Fall 2015 | Highlights

Eduardo Kac Fall 2015 | Highlights Eduardo Kac, Tesão, 1985. Minitel artwork, 9.64 x 9.8 x 9.64 in (24,5 x 25 x 24,5 cm). Edition of three. Electronic Superhighway Whitechapel Gallery, London January 29 – May 15, 2016   Kac’s Minitel artworks (pre-web digital network) will be featured in Whitechapel Gallery’s landmark exhibition that highlights the impact of computer and internet technology on art. Eduardo Kac, Que vai fazer?, 1982. Electrostatic monoprint, 4.9 x 7 in (12,5 x 18 cm) [right]. Art in America magazine November 2015 The Movimento de Arte Pornô (Porn Art Movement), 1980-1982, is featured in an article by Zanna Gilbert in the current issue of Art in America magazine. TEDx, Vienna October 2015 Eduardo Kac gave a TED talk in Vienna in which he discussed his development of Bio Art from the 1990s to the present. Eduardo Kac, Lagoglyph Animation. Real-time loopless parametric animation, dimensions variable. Edition of five. A View from the Cloud Streaming Museum, New York September 2015 Lagoglyph Animation was featured in Streaming Museum’s public projection at Dag Hammarskjold Plaza in New York. Lagoglyphs are a series of works that create a visual language evolving from the transgenic artwork GFP Bunny. Eduardo Kac, […]

Os encontros literários

Proponho que suspendamos definitivamente os encontros literários. Os encontros literários são nefastos por todos os ângulos que se analise; são eventos que dão lucro, como já se disse, às empresas e aos organizadores e que servem de consolo vazio a poetas e romancistas. É melhor encontrar outras soluções para a poesia e para a literatura.

Entrevista a Jane Joritz-Nakagawa

No verão de 2015, Jane Joritz-Nakagawa embarcou numa conversação, via e-mails, com o poeta, tradutor, editor, ensaísta e romancista Paul Hoover para discutir o futuro do New American Writing (uma revista que tem sempre destacado poetas americanos e não americanos, tradução de poesia e várias edições especiais), a carreira de Paul e seu trabalho mais recente.
O poema contém poucas sentenças, mas muita música e jogo de palavras. Escrevendo dessa maneira, os alunos se veem forçados a pensar palavra por palavra, e não de frase por frase. Para confirmar o esquema, eu leio o final do poema duas ou três vezes mais. Algumas pessoas usam o termo “abstrata” para qualificar esse tipo de poesia. Mas não é abstrata; é uma dança viva de palavras, que leva a mais do que uma direção.
A segunda tarefa do dia era um poema de três páginas a ser começado no meio de uma frase e a terminar no meio de outra. Os modelos eram os poemas longos de Gwendolyn Brooks (“In the Mecca”), Louis Zukofsky (“A”-14).

András Petőcz, from In a Ray of Sunlight

Full pamphlet, In a Ray of Sunlight, at EPC Digital Library (pdf) translated from Hungarian by Nathaniel Barratt (Budapest: Corvina Books, 2008 new york, madison avenue if you were to say new york, i’d say madison ave, it’s nighttime, i’m heading downtown towards 31st, i’m looking for a sandwich, or something, and have no idea how […]

A FUTURA LIT(ERATURA)

A internet e, sobretudo, a consolidação das formas de sentir o mundo do espetáculo transformaram a literatura. As gerações leitoras que se formaram antes da MTV e dos reality-shows quem sabe  tenham acabado por aceitar que as gerações seguintes já não processariam a literatura mediante os livros habituais (de Baudelaire, de Rimbaud, de Neruda etc.). Para muitos leitores do Milênio, a literatura foi um outro ramo da propaganda publicitária em vídeo, já quase sem emprego.

No Mundo Warhol 2.0, Dostoiévski primeiro foi substituído por Phil Donohue e, logo em seguida, P. D. tornou-se um inconfessável dinossauro e sofreu Desert Storm via Big Brother e, finalmente, Lady Gaga, ainda madame mainstream do Weird-Normal.

O suicídio de Amélia Rosseli

Amelia Rosselli( 1930-1996). Poeta italiana, filha de um teórico italiano do Socialismo liberal e de uma ativista inglesa ligada ao Labour party nasceu em Paris, onde os pais haviam-se exilado. Isso não impediu, entretanto, que as milícias fascistas matassem o pai e o tio, na França, em 1940. Após estudos literários e musicais realizados nos EUA e na Inglaterra, voltou com a mãe, à Itália, em 1940. Durante a década seguinte dedicou-se à tradução literária do inglês, a estudos de teoria musical e ensaística. Frequentou intelectuais romanos do Gruppo 63 (Nanni Balestrini e outros), inscreveu-se no PCI e, em 1963, começou a publicar seus versos e textos em prosa em várias revistas italianas, atraindo a atenção de Zanzotto, Raboni e Pasolini, entre outros poetas importantes. Escreveu também em francês e inglês, tendo traduzido grande parte da obra de Sylvia Plath, a quem admirava.
A morte da mãe, em 1949, causou-lhe profunda depressão. O mal de Parkinson que a atacou desde seus quarenta anos, e outras depressões, levaram-na ao suicídio em Roma, em 1996.

Boating Douzetuor

Epilogue: 4 pm, I wake up. Rocking does it, a lilt. The picnic sun hits the starboard where I’m looking. It is a pendulum and soon I’m slumped over, Dribbling a paper umbrella on navy stripes. My girl’s wearing Jill St. John over her shoulder. The sail’s snapping as softly as a dish towel, Wicking […]

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Vincent Broqua

Vincent Broqua é professor titular da Universidade Paris 8 Vincennes Saint Denis. É autor de artigos sobre escritores, músicos e artistas do século XX até hoje (Samuel Beckett, Caroline Bergvall, Jen Bervin, John Cage, Stacy Doris, Alice Notley, Gertrude Stein, Rosmarie Waldrop). Traduziu ou cotraduziu poetas americanos (David Antin, Stephen Ratcliffe, Rosmarie Waldrop, Elizabeth Willis, […]

A autópsia de um “poema” de Kenneth Goldsmith

Ao fazer sua performance sob a imagem de Michael Brown em sua foto de formatura, Goldsmith emitiu, durante trinta minutos, uma cantoria incessante que  apagou qualquer afeto pessoal   e ele, frise-se, não permitiu nenhuma interrupção, a não ser a pausa que ele fez para ele mesmo tomar um copo de água. No entanto, apesar de seu magistral domínio do palco e do  público, ele não foi capaz de apropriar-se de forma  inteiramente  conveniente do vernáculo médico, o que, por sinal , não surpreende: a linguagem médica é complicada e acaba por excluir os que não tiveram o privilégio de aprendê-la. Assim ele ficou jogando com as palavras e até mesmo errando ao pronunciá-las. Onde Goldsmith falhou não foi nesses “erros”, que aliás  revelavam a verdade em  uma forma que o poema não  alcançava, mas na sua falta de humildade,  em sua insensibilidade quanto ao fato de  que existia algo ou alguém mais no auditório ( a presença ausente, a ausência presente no relatório da autópsia), ao lado da “ verdade” incessante de seu poema.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Mercedes Roffé

Mercedes Roffé: nascida em Buenos Aires, em 1954, é poeta, tradutora e editora.  Publicou: Poemas (Madri: Síntesis, 1977), El tapiz (com o heterônimo Ferdinand Oziel; Buenos Aires: Tierra Baldía, 1983), Cámara baja (Buenos Aires: Último Reino, 1987; Chile: Cuarto Propio, 1996), La noche y las palabras (Buenos Aires: Bajo la luna llena, 1996; Chile: Cuarto Propio, 1998), Definiciones Mayas (New York: Pen Press, 1999), Antología poética (Caracas: Pequeña Venecia, 2000), Canto errante (Buenos Aires: tsé-tsé, 2002), Memorial de agravios (Córdoba. Alción, 2002), a antologia Milenios caen de su vuelo (Tenerife: Colección Atlántica de Poesía, 2005), La ópera fantasma (Buenos Aires: Bajo la luna, 2005), Las linternas flotantes (Buenos Aires: Bajo la luna, 2009), La interrogación incesante. Entrevistas 1996-2012 (Madrid: Amargord, Colección Once, 2013) e Carcaj: Vislumbres (Madrid/México: Vaso Roto, 2014).