Adeus, Macunaíma

Adeus, Macunaíma! Porque, afinal, ele está morto, e com ele deveria sucumbir essa condescendência tão tipicamente paulista, a que fez do “nenhum caráter” apanágio da malandragem mestiça, refúgio sentimental da brasilidade recôndita, narrativa apascentadora em face do extermínio antigo, moderno e contemporâneo dos povos da floresta. Que mais ilumina essa Ursa Maior melindrosa, além das covas rasas dos milhões de desterrados sem escrita, sem nome nem memória? Será mesmo uma rapsódia que o bardo Andrade quis solfejar, ou tudo não passou de uma pastoral turístico-aprendiz, uma visão triste-sorridente dos enredos dispostos por Koch-Grunberg, uma brincadeira para enganar o calor e salvar-se do spleen araraquarense?

Porque tudo se passa como se não passasse. E daí os folcloristas do pé-quebrado de hoje querem fazer desse folclorismo fantasista de antanho signo da identidade nacional-popular modernista. E juntam e rejuntam Mário de Andrade com Paulo Prado .

Euclides da Cunha, amazônico

Entrevista de Francisco Foot Hardman a Sibila Em A vingança da Hileia: Euclides da Cunha, a Amazônia e a literatura moderna, Foot Hardman analisa, através de 20 ensaios, as experiências vividas por Euclides da Cunha em sua viagem à Amazônia, na tentativa de registrar aspectos relacionados às riquezas naturais e aos habitantes daquela região.  Já […]

BOLAÑO

Em sua última entrevista, feita três semanas antes de sua morte e publicada postumamente pelo jornal La Tercera, de Santiago do Chile, em 20 de julho de 2003, Roberto Bolaño, então gravemente enfermo, aguardando na fila por um transplante de fígado que pudesse lhe garantir alguma sobrevida, “sobretudo por meus filhos, minha caçula (Alexandra), que […]