Sobre Jean-Marie Gleize

Nasceu em Paris em 1º de abril de 1946. É professor de literatura na Universidade de Aix-en-Provence e na École Normale Supérieure de Lyon, onde também dirigiu o Centro de Estudos Poéticos (1999-2009). Com o conceito “simplificação”, o seu trabalho o leva a pensar, de modo crítico, na década de 1990, acerca da nudez e da literalidade como conceitos de análises poéticas e artísticas. Buscando fazer uma poesia realista, embora reconhecendo a impossibilidade de um resultado puramente objetivo, a sua escrita, aos poucos, se concentra em vários dispositivos, abrangendo notas, inclusão de textos heterogêneos, citação intertextual, referências de filmes e fotografia e apropriação pura e simples de materiais alheios. Além de suas várias publicações, é responsável pela gestão dos Nioques, núcleo no qual se retomam e exploram temas das vanguardas históricas de 1960-1970.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jean-Marie Gleize

JEAN-MARIE GLEIZE nasceu em Paris em 1º de abril de 1946. É professor de literatura na Universidade de Aix-en-Provence e na École Normale Supérieure de Lyon, onde também dirigiu o Centro de Estudos Poéticos (1999-2009). Com o conceito “simplificação”, o seu trabalho o leva a pensar, de modo crítico, na década de 1990, acerca da nudez e da literalidade como conceitos de análises poéticas e artísticas. Buscando fazer uma poesia realista, embora reconhecendo a impossibilidade de um resultado puramente objetivo, a sua escrita, aos poucos, se concentra em vários dispositivos, abrangendo notas, inclusão de textos heterogêneos, citação intertextual, referências de filmes e fotografia e apropriação pura e simples de materiais alheios. Além de suas várias publicações, é responsável pela gestão dos Nioques, núcleo no qual se retomam e exploram temas das vanguardas históricas de 1960-1970.

A história da poeira

Alguns lugarejos estão muito afastados da missa. A primeira, quando há duas missas, se diz muito cedo no inverno. Devemo-nos levantar antes do amanhecer. Chegar cobertos de neve e molhados até os ossos. Por muito tempo será preciso carregar os mortos. Fechamos os olhos. Seguimos a inclinação. Somos sustentados pelo vento. O hábito de carregar os corpos de muito longe e por caminhos escarpados é fatal para alguns destes que o fazem. Banhados de suor, eles são expostos ao frio.

Où vont les chiens?

‘Où vont les chiens ? ’, ‘Where do the dogs go?’,1 this question is posed by Baudelaire in the last ‘prose’ poem (in Spleen de Paris) in order to evoke a kind of literature that would correspond with urban, modern life – a kind of poetry which is adapted to those ‘sinuous ravines’ of the cities where the […]