O pão dos insanos de Christine Lavant

Christine Lavant (1915-1973) é o pseudônimo de Christine Thonhauser (nome de casamento: Christine Habernig), uma poeta austríaca. Christine nasceu na aldeia de Großedling, no Vale do Lavant (Lavanttal), em uma família de origens humildes. Mais tarde, ela adotou como pseudônimo o nome desse vale.  Recém-nascida, Lavant sofreu de uma infecção nos gânglios linfáticos submandibular e cervical […]

A dificuldade de ser de Jean Cocteau

Vem de ser lançado o indispensável A dificuldade de ser (Editora Autêntica), de Jean Cocteau (1889-1963). O livro foi redigido durante a 2ª Grande Guerra e editado na França em 1947. Trata-se, de fato, de uma arte poética feita a partir do relato de sua vida, da infância até o momento de finalização do texto, quando passara dos 50 anos. Ao mesmo tempo, o livro possui um caráter de testemunho ativo, aliás, às vezes crítico, de um dos períodos mais ricos da cena europeia, então cubista, surrealista, construtivista. E há, ainda, na obra, um viés de depoimento acerca de suas personagens maiores: o compositor Eric Satie (um de seus mestres), Picasso, o poeta Guillaume Apolinaire, o bailarino e coreógrafo russo Nijinski, Charles Chaplin, o dramaturgo Jean Genet e tantos outros de primeira linha.
Cocteau foi, em essência, um poeta, que escreveu romances, peças de teatro, crítica literária, fez filmes e foi um artista plástico inspirado, que deixou sua marca em capelas de pescadores então abandonadas da Provence e da Côte D’Azur .

Crédito à morte: a crise sem fim do capitalismo

Quem quer se lembrar agora? O grande medo de outubro de 2008 parece já mais distante do que “o grande medo” do início da Revolução Francesa. Mas naquele momento, tinha“-se a impressão de que grandes buracos davam entrada à água que levava a pique o navio. Tinha”-se até a impressão de que todo mundo, sem dizê-lo, já esperava por isso há muito tempo. Os experts se interrogavam abertamente sobre a solvência até dos Estados mais fortes, e os jornais estampavam em primeira página a possibilidade de uma falência em cadeia das cadernetas de poupança na França. Em reuniões de família, discutia“-se acerca da necessidade de se retirar todo o dinheiro do banco e guardá”-lo em casa; usuários dos trens se perguntavam, comprando um bilhete com antecedência, se ainda poderiam pegá”-los. O presidente americano George Bush se dirigia à nação para falar da crise financeira em termos semelhantes àqueles empregados depois do 11 de setembro de 2001, e o Le Monde trazia como título em sua revista de outubro: “O fim de um mundo”.

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Vivek Narayanan

Vivek Narayanan: Nasceu na Índia, em 1972. Ele viveu, trabalhou e estudou em diversos países, como a Zâmbia, África do Sul e os Estados Unidos. É editor do jornal on-line Almost Island e editor associado de Fulcrum (Boston); trabalha no programa Sarai do CSDS (Centre for the Study of Developing Societies), em Delhi. Publicou Universal Beach (Mumbai: Harbour Line, 2006) e as antologias: 60 Indian Poets (Penguin India, 2007); The Bloodaxe Book of Contemporary Indian Poetry (Bloodaxe, 2008); Language for a New Century: Contemporary Poetry from the Middle East, Asia, and Beyond (W.W. Norton, 2008). Narayanan explora diferentes maneiras de leitura, busca fundir a poesia com outras formas, experimentando com a tecnologia, o espaço físico, o movimento, a interação com o público.

SIBILA DEBATE 64: “achava o Lula um pouco farsante”

Foi quando veio o [marechal Humberto de Alencar] Castelo Branco, que pôs na chefia do aparato de repressão, na verdade, na coordenação, um general (nunca me esqueço dele porque foi meu colega na Cepal, o exército mandava oficiais fazerem curso na Cepal), Estevão Tauvino de Rezende. E um dia, não sei por qual circunstância, ele me encontrou.

Janus Pannonius Grand Prize for Poetry to Charles Bernstein and Giuseppe Conte

The 2015 Janus Pannonius Grand Prize for Poetry has been awarded to Charles Bernstein and  Giuseppe Conte. The prize was founded in 2012 by the Hungarian PEN Club (an affiliate of International PEN). In 2014, Yves Bonnefois (France) and Adonis (Syria) won the prize, which is modelled on the Nobel Prize for Literature. In 2013 the prize went to Simin Behbahani (Iran). The prize was announced on the Janus Pannonius web page.  The web page includes an  English pdf about the prize. According to Hungarian PEN president Géza Szőcs:  Our prize seeks to honour and reward those poets who can be considered heirs to human spirituality and culture, the grand chain of values, accumulated over millennia. We wish to honour those contemporary artists who have done the most to advance the representation and enrichment of forms of consciousness in harmony with the reflection and interpretation of the world today. The prize has been named after Janus Pannonius, the first known and celebrated Hungarian poet. The prize awarded is 50,000 euros. 2014 winners Bonnefoy and Adonis and 2013 winner Simin Behbahani The prize will be presented both in Italy and Hungary. In Milan on August 27 at 7pm there will be a reading of the Janus Pannonius laureates and translators […]

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Vincent Broqua

Vincent Broqua é professor titular da Universidade Paris 8 Vincennes Saint Denis. É autor de artigos sobre escritores, músicos e artistas do século XX até hoje (Samuel Beckett, Caroline Bergvall, Jen Bervin, John Cage, Stacy Doris, Alice Notley, Gertrude Stein, Rosmarie Waldrop). Traduziu ou cotraduziu poetas americanos (David Antin, Stephen Ratcliffe, Rosmarie Waldrop, Elizabeth Willis, […]

A Amazônia devastada

Na Amazônia, fala-se muito em preservação da floresta. A afirmação de que o homem precisa conviver com a natureza já é frase surrada  entre ambientalistas e simpatizantes da causa ambiental. O homem, há anos, devasta a mata (ou o que resta dela). Mas qual a importância da cobertura vegetal nas cidades? Seria possível a vida em uma cidade sem árvores? Nas cidades, as áreas verdes diminuem o estresse de seus habitantes. Sossega os inquietos. Anima os tristes. À sombra de uma árvore quem não se anima a caminhar a  segunda milha?

Sibila, lugares contemporâneos da poesia: Roger Santiváñez

Roger Santiváñez nasceu em Piura, em 1956. Cursou Artes Liberais e Ciências da Informação na Universidade de Piura. Obteve o bacharelado em Literatura pela Universidade Nacional Maior de San Marcos. Publicou os seguintes livros de poesia: Antes de la muerte (1979), Homenaje para iniciados (1984), El chico que se declaraba con la mirada (1988), Symbol (1991), Cor cordium (1995), Santa María (2002), Eucaristía (2004), Dolores Morales de Santiváñez (Selección de poesía 1975 – 2005) e Amastris (2007). E de prosa: Santísima Trinidad (1997), Historia francórum (2000) e El Corazón Zanahoria (2002).