O reggae no Maranhão

Um dos desfalques entre os lançamentos da 9ª Feira do Livro de São Luís (FeliS) foi o livro Da Terra das Primaveras à Ilha do Amor, do antropólogo Carlos Benedito Rodrigues da Silva. Publicada em 1992 como dissertação de mestrado em antropologia cultural, a obra, que traz como subtítulo “reggae, lazer e identidade em São Luís do Maranhão”, foi a primeira tentativa de compreender um fenômeno de dimensões épicas: a migração do gênero musical da ilha caribenha da Jamaica para São Luís do Maranhão. Grande feito, numa época em que a ordem na academia era ignorar uma realidade que então já entrava por olhos e ouvidos de todos.
Durante a FeliS de 2014, por ocasião de uma mesa de debates da qual ele participava ao lado dos jornalistas Otávio Rodrigues e Karla Freire, provoquei Carlão, como é conhecido o antropólogo – um simpático rasta de porte avantajado – para que republicasse a obra pioneira na Feira.

Apología de la droga

Como decía huidobro la vida se parece a un pasamontañas.
Como decía parra la vida se parece a un pasamontañas.
Como decía neruda la vida se parece a un pasamontañas.
La vida se parece a un pasamontañas, a decir de mistral.

Según díaz-casanueva, el hombre nace,
crece, se desarrolla, se vuelve fascista
y muere.
Según gómez-correa,
el hombre se descompone y regresa de la tumba,
para predicar la inexorabilidad del fascismo.

En la obra de zoilo escobar ya se podía entrever
el surgimiento de una sociedad delatora.
Asimismo la poesía de juan marín ya daba señas
de la insufrible sociedad delatora
en que actualmente vivimos.

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