a cabo milhares de execuções no ano passado, adotando os métodos de injeção letal e fuzilamento, e mantendo os crimes econômicos como motivo para condenação com a pena capital – contrariamente ao estipulado no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP), que admite a sentença de morte “para os crimes mais sérios” de acordo com as leis em vigor nos países signatários, embora apelando à sua abolição. O tratado internacional foi assinado pela China, ainda que não tenha sido até aqui ratificado.
- [Caetano Veloso ataca de novo](https://sibila.com.br/critica/caetano-veloso-ataca-de-novo/3210) - É bastante provável que Caetano Veloso vá votar em Marina Silva porque ela é (embora disfarce) criacionista, ou seja, não acredita na evolução das espécies, em Charles Darwin. O CD Zii e Zie (2009) não fez sucesso. O filme Coração vagabundo (2009)idem. Veloso não produz nada digno de nota há – seguramente – duas décadas.
- [Una lectura del tropicalismo ](https://sibila.com.br/cultura/una-lectura-del-tropicalismo/3848) - 1. Breve esquema contextual Antes del golpe de Estado que en 1964 derroca al gobierno de João Goulart, el Partido Comunista y su ideología “marxista patriótica” (Roberto Schwarz) hegemonizan el campo político de la izquierda brasilera. Se trata de una tendencia nacional y popular que se singulariza por su impronta antiimperialista (y, en un momento
- [De pestilentia Atheniensium - Lucrécio - fragmento Livro VI](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/de-pestilentia-atheniensium-lucrecio-fragmento-livro-vi/9484) - Os guias dos arados curvos, os peões, os pastores de rebanhos, todos fraquejavam, no profundo das tendas, com os corpos deitados, prontos para morrer, por pobreza e doença. Notavam-se cadáveres pais sobre os corpos dos filhos, e também cadáveres meninos, inanimados, sobre os cadáveres pais. O flagelo do campo tomou grandes áreas da cidade, levado pela multidão de lavradores, vindos de locais molestos. Enchiam as casas; deste modo, aglomerados, arrebanhava-os a morte no verão. Destruídos de sede, caíam nas ruas, rolavam até as fontes, e lá se deitavam – as almas afogadas em tanta água doce.
- [Mata-borrão](https://sibila.com.br/poemas/mata-borrao/9464) - si o sangue da sombra não é sangue ni sombra, si o cavalo do cavalo agora é sombra desmaiada o sombra brotada na suma sombra ostra, o som da tromba saca o celeste descontecer, afrouxa o orvalho, e o remo corta em dois as cinzas dos vivos e as cinzas dos sons, como na páscoa dos continentes cortó o Brazil e a Angola, cortó as árvores da ciência e as árvores da loucura peregrinante, cortó o tubarão em dois espelhos a tromba grande: não agora.
- [A farra da Feira de Frankfurt](https://sibila.com.br/impacto/a-farra-da-feira-de-frankfurt/9481) - Elio Gaspari Folha de S. Paulo, 20 abr. 2013 Na semana passada, o historiador Robert Darnton, diretor das bibliotecas da Universidade Harvard, pôs de pé seu sonho: a Biblioteca Digital Pública da América (DPLA, na sigla em inglês). A ideia é audaciosa e pretende formar uma rede eletrônica unindo acervos públicos, universidades, museus e centros
- [Dan Freeman visitará U. de Santiago](https://sibila.com.br/impacto/dan-freeman-visitara-u-de-santiago/9478) - Uno de los fundadores de Comandante Zero, agrupación que fusiona instrumentos en vivo, computadores y proyecciones visuales, se presentará en el Instituto de Estudios Avanzados de la U. de Santiago el próximo martes 23 de abril. El músico estadounidense Dan Freeman dictará la conferencia “16 Bit: cómo la tecnología del sampling digital cambió la creación
- [The continuing imprisonment of Li Bifeng](https://sibila.com.br/arte-risco/the-continuing-imprisonment-of-li-bifeng/9394) - Following the appeal, a copy of which is attached below, and in regard to the continuing imprisonment of Li Bifeng, the international literary festival berlin (ilb) is hereby calling artists and intellectuals, schools and universities, radio and TV stations, theatres and other cultural institutions to join us for a worldwide reading in solidarity with Li Bifeng to take place on the 4th of June 2013. 在中共帝國十八大閉幕之際,地下詩人李必豐被判12年重刑,我們認為這是一個危險的倒退 信號。 李必豐和作家廖亦武相識於四川省第三監獄,當時的大墻內,二十多名六四政治犯中,唯有 他倆因酷愛文學而臭味相投,雖然在寫作理念上時有衝突,但彼此的密切交往,卻一直延續 到獄外。兩人交換手稿,交換對人生的看法。李必豐是積極向上的,所以在寫作之餘,還投 身民主運動;廖亦武是消極向下的,所以除了去酒吧賣藝,埋頭碼字。
- [Notícias do circo: o Dante da poesia brasileira](https://sibila.com.br/cultura/noticias-do-circo-o-dante-da-poesia-brasileira/3198) - Conhece-se o boi pelo nome. Cláudio Daniel, cujo nome começa com clown, vem muito a propósito se dedicando a ser o palhaço triste da poesia brasileira atual. Já encenou, assim, mais de uma gag sem graça, como “psicografar” uma carta de Paulo Leminski a fim de fazer o velho polaco elogiar, ora, nosso clown, digo,
- [Sobre Ouro Preto de Mário Alex Rosa](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/sobre-ouro-preto-de-mario-alex-rosa/9389) - Por mais de um motivo, seja pelo tom que imprime ou pelos assuntos que enfrenta, mas não apenas por isto, o recente livro de Mário Alex Rosa, Ouro Preto, mostra-se mais ou menos estranho ao panorama da poesia brasileira de hoje. Trata-se de um livro que, talvez por uma espécie de sensibilidade tímida e reverente, aliada a seu forte imaginário católico, parece pedir desculpas por estar ali. Nele, a poesia pode ser comparada a um ato de oração, íntima, compassiva, circular, sem qualquer ênfase. É como se, por um momento, não fosse possível ouvir o que diz. Existe, no entanto, um traço muito particular deste imaginário religioso que, aliás, confere ao livro a dicção “grave e dolorosa” de que fala Murilo Marcondes de Moura em seu excelente texto de apresentação – o poeta faz perguntas, mas não recebe respostas.
- [Três poemas de Marco Carvalho](https://sibila.com.br/novos-autores/tres-poemas-de-marco-carvalho/9383) - Telemarketing almadiano Abaixo as empresas de telemarketing. PIM. Abaixo as meninas que lá trabalham. PIM. Abaixo a usura e os Relvas que se aproveitam. Abaixo a PT e os números dissimulados.PIM As meninas do telemarketing têm a vagina ao pé da boca. Morram as meninas do telemarketing. Morram. PIM.
- [Uma narrativa safa em época de censura](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/uma-narrativa-safa-em-epoca-de-censura/9374) - Robert Weber, livreiro (Buchhändler) alemão, nascido em 24.02.1895 em Elberfeld, na Renânia do Norte, viaja ao Brasil em 1914 e, quando se prepara para voltar à Alemanha, fica difícil fazê-lo, porque nesse meio tempo explode a Primeira Grande Guerra. Assim, fica retido em terras brasileiras. Mas, logo em 1915, é contratado como professor pela colônia alemã de Erechim, no Rio Grande do Sul. Em simultâneo, consegue trabalho como escritor e fotógrafo no jornal Serra-Post e colabora também no Kalender der Serra-Post.
- [Reflexões sobre a liberdade de expressão](https://sibila.com.br/cultura/reflexoes-sobre-a-liberdade-de-expressao/7354) - O pluralismo é a voz que expressa a opinião que não nos pertence, da qual não gostamos, aquela que mais nos incomoda. E justamente por isso é tão necessária. Porque não seríamos capazes de formulá-la por nós mesmos. Sufocar o pluralismo em nome do exercício da liberdade não é apenas um contrassenso. É um verdadeiro paradoxo. Mas por incrível que possa parecer tem acontecido quando cristalizamos uma grande imprensa quase monolítica. Embora tenhamos uma sociedade plural, extremamente diversificada e repleta de divergências, a diversidade raramente é contemplada nos órgãos da grande imprensa. Os jornais são muito parecidos entre si e não se reproduz neles, em regra, a grande diversidade de opiniões.
- [Novas fotos de Nair Benedicto](https://sibila.com.br/cultura/novas-fotos-de-nair-benedicto/8171) - Para Nair, Amazônias, assim, no plural, é uma homenagem à documentação das localidades dessa vasta macrorregião do território brasileiro. “Fiz um trabalho comparativo com os índios Kaiapó, naquela época com quarenta anos de contato, e com os Araras, que fotografei havia um mês depois de conhecerem o homem branco.” Integram esse bloco ainda as séries dedicadas a Serra Pelada. “Nos anos 1980 o governo estimulava, inclusive, o desmatamento. Vi o nascimento de várias cidades”, declara. Desenredos, por sua vez, são as histórias que permanecem sem solução, nas grandes e pequenas cidades.
- [Lobato e Oswald: o ideal de uma arte brasileira](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/lobato-e-oswald-o-ideal-de-uma-arte-brasileira/8184) - Equacionar as preferências de Monteiro Lobato e de Oswald de Andrade no que diz respeito às artes visuais pode parecer um exercício estranho, especialmente porque a intenção é mostrar seus pontos de convergência e não de desacerto. O caminho do desencontro talvez fosse o mais lógico, bastando para isso lembrar que no incontornável, ainda que pouco esclarecedor, affair Anita Malfatti temos, ao menos em tese, Lobato e Oswald em polos opostos. No entanto, se atentarmos para outros textos críticos produzidos por ambos no período, veremos que seus critérios e suas escolhas não eram assim tão distantes.
- [O teatro está morto?](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/o-teatro-esta-morto/8316) - Ao ser perguntado sobre o que quis dizer com “o teatro está morto” e se teria alguma relação com a situação do teatro na Romênia, Visniec explicou que, no seu país, o teatro “vivia (ou antes sobrevivia) enquanto teatro vigiado, perseguido (pelo poder), frequentemente desfigurado pelos pequenos 'compromissos' que os autores aceitavam para ver suas peças representadas.” Cabe citar, então, esta súplica de Godot: Godot (choramingando): Eu não poderia viver sem o teatro ... Não duraria muito... Toda a noite, eu estava na plateia, estava entre as pessoas, vivia ... Sofria como um animal, mas vivia... Vivia em tudo, em cada palavra... Como eles podem fechar tudo? Como podem jogar as pessoas pra fora? O que será de mim agora?
- [Entrevista de Eduardo Quive](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/entrevista-de-eduardo-quive/8322) - Como leitor exigente que me considero e membro de um movimento literário composto por uma maioria jovem de aspirantes a escritores, ainda me é difícil distinguir as boas das más obras literárias. Se calhar porque não leio só para a minha construção sociocultural, mas também como um iniciante no mundo da escrita, procurando, assim, alimentar-me das técnicas e criações dos escritores para construir a minha obra. Não digo com isso que toda obra é boa, confesso que há livros que os leio exatamente porque não os considero bons para mim. O fato único é que considero toda obra literária crucial para quem quer escrever, não exatamente para aprender a escrever, mas para inspirar-se na inspiração de que consome.
- [Outra versão de Machado de Assis](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/outra-versao-de-machado-de-assis/8337) - Machado de Assis, desde que apresentado aos alunos como intelectual de raciocínio límpido, homem organizado e atuante, sintonizado com obras cruciais do nosso passado literário, é um expoente que reforça o sentido das universidades no Brasil. Ele não frequentou a universidade, foi ensinado em casa até certa idade, onde aprendeu latim e francês, e depois foi autodidata; não viveu no Estado que alberga a universidade brasileira de melhor classificação no ranking internacional divulgado em setembro de 2011 (QS World University), porém teve uma trajetória de vida e de esforços profissionais que conta uma história a louvar e eventualmente a imitar, pois é representativa da função.
- [A tacanha intransigência de Sergio Miceli com as vanguardas](https://sibila.com.br/critica/a-tacanha-intransigencia-de-sergio-miceli-com-as-vanguardas/8898) - Vanguardas em retrocesso nos apresenta Sergio Miceli na figura de um crítico legista, o sociólogo realiza verdadeiras necropsias textuais para investigar a causa do apagamento das práticas sociais na obra desses criadores que são o alvo de sua pesquisa, práticas sociais que, segundo Miceli, viabilizaram suas reputações. Para o crítico legista tal investigação se faz necessária principalmente quando este apagamento ocorre em circunstâncias misteriosas. É como se estivéssemos não diante de algumas obras de arte, mas diante da sonegação de provas de um crime.
- [O fascínio pelo “literário” no Brasil](https://sibila.com.br/cultura/o-fascinio-pelo-literario-no-brasil/9142) - A poesia brasileira continuava, nesse mesmo ano, travada pelo tardo-parnasianismo e pelo tardo-simbolismo – que se referiam quase que exclusivamente à literatura, abdicando da sondagem do real, o que se daria apenas a partir do início dos anos 1920, com altos e baixos. O Concretismo, em sentido estrito, dos anos 1950, não deixa de ser uma vanguarda que se deduziu da própria literatura (o que é atípico se cotejada com os ismos europeus e com o Objetivismo norte-americano), ao instituir uma receita de poema [...]
- [O Cristo pós-pós-punk de Garfunkel and Oates](https://sibila.com.br/arte-risco/o-cristo-pos-pos-punk-de-garfunkel-and-oates/9173) - As doces mas indóceis meninas do duo americano Garfunkel and Oates fazem aqui uma “crítica analítica” da hipocrisia e das contradições do discurso sexual católico, e o fazem muito bem, em termos estéticos. De certa forma, viram o punk do avesso, ao adotar uma estética da delicadeza, incluindo suas imagens, atitudes e a própria música, para fazer a crítica mais pesada a tal discurso, mas mantendo, do punk, do peso da crítica às referências escatológicas (intestinos, toalhas etc.).
- [Feminismo ralo serve a interesses comerciais imediatistas](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/feminismo-ralo-serve-a-interesses-comerciais-imediatistas/9194) - Muito bem, chegamos ao ponto de pensar, então, sobre o que conduziria à configuração desse contexto tão incompatível com a realidade dos poemas publicados. Decerto alguns fatores mais ou menos indissociáveis como, por exemplo, os interesses comerciais dos editores, o capital social que põe em interseção os autores da hora com os responsáveis pelos veículos midiáticos de renome, que em contrapartida alimentam as autoridades no assunto da vez, todos bem dispostos a manter as aparências e suas posições.
- [O X que sustenta uma plataforma: pauta, solfejo e cardápio freyrianos](https://sibila.com.br/cultura/o-x-que-sustenta-uma-plataforma-pauta-solfejo-e-cardapio-freyrianos/9208) - O leitor de Gilberto Freyre, neste início de milênio, absolutamente não é o mesmo dos anos 30 que, maravilhado, aplaudiu Casa-grande & senzala e Lamartine Babo. Tampouco é aquele que se encantou com Francisco Alves dos anos 40, ou com a bossa nova dos 50. O leitor dessa vez é ouvinte de Carlinhos Brown, negro; de Chico Science, índio; de Marisa Monte, morena; de Zélia Duncan, branca; de Chico César, negro, mulato, e de Lenine, galego, quase holandês.
- [Um cubano na posse de Obama: desafios da poesia contemporânea](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/um-cubano-na-posse-de-obama-desafios-da-poesia-contemporanea/9221) - Para que banir os poetas do império se o império pode usá-los para seus próprios fins? Usá-los para fazer passar por cima dos crimes do império, para fingir respeito para com a humanidade, para poetizar a ideologia do império. O poema de Blanco “Um Hoje” é um poema do excepcionalismo americano e do excepcionalismo imigratório – de “um império” construído por muitos colonizadores (colonos) em terras nativas. Lá está o poema, Senhor Presidente, lá está ele, pronto para o USO.
- [Pensando sobre a internet](https://sibila.com.br/cultura/pensando-sobre-a-internet/9288) - Rapidamente a internet passou a ser usada em larga escala por todos. Mal nos damos conta da profundidade da revolução em curso por ela induzida. Como analistas, devemos estar atentos a tais mudanças e suas inevitáveis repercussões no espaço psíquico. Como uma introdução mais densa à questão, nada melhor do que seguir as considerações dos pensadores franceses Alain Finkielkraut e Paul Soriano, proferidas em 2001 em conferências [...]
- [Prefácio a Ponte Preta − a torcida que tem um time, de André Pécora](https://sibila.com.br/cultura/prefacio-a-ponte-preta-−-a-torcida-que-tem-um-time-de-andre-pecora/9296) - A marca dessa torcida fica. É comum nos depoimentos um jogador dizer que ainda vai ao estádio, leva seus filhos e torce pela Ponte. Oscar chega a declarar: “Meus melhores anos não foram no São Paulo, foram na Ponte”. É isso que faz da Ponte um time diferente. É isso que faz de Ponte Preta – a torcida que tem um time um livro diferente. E bom. Agradeço ao André Pécora ter me proporcionado belos momentos lendo este livro. De repente, como já disse antes, me pareceu que eu mesmo era um torcedor da Ponte.
- [Régis Bonvicino no Festival Literário de Macau](https://sibila.com.br/cultura/regis-bonvicino-no-festival-literario-de-macau/9301) - A primeira obra de arte que despertou meu interesse pela China foi um documentário, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, intitulado Chung Kuo – Cina, de 1972, a que assisti aos fragmentos nos anos 1980 e que revi recentemente também aos fragmentos, porque não foi lançado comercialmente. O que ocorreu na China de 1979 para cá, com as reformas econômicas Deng Xioping, equivale à Primeira Revolução Industrial inglesa. Não se fica indiferente diante da China. Não me encontrei com a China [...]
- [A poesia e a língua portuguesa na era da internet](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-poesia-e-a-lingua-portuguesa-na-era-da-internet/9353) - Não se pode falar sobre a poesia na internet, sem se falar, brevemente, sobre a situação da língua portuguesa na rede. O português é a única língua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, além de uma das línguas oficiais da Guiné Equatorial, do Timor-Leste e de Macau, na China. No que respeita à internet, o primeiro aspecto a se apontar é a grande defasagem entre a proporção de seus falantes na população mundial e a dominação nítida de sites em outras línguas.
- [A comunidade portuguesa em Macau](https://sibila.com.br/cultura/a-comunidade-portuguesa-em-macau/9359) - Nunca apanhei AIDS. Nunca precisei de me atirar de uma ponte para saber que deve doer e muito. Nem nunca snifei cocaína para imaginar que devo gostar e não é pouco. Mas viver em Macau é isso. É como apanhar AIDS duas vezes. Primeiro se estranha, depois se entranha, e tem que se desentranhar à força para não criar crosta. É um processo caótico de integração e desintegração permanentes, uma viagem de comboio numa rota, que ora ascende ora descende, à velocidade concêntrica da roleta russa.
- [A pluralidade da língua portuguesa](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-pluralidade-da-lingua-portuguesa/5217) - Há diferença notável entre o português europeu e o português brasileiro: este último recebe, hoje, acriticamente, dezenas de anglicismos por dia, que se tornam então brasileirismos, usados no dia a dia. Há um lado saudável nisso; entretanto, eu prefiro cuidar da língua como língua de cultura, com limites mínimos ao menos; talvez eu não fosse tão drástico como os portugueses o são, mas não permitiria nomes próprios esquisitos como Maicon, embora engraçado e afetivo (tradução sonora e popular de Michael Jackson). Prefiro “défice” a “déficit”.
- [Funções e disfunções da máquina do mundo](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/funcoes-e-disfuncoes-da-maquina-do-mundo/5220) - Na obra de Haroldo de Campos, A máquina é o resultado de uma linha traçada pelo menos a partir de Signantia quasi coelum (1979), e que passa por Finismundo, a última viagem e pelas traduções que o poeta fez de textos de Mallarmé, Dante, Homero e da Bíblia, que se incorporam pontualmente ao poema. Por ser o lugar de confluência dos principais vetores de força da poesia de Haroldo de Campos nos últimos vinte anos, é uma espécie de suma poética.
- [Poema exemplar](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/poema-exemplar-3/5267) - Conheço duas gravações desse poema na voz de Manuel Bandeira: numa, ele o reproduz tal como aparece escrito. Mas, no cd que acompanha a recente reedição dos 50 melhores poemas do autor, Bandeira muda o último verso dizendo: "O ruivo, claro isóscele perfeito.". O poeta suaviza a aliteração dos /rr/ vibrantes (ruivo-raro) ao optar pelo / l/ de "claro", que vem se avolumando obsessivamente desde "Logo a seu lado/ buliu na luz do lar, na luz do leito...".
- [O sentido do sol de Maiakóvski ](https://sibila.com.br/critica/o-sentido-do-sol-de-maiakovski/5322) - O trabalho de criar os cartazes seria o mote central de “A aventura insólita que viveu V. Maiakóvski quando de sua estada na datcha”, poema traz à tona, entre outras leituras possíveis, as contradições insolúveis entre Revolução e arte revolucionária, já a partir de seu título. Escrito no auge da guerra civil que contrapunha a Revolução à contrarrevolução (1920), refere-se, em primeiro lugar, à “aventura”, não do povo russo, ou da classe operária, ou do Exército Vermelho, mas do próprio poeta.
- [A despedida de Trisha Brown](https://sibila.com.br/arte-risco/a-despedida-de-trisha-brown/9346) - 1) A LENDÁRIA DANÇARINA ENCERRA SUAS ATIVIDADES Dirce Waltrick do Amarante A dançarina, performer, coreógrafa e desenhista norte-americana Trisha Brown, uma das precursoras da dança pós-moderna, anunciou oficialmente o encerramento de suas atividades frente a sua companhia, The Trisha Brown Dance Company. A despedida culminou com aclamadas apresentações na Howard Gilman Opera House, em Nova
- [Os versos fraturados de Orfeu da Conceição](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/os-versos-fraturados-de-orfeu-da-conceicao/9327) - Fiel, a princípio, às fontes mitológicas, Vinicius define um dos assuntos de sua tragédia, isto é, a própria poesia, já na primeira fala de Orfeu, quando a personagem diz: “ORFEU: Toda a música é minha, eu sou Orfeu!”. Como o herói trágico é poeta e músico não há como escapar das indicações metalinguísticas e da referência à tarefa criativa (semelhante motivação se encontra em dois filmes de Jean Cocteau, também dedicados ao mito de Orfeu: Orphée, 1950; e Le testament d’Orphée, 1959).
- [About Robert Creeley](https://sibila.com.br/english/about-robert-creeley/2426) - MEMORY GARDENS Poems by Robert Creeley. Marion Boyrs. London – New York. Translated from Russian by Evgeny Pavlov Say nothing to it Push it away. Don’t answer — Robert Creeley Sometimes a few encounters, no matter how long or intensive, in the end form something like a ghostly constellation that owes its linguistic content,
- [A retromania nas artes](https://sibila.com.br/critica/a-retromania-nas-artes/7444) - Falando de modo geral, é possível que a mais velha forma de manipulação do passado consista em sua utilização religiosa ou ideológica com fins políticos (entendendo por “fins políticos” se manter ou afirmar-se no poder), dado que o relato que se faça do ocorrido exerce um papel crucial na interpretação do presente e em sua possível legitimação.
- [Crítica hoje](https://sibila.com.br/critica/critica-hoje/8306) - Depois desse percurso algo tortuoso, eu teria por fim de declarar que, para responder à questão sobre a diferença entre a crítica e a literatura, levaria em conta sobretudo a atitude em direção à alteridade. Nesse sentido, a crítica literária que me interessa é a que se ocupa de textos que são – ou que, em algum momento, foram tidos como – literários, isto é, textos escritos para serem lidos também por não críticos (e não escritores, na maior parte dos casos). A crítica que tem como imperativo situar-se não só face ao texto que comenta, mas também face aos textos que a precederam no comentário dele ou que estão previstos nele.
- [Adonis e a poesia árabe contemporânea](https://sibila.com.br/critica/adonis-e-a-poesia-arabe-contemporanea/8540) - O poeta sírio Ali Ahamed Said Esber (Latakia, 1930), conhecido por seu pseudônimo Adonis, é considerado o mais importante poeta árabe da atualidade. Ainda pouco conhecido no Brasil, acaba de ganhar uma antologia com prefácio de Milton Hatoum e tradução de Michel Sleiman (São Paulo, Cia das Letras, 2012). Adonis não pode mais, portanto, ser desconhecido no Brasil. Adonis é o que se costumava chamar de um “homem político”: num sentido estrito, foi membro do Partido Socialista Sírio; num sentido lato, manifesta-se politicamente em todas as oportunidades; por fim, leva o discurso político diretamente para sua poesia. Apesar disso, os poemas de Adonis, como os de qualquer outro poeta, e ainda que sem desconsiderar inteiramente esses dados, devem ser tomados pelo que são, assim como pelo que representam na história da estética (pois a ideologia “correta” não garante uma grande obra − daí o fracasso do “realismo socialista” −, assim como crenças equivocadas não implicam numa obra ruim).
- [Poetic Dreamers (Half Awake, Half Asleep) ](https://sibila.com.br/english/poetic-dreamers-half-awake-half-asleep/9253) - “Lucid dreaming”—a dream state where one is aware that one is dreaming. Person might try to “influence” the “outcome” of such dreaming, scenarios fashioned into desired results by dreamer. Person might “speak” to entity that appears in dream, “You’re not real—you don’t exist.” Entity’s presence meanwhile has curious ability to persist in its own right.
- [A crise da poesia nos dias de hoje](https://sibila.com.br/cultura/a-crise-da-poesia-nos-dias-de-hoje/5298) - Perniola desenha uma teoria da organização social. Efetivamente, ele releva a possibilidade de serem estabelecidas novas relações entre a cultura e a sociedade no Ocidente. Uma vez que as antigas relações entre metafísica e Igreja, dialética e Estado, e ciência e mundo profissional foram desconstruídas, a filosofia e a cultura abrem o caminho para uma superação do niilismo e do populismo que caracterizam a sociedade de nosso tempo”.
- [De Franco aos Rolling Stones](https://sibila.com.br/cultura/de-franco-aos-rolling-stones/5301) - A viagem de Brian Jones faz parte do folclore da contracultura internacional .É contada minuciosamente em Rolling Stones: os velhos deuses nunca morrem, de Stephen Davis . Em julho de 1968, o rei destronado dos Stones se instalou em Yahyuca, com sua namorada Suki e um hábil engenheiro do Olimpic Studio, com microfones e um gravador Uher. De cicerone, Bryon Gysim, amigo de Paul Bowles e grande pícaro do underground.
- [Quando vim m’imbora: a migração nordestina para São Paulo](https://sibila.com.br/cultura/quando-vim-mimbora-a-migracao-nordestina-para-sao-paulo/5305) - Dado o grande afluxo de migrantes e o rápido crescimento da economia paulista e da cidade de São Paulo, a todo instante era necessário reforçar o papel do estado como locomotiva do país e da cidade como a representação do novo, do futuro. As comemorações do IV Centenário da fundação da cidade, em 1954, serviram para, a todo momento, insistir na paulistanidade e ignorar a participação dos nordestinos na história da cidade. Foi o momento em que os mitos da história paulista voltaram ao primeiro plano: o padre Anchieta, os bandeirantes, o desbravamento do interior, o pioneirismo econômico (café, indústria). Para estes, “os ‘verdadeiros paulistanos’, a rigor, são os descendentes dos imigrantes estrangeiros”. Em um processo de fortalecimento ideológico dos setores mais conservadores da elite paulista – mais ainda devido ao retorno de Getúlio Vargas à presidência da República, em 1951 –, tornou-se fundamental a comparação entre São Paulo, como símbolo do progresso, e o Nordeste, como representação do atraso, do passado: “São Paulo é um viçoso broto de 400 anos! Nas ruas e logradouros centrais não há uma capela, uma casa, um muro de taipa, uma ruína sequer a anunciar ancianidade. Um único prédio que seja, com mais de 100 anos! Todo o seu passado arquitetônico foi varrido. A famosa ‘picareta do progresso’ tem friccionado continuamente as suas faces, desfazendo as marcas do tempo. Vive a cidade muito mais em função do futuro do que das glórias arquitetônicas do passado. O orgulho dos paulistas jamais era o de possuir a Igreja de São Francisco, como os baianos e sim de construir 6 casas por hora e sustentar o título de ‘cidade que mais cresce no mundo’”.
- [Modernismo, vanguarda e política. Mário de Andrade em seus escritos finais](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/modernismo-vanguarda-e-politica-mario-de-andrade-em-seus-escritos-finais/9089) - O ensaísmo produzido por Mário de Andrade nas décadas de 1930 e 1940 ocupa um lugar decisivo em suas formulações sobre o papel do artista na reconstrução da nacionalidade. Nesse período, em especial a partir de 1935, o autor de Macunaíma divide suas atividades entre a protegida esfera da criação literária e aquela da política, onde se expõe a refregas e pressões com as quais não está habituado ao colocar-se à testa de pastas ligadas aos serviços de educação e cultura, primeiro no governo do Estado de São Paulo e, depois, no governo federal.
- [Companhia das Letras lança livro anódino de poesia](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/companhia-das-letras-lanca-livro-anodino-de-poesia/9153) - Essa tendência pode ser observada tanto na poesia disponibilizada para a leitura em âmbito virtual, quanto naquela tradicionalmente publicada em formato de livro. É interessante destacar que não são somente as publicações independentes ou vinculadas a pequenas editoras que se empenham em reproduzir esse tipo de poesia sentimentalista, por assim dizer, também grandes editoras se ocupam da mesma matéria. Parece que para fazer poesia – pior ainda, para fazer boa poesia – tem bastado aos poetas falar de emoções.
- [Homengem de Sibila a Amin Nordine](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/homengem-de-sibila-a-amin-nordine/9166) - Discurso do vagabundo desgraçado Rabujentas bocas de falar sem medida Há muito que Deus sumiu por estas bandas Ele agora não passa de um céu limpo Sem lua, sem estrela Ele agora não passa de um moribundo.
- [Rocío Santillana](https://sibila.com.br/novos-autores/rocio-santillana/2816) - Siente Lima como el cuarto prestado donde nació hace cuarenta años, y donde bautiza un poemario inédito, embarazada de su primera novela. Piensa Madrid como la habitación que alquila para ganarse la vida escribiendo guiones de tv, y en el que Virginia Woolf le hizo la primera visita. Su maleta es su cuarto propio y
- [O pato, a morte e a tulipa: a morte e as crianças](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/o-pato-a-morte-e-a-tulipa-a-morte-e-as-criancas/9086) - Num ensaio intitulado “Devemos temer a morte?”, que compõe o livro Ensaios sobre o medo, organizado por Adauto Novaes, Francis Wolff afirma (o que nos parece bastante óbvio) que o medo mais universal é o medo da morte, no entanto é o medo de que menos falamos abertamente: “falamos abertamente de doenças, de sofrimentos, de assassinatos, de massacres, de terror, mas da própria morte só falamos de maneira camuflada, e do medo que ela inspira – do medo que nossa própria morte inspira – não falamos quase nada [...]”.
- [Poemas sibilinos](https://sibila.com.br/poemas/poemas-sibilinos/2844) - O ORÁCULO DOS ÓNFALOS Seredes ovellas negras sorbendo nubes prendidas entre os montes ata volverse brancas. Seredes vento batendo na rocha ata abrila en fontes provocando a cascada. Seredes a pitonisa da serpe, a sibila da caverna, o oráculo das augas no fondo das covas. Seredes ruínas perdidas baixo a chuvia e a néboa ata
- [De mans dadas](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/de-mans-dadas-2/2981) - A Bahía, a flor máis núa. Macumba. Quixera adelgazarme como un verme e penetrarte pola orella ata a cabeza para sorber as túas dores e os teus males.
- [Venecia Venérea](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/venecia-venerea-2/2980) - Como Venus, Venecia naceu do mar. Quizais por iso ambas, Venus e Venecia, representan a Beleza: a beleza da muller convertida en deusa pola mitoloxía clásica, a beleza da urbe convertida en canon do fermoso pola literatura e polas artes.
- [George Oppen’s “Of Being Numerous”](https://sibila.com.br/english/the-shipwreck-of-the-singular-george-oppens/2845) - Note: In its original form, this essay was published in Ironwood (#26, Fall 1985, a special George Oppen issue). For various reasons, I did not include it in any of the three essay collections I have published since that date. But the time for reconsideration is now opportune. In the past two decades, we have witnessed Oppen scholarship coming of age, beginning with Rachel Blau DuPlessis’s edition of The Selected Letters of George Oppen (Duke 1990), Michael Davidson’s New Collected Poems for New Directions (2002), and Stephen Cope’s publication of Oppen’s Selected Prose, Daybooks, and Papers for California (2007).
- [Idalia Morejón Arnaiz: Seis Poemas](https://sibila.com.br/poemas/idalia-morejon-arnaiz-seis-poemas/2846) - intervalo en covadonga se acerca a la ventana para saber si la luz es todavía suficiente solamente el calor que le enrojece el brazo rígido entre los marcos podría traerle una respuesta nada demasiado estrepitoso a no ser la previsible caída de una fruta solar allá en el fondo se adentra en el sendero para
- [E Agora, José? — Remix](https://sibila.com.br/arte-risco/e-agora-jose-remix-2/2850) - Todos os arquivos em formato MP3. Gravações feitas para a coleção Todo mundo e ninguém, 2005, de Ronaldo Fraga. Publicado em Sibila com autorização expressa de Ronaldo Fraga, membro do CE da revista.
- [Erocéntrica](https://sibila.com.br/poemas/erocentrica/2865) - Videopoema
- [Sonny Boy](https://sibila.com.br/impacto/sublime-music/9063) - This is one of the most sublime pieces of music I've ever heard, thanks Regis. Paul Hoover
- [Jerome Rothenberg: pionero multicultural](https://sibila.com.br/critica/jerome-rothenberg-pionero-multicultural/5050) - Sus colecciones son tanto intervenciones en la historia de la literatura y actos radicales de crítica de la poesía como desmarginalización de individuos y grupos, que surgen a partir de confiables juicios de gusto como también de un vivo sentido de la justicia. Todos nosotros debemos más de lo que yo puedo expresar aquí al amplísimo gusto y a su enfático igualitarismo.
- [China indaga o que é poesia](https://sibila.com.br/critica/china-indaga-o-que-e-poesia/5053) - Para falar das enchentes do verão, diz: “O mês de agosto são os olhos dos peixes / mortos na terra depois de uma inundação”; para falar dos insetos: “O mês de agosto é um mosquito / que voa abastecido de nosso sangue”. Um dos poetas mais interessantes é Yu Jian. A contrariar as expectativas ocidentais sobre a poesia chinesa, escreve, na peça intitulada “A respeito da rosa”: “e também quero ofertar germes à rosa, imundície à ave”.
- [Entre ser e nada](https://sibila.com.br/critica/entre-ser-e-nada/5194) - Nesse caso, a intervenção tem um sentido apenas: reafirmar o acordo.
- [Nota sobre "Poetry"](https://sibila.com.br/critica/nota-sobrepoetry/5204) - Esse possível enunciado da relação da poesia com o mundo social ganha, através da redução, uma notória ironia, que marca o primeiro verso: “Eu também não gosto dela...”. Trata-se de um gesto cult afoot da explícita evocação de Baudelaire: “Hypocrite lecteur, – mon semblable, – mon frère!”. Mas o que no gigante francês era desmascaramento em Marianne Moore é um dizer sutil: “Sim, eu também não gosto dela, mas...”. Não há esse mas, but, no poema – ao menos, não de modo imediato. Ele aparece um pouco adiante, na forma de however, contudo, no entanto.
- [A Ovelha e o Tigre: a tradução de Blake por Augusto de Campos](https://sibila.com.br/critica/a-ovelha-e-o-tigre-a-traducao-de-blake-por-augusto-de-campos/5218) - Ainda na primeira estrofe, o tradutor em seguida elimina o elemento semântico mais importante da introdução do poema. Trata-se do adjetivo immortal do terceiro verso. Ele é o elemento central da primeira estrofe porque introduz, por sinédoque, o personagem a quem Blake questionará ao longo do poema. Na verdade, o poema é um questionamento desse personagem: daí ser todo ele montado sobre interrogações.
- [Carlos Drummond de Andrade ganha prêmio como se estivesse vivo](https://sibila.com.br/impacto/carlos-drummond-de-andrade-ganha-premio-como-se-estivesse-vivo/9053) - W. J. Solha Pense num concurso de poesia promovido pelo governo do Estado da Paraíba, Fundação Espaço Cultural, em que concorressem Antonio Mariano, Joedson Adriano, Sérgio de Castro Pinto, Celso Japiassu, José Bezerra Cavalcante, Águia Mendes, Amador Ribeiro Neto, Astier Basílio, Vitória Lima, Otávio Sitônio, Jessier Quirino, Bruno Gaudêncio, Bráulio Tavares, Chico César, Lau Siqueira,
- [A pequena margem de manobra de Cláudia Roquette Pinto](https://sibila.com.br/critica/a-pequena-margem-de-manobra-de-claudia-roquette-pinto/3135) - O insulamento da poesia brasileira contemporânea, aliada a sua irrelevância, é algo que vem ocupando e preocupando alguns indivíduos – eu incluído – há certo tempo (enquanto outros, ainda majoritários, aplaudem a irrelevante exuberância quantitativa da poesia atual).
- [Crônicas da Era Bush, de Eliot Weinberger](https://sibila.com.br/cultura/eua-em-debate/cronicas-da-era-bush-de-eliot-weinberger/2058) - Crônicas da Era Bush, de Eliot Weinberger, tem mais méritos que deméritos ao revelar, por meio da voz de um cidadão norte-americano – no caso, da elite –, as chagas dos dois mandatos de George W. Bush, o primeiro deles obtido graças a juízes conservadores da Suprema Corte dos Estados Unidos, nomeados por Bill Clinton,
- [Os impasses de Barack Obama](https://sibila.com.br/cultura/eua-em-debate/os-impasses-de-barack-obama/3266) - O escritor paquistanês Tariq Ali tachou, em entrevista recente (O Estado de S. Paulo, 1º de novembro de 2009) Barack Obama de “presidente fraco”, “aquém das dimensões da crise que enfrenta”.
- [Da Existência de uma Literatura Rock](https://sibila.com.br/cultura/da-existencia-de-uma-literatura-rock/6692) - A rock music se faz soar, guitarras elétricas, palavras e o garoto se contorcendo na cadência. Tamina olha para ele com repugnância: o garoto se torce com movimentos que imitam um adulto com ares de janota que, para ela, são obscenos. A moça baixa os olhos, para não ser obrigada a ver. Neste momento, o rapaz aumenta o som e começa a cantar junto. Um instante depois, quando Tamina direciona os olhos para ele, pergunta: — Por que você não canta ? — Eu não conheço essa música. — Como é que não conhece? Mas todo mundo conhece! Se a época em que vivemos se singulariza como uma civilização barulhenta, (muito) sonora, existem muitos pensadores contemporâneos que estigmatizam essa sonoridade total, em detrimento de algo todo musical. O sentido do rock é o padrão manifesto desta sociedade barulhenta, onipresente e dominante. Citado em epígrafo, o extrato de um livro de piadas. “Cidade em Epígrafo”, extrato de um livro de Milan Kundera, para rir a respeito, e depois esquecer, condensa perfeitamente as diferentes características ridicularizadas por vários outros escritores: obscenidade, ficção de Universidade, música para adolescentes, que deve ser ouvida, necessariamente, de forma muito ruidosa.
- [Poemas de Annalisa Cima](https://sibila.com.br/poemas/poemas-de-annalisa-cima/8932) - O JOGO é a única estrada o inútil está ao verdadeiro e o verdadeiro só existe de brincadeira. A FORMA A forma não tem imperfeições não é participação nem parte: cumpre-se. A forma a que olhas nos conhece, contrapõe-se à desagregação: já expiada antes do fim.
- [A sociologia não vinga a arte](https://sibila.com.br/impacto/a-sociologia-nao-vinga-a-arte/9007) - A recepção pelo registro nacional e às vezes identitário do empreendimento de ambição cosmopolita das vanguardas mostra algo que jamais foi novidade entre historiadores e sociólogos que se dedicaram ao Modernismo: o largo e franco uso desse “capital cultural” para ascensão ou confirmação de certas posições de elite. Das viagens de Villa-Lobos a Paris aos
- [O que interessa em Décio Pignatari ](https://sibila.com.br/critica/o-que-interessa-em-decio-pignatari/5297) - A imprecação contra os opositores da poesia concreta vertida em tal visualidade intersemiótica e algo antropofágica (o sarcástico bucho ruminante feito um encosto) confere uma dimensão cômica, quase que de vaudeville, para não dizer de chanchada, aos transes polêmicos que marcam o surgimento do movimento no interior pretensamente circunspecto do fazer literário do período. A persona do Amigo da Onça, versão macunaímica à cultura pop do momento, serve de modelo a essa assemblage transgressiva registrada na capa de Teoria da poesia concreta.
- [CARTILHA-CATÁBASE](https://sibila.com.br/poemas/cartilha-catabase/2197) - Quadro pixitExit-to-exist é letreiro numinoso Ex-isto é passageiro à maré zero do poço E-xisto betuminoso é material orgânico formado há milhões de anos e traduzido por palavras que não passam de cascas de coisas que eram que foram que vieram se esfarelando na ladeira das eras até se tornarem o que falam que existiu nesse
- [Sergio Micelli](https://sibila.com.br/impacto/sergio-micelli/8981) - Causou-me espanto o anúncio, feito numa entrevista com o autor, de que Sergio Miceli publicaria um livro “desbravando” o território Borges/política, aparentemente (e digo “aparentemente” porque não dá para confiar 100% em entrevista sobre um livro) em ignorância de cinquenta anos de tradição argentina que o fizeram. Causou-me mais espanto ainda ler o livro e
- [Crise econômica afeta cultura em Portugal](https://sibila.com.br/cultura/crise-economica-afeta-cultura-em-portugal/8633) - No que diz respeito à literatura, é importante sublinhar que editoras de relevância para a cultura nacional portuguesa têm declarado insolvência nos últimos anos: assim aconteceu à editora Campo das Letras, por exemplo, em junho de 2009; à Difel, em janeiro de 2011; à CESodilivros, distribuidora de cerca de quarenta editoras de médio porte, em abril de 2012, causando indignação a funcionários e leitores, em razão de prováveis erros administrativos.
- [The Cuban poet Omar Pérez (English/Spanish)](https://sibila.com.br/english/the-cuban-poet-omar-perez-english-spanish/3334) - Omar Pérez grew up in Havana, the city where he was born in 1964, and earned a degree in English Language and Literature from the University of Havana in 1987. By his early twenties he had become an active participant in the city’s varied cultural scenes. Pérez is the author of four poetry collections: Algo de lo Sagrado (1996), Oíste hablar del gato de pelea? (1999), Canciones y letanías (2002), and Lingua Franca (forthcoming).
- [Tropicália](https://sibila.com.br/english/tropicalia/4006) - The monument is made from streamers & silver The green eyes of the mulatta The hair conceals behind the green forest The moonlight in the sertão The monument has no door The entrance is through an old, narrow, crooked street A kneeling, smiling, ugly dead child
- [International Poetry Nights in Hong Kong](https://sibila.com.br/english/international-poetry-nights-in-hong-kong/5024) - Following the enormous success of the first and foremost international poetry festival in Hong Kong, “International Poetry Nights in Hong Kong 2009”, the Centre for East Asian Studies of The Chinese University of Hong Kong, the College of Liberal Arts and Social Sciences of City University of Hong Kong and the School of Humanities and
- [Charles Bernstein Close Listening Interview](https://sibila.com.br/english/charles-bernstein-close-listening-interview/3256) - Dmitri Golynko recorded a a Close Reading interview and conversation during a visit to the University of Pennsylvania's Kelly Writers House is November 2009. Both programs are available at Golynko's Pennsound page.
- [Poems by and an interview with Rod Smith](https://sibila.com.br/english/poems-by-and-an-interview-with-rod-smith-2/4036) - POEMS from Snips Pygal Shield afterfeathering obverse insectivorous pusher-- We’re crepidona-- wholemeal halfwits in the bunker silo’s frontal sinus palate polojama or else jumpsuit, yet the sighting mirror centerspan clogs the thongs pumps welding the refueling probe’s washing counterweight to the cliff’s pushbutton balaclava fall up, orange in the grapeleaf, upper in the lateral
- [The Sciart Origins of Bern Porter’s FOUND POEMS](https://sibila.com.br/english/joel-lipman/5039) - Introduction to Found Poems by Bern Porter from Nightboat Editions (2011)
- [Julia Bloch](https://sibila.com.br/english/julia-bloch/4987) - Suitability the cup was full of ash a felt thing the window full “Your body is like an anatomy.” A holiness in packing the suitcase, a holiness in something dressed.
- [The answer](https://sibila.com.br/english/the-answer/5010) - Niels Plenge -- The Answer -- with Charles Bernstein
- [Poems by Linh Dinh](https://sibila.com.br/english/poem-by-linh-dinh/2866) - A so-called master painter Painted with an invisible paint, Super expensive, special ordered From China, so all of his so-called Masterpieces are invisible to you And me, who are too stupid, anyway, To appreciate them, were they visible.
- [Nelson Freire, Debussy](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/nelson-freire-debussy/2871) - Nelson Freire é um dos maiores instrumentistas brasileiros vivos. Começou seus estudos de piano aos três anos de idade e estudou com pianistas como Lúcia Branco e o austríaco Bruno Seidlhofer.
- [MÁRIO ALEX ROSA](https://sibila.com.br/novos-autores/mario-alex-rosa/2822)
- [Jennifer Sarah Frota](https://sibila.com.br/novos-autores/jennifer-sarah-frota/2825) - leaf feather petal kingfisher pomegranate tanagers splash kiskadees in the banana leaves as hummingbirds honeysuckle Atlantic Rainforest under cobblestones & industrious ants of all sizes
- [POEMAS en MP3](https://sibila.com.br/novos-autores/anamaria-briede/2838) - Todos os links apontam para arquivos em formato mp3. Altares perforados Ima gen Altares perforados sobre una mesa Altares perforados vuelo primero Altares perforados impar es Altares perforados desalojo Tic tic tic tac trrr Altares perforados 1 sobre blanco Dream dream dream d r e a m m m d r e a m m
- [Victor Hermann: Three poems](https://sibila.com.br/novos-autores/etc-teacher-challenge-and-gilles-et-felix/3303)
- [Seis Poemas Russos ](https://sibila.com.br/novos-autores/seis-poemas-russos/3949) - I. СЧАСТЬЕ Стал каждый миг густым, как мед, Лучистым, как янтарь. Часам давно потерян счет И изгнан календарь. Как ненавистен мне расчет И чувства про запас! Свой годовой любви доход Я прокучу за час. I. FELICIDADE Denso como o mel, cada momento, Raiando como o âmbar. Há muito perdi a noção do tempo E exilei
- [Calendario](https://sibila.com.br/novos-autores/calendario/4910)
- [A kind of sound poetry](https://sibila.com.br/novos-autores/a-kind-of-sound-poetry/4925)
- [Super shit](https://sibila.com.br/novos-autores/super-shit/4995)
- [Você faz brotar o mexicano em mim](https://sibila.com.br/poemas/voce-faz-brotar-o-mexicano-em-mim/2413) - (Título original: You bring out the Mexican in Me. Do livro Loose Woman. New York: Vintage Contemporaries. 1995) Você faz brotar o mexicano em mim. O espiral escuro que se agacha O uivo desde o centro do coração A bilis amarga. As lágrimas tequila desde o sábado todo até o domingo da semana que vem.
- [Natureza Morta com Batatas, Pérolas, Carne Crua, Lantejoulas, Gordura e Casco de Cavalo](https://sibila.com.br/poemas/natureza/2913) - Em espanhol é naturaleza muerta e de maneira alguma é vida. E certamente não é natural. Mas o quê é natural? Você e eu. Eu te compro um drinque. A uma mulher que não se comporta como mulher. A um homem que não se comporta como homem.
- [Milton Hatoum: entre a maestria e o contorno pueril](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/o-livro-de-contos/2912) - Não há nenhuma norma inflexível a ser seguida compulsoriamente, uma cláusula pétrea segundo os juristas, mas o fato é que, na literatura brasileira, todo bom romancista está destinado a ser – em igual ou maior medida – um ás da narrativa breve. Exemplos não nos faltam: Machado de Assis, Mário de Andrade, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Dalton Trevisan, apenas para lembrar alguns.
- [Dibujos](https://sibila.com.br/arte-risco/dibujos/2920)
- [Instruções para bem se matar](https://sibila.com.br/poemas/instrucoes-para-bem-se-matar/6526) - Forma realmente popular de se suicidar é por ingestão de veneno, principalmente entre as mulheres. A explicação para a popularidade do veneno está na antiguidade de sua utilização, no seu baixo custo e na sua farta distribuição. Já a circunstância de as mulheres o escolherem como modo preferencial de suicídio adviria de não demandar o emprego de força nem causar derramamento de sangue, além de estar associado aos apetrechos de cozinha e à arte da culinária.
- [30ª Bienal de São Paulo](https://sibila.com.br/cultura/30a-bienal-de-sao-paulo/8553) - A edição de um dos eventos mais ambiciosos das artes visuais vem acontecendo desde 7 de setembro e se estenderá até 9 de dezembro. São 61 anos desde a inauguração e, apesar de uma história conturbada, nestes últimos anos a Fundação Bienal atravessa um momento de grande fôlego após uma significante reestruturação financeira, o que possibilitou inclusive outros eventos organizados pela instituição como a grande exposição “Em nome dos artistas” da coleção Astrup Fearley, realizada no final do ano passado.
- [Por uma política literária para a cidade de São Paulo](https://sibila.com.br/cultura/por-uma-politica-literaria-para-a-cidade-de-sao-paulo/8070) - Os partidos e políticos que governaram o estado e a cidade de São Paulo nas últimas décadas, o que mais tentaram foi o caminho eleitoreiramente proveitoso do populismo cultural, apesar das variações de grau, somado à pura e simples indiferença filistina pela cultura. Ficamos no pior dos mundos: nem equipamentos culturais na quantidade minimamente necessária, nem agentes culturais com a qualidade e a capacidade de trabalho minimamente suficientes. O próximo prefeito de São Paulo não mudará um mínimo que seja esse estado de coisas. Serra e seu grupo já governaram o estado e a cidade (o atual prefeito tem uma das maiores rejeições da história recente, em parte, por haver fracassado notoriamente em inúmeros aspectos, incluindo a cultura).
- [A filosofia da tradução](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/a-filosofia-da-traducao/5028) - Leio O corvo – gênese, referências e traduções do poema de Edgar Allan Poe, de Cláudio Weber Abramo (São Paulo, Hedra, 2011). Porém as semelhanças entre esse livro e os demais sobre o mesmo objeto se revelam ilusórias. Não porque ele seja o mais abrangente, com nada menos do que catorze traduções para o português e outras tantas para o francês, o espanhol e o italiano. Mas porque os demais são "homenagens" ao poema, enquanto o livro de Abramo é uma homenagem através do escrutínio crítico de suas traduções, que saem mais do que chamuscadas.
- [New Paintings](https://sibila.com.br/arte-risco/new-paitings/4784) - Angels in the Woods Woman Tormented by Demons Shoreline Blues Natural Bridge The Lady Lilith My Valentine Drive By Eye of the Needle Behind Bars Gun Crazy Detour The Gaze Through a Glass Darkly The Scribe Shattered Recalculating Masked Passion Into the Woods Grief's Rubies Desire Susan Bee Recalculating: New Paintings May 25-June 19, 2011
- [VM: A hundred and forty suns](https://sibila.com.br/arte-risco/vm-a-hundred-and-forty-suns/5307) - Clique no link para assistir ao vídeo: http://talent.adweek.com/gallery/A-hundred-and-forty-suns/1842515
- [A história da poeira](https://sibila.com.br/poemas/a-historia-da-poeira/5254) - Alguns lugarejos estão muito afastados da missa. A primeira, quando há duas missas, se diz muito cedo no inverno. Devemo-nos levantar antes do amanhecer. Chegar cobertos de neve e molhados até os ossos. Por muito tempo será preciso carregar os mortos. Fechamos os olhos. Seguimos a inclinação. Somos sustentados pelo vento. O hábito de carregar os corpos de muito longe e por caminhos escarpados é fatal para alguns destes que o fazem. Banhados de suor, eles são expostos ao frio.
- [A modernidade de Dante via tradução](https://sibila.com.br/critica/a-modernidade-de-dante-via-traducao/5346) - Minha intenção aqui é demonstrar, pela análise da primeira cena do Canto I (estrofes 1-9), não ser Dante um poeta “difícil” (como, por exemplo, Hopkins), inclusive difícil de traduzir, ou seja, mais difícil do que outros grandes poetas. Na verdade, a proximidade entre o italiano da época (mais próximo ao latim) e a origem latina do português, somadas à linguagem do poema, facilitam relativamente as coisas. As muitas vezes surpreendentes soluções dos tradutores de Dante, portanto, não se devem tanto às características do original quanto às escolhas dos tradutores. Sou incapaz, por exemplo, de compreender a tradução de Augusto de Campos dessa primeira estrofe: “No meio do caminho desta vida / me vi perdido numa selva escura, / solitário, sem sol e sem saída”. “Me vi perdido” contradiz frontalmente o claro sentido (ou os sentidos claros) do original, pois não se trata de se perder em tais circunstâncias, o que seria banal, mas sim de se achar (trovare, ritrovare).
- [Opinología de Felipe Cussen](https://sibila.com.br/impacto/opinologia-de-felipe-cussen/8905) - Felipe Cussen Opinología de Felipe Cussen Un gran lanzamiento para un libro pequeño. Cumshot invita a todos al lanzamiento deOpinología de Felipe Cussen. Opinología es una de las primeras publicaciones de Cumshot, que ofrece descargas gratuitas de texto, imagen y sonido. Se puede bajar en formato pdf desde www.cumshot.cl. El día del lanzamiento, el autor firmará gustoso los ipads y
- [A melhor](https://sibila.com.br/impacto/a-melhor/8880) - A Sibila, editada pelo Régis Bonvicino, é, para mim, a melhor revista literária da atualidade. Humberto Silva
- [Morte e Vida da Antropofagia](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/morte-e-vida-da-antropofagia/2948) - O lançamento da edição de Vida e morte da Antropofagia, de Raul Bopp, em comemoração aos oitenta anos do movimento, resgata uma discussão ainda não concluída sobre a influência das artes na constituição de uma cultura legitimamente nacional.
- [A poeta alemã Hilde Domin](https://sibila.com.br/poemas/dos-poemas/2943) - Diese drei Möwen: die in der Luft Brust an Brust mit der Wassermöwe, weiß und silber, silber und weiß,
- [Qorpo Santo](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/qorpo-santo/2951) - Em meu livro Rima e solução – a poesia nonsense de Lewis Carroll e Edward Lear, (1996) defendi, em consonância com Klaus Reichert a tese de que o nonsense, como o conhecemos nos dois autores ingleses, era um fenômeno estreitamente ligado ao contexto e Zeitgeist da segunda metade do século XIX e que seu surgimento na Inglaterra se devia à maior explicitação desse momento singular da história do ocidente na sede do império vitoriano.
- [VIAJE A NUEVA YORK CON GARCÍA LORCA](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/viaje-a-nueva-york-con-garcia-lorca/2277) - La poesía de Federico García Lorca es un río que nace después de la muerte del cisne de Rubén Darío y desemboca en las turbulentas aguas de unos tiempos marcados por su asesinato, por la muerte de Miguel Hernández en un camastro carcelario y cuando el tizne de esas penas levanta la voz en el Canto general de Pablo Neruda, crea una jaula para Ezra Pound y mata de tristeza a César Vallejo –mientras en el horno crematorio, junto a millones de cuerpos, se incinera la ingenuidad del hombre.
- [Subjetividades y voces bifurcadas en Poeta en Nueva York](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/subjetividades-y-voces-bifurcadas-en-poeta-en-nueva-york/2955) - La mayoría de los estudios de Poeta en Nueva York tienden a concentrarse en las insólitas imágenes del poemario, tratando de explicar el oscuro simbolismo de muchas de ellas. En su esfuerzo por elucidar este complejísimo texto, los críticos han establecido estrategias textuales que intentan dar cuenta de ciertas imágenes que inicialmente parecen herméticas. Así,
- [Cuarto Nudo](https://sibila.com.br/poemas/cuarto-nudo/2962) - Y comenzamos entonces a subir y a subir y a subir y a subir y a subir, sin descanso, hacia la cumbre sagrada de Apu, por la senda del corral quemado, por la huella de las yescas, por el caminillo de las pirkas muescadas con yeso , por entre los yuyales, y por ahí, por esa vieja ruta secreta , fuimos ascendiendo con el pequeño séquito de los miradores de la sombra y los guardadores de la miel y los escanciadores de chicha y con los que adivinan la ventura en las caracolas rojizas y en los huairuros, y con los cargadores y los domesticadores de estrellas en las empastadas del cielo.
- [The cloud of unknowing](https://sibila.com.br/poemas/the-cloud-of-unknowing/2964) - Imagen preparada con el texto completo de The cloud of unknowing (anónimo inglés del siglo XIV) mediante Wordle (www.wordle.net), programa generador de “nubes de palabras”.
- [Um poema de Caproni](https://sibila.com.br/poemas/um-poema-de-caproni/2969) - Amigos, creio seja vantagem para mim, agoracomeçar a baixar a bagagem.Mesmo sem saber bem a horada chegada, e nem sequer quais estaçõesvêm antes da minha,sinais seguros me dizempelo que me chegou aos ouvidosdesse lugar, que euterei logo que os deixar. Queiram desculparpelo incômodo que trago.Com vocês tive agradodesde a partida, e sou-lhesmuito grato, acreditem,pela excelente companhia.
- [O Homem Rubro](https://sibila.com.br/arte-risco/o-homem-rubro/2998) - La exposición “Nuevas Miradas: 14 artistas brasileños contemporáneos” que tiene lugar en el Espacio Proyectos de la Galería Fernando Pradilla presenta un conjunto de obras de artistas jóvenes que vienen destacándose en el circuito del arte actual brasileño e internacional.
- [Leituras das versões portuguesas dum poema de Li Shangyin](https://sibila.com.br/critica/leituras-das-versoes-portuguesas-dum-poema-de-li-shangyin/2798) - Han Yu, poeta e prosador da dinastia Tang diz: “O mais perfeito dos sons humanos é a palavra. A poesia é a forma mais perfeita da palavra”. A poesia é uma arte alquímica que não só se limita à mera função designativa, como também se empenha em atribuir à palavra ritmo, rima, figuração, ambiguidade, semântica, silêncio, vazio etc.
- [Yao Feng: Dois poemas](https://sibila.com.br/poemas/dois-poemas-2/3011) - Ao cabo pusemos o silêncio no centro, como se põe a mesa, para a qual nada foi servido.
- [Cualquier um](https://sibila.com.br/poemas/cualquier-um/3014) - Nadie se imagina lo parecido que un mazakaraguaí es a un ratón. Un ratón pequeño. Ese color medio tímido,sucio y de cuando los recuerdos apenas recobran el verdadero sentido del tiempo. Estoy hablando de los minutos acumulados en vano en lugares extraños, un ascensor, un bondi.Como este en el que estamos bajando suavemente por el
- [Días de obsolescencia : La duración perdida](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/dias-de-obsolescencia-la-duracion-perdida/3021) - Leo una nota sobre las nuevas bandas de ramoneadores urbanos: por las noches, durante el apagón social televisivo, recorren la ciudad buscando alimentos y objetos imposibles de contenedor en contenedor. Viven a bordo de una camioneta en campamento itinerante. Sus trayectos se trazan para abandonarse y sus reglas se reducen a unos cuantos principios que
- [La posibilidad de un asesinato. Sobre Z32 de Avi Mograbi](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/la-posibilidad-de-un-asesinato-sobre-z32-de-avi-mograbi/3023) - La última película del director israelí Avi Mograbi retrata el testimonio de un ex-soldado israelí que en una misión de venganza mató a dos palestinos. Esa, suscintamente, es la historia de la película. Z32 comienza con el propio Mograbi hablando a cámara en el comedor de su casa. Ese espacio resulta ya familiar para quien ha presenciado alguno de sus otros documentales.
- [LITERATURA DE MERCADO E RECONHECIMENTO POST-MORTEM](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/literatura-de-mercado-e-reconhecimento-post-mortem/3028) - Até poucas décadas atrás, qualquer indivíduo que vislumbrasse a ideia de devotar-se à escritura literária sabia, ou tinha por certo, que eram mínimas as possibilidades de se obter algum reconhecimento em vida, fosse pela então enorme dificuldade de publicação, fosse pela impenetrabilidade das esferas da crítica literária, ou pela pouco divisável senda da distribuição livresca,
- [PARA LER VIEIRA: AS TRÊS PONTAS DAS ANALOGIAS NOS SERMÕES](https://sibila.com.br/mapa-da-lingua/para-ler-vieira-as-3-pontas-das-analogias-nos-sermoes/2748) - E como se para um mistério tão alto fosse pouco tempo um dia, e pouca celebridade uma festa, a torna hoje a celebrar com repetida veneração esta nossa igreja. (Antônio Vieira, Sermão da Santa Cruz, 1638)
- [William J. Kennedy: O grande jogo de Billy Phelan](https://sibila.com.br/critica/william-j-kennedy-o-grande-jogo-de-billy-phelan/3510) - Jornalista, ficcionista, roteirista, dramaturgo, professor de escrita criativa na Universidade de Albany, William J. Kennedy (1928) é também autor do conhecido “ciclo de Albany”, um conjunto de sete romances ambientados em diferentes épocas da cidade onde nasceu. Cinco deles acompanham diferentes personagens da família Phelan, como “O grande jogo de Billy Phelan” (1978), que é
- [Décio Pignatari: o melhor dos concretos](https://sibila.com.br/impacto/decio-pignatari-o-melhor-dos-concretos/8801) - “Para o crítico e professor de teoria literária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Alcir Pécora, Pignatari era o melhor entre os concretos. "Eu gostava mais da poesia não-concreta dele. Mas, dentre os poetas concretos, ele era o melhor realizador desse tipo de poesia, porque tinha melhor noção da publicidade e da síntese", afirma. "Fiquei surpreso
- [Power](https://sibila.com.br/arte-risco/power-by-arkadii-dragomoshenko/3039)
- [Manaus: A metrópole sobre as águas do Rio Negro](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/manaus-reflexao-da-metropole-sobre-as-aguas-do-rio-negro/3045) - Do aeroporto de Manaus ao hotel, situado de frente para o porto, no centro velho da cidade, percorremos um trajeto revelador de uma inquieta metrópole latino-americana.
- [Bruce Andrews in Rio - two videos](https://sibila.com.br/english/bruce-in-rio-two-videos/3050) - BRUCE ANDREWS (1948) Poeta, compositor, designer de som e performer nascido em Chicago, fundou, com Charles Bernstein, a revista L=A=N=G=U=A=G=E, iniciadora do movimento estético, já findo, de mesmo nome. É autor de mais de quarenta livros, incluindo poesia e ensaios. Desde 1975, Andrews leciona ciências políticas na Fordham University, com enfoque em capitalismo global, imperialismo
- [NUMA RUA](https://sibila.com.br/poemas/numa-rua/3060) - Sob arcos, olhos quase fechados. Manhã. Cabeças de pedra. Árvores — ao fundo — e a quaresmeira lilás. Aqui, a sensação de nunca ter estado lá. In Ossos de Borboletas
- [Helen Adam's poem "Miss Laura"](https://sibila.com.br/english/helen-adam-miss-laura-2/3085) - Miss Laura “Black, black, black, is the colour of my true love’s hair.” – Traditional song “Black is the colour of my true love’s skin. White girl, black man, where is the sin?” Sweet talk murmured by Miss Laura’s mouth. Lynch fires howling up and down the South! Up the avenue gentlemen ride. Want Miss
- [Two Late Poems by Robin Blaser](https://sibila.com.br/english/two-late-poems-by-robin-blaser-2/3084) - Two Poems from Wanders (2001-2002) from his collected poems, The Holy Forrest .
- [Sappho, tr. Thomas McEvilley](https://sibila.com.br/english/sappho-tr-thomas-mcevilley-2/3083) - Sappho / Fragment 16 translated by Thomas McEviilley Some say a host of cavalry, others of infantry, others of ships, is the most beautiful thing on the dark earth--but I say it is whatever one loves; and it is very easy to make this understood by everyone, for she who far surpassed all mankind in
- [Camara Rota](https://sibila.com.br/arte-risco/camara-rota/3098)
- [Poemas de Yehuda Amichai](https://sibila.com.br/poemas/poemas-de-yehuda-amichai/3103) - Duas novas traduções de poemas do israelense Yehuda Amichai (1924-2000). Nossas versões foram elaboradas em cima das traduzidas do hebraico ao inglês por Chana Bloch e Stephen Mitchell (Selected Poetry of Yehuda Amichai, New York, Harper & Row). De três ou quatro numa sala De três ou quatro numa sala há sempre um que aguarda
- [Inéditos de Douglas Diegues](https://sibila.com.br/poemas/ineditos-de-douglas-diegues/3112) - CUMBIA DEL FIN DEL MUNDO A LA VINAGRETA Si muebes biem la Kola, te Exportam. Si non pagas la Luz, te kortam. Si das manija, te querem meter la pija. Si sos el Rey de la Guaripola, te lambem las bolas. Komédias dramátikas. Dramas kômikos. Episódios kargados de acciones y emociones. El horror kausa risa.
- [Miles Davis: Digital Apocalypse](https://sibila.com.br/cultura/miles-davis-digital-apocalypse/3434) - Miles’s music began at the end of one war (WWII) and finished at the end of another (the Cold War), and could be described as an American chronicle, in music, of the Cold War itself or, by the same token, as the soundtrack to the coming of age of the “baby boom” generation.
- [God’s Will, a poem by André Spears](https://sibila.com.br/english/gods-will-a-poem-by-andre-spears/3114) - “I am the whip-master in the Ship of the God.” (The Egyptian Book of the Dead)
- [Suicidios, Montecarlo y kafka](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/suicidios-montecarlo-y-kafka/3122) - Que haya escritores en esto de la literatura ha sido siempre un problema para la Vida. Eternamente ridícula, los ojos de los creadores miran más allá. Unos no ven nada, otros saludan al absurdo y se ríen de ella, y los dolientes, recordando a Schubert, se preguntan si alguna vez alguien ha escuchado una música alegre, porque ellos no.
- [Ensayospoemas de Guilhermo Daghero](https://sibila.com.br/poemas/ensayospoemas-de-guilhermo-daghero/3131) - Faça download dos arquivos: 3 e piso dios a Sibila Miedo, miedo
- [HH o la grafía del ser sin tiempo](https://sibila.com.br/novos-e-criticos/hh-o-la-grafia-del-ser-sin-tiempo/3139) - Si para los mayas existe una deidad del amanecer y su astro específico, confundido con estrella, para HH Montecinos este brillo se transformaría en una enfermedad y en el registro de sus secuelas, confundidas con los versos que se extienden por la página, como estrellas negras sobre un mar blanco.
- [No meio do caminho: várias vozes](https://sibila.com.br/poemas/no-meio-do-caminho-a-varias-vozes/3146) - Sibila publica nove traduções de "No meio do caminho", de Drummond (1902-1987), como homenagem ao vigésimo terceiro aniversário de sua morte e ao octagésimo aniversário do lançamento de Alguma Poesia.
- [From Indifference](https://sibila.com.br/english/from-indifference/3147) - Let us choose the version according to which a falling book is the condition of the story's continuation and of a simultaneous inclusion into it of accidental ambivalence that presupposes its own presence as well as an absence that penetrates it. I knew a person who said only one word in a whole year: “don’t.” He is in the past.
- [A Test of Poetry](https://sibila.com.br/poemas/a-test-of-poetry/3154) - “A Test of Poetry” was written in 1992 and published in My Way: Speeches and Poems (University of Chicago Press, 1999). The poem is based on a letter from the Chinese scholar Ziquing Zhang, who translated poems from Rough Trades and The Sophist for Selected Language Poems (Chengdu, China: Sichuan Literature and Art Publishing House, 1993); quotations from the poems are italicized.
- [Proyecto de antología](https://sibila.com.br/poemas/proyecto-de-antologia/3157) - poesía brasilera contemporánea é crua a vida, gracia de tripa y metal en ella caigo: piedra mórula herida é crua e dura a vida – como un trazo de víbora Clic aquí para descargar
- [Nel mezzo del cammin di nostra vita](https://sibila.com.br/poemas/nel-mezzo-del-cammin-di-nostra-vita/3158) - Nel mezzo del cammin di nostra vita like a rolling stone Like a rolling stone nel mezzo del cammin di nostra vita like a rolling stone nel mezzo del cammin di nostra vita vita like a rolling stone.
- [The Improbable Poetry of the Americas](https://sibila.com.br/english/the-improbable-poetry-of-the-americas/3168) - Since the end of World War II, the United States has been the world’s superpower, a condition that was confirmed in 1991 with the demise of the Soviet Union. To speak, then, of a “Poetry of the Americas” is, to a certain extent, to speak of a poetry of centrality. The advantages achieved by the
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