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Carta Aberta a Carlos Augusto Calil

Peço o obséquio da atenção de Vossa Excelência para um fato relevante, envolvendo Claudio Alexandre de Barros Teixeira, vulgo Cláudio Daniel, curador de Literatura do Centro Cultural São Paulo, que, a partir de seu cargo, tomou a iniciativa de arregimentar assinaturas para uma manifestação pública de apoio a seu amigo pessoal, sr. Frederico Barbosa, diretor da Casa das Rosas, numa tentativa evidente de enganar a opinião pública, uma vez que se trata de salvar o referido Barbosa de ter de responder diretamente tanto às críticas recém publicadas à sua gestão como ao fato de haver cometido um ato ignominioso de ofensa à família de Régis Bonvicino. V. Excia., como filho de desembargador e como homem experiente nas lides culturais e de política cultural, pode bem aquilitar o significado de tal inici ativa. Sem mais, Respeitosamente, Luis Dolhnikoff, em 23 de fevereiro de 2012


 Sobre Luis Dolhnikoff

Luis Dolhnikoff publicou os livros de poemas Pãnico (apresentação Paulo Leminski; São Paulo, Expressão, 1986), Impressões digitais (São Paulo, Olavobrás, 1990), Lodo (São Paulo, Ateliê, 2009), As rugosidades do caos (apresentação Aurora Bernardini; São Paulo, Quatro Cantos, 2015 - finalista do Prêmio Jabuti 2016), Impressões do pântano (São Paulo, Quatro Cantos, 2023) e O fim do mundo ocidental (apresentação Alcir Pécora; São Paulo, Quatro Cantos, 2026). Traduziu Arquíloco (Fragmentos; São Paulo, Expressão, 1987, ed. bilíngue), James Joyce (Poemas: Chamber music; São Paulo, Olavobrás, 1992, ed. bilíngue), Allen Ginsberg (Uivo; São Paulo, Globo, 2012, texto integral) e A Torá (São Paulo, União do Judaísmo Reformista, 2021, texto integral). Entre 1990 e 1994, co-organizou, ao lado de Haroldo de Campos, o Bloomsday SP, homenagem anual a James Joyce. Organizou e apresentou Poesia Completa de Orides Fontela (São Paulo, Hedra, 2015), autora homenageada da FLIP 2026.