Sobre Os donos do poder, de Raymundo Faoro

A tênue separação entre o público e o privado, herdada da tradição monárquica portuguesa, marca a política brasileira desde o tempo em que era colônia, persistindo o seu traçado mesmo quando a família real retorna para Portugal, já no século XIX. A obra da Independência de 1822, na perspectiva de Faoro, fora arrasada por essa metafísica do poder central.