A exuberância de Galáxias, de Haroldo de Campos

Nessa viagem/livro são abolidas as fronteiras entre prosa e poesia, há um percurso épico-epifânico cujos limites são a selva escura do universo. As Galáxias constituem o texto mais explicitamente barroco de Haroldo de Campos, não só do ponto de vista do “engendramento” poético (paronomásia, neologismo, permutação), mas também do ponto de vista de uma visão caleidoscópica do mundo, onde o velho dialoga com o novo, a luz com a sombra, o passado com o presente, o belo com o feio, a vida com a morte.