Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Martín Gubbins

MARTÍN GUBBINS, 1971, Santiago, Chile. Poeta, editor, artista sonoro e advogado do consumidor e meio-ambiente. Publicou Escalas (México, Ediciones Mangos de Hacha, 2011), Fuentes del Derecho (Santiago, Ediciones Tácitas, 2010), Londres Poems (2001-2003) (Londres, Writers Forum Press, 2010), entre outros. Sua poesia sonora aparece em Bastallaga com Martín Bakero (Santiago-Paris, Acousmantika Sounds, 2011), 30 Diálogossonoros, com John M. Bennett (Columbus Ohio e Santiago de Chile, Luna Bisonte Prods, 2009), Sonidos de escritorio (Santiago, Autoedición, 2008), e En la escuela, com Tomás Varas (Santiago, Alquimia Ediciones, 2007). Sua poesia visual integra Poesia Visual na Avant Writing Collection, da Biblioteca da Universidade de Ohio (EUA) e do Arquivo de Poesia Concreta e Visual Ruth e Marvin Sackner (EUA). Junto com outros poetas e artistas, fundou e dirige o Writers Forum.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Yu Jian

YU JIAN (1954, Kunming) é um poeta e cineasta contemporâneo chinês, com um forte interesse em experimentação. Ele reside em Beijing. É uma figura de destaque da terceira geração de poetas, conhecida como o grupo Minjian (espaço popular). As características de sua poesia incluem uma rejeição à linguagem metafórica, ao confessionalismo, ao lirismo e ao idealismo. Para Yu Jian, poesia “deve ser firmemente plantada no solo da vida contemporânea”.
Embora ele seja acusado de escrever “não poesia” por críticos conservadores, o trabalho de Yu Jian é geralmente livre da vulgaridade e banalidade. Durante 20 anos, ele experimentou com uma variedade de estilos em uma busca por uma mistura eficaz do empírico, do especulativo e do estético. Muitos poemas trabalham um fato da vida cotidiana, para revelar implicações culturais imprevistas.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jean-Marie Gleize

JEAN-MARIE GLEIZE nasceu em Paris em 1º de abril de 1946. É professor de literatura na Universidade de Aix-en-Provence e na École Normale Supérieure de Lyon, onde também dirigiu o Centro de Estudos Poéticos (1999-2009). Com o conceito “simplificação”, o seu trabalho o leva a pensar, de modo crítico, na década de 1990, acerca da nudez e da literalidade como conceitos de análises poéticas e artísticas. Buscando fazer uma poesia realista, embora reconhecendo a impossibilidade de um resultado puramente objetivo, a sua escrita, aos poucos, se concentra em vários dispositivos, abrangendo notas, inclusão de textos heterogêneos, citação intertextual, referências de filmes e fotografia e apropriação pura e simples de materiais alheios. Além de suas várias publicações, é responsável pela gestão dos Nioques, núcleo no qual se retomam e exploram temas das vanguardas históricas de 1960-1970.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jean-Jacques Viton

JEAN-JACQUES VITON nasceu em 1933. Vive em Marselha. Passou a infância em Londres, 1934-1940. Voltou a residir em sua cidade natal, Marselha, durante a Segunda Guerra Mundial. Em seguida, mudou-se para Casablanca, Marrocos, 1945-1953. Navegou pelo mundo como funcionário da Marinha francesa entre 1955 e 1958. Foi administrador do Teatro Quotidien em Marselha (1958-1963). Membro do conselho editorial da revista Action Poétique, de 1963 a 1965, e novamente a partir de 1991. Colunista de teatro no diário La Marseillaise, Marselha (1964-1970). Cofundador e membro do conselho editorial da revista Manteia (1967-1974). Foi colaborador do Centro Literário Antoine Bourseiller (1971-1973). Cofundador, com Liliane Giraudon, do jornal Banana Split (1980-1990). Cofundador (1982) de Manicle Quartet (com Nanni Balestrini, Jill Bennett e Liliane Giraudon), que faz música com os poemas dos quatro poetas mencionados.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Maggie O’Sullivan

A poesia que eu considero significativa e de imenso valor é a inventiva, em termos de forma e de imaginação. Perigosa, contrária à mediocridade, contrária à certeza, ao fechamento, CONTRÁRIA. Um incitamento à liberdade imaginativa. Um incitamento ao ativismo pessoal. Não é de estímulo menor, para mim, re-imaginar, re-pensar, esperar.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Paul Hoover

Sibila: O que você espera ao escrever poesia?

Paul Hoover: Quero que a poesia me surpreenda e me transporte. Isso só pode acontecer quando diz a verdade – por exemplo, quando a chama e a borboleta têm certos traços em comum (Ponge). Escrever um poema pode ser uma experiência exaustiva. Você acha que não consegue ir a lugar algum e adormece à sua escrivaninha, num estado que Frank O’Hara chamou “quandariness” [dilematicidade]. Isso pode acontecer mesmo quando o resultado é um poema maravilhoso. Os poemas são uma investigação de identidade e diferença, onde a beirada (assunto) encontra seu vinco (forma).

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Yi Sha

YI SHA nasceu em 1966 em Chegdu e mudou-se aos dois anos, junto com a família, para a cidade de Xi’an, na província de Shaanxi, cidade da China Central. Ainda na escola, publicou seus primeiros poemas. Estudou chinês na Universidade Normal de Beijing [Pequim] e tornou-se uma figura conhecida entre os poetas chineses que estudavam na universidade. Trabalhou para revistas literárias, como apresentador de TV, como editor independente, e agora é professor assistente junto à Universidade de Estudos Internacionais de Xi’an. Em 1988 publicou sua primeira coletânea de versos, mimeografada, Rua solitária, mas encontrou um editor oficial para sua próxima coletânea, Que os poetas morram de fome! (1994). Seus outros títulos de prosa e de poesia compreendem: Cais vagabundos (1996); Este Diabo de Yi Sha (1998); Os sons do bastardo (1999); Ídolos blasfemos (1999); Assassino na Moda (2000); Crítica de 10 poetas (2001); Meu herói (2003); Ignorantes não têm vergonha (2005). Sua poesia foi traduzida para muitas línguas, mas ele não tem recebido permissão para recitar seus poemas no estrangeiro, em diversas ocasiões. Seus Poemas curtos escolhidos foram publicados em edição bilíngue chinês-inglês, em 2003, em Hong Kong. Que os poetas morram de fome! (Bloodaxe Books, 2008) é seu primeiro livro em inglês, fora da China.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Marco Giovenale

Sibila: Que poesia você lê?

Giovenale: Não amo a poesia lírica, realística, narrativa, confessional. Não amo o epigonismo hiperlinguístico ou “oulipo-style” de alguns intérpretes das recentes estações da neovanguarda. Em lugar disso, acompanho e pratico uma escritura de pesquisa entendida como littéralité e prosa em prosa, para citar Jean-Marie Gleize.

Sibila: Você acha que a leitura de poesia tem algum efeito?

Giovenale: A leitura de resíduos líricos, confessionais, retóricos, épicos, sublimes, assertivos, bonnefoyeurs, rilkeanos, montalianos e serenianos, oulipianos, laborínticos, narrativos, egocentrados, performativo-espetaculares consegue um efeito liberatório central: o efeito cômico. É divertido ler ou ouvir (esta) poesia.