“As nossas humildes coisas”: Ablativo de Enrico Testa

Sottoripa é sem dúvida um ponto nevrálgico, cantado por Camillo Sbarbaro e Dino Campana, passagem para os carrugi, para restaurantes e lugares que falam sobre a história da cidade, que não se abre facilmente, sabendo preservar seus mistérios. “il segno smarrito”, de um dos versos de Montale, para reforçar o fato de as indicações se perderem quando o emaranhado de ruazinhas inicia. Espaço desconfiado desde o primeiro encontro, muitas vezes, áspero, que não se mostra e se abre facilmente; respeitá-lo é importante para aos poucos conquistá-lo. Aqui são necessários calma, atenção, paciência e exercício do olhar. Contaminações presentes na escritura de Enrico Testa, que se aproxima, deglute a herança literária e poética, e vai traçando o seu próprio percurso: “quem é o dono da sombra?/ a luz que a reflete/ ou o corpo do qual emana?”.