Ritmo e melodia em Ginsberg

A palavra “fancy” é desconsiderada e substituída por “passos”. Se a tradução demonstrasse preocupação em preservar os elementos rítmicos e melódicos do texto, haveria, talvez, motivos para essa escolha, mas não é o caso. Além do mais, “fancy” é importante para a compreensão do texto: significa “fantasia” e remete ao devaneio ou, o que é mais provável, à acid trip do autor. No penúltimo parágrafo, “driveways” , que é algo como “entradas de garagem”, vira “vias expressas”.

O abaixo-assinado está sendo usado para desviar a atenção de um acontecimento grave

Vocês, não sei. Mas não assino nem canhoto de rifa sem saber exatamente o que estou assinando. E não assinei e não vou assinar o abaixo assinado que tem circulado a respeito de Frederico Barbosa. Porque: 1) acompanhei o caso (meio de longe) desde o começo, quando li em Sibila a crítica de Luis Dolhnikoff e “compartilhei”, mesmo sem concordar inteiramente, aqui no Facebook. Por que compartilhar algo com que não concordo, ou concordo só em parte? Porque o debate me parece interessante e importante. Acredito não ser o único a ter essa opinião. 2) o abaixo-assinado está sendo usado para desviar a atenção de um acontecimento grave. Um acontecimento que, mesmo admitindo a vaga possibilidade de ser coincidência e mal-entendido, exige esclarecimento. Para maior clareza: acho concebível, com algum esforço, que o poema de Frederico Barbosa em Cronópios não tenha sido dirigido a Régis Bonvicino, editor de Sibila. É possível, mas muitíssimo improvável. E, assim, exige algo mais do que o longo e sarcástico texto que lhe foi posteriormente acrescentado à guisa de preâmbulo. 3) acho que o tempo que os promotores e eventuais beneficiários do abaixo-assinado gastam com isso seria mais bem empregado dando resposta franca, objetiva e […]