Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Ronald Augusto

RONALD AUGUSTO, nascido em 1961 em Rio Grande, Rio Grande do Sul, é uma das principais vozes negras do Brasil. Poeta, crítico e músico, reside em Porto Alegre. As principais temáticas presentes em seu repertório referem-se à poesia contemporânea e à vertente negra na literatura brasileira. Atualmente Ronald Augusto realiza palestras e oficinas/cursos abordando assuntos como música, poéticas contemporâneas, literatura negra e poesia visual. Entre 2007 e 2012 manteve ao lado do poeta Ronaldo Machado a Editora Éblis, voltada para a poesia.

Taoísmo, poesía y caldo de cabeza

Parra: Mira, yo he estado interesado en el estudio del modernismo desde hace un tiempo y por cierto que he pasado por ese planteamiento que tú indicas. En realidad el modernismo no es una cosa muy fácil de definir. Durante mucho tiempo no supe qué demonios era. Lefebvre me ayudó a salir del paso con su Introducción a la modernidad. Me lo encontré un día por arte de birlibirloque. Lo leí. Para Lefebvre los creadores de la modernidad a mediados del siglo pasado serían Marx y Baudelaire. El problema entonces no es tan solo un problema literario, es un problema absolutamente fundamental: según Lefebvre, a mediados del siglo XIX, el hombre europeo se dio cuenta de un nuevo malestar, de una frustración social, una frustración personal. ¿Cómo resolverla? Para Baudelaire, mediante una martingala de tipo literario que se llama alquimia verbal.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Michel Deguy

MICHEL DEGUY (Paris, 1930), além de filósofo, é um dos mais importantes poetas franceses contemporâneos. Publicou, entre outros, Les Meurtrières (1959), Poèmes de la Presqu’île (1961), Ouï dire (1966), Poèmes 1960-1970, Abréviations usuelles (1977), La Machine matrimoniale ou Marivaux (1982), Choses de la poésie et affaire culturelle (1986), L’Énergie du désespoir, ou d’une poétique continuée par tous les moyens (1998). Fez parte dos grupos das revistas Poésie (que edita desde 1977 e à qual recentemente se associou uma publicação eletrônica com conteúdo próprio, Pour Po&sie), Critique e Les Temps Modernes.

Lugares históricos da poesia: Torquato Neto (1972)

MM: Como você se ligou com a turma Tropicália?

TN: Essa história é muito manjada. Eu fui estudar na Bahia e lá encontrei, conheci um bocado de gente no Colégio e tal; dentre estes tinha um que era amigo de outro e tal e tal, e nessa cirandinha eu cheguei a conhecer Caetano; depois eu conheci Gil; depois eu fui embora pro Rio de Janeiro em 1962, eles ficaram lá; quando foi em 65, tem aquela história conhecidíssima: Bethânia foi pra Bahia (sic) e aí começamos a fazer música, todo mundo. Isto é: a gente fazia música, brincava com música, mas o nosso papo mesmo era cinema; era o que a gente queria fazer mesmo.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Abreu Paxe

ABREU CASTELO VIEIRA DOS PAXE nasceu em 1969 no vale do Loge, município do Bembe, província do Uíge, Angola, país africano com população estimada em 22 milhões de habitantes. Angola tornou-se independente de Portugal em 1975. Paxe licenciou-se em Língua Portuguesa no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) de Luanda, cidade com cerca de oito milhões e meio de habitantes. É professor de Literatura Angolana no ISCED e membro da União dos Escritores Angolanos (UEA). É autor, entre outros, de A chave no repouso da porta (2003 − Prémio António Jacinto) e de O vento fede de luz (União dos Escritores Angolanos, 2007). Em 2000, foi o ganhador do prêmio “Um Poema para África”. Para ele “a poesia se realiza nos elementos que se perdem no cotidiano”.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Jennifer Scappettone

Poeta da safra mais nova, performer, tradutora e professora, JENNIFER SCAPPETTONE nasceu e cresceu em Nova York. É PhD pela Universidade da Califórnia, em Berkeley. Publicou, entre outros títulos, Err-Residence (2007), Beauty – is the New Absurdity, (2007), Thing Ode / Ode oggettuale (2008) e From Dame Quickly (2009). Seu livro mais recente é Killing the Moonlight: Modernism in Venice (Columbia University Press). Seus interesses de pesquisa e ensino abrangem os séculos 20 e 21 com ênfase em modernismo mundial comparado, história e presença da vanguarda hoje, tanto quanto literaturas de viagem, migração e deslocamento, barbárie, multilinguismo e sobretudo, por ora, em cultura italiana e seus ecos.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Viacheslav Kupriianov

Poeta, prosador, tradutor e crítico russo, VIACHESLAV KUPRIIANOV nasceu em Novosibirsk, em 1939, e vive em Moscou. Durante sua extensa carreira literária, Kupriianov publicou nove títulos entre poesia e prosa, a maioria traduzida em várias línguas europeias, além de editar uma importante antologia de suas traduções de poetas austríacos, alemães, suíços e norte-americanos (Moscou, Raduga, 2009).

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Rery Maldonado

RERY MALDONADO nasceu em Tarija (Bolívia) em 1976. Desde 1997 vive em Berlim, onde trabalha como tradutora, autora e desenvolve projetos culturais. Publicou Los superdemokraticos, eine politische literarische Theorie (Verbrecher Verlag, 2011) com Nikola Richter, La república en el espejo (Montevideo, La Propia Cartonera, 2011) e Andar por casa (Buenos Aires, Eloísa Cartonera, 2007, e La Paz, Yerba Mala Cartonera, 2009). Com o grupo Los Superdemokraticos, realizou uma turnê de leituras por alguns países da América Latina (Goethe Institut) e pela Hungria (Universidad de Debrezen) em 2011. Participou do “Poesiefestival Berlin 2011”, “Latinale, festival de poesía latinoamericana de Berlín” (2008, 2009, 2010 e 2013) e do “Der ekart över havet” em Malmö, Suécia, em 2010.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Cristino Bogado

CRISTINO BOGADO nasceu em Assunção, em 1967. Publicou: Plágio inconsciente de Leopoldo, editado na Espanha em 2014; Contra o futebol e outros nihilpoemas, em 2013; Dandy com vertigem, em 2004; Desperezamiento Punk, em 2007; Suco Loco, Last poesia paraguaia 1996-2007, em 2007; Dandy Maká Ut, em 2008; Eros. Feminino Erotika parawayensis Poesia, em 2009; Tatu ro’o metafísico (xapoesía em poro’unhol) em 2008; Quase Parawayo, em 2009; Amor KARAIVA, em 2010, entre outros livros. Publicou também poemas e ensaios em revistas chilenas como Bilis e Mar com Soroche, mexicanas como Orientação e Metropolis, peruanas como Pen Pelicano, espanholas como La Caja Stores (fanzine) e Daimon, laissezaller e La Migra na Argentina.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Charles Bernstein

O poeta e professor CHARLES BERNSTEIN, nascido em 1950 em Nova Iorque, onde vive, é uma das principais forças das letras norte-americanas. Autor de vários livros de poesia e de crítica literária, é o co-fundador e co-editor de PennSound, o maior arquivo de leituras de poetas do mundo todo e do pioneiro Electronic Poetry Center. No Brasil, publicou o livro Histórias da guerra em 2008. Para ele, “a poesia é alguma coisa em longo prazo”. Nome de alcance mundial, ele afirma que o melhor suporte para sua poesia é o diálogo: “Tenho tido a sorte, desde quase o primeiro momento, de contar com bons companheiros”.