Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Rery Maldonado

RERY MALDONADO nasceu em Tarija (Bolívia) em 1976. Desde 1997 vive em Berlim, onde trabalha como tradutora, autora e desenvolve projetos culturais. Publicou Los superdemokraticos, eine politische literarische Theorie (Verbrecher Verlag, 2011) com Nikola Richter, La república en el espejo (Montevideo, La Propia Cartonera, 2011) e Andar por casa (Buenos Aires, Eloísa Cartonera, 2007, e La Paz, Yerba Mala Cartonera, 2009). Com o grupo Los Superdemokraticos, realizou uma turnê de leituras por alguns países da América Latina (Goethe Institut) e pela Hungria (Universidad de Debrezen) em 2011. Participou do “Poesiefestival Berlin 2011”, “Latinale, festival de poesía latinoamericana de Berlín” (2008, 2009, 2010 e 2013) e do “Der ekart över havet” em Malmö, Suécia, em 2010.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Cristino Bogado

CRISTINO BOGADO nasceu em Assunção, em 1967. Publicou: Plágio inconsciente de Leopoldo, editado na Espanha em 2014; Contra o futebol e outros nihilpoemas, em 2013; Dandy com vertigem, em 2004; Desperezamiento Punk, em 2007; Suco Loco, Last poesia paraguaia 1996-2007, em 2007; Dandy Maká Ut, em 2008; Eros. Feminino Erotika parawayensis Poesia, em 2009; Tatu ro’o metafísico (xapoesía em poro’unhol) em 2008; Quase Parawayo, em 2009; Amor KARAIVA, em 2010, entre outros livros. Publicou também poemas e ensaios em revistas chilenas como Bilis e Mar com Soroche, mexicanas como Orientação e Metropolis, peruanas como Pen Pelicano, espanholas como La Caja Stores (fanzine) e Daimon, laissezaller e La Migra na Argentina.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Charles Bernstein

O poeta e professor CHARLES BERNSTEIN, nascido em 1950 em Nova Iorque, onde vive, é uma das principais forças das letras norte-americanas. Autor de vários livros de poesia e de crítica literária, é o co-fundador e co-editor de PennSound, o maior arquivo de leituras de poetas do mundo todo e do pioneiro Electronic Poetry Center. No Brasil, publicou o livro Histórias da guerra em 2008. Para ele, “a poesia é alguma coisa em longo prazo”. Nome de alcance mundial, ele afirma que o melhor suporte para sua poesia é o diálogo: “Tenho tido a sorte, desde quase o primeiro momento, de contar com bons companheiros”.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Tina Quintana

AGUSTINA QUINTANA nasceu em 1994, em La Falda, Argentina. É uma das participantes da antologia Cuentos de grandes pequeños a los trece años. Viveu por uns tempos na selva panamenha, onde escreveu uma novela sobre um falso pastor e a crise argentina de 2001. Mora em Buenos Aires, onde estuda Filologia. Escreve desde os seis anos.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Felipe Cussen

FELIPE CUSSEN, nascido em Santiago de Chile, 1974, é poeta, músico e ensaísta, com vários livros publicados, entre eles Opinología, Mil versos chilenos (antologia editada com Marcela Labraña) e Título. Doutor em Ciências Humanas pela Universidade Pompeu Fabra, é pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Santiago de Chile. Sua pesquisa centrou-se, por um tempo, no campo da literatura comparada, especialmente na poesia hermética, literatura experimental e misticismo. Atualmente investiga as relações entre poesia contemporânea e música eletrônica. Faz, também, com o mesmo interesse, poemas visuais, poemas sonoros, vídeos e performances. Ele já trabalhou com o músico Ricardo Luna em obras que combinam música, poesia e projeções visuais. Cussen é membro do Foro de Escritores e da Orquestra de Poetas.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Josely Vianna Baptista

JOSELY VIANNA BAPTISTA, 1957, realiza um trabalho longo e constante de tradução de escritores hispano-americanos da qual é, hoje, a principal tradutora para a língua portuguesa. Traduziu, entre vários, Jorge Luis Borges e Paradiso de Lezama Lima. É autora de Ar (Iluminuras, 1991), Corpografia (Iluminuras, 1992), Outro (Mirabilia, 2001), A Concha das Mil Coisas Maravilhosas do Velho Caramujo (Mirabilia, 2001) e Sol sobre nuvens (Perspectiva, 2002), entre outros livros de poema. Uma de suas principais contribuições ao debate literário é Musa paradisíaca: antologia da página de cultura 1995/2000 (em colaboração com. F. Faria; Mirabilia, 2004). Pela Cosac Naify publicou Roça Barroca, no qual verte para o português o mito cosmogônico da tribo indígena Mbyá-Guarani em poemas, com edição bilíngue. Em 2002, a Editorial Aldus lançou no México seu Los poros floridos.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: John Yau

JOHN YAU, nascido em Lynn, Massachusetts, em 1950, é um poeta e crítico norte-americano que vive em Nova York. Publicou mais de 50 livros, entre poesia, ficção e crítica de arte. Os pais de Yau estabeleceram-se nos anos 1950 em Boston, depois de emigrarem da China em 1949. No final dos anos 1960, John Yau estava, na mesma Boston, exposto às leituras de poesia antiguerra e à contracultura e então manteve contato com os poetas Robert Bly, Denise Levertov e Robert Kelly; este lhe parecia um tipo diferente de autor: misterioso, interessado em ocultismo, em gnosticismo e artes plásticas.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Martín Gubbins

MARTÍN GUBBINS, 1971, Santiago, Chile. Poeta, editor, artista sonoro e advogado do consumidor e meio-ambiente. Publicou Escalas (México, Ediciones Mangos de Hacha, 2011), Fuentes del Derecho (Santiago, Ediciones Tácitas, 2010), Londres Poems (2001-2003) (Londres, Writers Forum Press, 2010), entre outros. Sua poesia sonora aparece em Bastallaga com Martín Bakero (Santiago-Paris, Acousmantika Sounds, 2011), 30 Diálogossonoros, com John M. Bennett (Columbus Ohio e Santiago de Chile, Luna Bisonte Prods, 2009), Sonidos de escritorio (Santiago, Autoedición, 2008), e En la escuela, com Tomás Varas (Santiago, Alquimia Ediciones, 2007). Sua poesia visual integra Poesia Visual na Avant Writing Collection, da Biblioteca da Universidade de Ohio (EUA) e do Arquivo de Poesia Concreta e Visual Ruth e Marvin Sackner (EUA). Junto com outros poetas e artistas, fundou e dirige o Writers Forum.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Yu Jian

YU JIAN (1954, Kunming) é um poeta e cineasta contemporâneo chinês, com um forte interesse em experimentação. Ele reside em Beijing. É uma figura de destaque da terceira geração de poetas, conhecida como o grupo Minjian (espaço popular). As características de sua poesia incluem uma rejeição à linguagem metafórica, ao confessionalismo, ao lirismo e ao idealismo. Para Yu Jian, poesia “deve ser firmemente plantada no solo da vida contemporânea”.
Embora ele seja acusado de escrever “não poesia” por críticos conservadores, o trabalho de Yu Jian é geralmente livre da vulgaridade e banalidade. Durante 20 anos, ele experimentou com uma variedade de estilos em uma busca por uma mistura eficaz do empírico, do especulativo e do estético. Muitos poemas trabalham um fato da vida cotidiana, para revelar implicações culturais imprevistas.