Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Felipe Cussen

FELIPE CUSSEN, nascido em Santiago de Chile, 1974, é poeta, músico e ensaísta, com vários livros publicados, entre eles Opinología, Mil versos chilenos (antologia editada com Marcela Labraña) e Título. Doutor em Ciências Humanas pela Universidade Pompeu Fabra, é pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Santiago de Chile. Sua pesquisa centrou-se, por um tempo, no campo da literatura comparada, especialmente na poesia hermética, literatura experimental e misticismo. Atualmente investiga as relações entre poesia contemporânea e música eletrônica. Faz, também, com o mesmo interesse, poemas visuais, poemas sonoros, vídeos e performances. Ele já trabalhou com o músico Ricardo Luna em obras que combinam música, poesia e projeções visuais. Cussen é membro do Foro de Escritores e da Orquestra de Poetas.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Josely Vianna Baptista

JOSELY VIANNA BAPTISTA, 1957, realiza um trabalho longo e constante de tradução de escritores hispano-americanos da qual é, hoje, a principal tradutora para a língua portuguesa. Traduziu, entre vários, Jorge Luis Borges e Paradiso de Lezama Lima. É autora de Ar (Iluminuras, 1991), Corpografia (Iluminuras, 1992), Outro (Mirabilia, 2001), A Concha das Mil Coisas Maravilhosas do Velho Caramujo (Mirabilia, 2001) e Sol sobre nuvens (Perspectiva, 2002), entre outros livros de poema. Uma de suas principais contribuições ao debate literário é Musa paradisíaca: antologia da página de cultura 1995/2000 (em colaboração com. F. Faria; Mirabilia, 2004). Pela Cosac Naify publicou Roça Barroca, no qual verte para o português o mito cosmogônico da tribo indígena Mbyá-Guarani em poemas, com edição bilíngue. Em 2002, a Editorial Aldus lançou no México seu Los poros floridos.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: John Yau

JOHN YAU, nascido em Lynn, Massachusetts, em 1950, é um poeta e crítico norte-americano que vive em Nova York. Publicou mais de 50 livros, entre poesia, ficção e crítica de arte. Os pais de Yau estabeleceram-se nos anos 1950 em Boston, depois de emigrarem da China em 1949. No final dos anos 1960, John Yau estava, na mesma Boston, exposto às leituras de poesia antiguerra e à contracultura e então manteve contato com os poetas Robert Bly, Denise Levertov e Robert Kelly; este lhe parecia um tipo diferente de autor: misterioso, interessado em ocultismo, em gnosticismo e artes plásticas.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Martín Gubbins

MARTÍN GUBBINS, 1971, Santiago, Chile. Poeta, editor, artista sonoro e advogado do consumidor e meio-ambiente. Publicou Escalas (México, Ediciones Mangos de Hacha, 2011), Fuentes del Derecho (Santiago, Ediciones Tácitas, 2010), Londres Poems (2001-2003) (Londres, Writers Forum Press, 2010), entre outros. Sua poesia sonora aparece em Bastallaga com Martín Bakero (Santiago-Paris, Acousmantika Sounds, 2011), 30 Diálogossonoros, com John M. Bennett (Columbus Ohio e Santiago de Chile, Luna Bisonte Prods, 2009), Sonidos de escritorio (Santiago, Autoedición, 2008), e En la escuela, com Tomás Varas (Santiago, Alquimia Ediciones, 2007). Sua poesia visual integra Poesia Visual na Avant Writing Collection, da Biblioteca da Universidade de Ohio (EUA) e do Arquivo de Poesia Concreta e Visual Ruth e Marvin Sackner (EUA). Junto com outros poetas e artistas, fundou e dirige o Writers Forum.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Yu Jian

YU JIAN (1954, Kunming) é um poeta e cineasta contemporâneo chinês, com um forte interesse em experimentação. Ele reside em Beijing. É uma figura de destaque da terceira geração de poetas, conhecida como o grupo Minjian (espaço popular). As características de sua poesia incluem uma rejeição à linguagem metafórica, ao confessionalismo, ao lirismo e ao idealismo. Para Yu Jian, poesia “deve ser firmemente plantada no solo da vida contemporânea”.
Embora ele seja acusado de escrever “não poesia” por críticos conservadores, o trabalho de Yu Jian é geralmente livre da vulgaridade e banalidade. Durante 20 anos, ele experimentou com uma variedade de estilos em uma busca por uma mistura eficaz do empírico, do especulativo e do estético. Muitos poemas trabalham um fato da vida cotidiana, para revelar implicações culturais imprevistas.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jean-Marie Gleize

JEAN-MARIE GLEIZE nasceu em Paris em 1º de abril de 1946. É professor de literatura na Universidade de Aix-en-Provence e na École Normale Supérieure de Lyon, onde também dirigiu o Centro de Estudos Poéticos (1999-2009). Com o conceito “simplificação”, o seu trabalho o leva a pensar, de modo crítico, na década de 1990, acerca da nudez e da literalidade como conceitos de análises poéticas e artísticas. Buscando fazer uma poesia realista, embora reconhecendo a impossibilidade de um resultado puramente objetivo, a sua escrita, aos poucos, se concentra em vários dispositivos, abrangendo notas, inclusão de textos heterogêneos, citação intertextual, referências de filmes e fotografia e apropriação pura e simples de materiais alheios. Além de suas várias publicações, é responsável pela gestão dos Nioques, núcleo no qual se retomam e exploram temas das vanguardas históricas de 1960-1970.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jean-Jacques Viton

JEAN-JACQUES VITON nasceu em 1933. Vive em Marselha. Passou a infância em Londres, 1934-1940. Voltou a residir em sua cidade natal, Marselha, durante a Segunda Guerra Mundial. Em seguida, mudou-se para Casablanca, Marrocos, 1945-1953. Navegou pelo mundo como funcionário da Marinha francesa entre 1955 e 1958. Foi administrador do Teatro Quotidien em Marselha (1958-1963). Membro do conselho editorial da revista Action Poétique, de 1963 a 1965, e novamente a partir de 1991. Colunista de teatro no diário La Marseillaise, Marselha (1964-1970). Cofundador e membro do conselho editorial da revista Manteia (1967-1974). Foi colaborador do Centro Literário Antoine Bourseiller (1971-1973). Cofundador, com Liliane Giraudon, do jornal Banana Split (1980-1990). Cofundador (1982) de Manicle Quartet (com Nanni Balestrini, Jill Bennett e Liliane Giraudon), que faz música com os poemas dos quatro poetas mencionados.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Maggie O’Sullivan

A poesia que eu considero significativa e de imenso valor é a inventiva, em termos de forma e de imaginação. Perigosa, contrária à mediocridade, contrária à certeza, ao fechamento, CONTRÁRIA. Um incitamento à liberdade imaginativa. Um incitamento ao ativismo pessoal. Não é de estímulo menor, para mim, re-imaginar, re-pensar, esperar.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Paul Hoover

Sibila: O que você espera ao escrever poesia?

Paul Hoover: Quero que a poesia me surpreenda e me transporte. Isso só pode acontecer quando diz a verdade – por exemplo, quando a chama e a borboleta têm certos traços em comum (Ponge). Escrever um poema pode ser uma experiência exaustiva. Você acha que não consegue ir a lugar algum e adormece à sua escrivaninha, num estado que Frank O’Hara chamou “quandariness” [dilematicidade]. Isso pode acontecer mesmo quando o resultado é um poema maravilhoso. Os poemas são uma investigação de identidade e diferença, onde a beirada (assunto) encontra seu vinco (forma).