Sobre Charles Bernstein

Poeta e professor, nascido em 1950 em Nova Iorque, onde vive, é uma das principais forças das letras norte-americanas. Autor de vários livros de poesia e de crítica literária, é o co-fundador e co-editor de PennSound, o maior arquivo de leituras de poetas do mundo todo e do pioneiro Electronic Poetry Center. No Brasil, publicou o livro Histórias da guerra em 2008. Para ele, “a poesia é alguma coisa em longo prazo”. Nome de alcance mundial, ele afirma que o melhor suporte para sua poesia é o diálogo: “Tenho tido a sorte, desde quase o primeiro momento, de contar com bons companheiros”.

Paolo Leminski, tr. Bernstein & Bonvicino

[untitled poem from Caprichos e Relaxos, 1983] My cut-off head Thrown in your window Moon-lit night Window Open Hits the wall Loses some teeth Falls to the bed Heavy with thought Maybe it’s scary Maybe you’ll blink Seeing by moon The color of my eyes Maybe you’ll think It’s just your alarm clock On the […]

João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

One of the most important Brazilian poets of the postwar generations,Cabral continues to exert a strong influence on many younger Brazilian poets. As Régis Bonvincino writes to me about Cabral: “Along with Carlos Drummond de Andrade and Murilo Mendes, Cabral is considered the best poet of Brazilian Poetry born in the 20’s.” Cabral’s Selected Poetry: 1937-1990 is published […]

O sol também se levanta

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Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Charles Bernstein

O poeta e professor CHARLES BERNSTEIN, nascido em 1950 em Nova Iorque, onde vive, é uma das principais forças das letras norte-americanas. Autor de vários livros de poesia e de crítica literária, é o co-fundador e co-editor de PennSound, o maior arquivo de leituras de poetas do mundo todo e do pioneiro Electronic Poetry Center. No Brasil, publicou o livro Histórias da guerra em 2008. Para ele, “a poesia é alguma coisa em longo prazo”. Nome de alcance mundial, ele afirma que o melhor suporte para sua poesia é o diálogo: “Tenho tido a sorte, desde quase o primeiro momento, de contar com bons companheiros”.

Fado

Who sleeps with me at night’s
My secret, but if you must
I’ll tell you: Fear sleeps with me ––

Just fear, which suddenly
Cradles me in the see-saw
Of loneliness, with a silence

 
Quem dorme à noite comigo?
É meu segredo, é meu segredo!
Mas se insistirem, desdigo.
O medo mora comigo,

Mas só o medo, mas só o medo!
E cedo, porque me embala
Num vaivém de solidão,
É com silêncio que fala,

Estado del arte

La poesía es la aversión a la conformidad en la persecución de nuevas formas, o lo puede ser. Por forma quiero decir maneras de poner las cosas juntas, o de sujetarlas para mantenerlas separadas, quiero decir maneras de dar cuenta de lo que preocupa a cualquiera de nosotros, o que la poesía lanza al aire imaginário a modo de muchos cisnes volando fuera del insondable sombrero negro del mago, tan súbitamente como un cielo que se vuelve blanco o púrpura o azul brillante, y respiramos profundamente. Por forma quiero decir cómo cualquiera de nosotros interpreta lo que se arremolina y nos resulta incomprensible acerca de nosotros mismos, o el tartamudeo con el cual se tartamudea, el gorjeo que ella canta entonada o desentonadamente. Si la forma rehúye la conformidad, entonces hace vaivén del amor-odio insaciable que esta cultura tiene por la asimilación; un círculo maníaco-depresivo de seguir la corriente y huir, que es un catalizador crucial en el sofocantemente efectivo proceso de auto-regulación y auto-censura.

Não torne a dizer em prosa medíocre o que já foi dito em boa poesia

Em meu universo paralelo, os objetivos do crítico de poesia consistem em descobrir e apresentar poesia que tenha o máximo de ressonância, que transforme enquanto arte da poesia o momento contemporâneo sempre transitório, que ligue o seu trabalho a outros trabalhos, históricos e contemporâneos (nenhum poema é, inteiramente de per si, um paraíso ou um purgatório), que articule os valores e as tramas (reais e imaginários) como particulares e contestáveis antes do que como universais e aceitos por todos. E, ainda, desafiar o complacente e o simplesmente competente e encorajar quem ainda não foi provado, o radical, o inesperado, o esquisito e o cacográfico (incoerente).

No Dia da Eleição

Eu ouço o gemido da democracia, no dia da eleição.
As ruas estão cheias de promessas falsas, no dia da eleição.
Os canalhas votam, os santos votam, no dia da eleição.
Os mortos disparam sua fúria, no dia da eleição.

I hear democracy weep, on election day.
The streets are filled with brokered promise, on election day.
The miscreant’s vote the same as saint’s, on election day.
The dead unleash their fury, on election day.

On Election Day

I hear democracy weep, on election day.
The streets are filled with brokered promise, on election day.
The miscreant’s vote the same as saint’s, on election day.
The dead unleash their fury, on election day.

Poetics of the Americas

The tension between universality and locality is not simply a deformation or an embryonic phase of group consciousness to be shed at maturity. As against the positive expressivity of nation language I would speak of the negative dialectics of ideolect, where ideolect would mark those poetic sites of contest between the hegemonic and the subaltern, […]